Os 10 melhores discos de 2017

Apesar de não termos escrito tanto sobre música neste ano, não poderíamos deixar de compartilhar aqui no Caí da Mudança a já tradicional relação com os 10 melhores discos liberados ao longo destes últimos 12 meses. Entretanto, desde já gostaríamos (e precisamos) esclarecer que, diferente dos anos anteriores, foi bastante difícil para nós chegar a uma lista definitiva dos melhores de 2017, uma vez que foram muitas as opções realmente boas e que mereciam o mínimo possível de destaque em um especial como este.

Assim, e sem maiores delongas, você confere a seguir o nosso acirrado top 10, as já conhecidas menções honrosas e, não menos importante, uma pequena surpresa com o que foi considerado, tanto pela crítica quanto pelo público, o melhor álbum pop de 2017. Não se esqueça de clicar nas imagens abaixo para conferir um videoclipe especial de cada álbum e artista, ok? Ah, e ainda vale lembrar que você pode acessar os títulos escolhidos em 2016 (através deste link) e os selecionados em 2015 (por este outro link). Preparados? Então vamos lá:

10) YOUNGER NOW – MILEY CYRUS

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 29 de setembro de 2017

Singles: “Malibu”, “Younger Now”

Considerações: Distanciando-se da imagem provocativa que construiu com tanto afinco durante as eras “Bangerz” (2013) e “Miley Cyrus & Her Dead Petz” (2015), é num tom mais intimista e raiz que Miley Cyrus ressurge em pleno 2017 com o 6º lançamento de sua diversificada discografia. Impulsionado pelo carro-chefe “Malibu” (#10 no “Hot 100”), “Younger Now” pode não ter atendido às expectativas do público, mas é sem sombra de dúvidas uma obra que merece ser reconhecida. Contando com apenas 11 faixas – todas compostas e produzidas pela própria Miley ao lado de Oren Yoel (com quem já havia trabalhado em “Dead Petz”) –, o disco combina pop-rock a baladinhas country da maneira mais espetacular possível. Totalmente sóbria de sua vida pregressa, é com uma sonoridade bem retrô, mas contemporânea, que a cantora nos apresenta à gravações sublimes (à exceção de “Rainbowland”, é claro) como “Bad Mood”, “Love Someone” e a fantástica faixa-título

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 45 mil cópias na primeira semana

9) TELL ME YOU LOVE ME – DEMI LOVATO

Gravadora: Island, Safehouse, Hollywood Records

Lançamento: 29 de setembro de 2017

Singles: “Sorry Not Sorry”, “Tell Me You Love Me”

Considerações: Outra ex-Disney star que também marcou 2017 com novo material foi a Demi Lovato, que há dois anos já havia nos surpreendido com o Grammy nominee “Confident” (2015). Colhendo os bons frutos gerados pelo lead single “Sorry Not Sorry” (#6 no “Hot 100”), em seu 6º álbum Lovato perambula, majoritariamente, entre o pop e o R&B, investindo em uma roupagem ainda mais obscura – e deixando claro que sua intenção é mesmo abraçar novos públicos e mercados. Explorando de forma secundária gêneros como synth-pop, gospel, rock e hip-hop, a moça é precisa em sua busca por independência e felicíssima ao nos presentear com as memoráveis “Ruin The Friendship”, “Cry Baby” e “Games” – até mesmo a carnavalesca “Instruction”, com Jax Jones e Stefflon Don, foi lembrada. Trazendo 12 faixas na edição standard, 15 na deluxe e 17 na exclusiva da Target, “Tell Me You Love Me” inclui as produções de Oak Felder, Trevor Brown entre muitos outros

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 75 mil cópias na primeira semana

8) AFTER LAUGHTER – PARAMORE

Gravadora: Fueled by Ramen

Lançamento: 12 de maio de 2017

Singles: “Hard Times”, “Told You So”, “Fake Happy”

Considerações: Quem diria que, após 13 anos de uma sólida carreira construída no rock alternativo, o Paramore pudesse nos surpreender com um álbum totalmente pop? Embalado pelos instrumentais do new wave, do pop-rock, do synth-pop e do power pop, “After Laughter”, o 5º do trio, já demonstra logo em sua faixa de abertura todo o alto-astral ambientado na dance music dos anos 80 que esculpe sua tracklist do início ao fim. Totalmente contagiante e com uma pegada chiclete que não desgruda de nossos ouvidos, o sucessor de “Paramore” (2013) explora desde sons mais alternativos (“No Friend”, “Idle Worship”) a baladinhas suaves (“26”, “Tell Me How”) e canções recheadas de sintetizadores (“Hard Times”, “Rose-Colored Boy”). Recebendo as composições de Hayley Williams, Zac Farro (que desde o começo do ano voltou à formação da banda), Aaron Weiss e Taylor York, todas as 12 músicas nele presentes foram produzidas por York. Não deixe de conferir nossa resenha completa sobre o disco!

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 67 mil cópias na primeira semana

7) BEAUTIFUL TRAUMA – PINK

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 13 de outubro de 2017

Singles: “What About Us”, “Beautiful Trauma”

Considerações: Separados por um interminável espaço de 5 anos, foi após muita espera dos fãs que o 7º álbum da Pink chegou há poucos meses para suceder o exitoso “The Truth About Love” (2012). Aliando-se aos velhos amigos Max Martin e Shellback, é em seu já familiar pop-rock ora pessoal, ora ousado, que a voz por trás de hits como “Just Like a Pill” surge com as indispensáveis “Revenge” (com o Eminem), “Whatever You Want” e “Secrets”. Creditada na composição de cada uma das 12 faixas presentes no disco, Pink acerta em cheio na vibe transmitida pelo “Beautiful Trauma” – a qual nos lembra, inevitavelmente, a do smash hit “Fuckin’ Perfect” (principalmente por “For Now”). Entre tantos artistas medíocres que sempre parecem acompanhar as tendências do momento e nunca inovam, é muito bom ver uma veterana fazendo música pop moderna com a mesma qualidade de seus trabalhos antecessores. Destaque especial, ainda, para “Barbies” e “Where We Go”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 408 mil cópias na primeira semana

6) REPUTATION – TAYLOR SWIFT

Gravadora: Big Machine Records

Lançamento: 10 de novembro de 2017

Singles: “Look What You Made Me Do”, “…Ready For It?”

Considerações: Pegando-nos de surpresa após os boatos que apontavam seu retorno para este ano, Taylor Swift não se contentou com uma estreia simplória e chegou com tudo com sua “Look What You Made Me Do” (#1 no “Hot 100”). Quebrando o recorde de vídeo mais visualizado no YouTube nas primeiras 24h (foram 43,2 milhões de views), a moça encaixou “…Ready for It?” (#4) na sequência e a partir daí não deu mais descanso para quem estava ansioso pelo seu 2º lançamento pop. Trazendo Ed Sheeran e Future em “End Games”, o 6º da cantora, assim como seu antecessor, capricha nas batidas de electropop e synth-pop produzidas por ninguém menos que Jack Antonoff, Max Martin e Shellback – aliás, a própria Taylor assina a produção de algumas faixas junto com a produção executiva. Muito mais obscuro e desafiador que o “1989” (2014), “Reputation” caminha por uma montanha-russa de altos e baixos que vai desde hits prontos como “I Did Something Bad”, “Don’t Blame Me” e “Dancing With Our Hands Tied” à gravações que jamais deveriam ter visto a luz do dia, como “Gorgeous”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 1.238 milhão de cópias na primeira semana

5) PLACES – LEA MICHELE

Gravadora: Columbia Studios

Lançamento: 28 de abril de 2017

Singles: “Love Is Alive”

Considerações: Contrariando o pop mainstream que tem tocado nas rádios ano após ano (inclusive o que marcou presença em seu debut album), é num tom mais cru e super afinado que Lea Michele nos embala em “Places”, sua 2ª experiência pelos estúdios de gravação. Recordando o passado de Michele na Broadway, o aguardado sucessor de “Louder” (2014) não deixa a desejar no quesito autenticidade e supera (em muito) a estreia mais comercial da ex-estrela de “Glee” há 4 anos com o single “Cannonball”. Trazendo as composições de grandes nomes da indústria musical atual (como Linda Perry, Ellie Goulding e Julia Michaels), “Places” extrapola vivacidade nas baladas muito bem produzidas pelos talentosos John Shanks, Xandy Barry (do multiplatinado duo Wax Ltd) entre outros. Apesar de pouco divulgado na mídia, o disco, que conta com 11 faixas na edição padrão e 13 na exclusiva da Target, não falhou no quesito gravações atemporais, dentre as quais devemos mencionar “Heavenly”“Hey You”“Sentimental Memories”

Paradas musicais: O álbum estreou em #28 na “Billboard 200” com vendas de 16 mil cópias na primeira semana

4) FLICKER – NIALL HORAN

Gravadora: Neon Haze, Capitol Records

Lançamento: 20 de outubro de 2017

Singles: “This Town”, “Slow Hands”, “Too Much to Ask”

Considerações: Primeiro novato do nosso top 10, Niall Horan ainda fazia parte do One Direction quando muitos o classificavam como o membro mais fraco do grupo. Dois anos mais tarde, felizmente, esta falácia logo caiu por terra. Dono de um dos maiores sucessos do ano (“Slow Hands”, #3 na Irlanda, #7 no Reino Unido, #11 nos EUA), Horan causou ainda mais frisson quando “Flicker”, o seu 1º álbum como solista, estreou direto no topo da parada norte-americana (mercado este que nem sempre é tão receptivo a artistas de outros continentes). Coescrevendo cada uma das 13 canções presentes no disco, Niall ainda é creditado pelo violão que podemos ouvir em 9 delas. Inspirado por bandas antigas de rock, como o Eagles e o Fleetwood Mac, “Flicker” caminha predominantemente pelo folk pop produzido por profissionais como Greg Kurstin, Julian Bunetta e Jacquire King. Se você gostou da maravilhosa “Slow Hands”, então não pode deixar de conferir as igualmente icônicas “On the Loose”, “Mirrors” e “The Tide”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 152 mil cópias na primeira semana

3) RAINBOW – KESHA

Gravadora: Kemosabe, RCA Records

Lançamento: 11 de agosto de 2017

Singles: “Praying”, “Woman”, “Learn to Let Go”

Considerações: Renascendo como uma fênix não apenas figurativamente, mas também literalmente, foi após uma árdua batalha judicial contra o produtor Dr. Luke que Kesha conseguiu finalmente dar continuidade à sua carreira. Dizendo adeus ao electropop que predominou em seus trabalhos anteriores, em “Rainbow” a cantora abandona de vez o efeito robótico que a fez tão famosa no início da década e, com a voz mais limpa do que nunca, experimenta gêneros como pop rock, glam rock, neo soul e country pop. Entoando o hino mais feminista do ano (“Woman”), é entre letras intimistas (“Bastards”, “Praying”), sonoridades regionais (“Hunt You Down”, “Spaceship”) e hits dançantes (“Learn to Let Go”) que o 3º álbum e Kesha a colocou novamente em evidência no mundo todo. Dando um tapa na cara de todos que duvidavam de seu poderio vocal, a loira esteve tão intimamente ligada ao processo criativo do disco que subscreveu a composição de suas 14 faixas, além da produção executiva de todo o material; outros produtores incluem Ricky Reed e Drew Pearson

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 117 mil cópias na primeira semana

2) HARRY STYLES – HARRY STYLES

Gravadora: Erskine, Columbia Records

Lançamento: 12 de maio de 2017

Singles: “Sign of the Times”, “Two Ghosts”, “Kiwi”

Considerações: Livrando-se da pegada teen inerente a cada disco e música de sua boyband, foi impulsionado pelo soft rock e britpop que Harry Styles fez o que consideramos a melhor estreia solo de um integrante da One Direction. Iniciado pelo carro-chefe “Sign of the Times” (#1 no UK, #4 nos EUA), o 1º disco de Harry – que assim como os de Zayn e Niall também estreou direto no topo da “Billboard 200” –, acerta em cheio nas produções de Jeff Bhasker, Alex Salibian e Tyler Johnson que em nada se assemelham aos lançamentos do 1D. Rendendo, ainda os singles “Kiwi”“Two Ghosts”, “Harry Styles” chegou a ser amplamente divulgado em diversos programas de rádio, TV e internet (como a insuperável edição de 2017 do “Victoria’s Secret Fashion Show” que você certamente ouviu falar). Coescrevendo todas as 10 faixas que compõem a tracklist do material, o vocalista ascende magistralmente e revela-se, sem esforço, uma das maiores apostas para o futuro da música internacional. Não deixe de conferir “Carolina”, “Only Angel” e “Ever Since New York”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 230 mil cópias na primeira semana

1) HEARTS THAT STRAIN – JAKE BUGG

Gravadora: Virgin EMI Records

Lançamento: 1º de setembro de 2017

Singles: “How Soon the Dawn”

Considerações: Pode parecer curioso que um blog tão familiarizado a resenhar álbuns de música pop opte por selecionar o trabalho de um artista alternativo para encabeçar uma lista de melhores discos do ano. Entretanto, fica difícil não o fazer quando paramos para ouvir, e consequentemente nos apaixonar, pelo 4º de inéditas do músico inglês Jake Bugg. Liberado um ano e três meses após “On My One” (2016), “Hearts That Strain” dá continuidade à trajetória de Jake por suas variações favoritas da indie music, dentre as quais se destacam o indie rock, indie folk, folk rock e country folk. Compondo, sozinho, cada uma das 11 faixas que aparecem no álbum, Bugg ainda participou ativamente do processo de produção do material, tendo desta vez recebido a ajuda de Dan Auerbach (o guitarrista e vocalista do The Black Keys) na árdua tarefa. Convidando Noah Cyrus para dividir os vocais na melódica “Waiting”, o cara transcende a musicalidade de qualquer outra obra liberada em 2017 com uma introspecção que beira à perfeição. Já queremos “Indigo Blue” como próximo single!

Paradas musicais: O álbum estreou em #7 na “UK Albums” (nº de cópias desconhecido)

ÁLBUM BÔNUS:

MELODRAMA – LORDE

Gravadora: Lava, Republic Records

Lançamento: 16 de junho de 2017

Singles: “Green Light”, “Perfect Places”, “Homemade Dynamite”

Considerações: Seríamos loucos se, em uma publicação como esta, não abríssemos um espacinho para falar sobre o 2º álbum de inéditas da neozelandesa Lorde. Afinal, não é qualquer trabalho que consegue, simultaneamente, liderar diversas listas de fim de ano, ser aclamado entre o público e a crítica e ainda indicado a “Album of the Year” pela maior premiação musical da história: o Grammy. Precedendo “Pure Heroine” (2013), não é em vão que “Melodrama” foi nomeado com o título que ostenta. Intercalando gêneros diversos que variam do dance-pop de “Green Light” a baladas carregadas por piano como “Liability”, o disco explora temas como a solidão e rompimentos amorosos de maneira louvável e intensa. Auxiliada por Jack Antonoff, Malay e Frank Dukes, Lorde compôs e produziu cada uma das 11 músicas que fazem de “Melodrama” o sucesso que ele é. Dê o play nas ótimas “Supercut”, “Perfect Places”, “Writer In the Dark” e “Sober”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 109 mil cópias na primeira semana

MENÇÕES HONROSAS:

E aí, querido leitor? Quais foram os seus álbuns favoritos de 2017? Apesar de elencarmos acima o que consideramos os 10 melhores lançamentos do ano, é importante citarmos outros discos que também ganharam destaque nestes últimos meses e que, sem sombra de dúvidas, merecem ao menos nossas menções honrosas. Assim, também destacamos o “Meaning of Life”, da Kelly Clarkson; o “The Ride”, da Nelly Furtado; o “El Dorado”, da Shakira; o “Blue Lips”, da Tove Lo; o “Evolve”, do Imagine Dragons; e o “Dua Lipa”, da Dua Lipa. Muito obrigado por nos acompanhar em 2017 e um Feliz Ano Novo pra você e para toda sua família!

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Sem muito blá-blá-blá, Pink e Justin Timberlake liberam suas novas músicas de trabalho! Já ouviu?

Coincidência ou não, é indiscutível que 2016 tem se mostrado o grande ano de retorno de alguns dos mais bem-sucedidos artistas da última década. Após sermos contemplados com os novos discos de Rihanna, Gwen Stefani e Beyoncé (e isso sem mencionar os constantes boatos que envolvem os futuros projetos de Britney Spears, Christina Aguilera e Lady Gaga para ainda o próximo semestre), é chegado o momento de dois dos maiores veteranos que fizeram bastante barulho pelos anos 2000 finalmente revelar quais têm sido seus mais recentes passos pela indústria musical.

E, assim fomos surpreendidos com “Just Like Fire”, a nova música de trabalho da Pink. Sucedendo “The Truth About Love” (o sexto álbum de estúdio da cantora, de 2013) e “Today’s the Day” (faixa que a norte-americana gravou em 2015 para a trilha-sonora do “The Ellen DeGeneres Show”), a novidade serve como carro-chefe para “Alice Através do Espelho”, a sequência do prestigiado “Alice no País das Maravilhas”, de 2010. Aguardado para o dia 27 de maio nos EUA (e um dia antes aqui, no Brasil), o longa-metragem que foi dirigido por James Bobin (e conta com Tim Burton como um de seus produtores) traz o já conhecido elenco formado pelos consagrados Johnny Depp, Anne Hathaway, Mia Wasikowska, Helena Bonham Carter e Alan Rickman (R.I.P.).

Pink em imagem promocional para o single “Just Like Fire”

Composta pela própria Pink ao lado de Max Martin, Shellback e Oscar Holter (o trio que também assina a produção do single), “Just Like Fire” se orienta pelo característico pop-rock que é a marca registrada da musicista e foi lançado pela “RCA Records” (gravadora da loira) em parceria com a “Walt Disney Records” (o selo oficial da produtora do filme). Liberada no último 15 de abril, até o fechamento deste post a canção havia atingido a posição #30 da “Billboard Hot 100” – isso nos EUA, pois na Austrália ela abocanhou o #1 logo após estrear em #2. Com um vídeo dirigido por Dave Meyers (figurinha carimbada na videografia da moça que já havia contribuído para diversos outros trabalhos como “Don’t Let Me Get Me” e “So What”, por exemplo), as gravações ganharam o YouTube no dia 9 maio e, além de destacar a própria Pink imersa nos nostálgicos cenários do filme, divide o seu foco entre o marido e a filha da cantora (o resultado pode ser conferido no player mais abaixo).

Menos de um mês depois, foi a vez do segundo ícone pop em destaque nesta publicação deixar o quarto disco de sua carreira para trás (o “The 20/20 Experience – 2 of 2”, de 2013) e caprichar no que seria o seu tão bem recepcionado comeback para as rádios internacionais. Promovendo a animação “Trolls”, da “DreamWorks”, “Can’t Stop the Feeling!” é a primeira faixa inédita de Justin Timberlake desde “Love Never Felt So Good” (dueto póstumo com o Michael Jackson lançado em maio de 2014). Prevista para o dia 4 de novembro deste ano, a nova produção anunciada como “dos mesmos criadores de Shrek” foi inspirada nos populares bonecos dinamarqueses de mesmo nome e que fizeram bastante sucesso aqui no Brasil entre as décadas de 70 e 90. Além do ex-integrante do NSYNC, estão no elenco do desenho animado Anna Kendrick, Gwen Stefani, Icona Pop, James Corden e Zooey Deschanel.

Produzida por Shellback, Max Martin e seu vocalista, “Can’t Stop the Feeling!” recebeu a composição dos dois últimos e chegou a ser divulgada pela “RCA Records” no último dia 6 deste mês. Combinando pop com funk e a música disco das décadas de 70/80, o single estreou em #1 na “Terra do Tio Sam” e alcançou, até o fechamento deste post, o top 3 do Reino Unido, em #3. Bem recebida pela crítica, a canção teve seu primeiro clipe (o intitulado “first listen”) lançado um dia antes da estreia oficial e inclui diversos membros do elenco (como Kendrick, Corden e Stefani) dançando e improvisando diante das lentes das câmeras (assista). Uma segunda gravação, dirigida por Mark Romanek (“Scream”, de Michael Jackson com Janet Jackson; e “Shake It Off”, de Taylor Swift), foi liberada na noite desta segunda-feira, 16/05 (o qual também pode ser visto mais abaixo).

O clipe oficial de “Just Like Fire”, o tema do longa-metragem “Alice Através do Espelho”

Como já poderia ser previsto, “Just Like Fire” repete a fórmula anteriormente experimentada por Pink em seus últimos sucessos e, apesar de não nos introduzir a nada muito inédito, chama a atenção do ouvinte por seus vocais não menos que memoráveis. Não é novidade para ninguém que, de uns anos para cá, a popstar facilmente se consolidou como uma das vocalistas mais poderosas do meio musical – então, já era de se esperar que seus futuros projetos acabariam sendo marcados pelo vozeirão de sempre da intérprete de “Raise Your Glass”. Como se fizesse uma recapitulação de tudo que já conferimos em sua extensa discografia, o carro-chefe da trilha sonora de “Alice Através do Espelho” pode até não ser a faixa mais brilhante já gravada pela cantora, mas, vem para, mais uma vez, nos relembrar da importância de um nome que fez história por combinar criatividade com excentricidade. Transbordando bastante bom humor, o vídeo que promove o longa exterioriza naturalmente o lado cômico de Alecia Moore e acerta ao dar destaque ao que de melhor ela sabe fazer: entreter o público com um espetáculo de qualidade.

O clipe oficial de “Can’t Stop the Feeling!”, o tema da animação “Trolls”

Não muito diferente, o eterno “Príncipe do Pop” não fica nada atrás ao trazer consigo a candidata perfeita para “um dos maiores hits do ano”. Com uma pegada bem chiclete que faz de “Can’t Stop the Feeling!” um hit instantâneo, Justin caprichou nos estúdios de gravação e veio com tudo ao nos entregar o que pode se tornar a grande sucessora de “Happy”, do Pharrell Williams (o tema de “Meu Malvado Favorito 2”). Partindo para um caminho menos introspectivo que havia se sobressaído em ambas as partes do “The 20/20 Experience”, a nova de Timberlake quebra o R&B que tem sido a sua principal arma desde o seu debut album (de 2002) e o introduz para uma sonoridade muito mais eletrônica (algo pouco visto em seu experiente catálogo). Porém, mesmo brincando com uma temática bem mais mainstream que o habitual, é inegável que, assim como “Just Like Fire”, o novo single do veterano continue exalando a identidade única de seu intérprete – e, ainda que soe diferente de tudo que já liberou para o mercado fonográfico, permaneça fiel a qualquer outro material que assinou ao longo dos últimos 20 anos.

De certa maneira, não há como prever se as atuais músicas de trabalho de Pink e Justin Timberlake irão refletir no som de seus futuros projetos (ainda mais por se tratarem de faixas lançadas para trilha-sonora de filmes, e não lead-singles de álbuns), mas, mesmo que isso não aconteça, é de se esperar que muita coisa boa esteja por vir. Para quem já estava cansado das mesmices que rolaram por estes últimos cinco anos e sentiu saudades do pop que dominou a década passada (e convenhamos que foram poucas as novidades que chegaram aos pés dos hinos insubstituíveis de longínquos 10 anos), talvez o inesperado 2016 seja o novo 2006. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos…

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2/7: Os meus 72 discos favoritos – LIGHTS ON

3. Lights On

Depois de todo o sucesso obtido com a 1ª parte desse especial, eis que apresento pra vocês o segundo bloco contendo mais 11 dos meus 72 discos favoritos (você pode conferir o post anterior acessando este link). Enquanto escrevia LIGHTS OFF, o meu maior objetivo foi montar uma pequena relação de álbuns que apresentasse uma temática sombria e trabalhasse com os sentimentos de seus criadores, expressando toda a dor, melancolia e demais negativismo que tanto sentimos e estamos cansados de sentir.

Em LIGHTS ON, paralelamente, meu propósito foi exatamente caminhar pelo trajeto contrário. Aqui trago álbuns que te farão – ou tentarão te fazer – sair da deprê e querer comemorar a sua vida da melhor forma possível. Bora encher o carro com os amigos e jogar papo fora! Xô preguiça, xô tristeza!


01. Headstrong11. HEADSTRONG – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros., 2007;

Singles: “Be Good To Me”, “He Said, She Said”, “Not Like That” e “Suddenly”;

Não deixe de ouvir também: “So Much For You”, “Goin’ Crazy”, “We’ll Be Together” e “Headstrong”.

Antes de lançar seu grande primeiro álbum solo, “Headstrong”, de 2007, Ashley Tisdale já era conhecida por seu papel no filme “High School Musical”, então não era nenhuma novidade para o público que a loirinha já sabia cantar. Seja sensualizando no clipe de “He Said, She Said”, arrasando nos vocais de “Suddenly” ou sendo a tão adorada e brega Disney girl de “Not Like That”, Tisdale acertou em cheio com a sua estreia musical, e isso é algo que fica evidente enquanto ouvimos as faixas que compõem “Headstrong”. Sem medo de mostrar todo o seu #girlpower, a cantora foi uma das poucas novatas de sua geração que soube como transmitir sua mensagem otimista sem cair na rejeição popular. Um exemplo de confiança e transparência, Ashley é ainda um modelo de artista que costumeiramente manteve sua boa postura sem estrelar as manchetes escandalosas da imprensa marrom, postura essa nem sempre tomada por seus conterrâneos de “HSM”, não é mesmo?


02. Child Of the Universe12. CHILD OF THE UNIVERSE – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony Music, 2012;

Singles: “Sitting On Top Of The World”, “Dancing With a Broken Heart” e “Wish You Were Here”;

Não deixe de ouvir também: “Touch”, “Hunters And The Wolves”, “Alcohol” e “No Communication”.

É engraçado porque, ao mesmo passo que a frase “jamais julgue um livro pela capa” defina perfeitamente a senhorita Goodrem para aqueles mais inseguros, a mesma frase não pode ser aplicada para aqueles mais confiantes e que se rendem ao amor à primeira vista. Em meio a tantos atributos físicos exageradamente perfeitos (loira, magra, bonita, simpática, quase uma Barbie humana), fica a dúvida acerca de seus reais talentos e qualidades. Entretanto, qualquer dúvida é facilmente sanada quando temos a oportunidade de ouvir sua boca maravilhosamente bem desenhada ser aberta e sua cristalina voz ser emanada por dois pulmões fortes e imbatíveis. “Child Of The Universe”, seu 4º álbum de inéditas, é, até a presente data, o trabalho que melhor define sua personalidade tão interessante de ser descoberta. Trazendo um mix de sons e experiências de vida, Delta se mostra uma profissional e tanto na apresentação de cada música do disco, seja pela agressividade estonteante de “Alcohol” ou pelo seu lado mais dançante de “Dancing With A Broken Heart”. Uma das melhores vocalistas da atualidade, Delta Goodrem é mais uma daquelas mulheres que integra a nossa lista de “nomes que o mundo PRECISA conhecer”.


03. Most Wanted13. MOST WANTED – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records, 2005;

Singles: “Wake Up” e “Beat Of My Heart”;

Não deixe de ouvir também: “The Getaway”, “Break My Heart”, “Fly” e “Supergirl”.

Já dissemos que o álbum “Dignity” foi um divisor de águas na carreira de Hilary Duff, mas vale relembrar que antes disso a cantora já vinha caminhando para uma imagem artística mais amadurecida. E, foi exatamente com a coletânea “Most Wanted” que Duff resolveu presentear seus fãs com uma reunião de suas músicas mais poderosas. Contando com as inéditas “Wake Up”, “Beat Of My Heart”, “Break My Heart” e “Supergirl” – essa última presente apenas na edição de colecionadores do novo álbum – Hilary já tentava dizer aos fãs que aquela seria a última vez que a veriam como a popstar adolescente mais procurada do momento. Agora quase uma mulher, Hilary brilhantemente deu um passo afrente ao emplacar “Wake Up” como um dos maiores hits de 2005 e ainda nos surpreender com os vocais consistentes de “Beat Of My Heart”, estes demonstrados ao vivo na edição de 2005 do “American Music Awards” – e que você pode conferir aqui.


04. Britney14. BRITNEY – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2001;

Singles: “I’m A Slave 4 U”, “Overprotected”, “I’m Not a Girl, “Not Yet a Woman”, “I Love Rock ’N’ Roll” e “Boys (The Co-ed Remix)”;

Não deixe de ouvir também: “Boys (Album Version)”, “Let Me Be”, “What It’s Like To Be Me” e “Before The Goodbye”.

Com apenas dois álbuns lançados e vários hits tocando sem parar nas rádios de todo o planeta, a jovem Srtª Spears já era considerada um ícone da cultura pop quando preparava o lançamento de seu 3º disco de inéditas, o autointitulado “Britney”, de 2001. Disposta a quebrar as regras do jogo logo no começo de sua bem sucedida carreira, foi com este material que a cantora explodiu pelo mundo como uma das sex symbols mais desejadas de todos os tempos. Com uma divulgação massiva e a liberação de um single atrás do outro, ouso dizer que este é sem sombra de dúvidas o material mais bem trabalhado e explorado de sua discografia, tendo inclusive sido usado como base para a estreia da “Princesinha do Pop” nos cinemas por meio do longa “Crossroads: Amigas para Sempre”. Tomando um rumo mais independente e deixando de lado as baladinhas românticas que tanto fizeram parte de “…Baby One More Time” e “Oops!…I Did It Again”, “Britney” foi o passo inicial dado pela cantora que mais tarde se tornaria conhecida pelo bordão “it’s Britney, bitch”.


05. A Public Affair15. A PUBLIC AFFAIR – JESSICA SIMPSON

Gravadora: Epic Records, 2006;

Singles: “A Public Affair”, “I Belong To Me” e “You Spin Me Round (Like a Record)”;

Não deixe de ouvir também: “B.O.Y.”, “Walkin’ ’Round in a Circle”, “The Lover In Me” e “I Don’t Want To Care”.

Simpson já não era mais uma novata quando liberou “A Public Affair”, seu 5º álbum de estúdio, para os fãs que aguardavam ansiosos por novas músicas desde o natalino “Rejoyce: The Christmas Album”, de 2004. Agora experiente e conhecedora dos altos e baixos que o mercado musical pode proporcionar a qualquer um, a irmã mais velha de Ashlee Simpson decidiu chamar as amigas Christina Applegate, Eva Longoria e Christina Milian (entre outros famosos) para estrear o divertido clipe do carro-chefe, “A Public Affair” (por favor, ASSISTA). Um ponto interessante que observei e merece atenção é que este é o primeiro álbum, depois de tantos anos de carreira, no qual a cantora aparece realmente confortável consigo mesma e com a própria identidade que adquiriu no passar dos anos. Após passar tanto tempo tentando atingir as altas notas de Mariah Carey e Celine Dion, pela primeira vez pudemos ver Jessica quebrando as amarras que a fizeram famosa sendo mais Jessica e menos uma promessa de “Miss sonho americano”.


06. Breakaway16. BREAKAWAY – KELLY CLARKSON

Gravadora: RCA Records, 2004;

Singles: “Breakaway”, “Since U Been Gone”, “Behind These Hazel Eyes”, “Because Of You” e “Walk Away”;

Não deixe de ouvir também: “Gone”, “Where Is Your Heart”, “I Hate Myself For Losing You” e “Hear Me”.

Pode parecer um pouco estranho, mas, “Breakaway” não é o disco de estreia da primeira grande vencedora do “American Idol”. Por mais que “Thankful” (2003) tenha sido o responsável por levar o nome da cantora do anonimato para a popularidade musical, foi somente um 1 depois que Kelly Clarkson tornou-se uma das popstars mais conhecidas e amadas do globo terrestre. Trazendo hinos que mais tarde a consagrariam como uma das musicistas mais talentosas do novo milênio, Clarkson é uma raridade dos dias de hoje que sempre demonstrou fidelidade a suas raízes como cantora e artista. Investindo em sua voz poderosa e nas batidas pop que comumente estiveram presentes em seus trabalhos no decorrer dos anos, “Breakaway” é definitivamente um de seus trabalhos mais coesos e profundos que trouxe o melhor da voz de Kelly em sua melhor fase. É, inclusive, o trabalho que a cantora mais vendeu por aí: foram mais de 14 milhões de cópias no mundo.


07. Guilty Pleasure17. GUILTY PLEASURE – ASHLEY TISDALE

Gravadora: Warner Bros., 2009;

Singles: “It’s Alright, It’s OK” e “Crank It Up”;

Não deixe de ouvir também: “Acting Out”, “How Do You Love Someone”, “Erase And Rewind” e “I’m Back”.

Tomando por base a premissa já adotada por Madonna e Christina Aguilera de que ficar morena representa um amadurecimento da imagem artística da mulher envolvida na indústria fonográfica, Ashley Tisdale não pensou duas vezes antes de fazer o mesmo e servir de exemplo para o caso prático. Assim como sua colega da “Disney” Hilary Duff, Ashley merece nossa ovação de pé pela atitude que parece ter funcionado, já que “Guilty Pleasure”, seu 2º álbum, acabou por se provar uma obra de arte da música pop contemporânea. Por mais que os novos cabelos tenham durado só até a metade da divulgação do disco – Tisdale já estava loira mais uma vez em “Crank It Up” – é inevitável que a mudança surtiu um efeito muito positivo em como as pessoas começaram a ver nossa querida estrela de “The Suite Life Of Zack & Cody”. Agora uma mulher crescida e pronta para as novas aventuras de sua carreira musical – que atualmente encontra-se num hiatus interminável -, bem que os cabelos escuros poderiam voltar na próxima era de Ashley, vocês não acham?


08. Goodbye Lullaby18. GOODBYE LULLABY – AVRIL LAVIGNE

Gravadora: RCA Records, 2011;

Singles: “What The Hell”, “Smile” e “Wish You Were Here”;

Não deixe de ouvir também: “I Love You”, “Everybody Hurts”, “Remember When” e “Goodbye”.

Foi difícil escolher um álbum de Avril Lavigne para fazer parte deste especial que estamos acompanhando, mas eu não acredito que tenha feito a escolha errada ao apostar todas minhas fichas no 4º disco da canadense. Eu sei, é claro, que “Goodbye Lullaby” não é tão autêntico como “Let Go”, profundo como “Under My Skin” ou alto astral como o “The Best Damn Thing”, mas nenhum dos trabalhos anteriores trouxe a sensibilidade que eu tanto procurava. O que diferencia esta obra das demais é que Lavigne parece não ter se importado nenhum pouco em gravar algumas músicas boas sem se preocupar com o que poderia tocar nos rádios e fazer sucesso. É claro que temos a parte mais comercial do álbum – as três músicas escolhidas para single – mas em momento algum é desmerecida a importância de outros grandes hinos como “Everybody Hurts” e “Not Enough”, por exemplo. Um super ponto para Avril que, seguindo os seus próprios instintos, soube nos presentear com um disco sincero e positivo ao extremo.


09. Funhouse19. FUNHOUSE – PINK

Gravadora: LaFace Records, 2008;

Singles: “So What”, “Sober”, “Please Don’t Leave Me”,  “Funhouse”, “I Don’t Believe You” e “Glitter In The Air”;

Não deixe de ouvir também: “Bad Influence”, “It’s All Your Fault”, “Ave Mary A” e “This Is How It Goes Down”.

Apesar de ser obcecado pela voz da Pink, devo confessar que nunca fui um amante de seus álbuns de inéditas, a não ser por um grande single aqui e ali. Todavia, eu posso afirmar com todas as palavras que “Funhouse” é o disco que veio para deixar completamente de lado essa ideia e me fazer quase um grande fã de seu trabalho. Seja pelo lado “Pink de ser” esbanjado na eletrizante “So What” ou pela obscuridade tão fascinante de “Sober”, o 5º disco da loira é o que de mais pop-rock iremos encontrar em sua conceituada discografia. Trazendo os seus já conhecidos vocais fortes e raspados de uma contralto que sabe o que faz nos estúdios de gravação e nos palcos de suas turnês, Pink sempre foi uma das cantoras mais bem recebidas pelo seu público alvo e até mesmo por aqueles que pouco conhecem sua trajetória. Não é de hoje que os trabalhos da cantora com o brilhante Max Martin originam canções capazes de nos tirar o ar por horas, não é mesmo?


10. Paris20. PARIS – PARIS HILTON

Gravadora: Warner Bros., 2006;

Singles: “Stars Are Blind”, “Turn It Up” e “Nothing In This World”;

Não deixe de ouvir também: “I Want You”, “Jealousy” “Heartbeat” e “Screwed”.

Vamos tentar deixar um pouco o preconceito de lado antes de darmos início a este trabalho em particular, tudo bem? Não estou julgando as habilidades vocais de Paris Hilton ou a sua capacidade para compor grandes músicas, porém, existe aqui um fator que foi primordial para a inclusão do controverso “Paris”, de 2006, ao meu blog e a esta publicação. É claro que o trabalho dos produtores no debut album da socialite foi monstruoso – pra você ter uma ideia, Scott Storch abandonou um projeto de Christina Aguilera para trabalhar com Paris – e isso realmente produziu um resultado um tanto interessante. “Paris” tinha tudo para soar como “uma tentativa de um álbum de Britney Spears”, mas é exatamente isso que não acontece com a estreia de Hilton no meio musical. Seja pela refrescante e praiana “Stars Are Blind” ou pela motivacional – mesmo que seja só pelo videoclipe“Nothing In This World”, a herdeira do império Hilton realmente se divertiu ao jogar-se de cabeça em mais um ramo de sua multifacetada carreira. E, o mais importante: também nos divertiu, o que é o que realmente importa para mim e aos seus poucos – mas fiéis – fãs espalhados por aí.


12. Spring Break...Checkin' Out21. SPRING BREAK…CHECKIN’ OUT – LUKE BRYAN

Gravadora: Capitol Records Nashville, 2015;

Singles: “Spring Breakdown”;

Não deixe de ouvir também: “My Ol’ Bronco”, “Games”, “Good Lookin’ Girl” e “Like We Ain’t Ever”.

Já finalizando o bloco LIGHTS ON, a 2ª parte de nosso especial, é com o charmoso Luke Bryan que me despeço de vocês que têm acompanhado esta caminhada tão longa e por que não espiritual. Sei que pode ser um tanto quanto estranho a inclusão de um álbum country numa lista de álbuns dominada por discos pop, mas, como eu disse anteriormente na abertura dos meus 72 discos favoritos, a sonoridade é o que menos busquei ao elaborar tudo o que tenho escrito por aqui. Lançado há tão pouco tempo – o disco foi liberado no dia 10 de março deste ano – o trabalho vem de encontro a todo o trabalho que o cantor tem desenvolvido no desenrolar dos últimos 5 anos. Para tanto, Luke tem sido destaque nas últimas premiações musicais, tendo levado para casa diversos prêmios em categorias country de eventos como o “American Music Awards” e o “Billboard Music Awards”, além, é claro, daquelas cerimônias próprias de sua música, como o “Academy of Country Music Awards”, e o “CMT Music Awards”. Confiante de si e do som que tem produzido, essa é mais uma dica que vale a pena conferir de um dos melhores álbuns lançado neste ano.


Vamos esquentar um pouco as coisas em ¡CALIENTE!, o terceiro bloco que trará alguns discos latinos ou com uma pegada mais tropical. Você não pode perder!!!