2/7: Os meus 72 discos favoritos – LIGHTS ON

3. Lights On

Depois de todo o sucesso obtido com a 1ª parte desse especial, eis que apresento pra vocês o segundo bloco contendo mais 11 dos meus 72 discos favoritos (você pode conferir o post anterior acessando este link). Enquanto escrevia LIGHTS OFF, o meu maior objetivo foi montar uma pequena relação de álbuns que apresentasse uma temática sombria e trabalhasse com os sentimentos de seus criadores, expressando toda a dor, melancolia e demais negativismo que tanto sentimos e estamos cansados de sentir.

Em LIGHTS ON, paralelamente, meu propósito foi exatamente caminhar pelo trajeto contrário. Aqui trago álbuns que te farão – ou tentarão te fazer – sair da deprê e querer comemorar a sua vida da melhor forma possível. Bora encher o carro com os amigos e jogar papo fora! Xô preguiça, xô tristeza!


01. Headstrong11. HEADSTRONG – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros., 2007;

Singles: “Be Good To Me”, “He Said, She Said”, “Not Like That” e “Suddenly”;

Não deixe de ouvir também: “So Much For You”, “Goin’ Crazy”, “We’ll Be Together” e “Headstrong”.

Antes de lançar seu grande primeiro álbum solo, “Headstrong”, de 2007, Ashley Tisdale já era conhecida por seu papel no filme “High School Musical”, então não era nenhuma novidade para o público que a loirinha já sabia cantar. Seja sensualizando no clipe de “He Said, She Said”, arrasando nos vocais de “Suddenly” ou sendo a tão adorada e brega Disney girl de “Not Like That”, Tisdale acertou em cheio com a sua estreia musical, e isso é algo que fica evidente enquanto ouvimos as faixas que compõem “Headstrong”. Sem medo de mostrar todo o seu #girlpower, a cantora foi uma das poucas novatas de sua geração que soube como transmitir sua mensagem otimista sem cair na rejeição popular. Um exemplo de confiança e transparência, Ashley é ainda um modelo de artista que costumeiramente manteve sua boa postura sem estrelar as manchetes escandalosas da imprensa marrom, postura essa nem sempre tomada por seus conterrâneos de “HSM”, não é mesmo?


02. Child Of the Universe12. CHILD OF THE UNIVERSE – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony Music, 2012;

Singles: “Sitting On Top Of The World”, “Dancing With a Broken Heart” e “Wish You Were Here”;

Não deixe de ouvir também: “Touch”, “Hunters And The Wolves”, “Alcohol” e “No Communication”.

É engraçado porque, ao mesmo passo que a frase “jamais julgue um livro pela capa” defina perfeitamente a senhorita Goodrem para aqueles mais inseguros, a mesma frase não pode ser aplicada para aqueles mais confiantes e que se rendem ao amor à primeira vista. Em meio a tantos atributos físicos exageradamente perfeitos (loira, magra, bonita, simpática, quase uma Barbie humana), fica a dúvida acerca de seus reais talentos e qualidades. Entretanto, qualquer dúvida é facilmente sanada quando temos a oportunidade de ouvir sua boca maravilhosamente bem desenhada ser aberta e sua cristalina voz ser emanada por dois pulmões fortes e imbatíveis. “Child Of The Universe”, seu 4º álbum de inéditas, é, até a presente data, o trabalho que melhor define sua personalidade tão interessante de ser descoberta. Trazendo um mix de sons e experiências de vida, Delta se mostra uma profissional e tanto na apresentação de cada música do disco, seja pela agressividade estonteante de “Alcohol” ou pelo seu lado mais dançante de “Dancing With A Broken Heart”. Uma das melhores vocalistas da atualidade, Delta Goodrem é mais uma daquelas mulheres que integra a nossa lista de “nomes que o mundo PRECISA conhecer”.


03. Most Wanted13. MOST WANTED – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records, 2005;

Singles: “Wake Up” e “Beat Of My Heart”;

Não deixe de ouvir também: “The Getaway”, “Break My Heart”, “Fly” e “Supergirl”.

Já dissemos que o álbum “Dignity” foi um divisor de águas na carreira de Hilary Duff, mas vale relembrar que antes disso a cantora já vinha caminhando para uma imagem artística mais amadurecida. E, foi exatamente com a coletânea “Most Wanted” que Duff resolveu presentear seus fãs com uma reunião de suas músicas mais poderosas. Contando com as inéditas “Wake Up”, “Beat Of My Heart”, “Break My Heart” e “Supergirl” – essa última presente apenas na edição de colecionadores do novo álbum – Hilary já tentava dizer aos fãs que aquela seria a última vez que a veriam como a popstar adolescente mais procurada do momento. Agora quase uma mulher, Hilary brilhantemente deu um passo afrente ao emplacar “Wake Up” como um dos maiores hits de 2005 e ainda nos surpreender com os vocais consistentes de “Beat Of My Heart”, estes demonstrados ao vivo na edição de 2005 do “American Music Awards” – e que você pode conferir aqui.


04. Britney14. BRITNEY – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2001;

Singles: “I’m A Slave 4 U”, “Overprotected”, “I’m Not a Girl, “Not Yet a Woman”, “I Love Rock ’N’ Roll” e “Boys (The Co-ed Remix)”;

Não deixe de ouvir também: “Boys (Album Version)”, “Let Me Be”, “What It’s Like To Be Me” e “Before The Goodbye”.

Com apenas dois álbuns lançados e vários hits tocando sem parar nas rádios de todo o planeta, a jovem Srtª Spears já era considerada um ícone da cultura pop quando preparava o lançamento de seu 3º disco de inéditas, o autointitulado “Britney”, de 2001. Disposta a quebrar as regras do jogo logo no começo de sua bem sucedida carreira, foi com este material que a cantora explodiu pelo mundo como uma das sex symbols mais desejadas de todos os tempos. Com uma divulgação massiva e a liberação de um single atrás do outro, ouso dizer que este é sem sombra de dúvidas o material mais bem trabalhado e explorado de sua discografia, tendo inclusive sido usado como base para a estreia da “Princesinha do Pop” nos cinemas por meio do longa “Crossroads: Amigas para Sempre”. Tomando um rumo mais independente e deixando de lado as baladinhas românticas que tanto fizeram parte de “…Baby One More Time” e “Oops!…I Did It Again”, “Britney” foi o passo inicial dado pela cantora que mais tarde se tornaria conhecida pelo bordão “it’s Britney, bitch”.


05. A Public Affair15. A PUBLIC AFFAIR – JESSICA SIMPSON

Gravadora: Epic Records, 2006;

Singles: “A Public Affair”, “I Belong To Me” e “You Spin Me Round (Like a Record)”;

Não deixe de ouvir também: “B.O.Y.”, “Walkin’ ’Round in a Circle”, “The Lover In Me” e “I Don’t Want To Care”.

Simpson já não era mais uma novata quando liberou “A Public Affair”, seu 5º álbum de estúdio, para os fãs que aguardavam ansiosos por novas músicas desde o natalino “Rejoyce: The Christmas Album”, de 2004. Agora experiente e conhecedora dos altos e baixos que o mercado musical pode proporcionar a qualquer um, a irmã mais velha de Ashlee Simpson decidiu chamar as amigas Christina Applegate, Eva Longoria e Christina Milian (entre outros famosos) para estrear o divertido clipe do carro-chefe, “A Public Affair” (por favor, ASSISTA). Um ponto interessante que observei e merece atenção é que este é o primeiro álbum, depois de tantos anos de carreira, no qual a cantora aparece realmente confortável consigo mesma e com a própria identidade que adquiriu no passar dos anos. Após passar tanto tempo tentando atingir as altas notas de Mariah Carey e Celine Dion, pela primeira vez pudemos ver Jessica quebrando as amarras que a fizeram famosa sendo mais Jessica e menos uma promessa de “Miss sonho americano”.


06. Breakaway16. BREAKAWAY – KELLY CLARKSON

Gravadora: RCA Records, 2004;

Singles: “Breakaway”, “Since U Been Gone”, “Behind These Hazel Eyes”, “Because Of You” e “Walk Away”;

Não deixe de ouvir também: “Gone”, “Where Is Your Heart”, “I Hate Myself For Losing You” e “Hear Me”.

Pode parecer um pouco estranho, mas, “Breakaway” não é o disco de estreia da primeira grande vencedora do “American Idol”. Por mais que “Thankful” (2003) tenha sido o responsável por levar o nome da cantora do anonimato para a popularidade musical, foi somente um 1 depois que Kelly Clarkson tornou-se uma das popstars mais conhecidas e amadas do globo terrestre. Trazendo hinos que mais tarde a consagrariam como uma das musicistas mais talentosas do novo milênio, Clarkson é uma raridade dos dias de hoje que sempre demonstrou fidelidade a suas raízes como cantora e artista. Investindo em sua voz poderosa e nas batidas pop que comumente estiveram presentes em seus trabalhos no decorrer dos anos, “Breakaway” é definitivamente um de seus trabalhos mais coesos e profundos que trouxe o melhor da voz de Kelly em sua melhor fase. É, inclusive, o trabalho que a cantora mais vendeu por aí: foram mais de 14 milhões de cópias no mundo.


07. Guilty Pleasure17. GUILTY PLEASURE – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros., 2009;

Singles: “It’s Alright, It’s OK” e “Crank It Up”;

Não deixe de ouvir também: “Acting Out”, “How Do You Love Someone”, “Erase And Rewind” e “I’m Back”.

Tomando por base a premissa já adotada por Madonna e Christina Aguilera de que ficar morena representa um amadurecimento da imagem artística da mulher envolvida na indústria fonográfica, Ashley Tisdale não pensou duas vezes antes de fazer o mesmo e servir de exemplo para o caso prático. Assim como sua colega da “Disney” Hilary Duff, Ashley merece nossa ovação de pé pela atitude que parece ter funcionado, já que “Guilty Pleasure”, seu 2º álbum, acabou por se provar uma obra de arte da música pop contemporânea. Por mais que os novos cabelos tenham durado só até a metade da divulgação do disco – Tisdale já estava loira mais uma vez em “Crank It Up” – é inevitável que a mudança surtiu um efeito muito positivo em como as pessoas começaram a ver nossa querida estrela de “The Suite Life Of Zack & Cody”. Agora uma mulher crescida e pronta para as novas aventuras de sua carreira musical – que atualmente encontra-se num hiatus interminável -, bem que os cabelos escuros poderiam voltar na próxima era de Ashley, vocês não acham?


08. Goodbye Lullaby18. GOODBYE LULLABY – AVRIL LAVIGNE

Gravadora: RCA Records, 2011;

Singles: “What The Hell”, “Smile” e “Wish You Were Here”;

Não deixe de ouvir também: “I Love You”, “Everybody Hurts”, “Remember When” e “Goodbye”.

Foi difícil escolher um álbum de Avril Lavigne para fazer parte deste especial que estamos acompanhando, mas eu não acredito que tenha feito a escolha errada ao apostar todas minhas fichas no 4º disco da canadense. Eu sei, é claro, que “Goodbye Lullaby” não é tão autêntico como “Let Go”, profundo como “Under My Skin” ou alto astral como o “The Best Damn Thing”, mas nenhum dos trabalhos anteriores trouxe a sensibilidade que eu tanto procurava. O que diferencia esta obra das demais é que Lavigne parece não ter se importado nenhum pouco em gravar algumas músicas boas sem se preocupar com o que poderia tocar nos rádios e fazer sucesso. É claro que temos a parte mais comercial do álbum – as três músicas escolhidas para single – mas em momento algum é desmerecida a importância de outros grandes hinos como “Everybody Hurts” e “Not Enough”, por exemplo. Um super ponto para Avril que, seguindo os seus próprios instintos, soube nos presentear com um disco sincero e positivo ao extremo.


09. Funhouse19. FUNHOUSE – PINK

Gravadora: LaFace Records, 2008;

Singles: “So What”, “Sober”, “Please Don’t Leave Me”,  “Funhouse”, “I Don’t Believe You” e “Glitter In The Air”;

Não deixe de ouvir também: “Bad Influence”, “It’s All Your Fault”, “Ave Mary A” e “This Is How It Goes Down”.

Apesar de ser obcecado pela voz da Pink, devo confessar que nunca fui um amante de seus álbuns de inéditas, a não ser por um grande single aqui e ali. Todavia, eu posso afirmar com todas as palavras que “Funhouse” é o disco que veio para deixar completamente de lado essa ideia e me fazer quase um grande fã de seu trabalho. Seja pelo lado “Pink de ser” esbanjado na eletrizante “So What” ou pela obscuridade tão fascinante de “Sober”, o 5º disco da loira é o que de mais pop-rock iremos encontrar em sua conceituada discografia. Trazendo os seus já conhecidos vocais fortes e raspados de uma contralto que sabe o que faz nos estúdios de gravação e nos palcos de suas turnês, Pink sempre foi uma das cantoras mais bem recebidas pelo seu público alvo e até mesmo por aqueles que pouco conhecem sua trajetória. Não é de hoje que os trabalhos da cantora com o brilhante Max Martin originam canções capazes de nos tirar o ar por horas, não é mesmo?


10. Paris20. PARIS – PARIS HILTON

Gravadora: Warner Bros., 2006;

Singles: “Stars Are Blind”, “Turn It Up” e “Nothing In This World”;

Não deixe de ouvir também: “I Want You”, “Jealousy” “Heartbeat” e “Screwed”.

Vamos tentar deixar um pouco o preconceito de lado antes de darmos início a este trabalho em particular, tudo bem? Não estou julgando as habilidades vocais de Paris Hilton ou a sua capacidade para compor grandes músicas, porém, existe aqui um fator que foi primordial para a inclusão do controverso “Paris”, de 2006, ao meu blog e a esta publicação. É claro que o trabalho dos produtores no debut album da socialite foi monstruoso – pra você ter uma ideia, Scott Storch abandonou um projeto de Christina Aguilera para trabalhar com Paris – e isso realmente produziu um resultado um tanto interessante. “Paris” tinha tudo para soar como “uma tentativa de um álbum de Britney Spears”, mas é exatamente isso que não acontece com a estreia de Hilton no meio musical. Seja pela refrescante e praiana “Stars Are Blind” ou pela motivacional – mesmo que seja só pelo videoclipe“Nothing In This World”, a herdeira do império Hilton realmente se divertiu ao jogar-se de cabeça em mais um ramo de sua multifacetada carreira. E, o mais importante: também nos divertiu, o que é o que realmente importa para mim e aos seus poucos – mas fiéis – fãs espalhados por aí.


12. Spring Break...Checkin' Out21. SPRING BREAK…CHECKIN’ OUT – LUKE BRYAN

Gravadora: Capitol Records Nashville, 2015;

Singles: “Spring Breakdown”;

Não deixe de ouvir também: “My Ol’ Bronco”, “Games”, “Good Lookin’ Girl” e “Like We Ain’t Ever”.

Já finalizando o bloco LIGHTS ON, a 2ª parte de nosso especial, é com o charmoso Luke Bryan que me despeço de vocês que têm acompanhado esta caminhada tão longa e por que não espiritual. Sei que pode ser um tanto quanto estranho a inclusão de um álbum country numa lista de álbuns dominada por discos pop, mas, como eu disse anteriormente na abertura dos meus 72 discos favoritos, a sonoridade é o que menos busquei ao elaborar tudo o que tenho escrito por aqui. Lançado há tão pouco tempo – o disco foi liberado no dia 10 de março deste ano – o trabalho vem de encontro a todo o trabalho que o cantor tem desenvolvido no desenrolar dos últimos 5 anos. Para tanto, Luke tem sido destaque nas últimas premiações musicais, tendo levado para casa diversos prêmios em categorias country de eventos como o “American Music Awards” e o “Billboard Music Awards”, além, é claro, daquelas cerimônias próprias de sua música, como o “Academy of Country Music Awards”, e o “CMT Music Awards”. Confiante de si e do som que tem produzido, essa é mais uma dica que vale a pena conferir de um dos melhores álbuns lançado neste ano.


Vamos esquentar um pouco as coisas em ¡CALIENTE!, o terceiro bloco que trará alguns discos latinos ou com uma pegada mais tropical. Você não pode perder!!!