Os 10 melhores discos de 2016

2016 já está acabando e, como de costume, a internet tem sido bombardeada com as mais variadas listas de fim de ano que relacionam os melhores e piores lançamentos musicais que se destacaram por todo o cenário da indústria fonográfica. Não muito diferente dos demais sites, blogs e revistas, o Caí da Mudança também decidiu seguir a correnteza e elencou, na publicação de hoje, 10 discos que agradaram bastante os nossos redatores e que não poderiam passar despercebidos da atenção de vocês, caros leitores.

Tentando deixar de lado títulos bastante populares como “Lemonade”, da Beyoncé, ou “Views”, do Drake, você confere, a seguir, o que mais se sobressaiu nas nossas playlists e que tanto gritou para ganhar um espacinho especial por aqui. Entre inúmeros gêneros dos mais diversificados artistas, os nossos 10 melhores discos do ano de 2016 (os quais, é claro, não seguem uma linha do melhor para o pior, e vice-versa) foram:

DANGEROUS WOMAN – ARIANA GRANDE / por MARCELO

Gravadora: “Republic Records”;

Lançamento: 20 de maio de 2016;

Gênero: pop, dance-pop, R&B;

Singles: “Dangerous Woman”, “Into You” e “Side to Side”;

Considerações: De todos os discos mainstream liberados ao longo dos últimos 12 meses “Dangerous Woman” é um que não poderia faltar em nossa simplória lista não apenas pelo eficiente impacto comercial de seus singles bem-sucedidos, mas também pelo que a obra, como um todo, representou na promissora discografia de Ariana Grande. Já considerada por muitos como um ícone desta nova leva de cantores e musicistas, a morena não poupou esforços de tornar as coisas mais pessoais e decidiu entregar-se de corpo e alma no que se revelou a experiência mais autoral de sua trajetória musical. Deixando o pop genérico para segundo plano (apesar das escassas “Into You” e “Side to Side”) e caprichando melhor em faixas corajosas que exploraram uma faceta mais sensual de sua intérprete (“Let Me Love You” e “Knew Better / Forever Boy”), o disco inova ao combinar R&B, house e dance a uma voz poderosa que vem se mostrando uma das mais marcantes da atual década. Originalidade, ousadia e confiança foram, inquestionavelmente, as palavras que melhor definiram o 3º disco solo desta garota que ainda tem muito a nos mostrar. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Dangerous Woman”.

Charts: “Dangerous Woman” estreou em #2 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 175 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Dangerous Woman”, “Into You”, “Side to Side” e “Focus” (promocional) atingiram as posições #8, #13, #4 e #7, respectivamente;

Ouça: “Let Me Love You”, “Greedy” e “Bad Decisions”;

Assista: ao clipe de “Let Me Love You”.


JOANNE – LADY GAGA / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “Interscope Records”, “Streamline”;

Lançamento: 21 de outubro de 2016;

Gênero: country pop, dance pop, soft rock;

Singles: “Perfect Illusion” e “Million Reasons”;

Considerações: Finalmente aconteceu. 2016 foi o ano em que finalmente me rendi à Lady Gaga. Num álbum que transita por várias influências e gêneros, Gaga consegue, com maestria, soar coesa e ousada ao mesmo tempo. Não que seja algo que já não tenha sido feito antes, mas é algo que nem todos conseguem fazer tão bem e com tanta autenticidade. Da abertura com “Diamond Heart”, à emocional e introspectiva faixa título “Joanne” num tom pessoal, seguida pela fashion-feroz-country-rock “John Wayne”, passando por “Dancin’ In Circles” – que na letra traz Gaga de volta à suas origens sombrias –, até a brilhante “Sinner’s Prayer”. Há mensagem de tolerância e aceitação trazida por versos na melodia melancólica de “Come to Mama”, alertando que “não haverá futuro” se não aprendermos a conviver uns com os outros; uma elegante parceria com Florence Welch, em “Hey Girl”, e influências de jazz em “Just Another Day”. Num conceito pessoal, estrelado por um dos vocais mais admiráveis em um álbum pop nos últimos anos, com “Joanne”, particularmente, me curvei à Lady Gaga. Finalmente. E nunca foi tão bom.

Charts: “Joanne” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 170 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Perfect Illusion” e “Million Reasons” atingiram as posições #15 e #52, respectivamente;

Ouça: “Joanne”, “John Wayne” e “Sinner’s Prayer”.

Assista: ao clipe de “Perfect Illusion”.


MIND OF MINE – ZAYN / por MARCELO

Gravadora: “RCA Records”;

Lançamento: 25 de março de 2016;

Gênero: pop, alternative R&B, R&B;

Singles: “Pillowtalk”, “Like I Would” e “Wrong”;

Considerações: Não muito diferente de Ariana, outro que decidiu procurar por novos horizontes e se sobressaiu ao trazer um som mais intimista foi o Zayn – mundialmente conhecido por ter integrado o quinteto One Direction. Saindo da “Terra da Rainha” e ganhando os EUA com um material solo que deixou bastante gente boquiaberta, o britânico provou de vez que nada tinha a ver com os trabalhos assinados pelos outros discípulos de Simon Cowell e investiu sem medo em gêneros como o folk, dub, soul, funk, eletrônico, qawwali, hip-hop, reggae, soft-rock e música clássica. Inspirando-se em grandes artistas que fizeram parte de sua infância (como Tupac, Usher, R. Kelly e Prince), Zayn é feliz ao abrir seu coração e nos apresentar a faixas muito bem produzidas capazes de nos fazer embarcar para uma viagem direto a suas memórias mais íntimas e secretas. Com um material de excelente qualidade abrangido por “Borderz”, “Lucozade”, “Bright” e “Golden” é realmente uma lástima que o público só tenha dado atenção para o carro-chefe “Pillowtalk”. Quem diria que após “abandonar” seus parceiros de longa data o Sr. Malik viria a liderar uma das mais brilhantes estreia como solista desta década? Relembre a nossa resenha especial sobre o “Mind of Mine”.

Charts: “Mind of Mine” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 157 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Pillowtalk” e “Like I Would” atingiram as posições #1 e #55, respectivamente;

Ouça: “Rear View”, “Lucozade” e “Borderz”;

Assista: ao clipe de “Befour”.


CITIZEN OF GLASS – AGNES OBEL / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “PIAS Recordings”;

Lançamento: 21 de outubro de 2016;

Gênero: folk/classical;

Singles: “Familiar” e “Golden Green”;

Considerações: Este foi, definitivamente, o álbum que mais esperei durante o ano. Agnes Obel é uma cantora e instrumentista dinamarquesa que mescla os gêneros folk e música clássica. Na difícil tarefa de honrar seus dois primeiros [e como costumo chamar, inebriantes] álbuns, Obel faz com que a tarefa pareça simples com “Citizen of Glass”. É um daqueles álbuns que, como “Philharmonics” (2010) e “Aventine” (2013), você não pode descrever. Você precisa ouvi-lo, senti-lo, contemplá-lo e, a partir daí, descobrir como se sente sobre ele. “Citizen of Glass” é uma peça de arte de uma artista fantástica, que além de ser uma excelente continuidade de seu trabalho, provém também evolução, com vocais tão bem explorados em canções como “It’s Happening Again” e “Trojan Horses”, e produções como “Familiar”. Agnes Obel e “Citizen of Glass” são raros. Mesmo com uma nova onda artística atingindo o mainstream na indústria fonográfica de hoje, garanto que não há nada parecido tocando por aí. É distinto, singular, magnífico.

Charts: “Citizen of Glass” chegou até o #50 da “Billboard 200”, a principal parada estadunidense. No “Syndicat National de l’Édition Phonographique” o single “Familiar” atingiu a posição #54;

Ouça: “It’s Happening Again”, “Stone” e “Mary”;

Assista: ao clipe de “Familiar”.


INESPERADO – ANAHÍ / por MARCELO

Gravadora: “Universal Music”;

Lançamento: 3 de junho de 2016;

Gênero: latin pop;

Singles: “Rumba”, “Boom Cha”, “Eres” e “Amnesia”;

Considerações: Foi assim, após 7 anos “cozinhando” seus fãs sem o lançamento de um novo material de estúdio, que Anahí tomou as rédeas de sua carreira musical e voltou com tudo com o aguardadíssimo sucessor de “Mi Delirio” (2009). Predominantemente pop, “Inesperado” soa assim como seu título, usando e abusando dos elementos típicos do dance-pop e indo muito além ao incorporar instrumentais exclusivos do electropop, reggaeton, pop-rock e funk carioca. Responsável por levar a mexicana de volta à suas raízes latinas (“Me Despido”, “Arena Y Sol”, “La Purta de Alcalá”), a produção de cada faixa foi extraordinariamente refinada por nomes de peso como Ettore Grenci, Sebastian J e Cheche Alara enquanto a parte lírica recebeu as contribuições dos já conhecidos Gloria Trevi (“Me Hipnotizas”), Noel Schajris (“Alérgico”) e Claudia Brant (“Te Puedo Escuchar”). Com inúmeros detalhes milimetricamente calculados, nunca um álbum de Anahí soou tão eclético sem perder a essência bastante emotiva daquela que já nos cativava desde os velhos tempos do RBD. Destaque especial para faixas como “Temblando” e “Inesperado” que sem querer nos cativa com uma espontaneidade imediata. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Inesperado”.

Charts: “Inesperado” estreou em #4 no “Amprofon”, a principal parada musical mexicana. O single “Rumba” atingiu a posição #32 “Billboard Latin Pop Songs”;

Ouça: “Arena Y Sol”, “La Puerta de Alcalá” e “Inesperado”;

Assista: ao clipe de “Amnesia”.


REVOLUTION RADIO – GREEN DAY / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “Reprise Records”;

Lançamento: 7 de outubro de 2016;

Gênero: punk rock;

Singles: “Bang Bang” e “Still Breathing”;

Considerações: Sejamos honestos, não há bandas de rock surgindo e atingindo o sucesso mainstrem em muitos anos. Não estamos falando de alternative, indie, inde pop… As últimas bandas que eu me lembro de terem surgido no mainstream foram durante o período de ascensão do emocore, entre 2005 e 2010. Num mercado dominado por artistas solos – seja de qual gênero for, é um alento ter o bom e velho Green Day prevalecendo, de volta de um hiatus de mais de 3 anos com um álbum simples, objetivo e absolutamente relevante. “Revolution Radio” soa um autêntico punk rock/college rock Green Day, ainda assim atual, em faixas como “Say Goodbye”. O álbum também soa como uma grande ode a trabalhos anteriores da banda. “Forever Now” traz uma estrutura similar a de “Jesus of Suburbia”, de “American Idiot” (2004), enquanto “Ordinary World” pode remeter à nostalgia de “Good Riddance (Time of Your Life)”, de “Nimrod” (1997). Obrigado por não nos deixar na mão, Green Day!

Charts: “Revolution Radio” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 95 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Alternative Songs” os singles “Bang Bang” e “Still Breathing” atingiram as posições #1 e #3, respectivamente;

Ouça: “Outlaws”, “Troubled Times” e “Ordinary World”;

Assista: ao clipe de “Still Breathing”.


THIS IS WHAT THE TRUTH FEELS LIKE – GWEN STEFANI / por MARCELO

Gravadora: “Interscope Records”;

Lançamento: 18 de março de 2016;

Gênero: pop;

Singles: “Used to Love You”, “Make Me Like You” e “Misery”;

Considerações: Outra que demorou bastante para voltar aos estúdios de gravação (exatos 10 anos) e entregar ao público um novo álbum solo de inéditas foi a Gwen Stefani, também conhecida por trabalhar como vocalista do No Doubt. Revezando seu tempo entre a vida particular (que há pouquíssimo tempo foi atingida por um divórcio inesperado) e a profissional (quando atuou como técnica do “The Voice” norte-americano, substituindo Christina Aguilera), Stefani entrou rapidamente na onda dos produtores contemporâneos como Greg Kurstin, Mattman & Robin, J.R. Rotem e Stargate e tentou, de maneira bem original, revitalizar sua sonoridade tão particular – quem é fã de Stefani com certeza se identificará com as genuínas “You’re My Favorite”“Rocket Ship”“Red Flag”. Dando vida à hinos como “Make Me Like You” e “Rare” que falaram muito sobre seu atual relacionamento com o Blake Shelton, o trabalho fez bonito nos charts dos EUA e deram à cantora seu primeiro #1 como solista, após o #3 de “The Sweet Scape” (2006) e #5 de “Love. Angel. Music. Baby” (2004). É R&B, disco, electropop, synthpop, ska pop, trip-hop e folk do começo ao fim.  Relembre a nossa resenha especial sobre o “This Is What the Truth Feels Like”.

Charts: “This Is What the Truth Feels Like” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada musical estadunidense, com vendas de 84 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Used to Love You” e “Make Me Like You” atingiram as posições #52 e #54, respectivamente.

Ouça: “Truth”, “Me Without You” e “Loveable”;

Assista: ao clipe de “Make Me Like You”.


ANTI – RIHANNA / por MARCELO

Gravadora: “Westbury Road” e “Roc Nation”;

Lançamento: 28 de janeiro de 2016;

Gênero: pop, R&B;

Singles: “Work”, “Kiss It Better”, “Needed Me” e “Love on the Brain”;

Considerações: Não que a voz por trás de “We Found Love” estivesse em baixa no mercado até o lançamento do seu 8º disco de inéditas, mas, existe uma boa razão para que “Anti” tenha ganhado tanto destaque por aqui quando do seu lançamento, no começo deste ano. Despindo-se de qualquer influência da música genérica que permeou seus trabalhos mais populares como “Loud” (2010), “Talk That Talk” (2011) e “Unapologetic” (2012), o anteriormente nomeado “R8” foca em uma Rihanna cheia de vulnerabilidades que há muito não víamos dando as caras por aí. Aposentando as batidas nauseantes de David Guetta, Calvin Harris e companhia que já não aguentávamos mais ouvir, a barbadiana mais famosa da música não pensou duas vezes e achou por bem dar preferência a um som mais simplista e que representasse melhor a atual fase de sua vida. Experimentando instrumentais mais urbanos como o R&B, o reggae e o eletrônico (“Work”, “Needed Me”) e combinando-os perfeitamente a um pouco de jazz e soul da melhor qualidade (“Close To You”, “Love on the Brain”), a musicista nos comprova que, às vezes, “menos é mais”. O público agradece a honestidade, Riri. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Anti”.

Charts: “Anti” estreou em #27 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, mas em sua segunda semana atingiu o #1, com vendas de 166 mil cópias. Na “Billboard Hot 100” os singles “Work”, “Kiss It Better”, “Needed Me” e “Love on the Brain” atingiram as posições #1, #62, #7 e #20, respectivamente;

Ouça: “Desperado”, “Same Ol’ Mistakes” e “Never Ending”;

Assista: ao clipe de “Needed Me”.


A MOON SHAPED POOL – RADIOHEAD / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “XL Recordings”;

Lançamento: 8 de maio de 2016;

Gênero: art rock, alternative rock, eletrônica;

Singles: “Burn the Witch” e “Daydreaming”;

Considerações: Foi tudo muito rápido em meio há um hiatus muito longo. Num dia não tínhamos nada, no outro tivemos “Burn the Witch”. Três dias depois veio “Daydreaming” e o aguardado anúncio de um novo álbum para dali dois dias. É possível considerar, talvez, “A Moon Shaped Pool” como uma continuação atual de “Kid A” (2000), em um tom mais melódico e personalidade mais madura. Os sussurros invertidos de Tom Yorke em “Daydreaming” parecem pertencer perfeitamente ao instrumental alinhado numa assimetria brilhante. O álbum traz também a tão esperada versão estúdio de “True Love Waits”, um clássico instantâneo da banda que figurou pela primeira vez no “I Might Be Wrong: Live Recordings” (2001), em uma gravação ao vivo. Em suma, “A Moon Shaped Pool” termina por ser não apenas mais um álbum a figurar entre os melhores do ano, mas um que preenche bem e de forma natural a timeline de obras da banda.

Charts: “A Moon Shaped Pool” estreou em #3 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 181 mil cópias na primeira semana. No “UK Singles Chart” os singles “Burn the Witch” e “Daydreaming” atingiram as posições #64 e #74, respectivamente;

Ouça: “Daydreaming”, “Present Tense” e “True Love Waits”;

Assista: ao clipe de “Burn the Witch”.


WINGS OF THE WILD – DELTA GOODREM / por MARCELO

Gravadora: “Sony Music Australia”;

Lançamento: 1º de julho de 2016;

Gênero: pop;

Singles: “Wings”, “Dear Life”, “Enough” e “The River”;

Considerações: Por fim, nossa seleção não estaria completa se não nos lembrássemos do que foi, sem sombra de dúvidas, um dos materiais mais surpreendentes conduzidos por um artista de fora da indústria estadunidense. Levando longos 4 anos desde o maravilhoso “Child of the Universe” (2012), a australiana Delta Goodrem não economizou na qualidade e trouxe em “Wings of the Wild” aquilo que melhor sabe fazer desde o início de sua trajetória: um álbum recheado de baladas super emotivas e alguns hinos dançantes que acertam por desviar radicalmente das faixas genéricas que bombam nas rádios de todo o planeta. Combinando um vocal de aço (“Dear Life”) a consistentes instrumental (“Wings”), ritmo (“In the Name Of Love”), temática (“Feline”) e identidade (“I’m Not Giving Up”), “Wild” extravasa contemporaneidade e evolui consideravelmente na discografia de ouro que vem sendo construída por uma das musicistas mais completas de sua geração. Uma mistura uniforme de pop, rock, rap e dance, o 5º álbum de Goodrem não deixa a desejar desde a sua primeira audição e nos comprova que a parceria com o produtor Vince Pizzinga (que trabalha com a cantora desde o “Innocent Eyes”, de 2003) e o duo DNA (Anthony Egizii e David Musumeci) trouxe à Delta o tom de liberdade que lhe faltava para explorar novos horizontes sem perder o autocontrole de sua própria personalidade. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Wings of the Wild”.

Charts: “Wings of the Wild” estreou em #1 no “ARIA Charts”, as paradas musicais australianas, ao lado dos singles “Wings” (#1), “Dear Life” (#3), “Enough” (#27), “The River” (#58) e “Only Human” (#46);

Ouça: “Enough”, “In the Name of Love” e “I’m Not Giving Up”;

Assista: ao clipe de “The River”.


E vocês, meus caros leitores: quais foram os álbuns lançados neste 2016 que mais lhes agradaram? Não deixem de comentar logo a seguir as suas recomendações com os trabalhos que mais bombaram em suas playlists e que nós da família Caí da Mudança precisamos conhecer. Um Feliz Ano Novo a todos!

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Repleto de sensibilidade, Shawn Mendes está mais acústico do que de costume no novo “Illuminate”

Não faz nem um ano desde que decidimos escrever, pela primeira vez, um pouquinho mais sobre a trajetória de Shawn Mendes, o novato que tem feito o maior sucesso nas rádios e paradas musicais de todo o mundo (relembre). Após liberar seu primeiro disco de inéditas (o “Handwritten”, de 2015) e dominar o top 10 da “Billboard Hot 100” com o hit “Stitches” (#4), o jovem canadense que adquiriu notoriedade depois de bombar no aplicativo Vine consegue, hoje, tocar sua vida adiante sem depender das diversas gravações caseiras que o levaram ao estrelato.

Deixando os covers de lado e redirecionando todas suas energias para a própria discografia, Shawn sabe que é chegado o momento de dar continuidade à sua brilhante história e já prepara o terreno para aquilo que o futuro lhe reserva. E foi assim, de mansinho, que fomos surpreendidos no mês passado com “Illuminate”, o 2º material de estúdio de Mendes que não poderia passar despercebido em nosso blog sem uma resenha mais do que especial. Assim, e sem mais blá-blá-blá, você confere, a seguir, nossos principais apontamentos sobre esse lançamento tão aguardado que chegou na melhor hora possível para todos aqueles que mal podiam esperar por um novo trabalho do cantor!

Shawn Mendes em ensaio fotográfico para a revista “Notion” (2016)

Que o “Handwritten” acabou por cair nas graças do público isso não é novidade para ninguém – tanto que, além de debutar em #1, com vendas de 119 mil cópias na first week, até chegou a integrar a nossa lista com os meus 10 discos favoritos de 2015, em #6. Rendendo 4 singles de sucesso que deram grande suporte para as turnês “Shawn’s First Headlines” e “Shawn Mendes World Tour” (esta última, inclusive, ainda na ativa), o primeiro álbum do garoto prodígio de apenas 18 anos não falhou comercialmente e chegou a ser certificado ouro e platina em diversos países do globo, como Brasil, México, Reino Unido e EUA. Todavia, nem tudo dura para sempre e, após encerrar o projeto com o featuring “I Know What You Did Last Summer”, com a Camila Cabello (do Fifth Harmony), finalmente chegou o momento de Shawn respirar novos ares e nos entregar algumas novidades que mexeram com todas as nossas estruturas.

Liberando o carro-chefe “Treat You Better” no último 3 de junho, o canadense acertou em cheio ao selecionar sua parceria com os compositores Teddy Geiger e Scott Harris para representar a primeira música de trabalho do “Illuminate”. Sucesso instantâneo que atingiu o #6 no “Hot 100” da “Billboard”, a canção segue a linha mais pop de “Stitches” e ganha o ouvinte por utilizar-se da mesma estrutura anteriormente experimentada no 3º single do disco iniciante (estrofes lentas que gradativamente culminam em um refrão explosivo). Trazendo um emocionante clipe dirigido por Ryan Pallotta (“Wish You Were Here”, Delta Goodrem; e “Chains”, Nick Jonas) que relata um relacionamento altamente conturbado e abusivo, a gravação já ultrapassou as 230 milhões de visualizações no YouTube e é eficientemente encerrada com o telefone para contato do “National Domestic Violence Hotline”, o disk-denúncia para violência doméstica dos EUA (assista).

“Ruin”, o primeiro single promocional do lançamento, também chegou a ganhar um clipe. Assista

Disponível para compra desde o dia 23 de setembro, “Illuminate” foi gravado entre os anos de 2015 e 2016. Predominantemente pop, o álbum abraça a vertente mais acústica que é própria de Shawn e pouco se distancia do que pudemos conhecer em sua primeira experiência pelos estúdios de gravação. Distribuído sob os selos da “Island Records” e “Universal Music Group”, além de “Treat You Better” (o único single oficial anunciado até o fechamento deste post) também foram liberadas anteriormente (mas como faixas promocionais) as bem emotivas “Ruin”, “Three Empty Words” e “Mercy”. Conseguindo seu segundo #1 na “Billboard 200”, o novo material do moço estreou direto no topo dos charts norte-americanos, com vendas de 145 mil cópias na primeira semana. Segundo a própria “Billboard”, apenas 5 artistas (incluindo Shawn) conseguiram emplacar seus dois primeiros álbuns #1s em tão pouca idade – Justin Bieber (com 17 anos), Miley Cyrus (com 14 anos), Hilary Duff (também com 14 anos) e LeAnn Rimes (com 15 anos).

Contendo 12 canções na edição standard e 15 na deluxe, Mendes assina todas as músicas presentes no disco e divide os créditos de composição com Geoff Warburton (-), Scott Harris (“Life of the Party”, “Something Big”), Teddy Geiger (“Stitches”), Danny Parker (“Chains”, Nick Jonas), Ilsey Juber (“Man on the Moon”, Britney Spears), Laleh (“Stone Cold”, Demi Lovato) entre outros. Já o trabalho de produção, por sua vez, acabou por ficar sabiamente sob a responsabilidade de ninguém menos que Jake Gosling (“Thinking Out Loud”, Ed Sheeran), Dan Romer (“Say Something”, A Great Big World com Christina Aguilera), DJ “Daylight” Kyriakides (-) e os já mencionados Geiger e Harris.

“Illuminate” foi majoritariamente bem-recebido pela crítica especializada (3,5/5 pelo “AllMusic”, “Idolator” e “Rolling Stone”)

Completamente uniforme, “Illuminate” não foge muito da temática trabalhada pelo disco antecessor e, como dito acima, foca bastante em uma roupagem mais acústica – um som que, felizmente, casa muito bem na doce (e por vezes imperiosa) voz de seu intérprete. Trazendo as vulneráveis “Ruin”, “Don’t Be a Fool”, “Like This” e “Bad Reputation”, são nestas faixas que encontramos, logo de cara, o gigantesco amadurecimento que Shawn passou em tão pouco tempo, ainda mais se considerarmos que este é apenas o segundo material de seu catálogo. Distanciando-se muito da tendência mais adolescente que pudemos conferir em canções como “Something Big” e “Believe”, esta pequena parcela do sucessor de “Handwritten” nos soa bem promissora e, provavelmente, influenciará em muito os próximos trabalhos de estúdio do moço.

Assista ao emocionante clipe para a promocional “Mercy”

E como não poderia deixar de ser, é claro que o “Illuminate” não erraria tão feio a ponto de não incluir, ao menos, uma gravação ou outra sem pender para um som mais comercial. Nesse sentido encontramos o lead single “Treat You Better” – que, como dito acima, se assemelha em muito à estrutura musical de “Stitches” –, e a possível candidata para próximo single “No Promises” (isso ao nosso ver, é claro, pois nada foi confirmado pela equipe de Mendes até o momento). Com um instrumental não menos que original e viciante, o único defeito deste hino incomparável é sua duração nem alcançar os comuns 3 minutos, o tempo padrão da maioria das músicas liberadas pelos artistas do mainstream (“No Promises” é a mais curta da tracklist, com 2 minutos e 46 segundos, seguida de “Patience”, com 2 minutos e 55 segundos).

Mendes e sua equipe já preparam a “Illuminate World Tour”, a terceira turnê do canadense prevista para começar em março de 2017, nas Filipinas

Intercalando entre suavidade e animação, “Three Empty Words” abre o arco mais positivo de “Illuminate” – o qual é, nos moldes de “Handwritten”, composto também pelas cativantes “Lights On”, “Honest” e “Patience” (estas foram certamente gravadas para todos aqueles que tanto gostaram do debut do canadense e muito torceram por uma segunda parte). Muito bem posicionadas no álbum, as canções amarram-se firmemente umas às outras e nos redirecionam para o segmento final que encerra o disco com chave de ouro. Ao som de “Understand”, a última faixa da edição standard explora muito bem a vulnerabilidade a que fomos introduzidos no início da tracklist, por “Ruin” – mas, desta vez, de forma bem menos obscura. Repleta de uma vivacidade resplandecente, assim também prosseguem as duas bônus da edição deluxe: “Hold On” e “Roses”, que não apenas dão uma conclusão para a sua antecessora (“Understand”) como ganham vida própria e brilham por uma singularidade própria.

Entretanto, não poderíamos concluir a nossa resenha se deixássemos de mencionar o que é, aos nossos olhos, não apenas a melhor canção do “Illuminate”, como também a que melhor define o projeto como um todo. Composta pelo Shawn ao lado de Teddy Geiger, Danny Parker e Ilsey Juber (e produzida por Gosling e Geiger), “Mercy” transborda em nossos ouvidos desde sua primeira audição e revela-se uma das maiores músicas do ano. Carregando uma intensidade que não cabe dentro de si e explode em um ápice de muita sensibilidade, o single promocional mistura drama com naturalidade sem parecer forçado, soando até mesmo comercial na medida certa. Trazendo uma letra bastante expressiva, os seus versos inesquecíveis funcionam bem tanto na versão padrão (presente na edição standard) quanto na versão acústica (exclusiva para aqueles que adquirirem a deluxe).

Crescendo sem perder o rumo da identidade que vem lapidando em tão pouco tempo, por diversas vezes Shawn nos faz relembrar, em seu “Illuminate”, do trabalho primoroso que foi feito no “Handwritten”. Recheado de produções simplistas que realçam o melhor da voz, carisma e composições de Mendes, o novo álbum amadurece consideravelmente sem pôr um ponto final ao que já conhecíamos desde o lançamento do primeiro single “Life of the Party”, lá de 2014. Sem mudanças bruscas ou radicais de imagem, o novato parece se encontrar no caminho certo para a longevidade de sua carreira, mostrando que, por mais que continue dominando os charts, o vem fazendo da maneira mais saudável possível (para si e para o público). E assim torcemos para que o pequeno-grande Shawn continue ao longo dos próximos anos, conquistando-nos com uma honestidade sem fins que tem tudo para elevar seu nome cada vez mais alto.

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Hora de se atualizar – Pt 6: conheça os últimos lançamentos da música pop internacional

Dando continuidade à última edição do nosso “Hora de se atualizar” (o especial que relaciona os melhores e mais comentados lançamentos da música pop em geral), você confere no post de hoje outras seis dicas incríveis de singles e clipes liberados recentemente que não poderiam faltar na sua playlist internacional.

Partindo de um pop com mais atitude de novatas como a Sabrina Carpenter ao alternativo viciante da Halsey, a pequena lista adiante vem em boa hora para atualizar todos aqueles que perderam as novidades do universo pop que rolaram por estes últimos dois meses – e que, sem sombra de dúvidas, jamais deixaríamos passar despercebidas por aqui, no Caí da Mudança. Vamos lá?

Nova JoJo? Sabrina Carpenter é anunciada como a mais nova aposta da “Hollywood Records”. Assista ao clipe de “Smoke and Fire”:

Definitivamente, o império “Disney” é um dos mais eficazes quando o assunto é encontrar jovens talentos e lançá-los mundo afora, preparando-os como brilhantes aspirantes a estrelas da música pop. Após passar por inúmeras gerações de artistas que desde os anos 90 utilizaram-se do bom nome de Mickey Mouse para consolidar o início de suas trajetórias, é chegado o momento de uma nova popstar nascer para que o ciclo se renove e continue em constante movimento. Conhecida por fazer parte do elenco de “Garota Conhece o Mundo” (“Girl Meets World”), sitcom produzido e transmitido pelo “Disney Channel”, Sabrina Carpenter vem para substituir a última leva de cantoras e atrizes que começaram no canal e, hoje, podem ser consideradas a elite das mais bem-sucedidas da moderna indústria do entretenimento. Já com um álbum de estúdio lançado sob o selo da “Hollywood Records” (o “Eyes Wide Open”, de 2015), “Smoke and Fire” é o lead single do segundo disco da garota de apenas 16 anos, material sem previsão de lançamento que é aguardado para breve. Nos lembrando muito a postura de grandes vocalistas como a JoJo, Sabrina logo de cara desmente aquela primeira impressão causada pelas estrelas da “Disney” de ser apenas um rostinho bonito e se garante com um vozeirão cheio de energia e confiança – duvida? Então veja esta impressionante apresentação acústica e tire as suas próprias conclusões.

ASSISTA AO CLIPE DE “SMOKE AND FIRE”


Depois de nos ensinar a falar “não”, Meghan Trainor surpreende com “Watch Me Do” e “I Love Me”, novos singles promocionais do disco “Thank You”:

Faz menos de um mês que trouxemos aqui no blog uma resenha exclusiva sobre um dos últimos lançamentos assinados pela queridíssima Meghan Trainor: a super feminista e cheia de atitude “No”. Agora, continuando na divulgação de “Thank You” – o material que marca a segunda passagem oficial da cantora pelos estúdios de gravação –, 25/03 foi a data que marcou a estreia de “Watch Me Do”, o primeiro single promocional do trabalho previsto para vir à luz do dia somente em 13 de maio. Resgatando, nas palavras da “MTV” norte-americana, “uma vibe hip-hop típica dos anos 90”, a canção foi composta pela própria Meghan ao lado do trio Eric Frederic, Jacob Kasher e LunchMoney Lewis – enquanto a produção ficou ao encargo de Ricky Reed, o mesmo de “No”. Porém, esta seria apenas a primeira amostra do que estava por vir! Quase três semanas depois, as coisas esquentaram ainda mais quando, no último dia 13, “I Love Me” foi liberada como o segundo single promocional do material que segue inédito. Gravada em parceria com o cantor, rapper e produtor LunchMoney Lewis, a sexta faixa do “Thank You” é apenas a primeira dos quatro duetos que deverão fazer parte do próximo álbum da ex-loira – o qual deverá conter 12 novas faixas na edição standard, 15 na deluxe e 17 na versão exclusiva para a loja “Target”. Outros artistas convidados incluem Yo Gotti, Kelli Trainor e R. City.

OUÇA “WATCH ME DO” (PELO SPOTIFY)

OUÇA “I LOVE ME” (PELO SPOTIFY)


Rihanna não se cansa de dar closes certeiros em “Kiss It Better”, o novo clipe que promove “Anti”:

Foi em meio a muita espera e intermináveis adiamentos que Rihanna felizmente nos deixou conferir no finalzinho de janeiro o que esteve preparando para “Anti”, o oitavo disco de seu catálogo (relembre a nossa publicação sobre ele). Porém, não foi só na sonoridade que a barbadiana decidiu inovar e, caprichando nas suas estratégias de publicidade, protagonizou há duas semanas uma inusitada maneira de promover o(s) sucessor(es) natural(is) de “Work”. Liberando dois singles simultâneos para as rádios dos EUA e do globo no dia 30 de março, “Needed Me” e “Kiss It Better” foram as faixas escolhidas para representar o antigo “R8” perante o grande público da cantora. Chegando, até o fechamento deste post, às posições #47 e #80, respectivamente, da “Billboard Hot 100”, o vídeo desta última foi divulgado no YouTube um dia depois e já ultrapassa as 17 milhões de visualizações. Com uma forte pegada intimista, Riri é focada durante todo o trabalho em diversas posições sensuais enquanto as lentes de Craig McDean a filmam pelo cenário obscuro e captam cada centímetro do seu corpo em closes de tirar o ar. “Kiss It Better” foi composta pela Rihanna em parceria a Jeff Bhasker, John Glass e Natalia Kills.

ASSISTA AO CLIPE DE “KISS IT BETTER”


Seguindo a vibe retrô do “E•MO•TION”, Carly Rae Jepsen está cansada dos garotos no fofo e divertido clipe de “Boy Problems”:

Após cinco meses de “Your Type”, o mais recente single extraído do maravilhoso “E•MO•TION”, finalmente recebemos uma nova música para dar continuidade na era iniciada há mais de um ano pela super alto-astral “I Really Like You”. Isso porque, no último dia 8, o trio de gravadoras formado pela “School Boy”, “Interscope” e “604 Records” acertadamente decidiu quebrar o gelo e presentear os fãs da Carly Rae Jepsen com o quarto single do aclamado material assinado pela morena. Escrita pela própria Carly com a ajuda de Greg Kurstin, Tavish Crowe e da multitalentosa Sia, “Boy Problems” vem em boa hora e serve de instrumento para dar um up no fraco desempenho experimentado pela musicista desde que o álbum foi disponibilizado para as lojas do mundo todo. Já liberado, conjuntamente, com o aguardadíssimo videoclipe gravado especialmente para a sexta faixa do terceiro disco da moça – e que foi dirigido por Petra Collins, renomada fotógrafa canadense –, o novo single segue as influências oitentistas de todo o “E•MO•TION” e brinca bastante com o visual retrô que fez a cabeça de muita gente há décadas e décadas atrás. Caso você não se lembre, o terceiro álbum de Jepsen já apareceu aqui no Caí da Mudança dentro da nossa lista dos “meus 10 discos favoritos de 2015”.

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Após mais de um ano sem novidades, Jennifer Lopez se envolve em polêmica ao gravar música produzida pelo Dr. Luke. Ouça “Ain’t Your Mama”:

Ainda falando sobre Meghan Trainor, mal saímos de um trabalho protagonizado pela hitmaker para incluirmos em nossa lista outro que também recebeu a sua ilustre participação – só que desta vez sob a forma escrita, e não vocal. Anunciada como a principal compositora de “Ain’t Your Mama”, Trainor divide os créditos da letra entoada por Jennifer Lopez com ninguém menos que Jacob Kasher, Henry Walter, Theron Thomas, LunchMoney Lewis e Dr. Luke, o polêmico produtor que se envolveu no recente caso judicial com a Kesha. Produzida por Luke em colaboração a Cirkut, Lopez mal lançou o que parece ser o carro-chefe de seu nono álbum de estúdio e já precisa enfrentar a rejeição popular por ter aceito “se aliar” ao possível agressor sexual de sua colega de trabalho (entenda mais aqui). Lançada sob a “Epic Records” e a “Nuyorican Productions” (produtora da própria JLo) no dia 7 deste mês, “Ain’t Your Mama” combina percussão com elementos da música latina e exalta a doce voz da cantora sobre os vocais de apoio da Meghan Trainor. Mesmo sem previsão de lançamento, o novo disco da veterana não deverá demorar muito para chegar até nós.

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Promovendo “O Caçador e a Rainha do Gelo”, Halsey lança nova versão de “Castle”, seu novo single para a trilha-sonora do longa-metragem:

Por fim, chegando ao término desta edição do “Hora de se atualizar”, é com o lead single da trilha-sonora do filme “O Caçador e a Rainha do Gelo” que nos despedimos de vocês, caros leitores. Retirada diretamente do “Badlands”, o primeiro disco da Halsey, “Castle” teve seu instrumental repaginado para se encaixar à ambientação do longa estrelado pelos grandes Chris Hemsworth, Charlize Theron e Emily Blunt. Disponível para compra desde o dia 09/04 sob o selo da “Astralwerks” e da “Capitol Records”, o single teve seu videoclipe liberado no YouTube quatro dias depois e, além de incluir novas cenas da superprodução que estreia no Brasil já no dia 21 de abril, traz a cantora caracterizada com um figurino semelhante ao que veremos nas telonas dos cinemas. Para quem ainda não sabe, vale dizer que “O Caçador e a Rainha do Gelo” é uma prequela de “Branca de Neve e o Caçador”: ou seja, este novo se passa antes dos acontecimentos que originaram o filme de 2012 que recebeu Kristen Stewart em seu elenco. Misturando o eletrônico com o pop alternativo que já é clássico da norte-americana, “Castle” foi escrita pela Halsey e produzida pelo rapper e produtor Lido (o mesmo de “New Americana”). A faixa completa pode ser ouvida por meio deste link.

ASSISTA AO CLIPE DE “CASTLE”


Quais recentes lançamentos da música pop internacional não estiveram presente nesta publicação e na nossa anterior mas você sentiu falta por aqui? Conte-nos no espaço para comentários mais abaixo.

Hora de se atualizar – Pt 5: conheça os últimos lançamentos da música pop internacional

Se você tem acompanhado o nosso blog já há algum tempo, sabe que no finalzinho de março rolou por aqui a volta do “Hora de se atualizar”, o especial que destaca os melhores e mais comentados lançamentos da música em geral. E, depois de darmos bastante atenção às novidades do pop nacional que dominaram todo o país por estes últimos dois meses (relembre a publicação), chegou o momento de descobrirmos tudo que tem feito a cabeça do resto do mundo e não para mais de tocar nas melhores rádios internacionais.

A seguir, selecionamos apenas alguns dos muitos trabalhos divulgados recentemente e que, sem sombra de dúvidas, merecem um lugarzinho especial na sua playlist gringa. Ficou curioso pra descobrir de quais músicas e videoclipes estamos falando? Então vem com a gente e se liga nestas seis dicas imperdíveis:

Após meses sem novidades, Tove Lo nos surpreende com “Scars”, o misterioso carro-chefe da trilha sonora de “Convergente”:

Depois de encerrar seu debut album com a dançante “Moments”, em outubro do ano passado, 19 de fevereiro foi a data escolhida pela sueca Tove Lo para dar continuidade à sua tão promissora trajetória musical. Composta pela própria moça ao lado de Jakob Jerlström e Ludvig Söderberg (a dupla que já havia trabalhado com ela no “Queen of the Clouds”), “Scars” funciona como o lead single de “Convergente”, o penúltimo filme da saga “Divergente”. Se, por um lado, os críticos acabaram por não receber muito bem o terceiro longa-metragem da série baseada nos livros de mesmo nome, “Scars” não falha ao agradar os fãs da cantora com uma letra tocante e um instrumental misterioso, dignos de qualquer outro trabalho assinado pela musicista. Produzida pelos The Struts (o duo formado por Jakob e Ludvig), a canção que combina dream-pop com electropop foi lançada sob o selo da “Universal Music Group”.

OUÇA “SCARS”


O Fifth Harmony está trabalhando pesado em “Work from Home”, novo featuring com o Ty Dolla $ign que abre o “7/27”:

Não que as meninas do Fifth Harmony já não tivessem um grande hit em sua crescente discografia (sim, estamos falando de “Worth It”), mas, pelo visto, a nova era iniciada pelo ainda inédito “7/27”, o segundo álbum do grupo, começou da melhor maneira possível. Guiado pelo carro-chefe “Work from Home”, o novo trabalho previsto só para daqui um mês (20 de maio) não só é um dos lançamentos mais aguardados de 2016 como também é o esperado para decolar, de uma vez por todas, a carreira das discípulas do Simon Cowell. Atingindo (até o fechamento deste post) a 10ª posição da “Billboard Hot 100”, o single produzido por Ammo e DallasK foi liberado no último 26/02 (pela “Epic Records” e “Syco Music”) para as rádios de todo o mundo no mesmo dia em que seu videoclipe ganhou espaço no canal VEVO, do YouTube. Com uma vibe que mistura hip-hop com electropop, Ally, Normani, Lauren, Camila e Dinah podem ser vistas sensualizando muito em uma construção durante o desenrolar do vídeo que foi dirigido por ninguém menos que Director X (o mesmo de “Hotline Bling”, do Drake, e “Work”, da Rihanna).

ASSISTA AO CLIPE DE “WORK FROM HOME”


Em dueto cheio de energia e poder vocal, Adam Lambert convida Laleh para dividir o brilho de “Welcome to the Show”:

Incluindo o grande sucesso “Ghosttown”, o álbum “The Original High” não falhou ao trazer o nome de um dos mais talentosos exs-“American Idol” de volta ao estrelato e o consolidar como um dos artistas mais queridos do gosto popular. Agora, já pensando no futuro de sua carreira como solista (atualmente, ele também tem saído em turnê com o eterno Queen), “Welcome to the Show” é a novíssima aposta de Adam para o mercado mainstream. Convidando a cantora iraniana/sueca Laleh para dividir os vocais da nova música, o trabalho foi produzido por Max Martin e escrito por Ali Payami, produtor e compositor que já havia trabalho com o cara na composição de 6 das 14 faixas do seu terceiro material de estúdio. Liberado em 17/03 sob o selo da “Warner Bros. Records”, ainda não se sabe se o featuring fará parte do próximo disco do cantor ou de um relançamento do “The Original High”. As informações de um vídeo oficial também são desconhecidas, mas, enquanto nada é informado, você pode se deliciar com esta grande apresentação que a dupla protagonizou no palco do “American Idol”.

OUÇA “WELCOME TO THE SHOW”


Iggy Azalea não precisa de mais ninguém em “Team”, o poderoso lead single do “Digital Distortion”:

Convenhamos que após um freestyle ou outro malsucedido e o desempenho aquém do esperado de “Pretty Girls” (música que gravou em parceria com a Britney Spears), Iggy Azalea teve bons motivos para voltar aos estúdios de gravação e preparar o grande sucessor do “The New Classic” – material ainda inédito que só deverá sair em junho deste ano. E, é com a nova “Team” que uma das rappers mais polêmicas dos últimos anos decidiu movimentar seu tão comentado retorno ao cenário fonográfico. Colocando os haters de lado e caprichando na autoconfiança, o single de abertura da era “Digital Distortion” (para quem não sabe, a faixa “Azillion” nem chegou a ser lançada oficialmente pela gravadora da Iggy, a “Def Jam”) não poderia ser melhor representado senão por esta canção. Lançado oficialmente no dia 18 do mês passado, “Team”, assim como “Work from Home”, também combina hip-hop com música eletrônica (o que tem sido chamado no meio musical de electro hop) e foi composta pela própria australiana ao lado de Bebe Rexha, Lauren Christy, Juvenile, Lil Wayne e Mannie Fresh. O vídeo oficial da música já se encontra disponível na web desde o dia 31/03 e foi dirigido por Fabien Montique.

ASSISTA AO CLIPE DE “TEAM”


Depois de pegar fogo em nossa resenha especial, Ariana Grande finalmente revelou o primeiro clipe da sensual “Dangerous Woman”:

Se você ainda não conferiu a nossa publicação exclusiva sobre o mais recente single da Srtª Grande, então, talvez este seja o momento ideal para descobrir tudo o que tivemos a dizer sobre a faixa-título “Dangerous Woman”. Atingindo o top 10 da “Billboard Hot 100”, na 10ª posição, o hit produzido pelo sempre competente Max Martin foi liberado na íntegra no dia 11 de março pela “Republic Records” – apesar de que, inevitavelmente, foi após muita espera que tivemos a oportunidade de conferir a primeira versão do clipe gravado pela moça. Dirigido pela companhia The Young Astronauts, o chamado “Visual 1” já se encontra adicionado ao VEVO da cantora desde 31/03 e deverá ser sucedido por um segundo vídeo ainda sem data de lançamento definida (mas que deverá sair muito em breve). Sobre o próximo projeto, ela já adiantou que “esse é bem cinematográfico e esquisito. É bem diferente do primeiro. Eu queria fazer algo mais simples, sexy e glamoroso, que é o visual 1, e o segundo é bem diferente desse”. “Dangerous Woman”, o terceiro álbum da carreira de Ariana, estará disponível nas lojas no dia 20 de maio.

ASSISTA AO PRIMEIRO CLIPE DE “DANGEROUS WOMAN”


Bem próximos um do outro, Nick Jonas e Tove Lo estão extravasando intimidade em “Close”, o primeiro single do novo álbum do cantor:

Finalizando a primeira parte do nosso “Hora de se atualizar”, é com o mais recente dueto encabeçado por Nick Jonas e Tove Lo que fechamos com chave de ouro esta singela lista com os melhores lançamentos da música pop internacional do último bimestre. Disponível para o público desde 25/03 sob o selo da “Island” e “Safehouse Records”, tanto single como vídeo não economizaram no romance/intimidade e vêm para abrir “Last Year Was Complicated”, o terceiro álbum da carreira solo do ex-Jonas Brothers. Recebendo a composição de Robin Fredriksson, Mattias Larsson, Julia Michaels, Justin Tranter e Tove Lo, foi produzida pelos dois primeiros e se orienta bastante pelo funk e acid-jazz, além da já conhecida música pop que nos foi apresentada pelo último disco de Nick. Atingindo a 27ª posição da “Billboard Hot 100”, o single foi recebido bem pela crítica e teve seu clipe dirigido por Tim Erem (para quem não o conhece, é o mesmo por trás de “Lean On”, do Major Lazer com a MØ).

ASSISTA AO CLIPE DE “CLOSE”


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Enterrando o passado, Zayn renasce em “Mind Of Mine”, o primeiro álbum de sua carreira solo

Quando a envolvente “Pillowtalk” foi lançada há pouco mais de dois meses como o primeiro single da carreira solo de Zayn, mal sabíamos que a canção se tornaria um hit instantâneo ou que alcançaria o #1 de diversos países do mundo inteiro. Inclusive, naquela época, até chegamos a fazer um post exclusivo (relembre aqui) comentando sobre o potencial da música e toda a ânsia de mudanças que o Sr. Malik vinha alimentando desde que saiu do One Direction. Contudo, as novidades estavam apenas começando.

Sabendo que não seria com apenas uma faixa isolada que conseguiria manter o grande foco do público, foi em meio a inúmeras expectativas que finalmente pudemos descobrir o que o moço veio experimentando após ter deixado a banda que o levou ao estrelato. E, é sobre o novo projeto do cantor, o disco “Mind Of Mine”, e suas maiores influências, que iremos falar um pouquinho mais na publicação de hoje. Então, não perca mais tempo, acomode-se na cadeira (sofá ou qualquer outro lugar onde esteja) e vem com a gente para mais uma resenha musical!

Precedentes:

O cantor em ensaio fotográfico para a “Culture Magazine”

Após sair do anonimato e consagrar-se em uma das boybands mais bem-sucedidas da atualidade, Zayn Malik não demorou para crescer aos olhos do público e se tornar um dos membros mais queridos do One Direction. Recebendo a oportunidade de trabalhar com música enquanto dividia as luzes dos holofotes com os outros quatro colegas do “The X Factor”, as coisas caminharam bem até a estreia da turnê promocional do disco “Four”, o quarto do antigo quinteto.

Isso porque, assim que os primeiros shows da “On The Road Again Tour” tiveram início em fevereiro de 2015, foi questão de poucos dias para Malik abandonar os espetáculos alegando “estresse” – o que, mais tarde, seria confirmado pela sua saída definitiva do grupo. Porém, o que seria apenas um período de férias para “reencontrar-se”, de uma maneira ou outra, acabou não durando muito tempo e mudou a vida de Zayn definitivamente – uma decisão que o redirecionou até um contrato com uma nova gravadora e a abertura de sua tão desejada carreira solo.

Lançamento e detalhes técnicos:

A capa do “Mind Of Mine”, a qual é ilustrada por uma foto de Zayn durante a infância

Passando a maior parte do ano passado trabalhando dentro dos estúdios de gravação amparado a um forte time de produtores e compositores, toda a desesperadora espera pelo primeiro projeto solo de Malik (o quinto de seu catálogo) foi encerrada no último 25 de março. Liberado sob o selo da “RCA Records”, gravadora que mantém vínculos com o cantor desde 2015, “Mind Of Mine” marca não apenas a estreia do garoto como solista, mas também é responsável por mudar radicalmente a maneira como passamos a enxergá-lo profissionalmente. Estreando na primeira posição da “Billboard 200”, espalhou em apenas sete dias impressionantes 157 mil cópias por todos os EUA.

Alavancado pelo lead single “Pillowtalk”, o qual ganhou as rádios de todo o mundo no final de janeiro, o trabalho é atualmente promovido por “Like I Would”, canção que se encontra disponível apenas na edição deluxe do álbum (sim, isso mesmo, você leu direito: o segundo single do material não está disponível na versão standard, como normalmente o é). Para quem acabou se perdendo em meio a tantas faixas disponibilizadas individualmente, vale dizer que as recentes “It’s You” e “Befour”, apesar de já terem seus videoclipes gravados e adicionados ao canal VEVO do cantor, no YouTube, não passaram de singles promocionais.

O vídeo oficial da promocional “Befour”

Com uma sonoridade que caminha predominantemente pelo R&B e pelo R&B alternativo (terminologia usada para se referir ao som mais contemporâneo produzido por cantores como o The Weeknd), “Mind Of Mine”, assim como tantos outros álbuns lançados nos últimos anos, não se contenta em caminhar por uma linha reta e faz uma mistura de sons que vem para exaltar toda a versatilidade de Malik. Passando pelas batidas do pop, folk, dub, soul, funk, eletrônico, qawwali, hip-hop, reggae, soft-rock e até mesmo música clássica, o novo material, surpreendentemente, exala um nível de maturidade que dificilmente encontramos em debut albums.

Mainstream ou independente: e agora?

Não deixe de conferir também o romântico clipe em preto e branco de “It’s You”

Enquanto fazia parte do One Direction e conquistava os corações de milhares de adolescentes de todos os lugares do mundo, inevitavelmente, o som do grupo britânico acabou se orientando bastante pelo pop comercial e característico de qualquer boyband de sucesso (afinal: este sempre foi o seu público alvo). Todavia, assim que teve a chance de se desvincular dos demais integrantes para fazer em estúdio o que já almejava há algum tempo (sabe-se lá desde quando o garoto queria se ver “livre” do contrato que o prendia ao 1D, já que a pressão deveria ser imensa), Zayn não poupou esforços ao convidar pessoas de sua confiança para lhe auxiliarem na busca pela sua verdadeira identidade.

E, foi a ajuda do ganhador do “Grammy” Malay (que já trabalhou com Frank Ocean) e de outros produtores como Levi Lennox, MYKL, XYZ e Alan Sampson que Malik conseguiu chegar ao resultado que tanto pretendia. Combinando algumas faixas mais mainstream (“Pillowtalk”, “She”) a outras mais experimentais (“Intermission: Flower”, “Blue”), o cantor parece ter conseguido encontrar um caminho intermediário que fosse capaz de trazer o melhor dos dois mercados em um trabalho que respeitasse qualidade e talento – prepare-se para muitos falsetes, vibratos (It’s You) e até mesmo freestyle (“Lucozade”) e reggae (“Do Something Good”).

Respirando os ares das antigas gerações:

Entre as 20 novas faixas do álbum (você confere a tracklist completa aqui), só há um featuring em “Mind Of Mine”: “Wrong”, com a Kehlani

Assinando cada uma das 20 novas músicas (outros compositores incluem James Griffin, Harold Lilly, Kehlani e Herbie Crichlow), assim como o mix de gêneros revisitados por Malik, a temática de “Mind Of Mine” demonstra uma profunda extensão ao discorrer por letras que variam de amor, felicidade, sexo e tristeza. Tomando por influência o grande legado construído pelas vozes da black music que fizeram parte de sua infância como Tupac, Usher, R. Kelly e Prince, Zayn não teve medo de caprichar na intimidade e fazer um som bem pessoal, que tentasse definir quem ele realmente era (e é por esta razão que tudo soa tão natural e familiar, sem parecer “forçado” ou pretensioso).

Entre as brilhantes e memoráveis descobertas que podemos encontrar em “Mind Of Mine”, muitas são as gravações autênticas e que funcionam bem por todo o disco, cumprindo seu papel de nos introduzir a um novo Zayn (muito mais maduro, independente e à vontade com o material que está entoando). Contudo, para o caso de você ainda estar um pouco perdido em relação ao que ouvir primeiro ou dar preferência, recomendamos as dançantes “Befour”, “She” e “Like I Would”; e as alternativas “Rear View”, “Borderz” e “Lucozade” – e isso sem mencionar a tocante “Golden”, canção que encerra perfeitamente as edições japonesa e exclusiva da “Target”.

O labirinto mental de “Mind Of Mine”:

Tentando trazer para todos nós um pouquinho de tudo que já aconteceu por sua trajetória (desde o seu gosto musical pessoal à suas experiências de vida como cantor e pessoa), Zayn abre todo seu coração e nos apresenta canções altamente bem produzidas capazes de nos levar a uma viagem direto a suas memórias mais íntimas e secretas – e o melhor de tudo: sem perder aquele toque cru que é típico dos melhores álbuns autorais. Um claro exemplo disso está em “Pillowtalk”, o carro-chefe que tomou como inspiração o relacionamento amoroso do moço com Perrie Edwards (membro do Little Mix) e que foi o responsável por cativar o público de imediato.

Deixando todas as suas vulnerabilidades expostas a qualquer um que quisesse ouvi-las, o novo trabalho não peca ao entrar na mente do seu intérprete e retirar dali tudo que pudesse ser útil para esta nova empreitada. Ao passo que o álbum vai rolando solto, é como se a voz de Zayn nos conduzisse pelos inúmeros corredores e portas que se escondem em seu subconsciente, sempre prontos para nos contar uma lembrança ou história diferente. Abrindo-se como as páginas de um diário escrito e rasurado pelos intensos sentimentos do garoto, “Mind Of Mine” se mostra bastante coeso e cumpre o seu papel de “limpar o histórico de Malik” ao nos reapresentar um nome que já era conhecido do público… mas que, infelizmente, tinha muito do seu potencial restringido para agradar as grandes massas. Ainda bem que essas correntes foram finalmente rompidas, não é mesmo?


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