Os 10 melhores discos de 2018

É quase Ano Novo, mas não poderíamos encerrar 2018 sem a nossa já tradicional lista dos 10 melhores discos do ano. E, como de costume, foi bastante difícil selecionar apenas 10 dos muitos (e excepcionais) trabalhos musicais liberados de janeiro para cá – afinal, foi um ano e tanto! Depois de horas conversando com meus próprios botões, cheguei àquelas obras que considero indispensáveis para todos que, assim como eu, estão sempre dispostos a conhecer novos sons.

Sem mais delongas, vocês encontram, a seguir, a minha playlist com os 10 melhores discos de 2018 e outros 2 bônus que, apesar de não integrarem o ranking definitivo, também mereceram minhas considerações especiais. Ah, não se esqueça de clicar nas imagens abaixo para conferir um videoclipe de cada álbum, ok? E caso queira conferir o que listamos nos anos de 2017, 2016 e 2015, basta acessar nosso arquivo clicando aqui, aquiaqui, respectivamente.

Preparados? Então vamos lá:

10) I HONESTLY LOVE YOU – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony Music Australia

Lançamento: 11 de maio de 2018

Singles: “Love Is a Gift” (promocional)

Considerações: pode parecer curioso, mas o fato de a australiana Delta Goodrem sempre dar as caras por aqui não é obra do acaso. Dois anos após o lançamento do “Wings of the Wild” (2016), a moça retornou este ano com “I Honestly Love You”, a trilha-sonora da minissérie estrelada por ela que narra a vida de Olivia Newton-John. Repassando por hits como “Physical” e “You’re the One That I Want” (do filme “Grease: Nos Tempos da Brilhantina”), a soundtrack traz os já consistentes vocais de Goodrem reinterpretando os clássicos que fizeram de Olivia uma das maiores estrelas da música pop de todos os tempos. Destaque especial para “Hopelessly Devoted to You”, a faixa-título e “Trust Yourself”. Composto por 13 faixas, o disco inclui parcerias com Dan Sultan, Georgia Flood e com a própria Olivia Newton-John

Paradas musicais: estreou em #4 na “ARIA Charts” (nº de cópias desconhecido)

9) QUEEN – NICKI MINAJ

Gravadora: Young Money, Cash Money, Republic Records

Lançamento: 10 de agosto de 2018

Singles: “Chun-Li”, “Bed”, “Barbie Dreams”, “Good Form”

Considerações: mudando completamente de ares, eis que é chegado o momento de coroar Nicki Minaj como a rainha que ela se tornou ao longo desses anos. Inspirando-se em elementos da música pop, raggae e R&B, em “Queen” Minaj demonstra uma versatilidade memorável ao se aventurar entre versos cantados e falados – revelando que aprimorou (e muito) seus dotes como vocalista. Acompanhada de Eminem, Lil Wayne, Ariana Grande, The Weeknd, Swae Lee, Future e Foxy Brown, Nicki fala abertamente sobre seus desejos sexuais, sua posição na indústria musical e até abre seu coração na romântica “Come See About Me”. Em 19 faixas que extraem o que de melhor a black music teve a oferecer em 2018, o 4º disco da rapper extrapola todas as expectativas e nos presenteia com uma coesão invejável do começo ao fim

Paradas musicais: estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 185.000 cópias na primeira semana

8) HONEY – ROBYN

Gravadora: Konichiwa Records, Interscope Records

Lançamento: 26 de outubro de 2018

Singles: “Missing U”, “Honey”

Considerações: saindo das ruas de NY e indo direto para os clubes noturnos de Estocolmo, é com prazer que nossa viagem musical nos leva direto às batidas eletrônicas da Robyn. Primeiro álbum da musicista em oito anos, “Honey” sucede o aclamado “Body Talk” (2010) – que nos apresentou ao sucesso “Dancing on My Own”. Incluso em diversas listas de fim de ano que elegeram os melhores discos de 2018 (incluindo de revistas prestigiadas como a Billboard e a Rolling Stone), o material traz 9 faixas todas compostas por ela ao lado de produtores como Joseph Mount e Klas Åhlund (parceiro de longa data que já trabalhou com Kylie Minogue e Britney Spears). Envolvida também na coprodução de músicas como “Between the Lines” e do carro-chefe “Missing U”, Robyn esbanja classe e diversão ao flertar com um futurismo muito (mas muito) à frente de nosso tempo

Paradas musicais: estreou em #40 na “Billboard 200” (nº de cópias desconhecido)

7) LM5 – LITTLE MIX

Gravadora: RCA Records, Columbia Records

Lançamento: 16 de novembro de 2018

Singles: “Woman Like Me”

Considerações: girlbands estiveram em alta desde que as Spice Girls surgiram nos anos 90 e tiveram, durante alguns anos, o mundo a seus pés. De lá para cá, muitas foram as formações a ganhar destaque na mídia, mas poucas se mantiveram unidas ou seguiram uma linha de coesão em suas discografias. Provando que o talento, afinal, deve sempre falar mais alto, as meninas do Little Mix mais uma vez deixaram claro que não brincam em serviço com o “LM5”. Trazendo colaborações com Nicki Minaj, Sharaya J e Kamille, o 5º álbum do grupo, apesar de ainda exaltar a eloquência de suas integrantes, soa um pouco mais denso por ter deixado o pop-chiclete de lado e abraçado satisfatoriamente alguns elementos do hip-hop, do R&B e da música latina. Com vocais harmoniosos que se encaixam perfeitamente como as peças de um quebra-cabeças, Jesy, Leigh-Anne, Jade e Perrie nunca soaram tão maduras e donas de si

Paradas musicais: estreou em #3 na “UK Albums” (nº de cópias desconhecido)

6) EXPECTATIONS – BEBE REXHA

Gravadora: Warner Bros. Records

Lançamento: 22 de junho de 2018

Singles: “I’m a Mess”

Considerações: quem acompanha o Caí da Mudança sabe que nossas resenhas são quase sempre focadas em lançamentos musicais de veteranos da música pop. Todavia, também não é novidade que, vez ou outra, abrimos espaço para um novato aqui e ali que demonstra ser merecedor de uma atenção especial. Após conquistar a todos com “In the Name of Love” (com o Martin Garrix), Bebe Rexha foi certeira ao finalmente lançar o “Expectations”, o primeiro álbum de seu catálogo tão promissor. Inserindo hits como “Meant to Be” e “I Got You” na tracklist, a moça traz em cada uma das 14 faixas aquela fórmula do sucesso que combina perfeitamente instrumentais a vocais que tantos outros tentam, mas poucos acertam. Como já era de se esperar (levando-se em consideração seus últimos EPs), pop e R&B são os gêneros que predominam na obra. Assim como canta na faixa que inaugura o disco, Bebe Rexha é mesmo uma Ferrari em alta velocidade vindo diretamente em nossa direção

Paradas musicais: estreou em #13 na “Billboard 200” (nº de cópias desconhecido)

5) LOBOS – JÃO

Gravadora: Universal Music

Lançamento: 17 de agosto de 2018

Singles: “Imaturo”, “Vou Morrer Sozinho”, “Me Beija Com Raiva”

Considerações: dando uma pausa nos materiais gringos, é claro que eu não deixaria de incluir aqui aquele que foi o brasileiro que mais ouvi durante o ano. Com “Lobos”, seu álbum de estreia, Jão, de 24 anos, sofre por um relacionamento amoroso que não anda muito bem e desabafa sobre suas próprias inseguranças. Brincando com a melancolia de “Eu Quero Ser Como Você”, a crueza de “Monstros” e a ginga de “A Rua”, o moço do interior de São Paulo não poupa em poderio vocal e nos enlaça com uma desenvoltura ímpar. Para quem não sabe, Jão, que hoje é uma das maiores apostas da música pop nacional, começou a ganhar destaque na internet fazendo covers de artistas como Lady Gaga, Rihanna, Anitta e Maiara & Maraisa. Composto por 10 canções, “Lobos” ganhou recentemente uma versão física incluindo 2 novas faixas: “Ressaca” e a inédita “Fim do Mundo”. Quem diria que ele chegaria aqui, não é mesmo?

Paradas musicais: alcançou o #2 no iTunes Brasil

4) LIBERATION – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 15 de junho de 2018

Singles: “Accelerate”, “Fall in Line”

Considerações: muito se duvidou se Christina Aguilera, a voz feminina mais aclamada de sua geração, realmente voltaria a lançar música após tantos anos sem dar as caras na mídia. As nossas preces parecem ter sido atendidas, pois, depois de tanta reza, pudemos finalmente conferir o primeiro trabalho da veterana desde o morno “Lotus” (2012). Seguindo o exemplo de “Stripped” (2002) e fugindo do óbvio, em “Liberation” Xtina mais uma vez quebra tabus e canta sobre feminismo, autodescoberta e amor. Entregando-se de corpo e alma às batidas do hip-hop, do R&B, do reggae e do rock, Aguilera divide-se em nos entreter com as produções de Kanye West e nos emocionar com vocais dignos de uma lenda viva. Os duetos “Like I Do” e “Fall in Line”, indicados à 61ª edição do Grammy Awards, são a prova viva de que, mesmo sem dominar os charts, Christina continua sendo a artista visionária que jamais deixou de ser. Confira a nossa resenha completa sobre o disco acessando este link

Paradas musicais: estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 68.000 cópias na primeira semana

3) THE PAINS OF GROWING – ALESSIA CARA

Gravadora: Def Jam Records

Lançamento: 30 de novembro de 2018

Singles: “Growing Pains”, “Trust My Lonely”

Considerações: crescer realmente é muito doloroso, mas é incrível como a Alessia Cara, em seu 2º disco de inéditas, faz parecer tão divertido. Seguindo a linha de “Scars to Your Beautiful” que consagrou à canadense uma vitória na 60ª edição do Grammy Awards, “The Pains of Growing” vem para refrescar a nossa memória do porquê nos apaixonamos tanto por Cara logo à primeira vista. Ainda adepta de uma sonoridade mais acústica – o que, é claro, não dispensa um pop mais enérgico aqui e ali –, a moça se aliou a produtores como Ricky Reed e ao duo Pop & Oak para nos contemplar com o que chamou de “um pouco mais de transparência”. Totalizando 15 faixas, o álbum fala por si e é uma ótima dica para todos que estão cansados do pop fabricado que permeia grande parte da música internacional. Destaque para “Nintendo Game”“7 Days” e “Girl Next Door”

Paradas musicais: estreou em #21 na “Billboard” canadense (nº de cópias desconhecido)

2) ALWAYS IN BETWEEN – JESS GLYNNE

Gravadora: Atlantic Records

Lançamento: 12 de outubro de 2018

Singles: “I’ll Be There”, “All I Am”, “Thursday”

Considerações: não é à toa que Jess Glynne, a cantora britânica com mais #1s nos charts do Reino Unido (são 7, à frente de cantoras bem-sucedidas como Cheryl e Geri Halliwell), faça tanto sucesso em sua terra natal. Dona de um vozeirão poderoso, ela conseguiu, em pouco tempo de carreira, o que muitos passam a vida inteira tentando. Lançado após três anos do “I Cry When I Laugh” (2015), “Always in Between” cumpriu o prometido e chegou, em outubro passado, trazendo o que todos queriam e tanto sentiam falta. Mais uma vez inspirada na house music, Glynne vai além e mistura pop e soul a produções de Starsmith (Ellie Goulding) e a composições de Ed Sheeran e de si própria. Com 12 faixas na edição standard e 16 na deluxe, o álbum extravasa uma espontaneidade natural que tanto procuramos em trabalhos do gênero eletrônico, mas que raramente encontramos. No que se refere ao futuro da música pop europeia, o Reino Unido está muitíssimo bem representado

Paradas musicais: estreou em #1 na “UK Albums Chart” com vendas de 36.500 cópias na primeira semana

1) TRENCH – TWENTY ONE PILOTS

Gravadora: Fueled by Ramen

Lançamento: 5 de outubro de 2018

Singles: “Jumpsuit”, “Nico and the Niners”, “Levitate”, “My Blood”

Considerações: pode ser surpresa para quem acompanha o nosso blog, quase sempre voltado à música pop, encontrar um trabalho do twenty one pilots em #1 numa lista como esta, mas não, você não leu errado (até porque esta não é a primeira vez que isso acontece por aqui). Fundindo gêneros como hip-hop e rock alternativos, Tyler Joseph e Josh Dun atingem a excelência naquele que considero o melhor disco de 2018. Ao longo de 14 faixas (todas compostas por Joseph, algumas ao lado de Paul Meany, do Mutemath), “Trench” aborda temas como , insegurança, suicídio e saúde mental. O interessante é que todo o contexto do álbum está interligado ao “Blurryface” (2015) e gira em torno da cidade metafórica de Dema, criada pelo vocalista, na qual se passa a trilogia de clipes “Jumpsuit”, “Nico and the Niners” e “Levitate” (entenda cada detalhe aqui). Aclamado pela crítica, o 5º material da dupla chega num momento em que nossos ouvidos bradam por obras que sejam realmente dignas de nosso tempo e atenção

Paradas musicais: estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 175.000 cópias na primeira semana

BÔNUS:

GOLDEN – KYLIE MINOGUE

Gravadora: BMG

Lançamento: 6 de abril de 2018

Singles: “Dancing”, “Stop Me from Falling”, “Golden”, “A Lifetime to Repair”, “Music’s Too Sad Without You”

Considerações: apesar de ter deixado a fã-base de Kylie Minogue dividida, “Golden” é mais um daqueles discos polêmicos que vêm para acrescentar algo que, na maioria das vezes, nós nem sabíamos que precisávamos. Combinando o já característico dance-pop de sua discografia ao country dos EUA, a australiana prova pela milésima vez que é uma mulher corajosa e mergulha de cabeça em um dos projetos mais audaciosos de sua trajetória. Liderado pelo lead-single “Dancing” (que resenhei aqui), o 14º registro de Minogue nos estúdios de gravação foi mais do que eficaz ao recolocá-la em alta no Reino Unido; público que sempre a acolheu tão calorosamente. Por um lado, “Golden” pode até soar um pouco antiquado em razão dos muitos álbuns country-pop que brotaram em 2016 e 2017, mas, sob uma perspectiva mais positiva, precisamos ser francos e aceitar que, em termos de qualidade, Kylie nunca decepciona

Paradas musicais: estreou em #1 na “UK Albums Chart” com vendas de 48.032 cópias na primeira semana

CAUTION – MARIAH CAREY

Gravadora: Epic Records

Lançamento: 16 de novembro de 2018

Singles: “With You”

Considerações: encerrando com chave de ouro, é óbvio que não poderia deixar de mencionar o ótimo 15º disco de inéditas da Mariah Carey. Diferente de seus antecessores que permaneceram mais na zona de conforto, “Caution” arrisca em produções e revitaliza a imagem da cantora junto aos mercados hip-hop e R&B – que se revelaram o grande forte de Mariah desde a sua libertação em “Butterfly” (1997). Contando com as parcerias de Ty Dolla Sign, Slick Rick, Blood Orange, Gunna e KOHH, o álbum chegou a ser produzido por nomes de peso como Jermaine Dupri e Timbaland. Como se fosse capaz de extrair o que de melhor concebeu em seu passado lendário, Mariah acerta a mão nas indispensáveis “With You” e “Portrait”, que de longe nos remetem aos bons tempos de “We Belong Together” e das baladas do “Rainbow” (1999). Com vocais precisos e composições determinadas, Carey vai direto ao ponto e se condecora como a diva suprema de todas as divas

Paradas musicais: estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 51.000 cópias na primeira semana

MENÇÕES HONROSAS:

Apesar de elencar acima aqueles que considero os melhores discos do ano, é importante citar outros que também ganharam destaque nestes últimos meses e que, sem sombra de dúvidas, merecem ao menos nossas menções honrosas. Assim, também destacamos o “Dancing Queen”, da Cher; o “Fatti Sentire”, da Laura Pausini, o “Icarus Falls”, do Zayn; o “Sweetener”, da Ariana Grande; o “Origins”, do Imagine Dragons; o disco homônimo, do Shawn Mendes; o “Bloom”, do Troye Sivan; o “Dona de Mim”, da Iza; e a trilha-sonora do filme “A Star is Born”, da Lady Gaga com o Bradley Cooper.

E para vocês, quais foram os 10 melhores álbuns de 2018? Não deixe de nos dizer no espaço para comentários à seguir. Muito obrigado por nos acompanhar em 2018 e um Feliz Ano Novo para você e para toda sua família!

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Resumão “American Music Awards 2015”: Saiba o que de melhor rolou na noite da premiação

Não é de hoje que o pessoal tem reclamado em suas redes sociais sobre o nível da maioria dos festivais televisionados de música internacional que aconteceram nos últimos anos. Seja pelo antigo prestígio do “Grammy” ou pela já conhecida popularidade do “VMA” e do “EMA”, o “American Music Awards” é outro evento de grande renome que, de uns tempos para cá, passou a agradar menos ao público se compararmos suas badaladas edições da década passada com as últimas que foram ao ar. Acostumados a ver algumas das mais bem sucedidas veteranas da música pop se esbaldando em cima dos palcos e levando para os fãs seus maiores sucessos musicais, muitas pessoas acabam por recusar as novas atrações anunciadas pela equipe da premiação e relutam à acompanhar o que tem pintado atualmente por lá.

Contudo, para surpresa de muitos (e inclusive minha), a 43ª edição da premiação que foi ao ar na noite de ontem (22/11), em LA, chegou para agradar não apenas quem curte o já tradicional pop mainstream, mas também ao público das músicas country, rap, hip-hop, R&B, rock e dance. Com apresentações agendadas de Coldplay, Walk the Moon, Gwen Stefani, Carrie Underwood, The Weeknd e tantos outros artistas de peso, o destaque mesmo ficou com os nomes a seguir selecionados que não tiveram medo algum de representar a profissão e honrar as épicas edições passadas (que finalmente puderam receber uma digna continuação). Longe de mim insinuar que a edição de 2014 do “AMA” tenha sido ruim (até porque Beyoncé, Taylor Swift e Selena Gomez ganharam aquele 23/11/14 sem grandes esforços), mas a deste ano, de fato, entrou para a história.

A seguir, saiba quais foram os grandes destaques da noite e o porquê de eles ganharem este post especial:


Jennifer Lopez

Abrindo a cerimônia com grande estilo e desenvoltura, a anfitriã Jennifer Lopez foi, sem sombra de dúvidas, uma das responsáveis por eternizar em cima dos palcos um dos momentos mais inesquecíveis do “American Music Awards 2015” (e também de sua carreira). Fazendo uma versão balada-vocal do seu hit memorável “Waiting For Tonight” (de 1999), JLo surpreendeu o telespectador e o pessoal da plateia em um show que incluiu muita voz, talento e presença de palco. Esbanjando bastante simpatia e proximidade com o público, Lopez utilizou-se do “AMA 2015” para mostrar aos haters que possui muito poder em seu gogó e que o fato de ser uma artista mainstream não a faz ser menos original. Executando, ainda, diversas coreografias complexas dedicadas aos maiores sucessos do ano, JLo mostra aos 46 anos o porquê de merecer o título de “melhor dançarina contemporânea” em razão da maestria ao contagiar todo mundo com seu quente sangue latino.

Nicki Minaj

Atualmente chamada por muitos de “A Rainha do Rap”, Nicki Minaj não foi uma das estrelas que levou suas músicas para o palco do “AMA” (e nem chegou apresentar qualquer das importantes e disputadas categorias), mas, sua presença no evento foi o bastante para fazer dela uma das figuras mais imponentes por ali. Usando um vestido que valorizava todas as curvas de seu belo corpo, Minaj mostrou que possui uma forte base de fãs (os votos da premiação são dados pelo público) e que sua influência feminina mostram-se fatores imprescindíveis para todo o sucesso alcançado em tão pouco tempo. Vencendo Drake, Fetty Wap e J. Cole, a caribenha de Trinidad e Tobago fez bonito ao abocanhar os prêmios de “Artista Rap/Hip-Hop” e “Álbum Rap/Hip-Hop”, com o aclamado “The Pinkprint”.

Selena Gomez

Movendo a era “Revival” com bastante sensualidade e classe, Selena Gomez foi outra estrela da noite que não decepcionou com sua performance super impactante de “Same Old Love”. Fazendo uso de um visual totalmente sombrio (em oposição ao clean usado na edição passada da premiação para sua apresentação de “The Heart Wants What It Wants”), Gomez pode ser vista carregada por dançarinos enquanto entoava os poderosos versos do 2º single de seu 2º disco em carreira solo. Arriscando-se nos passos de dança e jogando cabelo sempre que possível, um break inédito foi perfeitamente incluído antes do último refrão de “Same Old Love” para dar um gás extra à grandiosidade de sua presença nos palcos. Destaque para o comprometimento de Selena, que tem, cada vez mais, melhorado consideravelmente a questão vocal nas últimas apresentações que encabeçou.

Demi Lovato e Alanis Morissette

Iniciando cheia de atitude com a sua “Confident”, Demi Lovato também escolheu um look mais dark com um modelito justo ao corpo digno de uma dançarina de cabaré para introduzir ao público a sua noite cheia de brilho e confiança. Com uma pegada mais rock, o palco ficou repleto de luzes enquanto a moça dava uma amostra de todo o seu poderio vocal e esbanjava as curvas recém adquiridas em sua atual fase de superação e aceitação. Bem semelhante ao “VMA” de 2003 que cortou o beijo na boca de Madonna em Christina Aguilera para mostrar a reação de Justin Timberlake na plateia (ex de Britney Spears), Joe Jonas (ex de Lovato) também acabou sendo focalizado pelas lentes da câmera durante a apresentação da cantora. Mais tarde, a ex-Disney star acabou voltando aos poucos para colaborar com Alanis Morissette na clássica “You Oughta Know”, do disco “Jagged Little Pill” (1995). Deixando as pessoas cheias de êxtase ao fazer uma releitura de um dos maiores hits dos anos 90, a nostálgica performance da dupla casou bem e deu aos convidados da noite mais um motivo para saudar a genialidade da veterana canadense. Um encontro de talentos de tirar o fôlego!

Meghan Trainor e Charlie Puth

Começando os trabalhos com uma versão solo bem vocal de “Like I’m Gonna Lose You” (o dueto de Meghan com o John Legend que no palco do “AMA” foi apresentado ao lado de backing vocals que também eram dançarinas), no meio da performance a loira convidou Charlie Puth para uma colaboração cheia de romantismo e alegria. Trazendo a pegação do vídeo de “Marvin Gaye” para o evento, os cantores resolveram mostrar a cena editada do clipe oficial que não pode ser vista pelo YouTube para deixar todo mundo de boca aberta – seja da plateia, seja do aconchego do sofá de casa. Com um beijaço interminável e totalmente inesperado, Trainor e Puth devem se sentir orgulhosos por inserir em nossas cabeças a pergunta que não quer calar: foi profissional ou teve algo a mais ali? (Já estamos torcendo para que o casal oficialize logo o namoro).

One Direction

Levando até o público uma energia contagiante, a banda inglesa formada por Harry, Louis, Niall e Liam se apresentou na noite de ontem com “Perfect”, o 2º single do recém-lançado 5º disco de inéditas do One Direction: “Made in the A.M.”. Pela primeira vez em muito tempo, o destaque da apresentação não ficou apenas com Harry Styles – que em minha humilde opinião parecia ser o menos motivado (ou mais cansado) –, tendo os outros 3 meninos desempenhado perfeitamente a sua parte correspondente da música chiclete. Com uma harmonia inigualável, é bom ver que Zayn Malik pouco fez falta para os demais membros do grupo enquanto quase todos da plateia entoavam a letra da música junto com as outras milhões de pessoas que assistiam direto de suas casas.

Ariana Grande

Que Ariana Grande é sinônimo de talento isso todos já estão cansados de saber, mas, a edição de ontem do “American Music Awards” chegou para consagrar mais ainda o nome da novata que começou fazendo musicais pela “Broadway” e programas infantis para o “Nickelodeon”. Dando vida à primeira apresentação televisionada de “Focus”, o carro-chefe de “Moonlight” (álbum que deverá sair somente no ano que vem), Grande nos introduziu com uma abertura bem vintage de sua atual música de trabalho. Mais uma vez dando um show de voz e coreografia, a prova do talento de Ariana ficou com as meninas do Fifth Harmony que não pararam um minuto sequer de dançar ao som do hit da colega que debutou em #7 na “Billboard Hot 100”. Levando para casa o prêmio de “artista feminino pop-rock”, Ari correspondeu o amor incondicional de seus fãs ao fazer um discurso todo humilde e emotivo agradecendo os grandes responsáveis pela sua vitória na disputada categoria do evento.

Celine Dion

É incrível que a após tantos anos, a senhorita Celine Dion consiga se sobressair e continuar nos emocionando depois de dar voz a um dos temas mais memoráveis dos cinemas lá de 97, com “My Heart Will Go On”. Apresentada pelo ganhador do “Oscar” e vocalista da banda “Thirty Seconds to Mars”, Jared Leto, Dion fez um tributo aos atuais atentados sofridos pela França interpretando “Hymne à l’amour”, de Édith Piaf. Dona de uma técnica vocal invejável, Celine encantou quem estava acomodado nos assentos defronte ao palco e fez muita gente chorar com seu talento esmagador. Alguém mais duvida que a diva é a maior vocalista da atualidade entre os antigos nomes da indústria que continuam na ativa dando aos seus admiradores projetos musicais em uma era onde playback e autotune são predominantes?

Justin Bieber

Encerrando a noite com uma apresentação acústica do atual sucesso “What Do You Mean?”, Justin Bieber ainda aproveitou sua presença no evento para interpretar “Where Are Ü Now” e “Sorry” para quem acompanhava o “American Music Awards” no Microsoft Theatre. Arrasando na coreografia e arrancando gritos do pessoal que estava assistindo a tudo de olhos bem abertos, o canadense fez a Britney na “Dreaming Within a Dream Tour” e levou uma cachoeira artificial para o palco da premiação. Cantando o 2º single do “Purpose”, seu 4º disco de inéditas, a performance visualmente impressionante fechou com chave de ouro uma das melhores edições da premiação que foi regada a muito talento, criatividade e momentos inesquecíveis.


Vídeos e lista de vencedores

Confira acessando este link todos os vídeos com as performances da noite e, mais abaixo, a lista completa de indicados/vencedores do “American Music Awards 2015” retirada do próprio site oficial do evento (nomes em negrito revelam quem levou a melhor para casa):


Artista do Ano: Luke Bryan // Ariana Grande // Maroon 5 // Nicki Minaj // One Direction // Ed Sheeran // Sam Smith // Taylor Swift // Meghan Trainor // The Weeknd

Artista Revelação: Fetty Wap // Sam Hunt // Tove Lo // Walk The Moon // The Weeknd

Música do Ano: “See You Again” (Wiz Khalifa com colaboração de Charlie Puth) // “Uptown Funk!” (Mark Ronson com colaboração de Bruno Mars) // “Thinking Out Loud” (Ed Sheeran) // “Blank Space” (Taylor Swift) // “Can’t Feel My Face” (The Weeknd)

Colaboração do Ano: Wiz Khalifa e Charlie Puth (“See You Again”) // Rihanna & Kanye West com Paul McCartney (“FourFiveSeconds”) // Mark Ronson e Bruno Mars (“Uptown Funk!”) // Skrillex & Diplo com Justin Bieber (“Where Are Ü Now”) // Taylor Swift e Kendrick Lamar (“Bad Blood”)

Artista Masculino Pop/Rock: Nick Jonas // Ed Sheeran // Sam Smith

Artista Feminino Pop/Rock: Ariana Grande // Taylor Swift // Meghan Trainor

Dupla ou Grupo Pop/Rock: Maroon 5 // One Direction // Walk The Moon

Disco de Pop/Rock: “X” (Ed Sheeran) // “In The Lonely Hour” (Sam Smith) // “1989” (Taylor Swift)

Artista Masculino Country: Jason Aldean // Luke Bryan // Sam Hunt

Artista Feminino Country: Kelsea Ballerini // Miranda Lambert // Carrie Underwood

Dupla ou Grupo Country: Zac Brown Band / Florida Georgia Line / Little Big Town

Disco Country: “Old Boots, New Dirt” (Jason Aldean) // “Anything Goes” (Florida Georgia Line) // “Montevallo” (Sam Hunt)

Artista Rap/Hip-Hop: Drake // Fetty Wap // Nicki Minaj

Álbum Rap/Hip-Hop: “2014 Forest Hills Drive” (J. Cole) // “If You’re Reading This It’s Too Late” (Drake) // “The Pinkprint” (Nicki Minaj)

Artista Masculino Soul/R&B: Chris Brown // Trey Songz // The Weeknd

Artista Feminino Soul/R&B: Beyoncé // Mary J. Blige // Rihanna

Disco Soul/R&B: “X” (Chris Brown) // “Black Messiah” (D’Angelo and The Vanguard) // “Beauty Behind the Madness” (The Weeknd)

Artista Alternativo: Fall Out Boy // Hozier // Walk The Moon

Artista Adulto/Contemporâneo: Ed Sheeran // Taylor Swift // Meghan Trainor

Artista Latino: Enrique Iglesias // Ricky Martin // Romeo Santos

Artista Inspiração Contemporânea: Casting Crowns // Hillsong United // MercyMe

Artista Electronic Dance Music (EDM): Calvin Harris // David Guetta // Zedd

Trilha Sonora: “Cinquenta Tons de Cinza” // “Empire” // “A Escolha Perfeita 2”


Qual foi o seu momento favorito da premiação? Deixe a sua opinião no espaço para comentários a seguir.