Os meus 10 discos favoritos de 2015

Depois de conferirmos tantas informações ao longo deste movimentado 2015, não é nada estranho que o mês de dezembro surja para trazer por toda a internet as populares listas dos “10 melhores” lançamentos da música, do cinema, da literatura, dos videogames e de tantos outros setores da indústria do entretenimento. E, como não é muito difícil de se imaginar, o Caí da Mudança não fará diferente e também entrará nessa onda mais do que tradicional – mas, é claro, aliado ao nosso já imprescindível toque especial de toda e qualquer publicação que ganha destaque por aqui.

Assim nasceu os meus 10 discos favoritos de 2015: uma lista que não reúne um top 10 com os melhores ou mais populares álbuns lançados durante estes últimos 12 meses, mas sim os 10 que mais me agradaram e me deixaram completamente satisfeito. Porém, vá com calma se espera encontrar, a seguir, somente os nomes mais badalados do cenário musical atual (apesar de muitos, de fato, terem brilhado pra caramba neste diversificado 2015). Sem mais papo furado, vamos ao que interessa:


#10 – E•MO•TION / CARLY RAE JEPSEN

Gravadora(s): “604 Records”, “School Boy Records” e “Interscope Records”;

Lançamento: 24/06/2015 (Japão) e 21/08/2015 (mundo);

Singles: “I Really Like You”, “Run Away with Me” e “Your Type”;

Considerações: confesso que não fiquei muito animado quando li pela primeira vez que a canadense Carly Rae Jepsen preparava para este ano seu 3º disco de inéditas (apesar de, inevitavelmente, ter amado seus últimos singles de trabalho), mas, bastou ouvir as duas primeiras músicas do novo material para mudar completamente de ideia. Aclamadíssimo pela crítica e pelos adoradores da música pop, Jepsen ousou sem medo com “E•MO•TION” e nos trouxe o melhor dos anos 80 em pleno 2015: uma era onde a música puramente eletrônica predominou como mainstream até o primeiro semestre do ano. Não recebendo a devida atenção dos principais charts do planeta, o disco pode ter se saído um pouco tímido em comparação aos demais trabalhos populares dos últimos meses, mas definitivamente chegou para entregar à sua intérprete um status de artista visionária que transborda muita competência e originalidade. Ponto positivo para a garota!

Paradas musicais: “E•MO•TION” estreou em #16 na “Billboard 200”, com vendas de 16,1 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “I Really Like You” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #39.

Ouça: “Boy Problems”, “Let’s Get Lost” e “Never Get to Hold You”;

Assista: ao clipe de “I Really Like You”.


#9 – DELIRIUM / ELLIE GOULDING

Gravadora(s): “Polydor Records”;

Lançamento: 06/11/2015;

Singles: “On My Mind” e “Army”;

Considerações: mudando radicalmente as minhas primeiras impressões sobre o “Delirium” (que a princípio não havia me agradado tanto quanto o esperado), o 3º álbum da Srtª Goulding não apenas foi um dos que mais ouvi durante o ano como também um dos que mais curti conhecer (e explorar bravamente). Apesar de pender para um lado mais comercial por focar no synthpop e na dance music dos dias de hoje (gêneros tão batidos na atual indústria fonográfica), Ellie é super profissional ao combinar música eletrônica à sua voz agradável e a composições cheias de vida dignas de uma verdadeira estrela do seu calibre. Dona de hits memoráveis que conquistaram as rádios pelo mundo afora, “Delirium” é exitoso não apenas por trazer em sua tracklist diversos sucessos como “Love Me Like You Do”, “Outside” e “On My Mind”, mas também por ir mais além e arriscar-se em um som mais experimental, como o de “I Do What I Love”. Quando é que a impecável “Something in the Way You Move” será lançada como single, hein dona Ellie?

Paradas musicais: “Delirium” estreou em #3 na “Billboard 200”, com vendas de 61 mil cópias na primeira semana. O single “On My Mind” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #13.

Ouça: “Aftertaste”, “Something in the Way You Move” e “Don’t Panic”;

Assista: ao clipe de “On My Mind”.


#8 – CONFIDENT / DEMI LOVATO

Gravadora(s): “Hollywood Records”, “Island Records” e “Safehouse Records”;

Lançamento: 16/10/2015;

Singles: “Cool for the Summer” e “Confident”;

Considerações: nada de “Really Don’t Care”: quebrando as correntes que prendiam Demi a um som mais chiclete (e infantil), “Confident” foi outra novidade de 2015 que chegou para repaginar totalmente a imagem utilizada pela cantora desde que se firmou como um ídolo da música pop adolescente. Reintroduzida para um público mais adulto e contemporâneo, o 5º álbum da cantora não brinca em serviço e é primoroso ao falar abertamente sobre as antigas inseguranças vividas pela morena em uma obscura fase de sua trajetória. Agora muito mais confiante e segura de si, Lovato parece não ter medo algum de assumir as novas curvas de seu corpo e de demonstrar toda a desenvoltura vocal que aprimorou nos últimos anos. Já estava na hora de soltar esse vozeirão, não é mesmo? Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Confident” estreou em #2 na “Billboard 200”, com vendas de 98 mil cópias na primeira semana. Os singles “Cool for the Summer” e “Confident” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #11 e #21, respectivamente;

Ouça: “Old Ways”, “Yes” e “Mr. Hughes”;

Assista: ao clipe de “Confident”.


#7 – HOW BIG, HOW BLUE, HOW BEAUTIFUL / FLORENCE + THE MACHINE

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 29/05/2015;

Singles: “What Kind of Man”, “Ship to Wreck”, “Queen of Peace” e “Delilah”;

Considerações: Florence Welch jamais foi de desapontar, e é claro que o seu bom histórico de lançamentos ao lado da banda em que é vocalista e compositora voltaria a se repetir em “How Big, How Blue, How Beautiful”. Ainda trabalhando com seus já conhecidos e marcantes instrumentos musicais de primeira categoria, “How Beautiful” soa completamente diferente de seu antecessor (o memorável “Ceremonials”), mas isso definitivamente é algo que devemos aplaudir de pé. Não que “Ceremonials” tenha sido ruim (muito pelo contrário), mas, o fato de apostar em um novo caminho e em novas sonoridades demonstram toda a vontade de crescer que o grupo possui desde que surgiu nesta indústria em um distante 2007. Prioritariamente indie rock, art rock, baroque pop, blues e psychedelic rock, o 3º disco da banda, de forma muito mais simples e aconchegante que qualquer outro trabalho de seu catálogo, está aí para nos provar que a Florence + the Machine ainda tem muito a nos oferecer ao longo da sólida carreira que tem construído entre milhares de admiradores pelo mundo todo.

Paradas musicais: “How Big, How Blue, How Beautiful” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 137 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “What Kind of Man” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #88;

Ouça: “Third Eye”, “Mother” e “Make Up Your Mind”;

Assista: ao clipe de “What Kind Of Man”.


#6 – HANDWRITTEN / SHAWN MENDES

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 14/04/2015;

Singles: “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer”;

Considerações: fazendo uma das maiores estreias que tivemos o prazer de conferir nos últimos 10 anos, o novato Shawn Mendes, merecidamente, não demorou muito para sair das gravações caseiras publicadas na internet para ganhar o mundo com seu talento imensurável. Liberando seu primeiro disco de inéditas em abril deste ano, “Handwritten” chegou de forma humilde em nossos ouvidos apenas pedindo por um pouco de atenção, mas saiu vitorioso ao nos conquistar com inúmeras canções surpreendentemente boas. Com uma voz marcante para sua pouca idade (você pode não acreditar, mas Shawn tem apenas 17 anos), o canadense não teve medo algum de apostar todas as suas fichas em um som mais acústico e que tivesse mais a ver com a sua personalidade, deixando de lado qualquer superprodução exagerada e regada aos populares sintetizadores ensurdecedores. Parece que alguém sabe como agradar aos fãs (e a si mesmo) sem precisar recorrer às modinhas de hoje em dia! Não deixe de ler também o nosso artigo: “Conheça Shawn Mendes, o novato que vai conquistar a sua playlist”.

Paradas musicais: “Handwritten” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 119 mil cópias na primeira semana. Os singles “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #24, #80, #4 e #46, respectivamente;

Ouça: “Never Be Alone”, “Kid in Love” e “Air”;

Assista: ao clipe de “Stitches”.


#5 – LIBERMAN / VANESSA CARLTON

Gravadora(s): “Dine Alone Records”;

Lançamento: 23/10/2015;

Singles: “Operator” e “House of Seven Swords”;

Considerações: apesar de um infeliz ou outro continuar insistindo na ideia de que Vanessa Carlton, querendo ou não, é apenas mais uma one hit wonder dos anos 2000, a cantora não dá atenção para as críticas negativas dos haters e deixa seu talento falar por si só. Partindo para seu 5º disco de inéditas, “Liberman” não apenas é o responsável por dar seguimento aos excelentes materiais já liberados pela morena como também é o encarregado por exaltar, mais uma vez, o bom nome de uma das mais brilhantes pianistas e vocalistas da sua geração. Novamente investindo bastante na simbologia e na sua já conhecida (e respeitosa) referência aos elementos da natureza (uma temática sempre frequente em suas auto-composições e videoclipes emocionantes), Carlton é o clássico exemplo de que nem sempre tudo o que faz muito sucesso é, na verdade, o melhor que existe por aí. Prova disso é o nosso artigo: “Quem avisa amigo é! Você deveria prestar mais atenção na cantora Vanessa Carlton”, uma publicação que você não pode deixar de conferir.

Paradas musicais: “Liberman” falhou ao figurar na “Billboard 200”, mas estreou em #32 na “Billboard Independent Albums”. Nenhum single do trabalho entrou para a “Billboard Hot 100”;

Ouça: “Take it Easy”, “Nothing Where Something Used to Be” e “Unlock the Lock”;

Assista: ao clipe de “Operator”.


#4 – PURPOSE / JUSTIN BIEBER

Gravadora(s): “Def Jam Recordings” e “School Boy Records”;

Lançamento: 13/11/2015;

Singles: “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself”;

Considerações: dando um tapa na cara de todos aqueles que ainda duvidavam do seu poder de dominar as paradas de sucesso, o novo bad boy do momento aproveitou toda a influência de sua carreira (e o amor de sua seguidoras devotas) para protagonizar o maior comeback dos últimos 12 meses. Batendo recorde dos Beatles e emplacando 17 músicas ao mesmo tempo na “Billboard Hot 100”, Justin Bieber foi ainda mais imprevisível ao nos trazer o melhor trabalho de sua discografia com “Purpose”, o seu 4º de inéditas. Movido a muito R&B, EDM e dance-pop, Bieber “pediu desculpas” pelos erros do passado e seguiu este finzinho de ano fazendo muita gente dançar ao som das inesquecíveis canções que integram a obra que produziu e lançou em novembro passado. Podemos ser francos: Justin pode não ser o melhor exemplo de pessoa para tomarmos como modelo, mas que o garoto sabe como gravar alguns hinos maravilhosos… ah, isso ele sabe. Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Justin Bieber a One Direction: novos álbuns saem da zona de conforto e vão em busca de autoafirmação”.

Paradas musicais: “Purpose” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 522 mil cópias na primeira semana. Os singles “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #1, #2 e #3, respectivamente;

Ouça: “Mark My Words”, “I’ll Show You” e “Children”;

Assista: ao clipe de “What Do You Mean?”.


#3 – REVIVAL / SELENA GOMEZ

Gravadora(s): “Interscope Records” e “Polydor Records”;

Lançamento: 09/10/2015;

Singles: “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself”;

Considerações: que a saída de Selena Gomez da “Hollywood Records” era um indício de que boa coisa viria por aí (não é de hoje que os próprios artistas que já pertenceram ao selo reclamam da sua falta de independência dentro dele), isso estava muito claro até mesmo para quem não acompanhava os passos musicais da moça, mas “Revival” não se tratou apenas de resolver este problema. Caprichando na honestidade e despindo-se de todos os seus ressentimentos amorosos, Selena nos provou que era muito mais do que um rostinho bonito e tratou de fazer do seu 2º álbum solo o maior lançamento de sua carreira. Um verdadeiro renascimento da garota que conhecemos ainda dentro da banda The Scene, Gomez não apenas nos deu um show de belas composições com arranjos bem encaixados como foi muito feliz ao trabalhar melhor os seus vocais em faixas como “Same Old Love”, “Camouflage” e “Good for You”. Também nos entregando os hinos super dançantes “Me & My Girls”, “Kill Em with Kindness” e “Body Heat”, a cantora fez bonito ao sensualizar para o mundo inteiro sem perder a classe e a pose de menina respeitada. Isso sim que é um renascimento de verdade! Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Revival” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 117 mil cópias na primeira semana. Os singles “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #5, #6 e #39, respectivamente;

Ouça: “Revival”, “Kill Em with Kindness” e “Camouflage”;

Assista: ao clipe de “Same Old Love”.


#2 – BREATHE IN. BREATHE OUT. / HILARY DUFF

Gravadora(s): “RCA Records”;

Lançamento: 12/06/2015;

Singles: “Sparks”;

Considerações: quem diria que após 8 anos ausente da carreira musical, a cantora e atriz Hilary Duff voltaria, um dia, a segurar um microfone e se apresentar em programas de TV cantando novas músicas de um novo repertório?! Liberando dois singles promocionais (“Chasing the Sun” e “All About You”) durante o verão norte-americano de 2014, foi somente em junho deste ano que tivemos a honra de ouvir pela primeira vez o tão aguardado sucessor do “Dignity” (2007). Trabalhando com o melhor time de produtores e compositores do momento (Bloodshy & Avant, Ilya, Ed Sheeran e Tove Lo), Duff inspirou-se em seu recente divórcio (e em suas arriscadas aventuras pelo aplicativo Tinder) para também colaborar liricamente ao projeto que originou o maravilhoso e espetacular “Breathe In. Breathe Out.”. Com vocais renovados e muito mais consistentes que os presentes em seus últimos trabalhos profissionais, Hilary não economizou na diversão e tratou de elaborar (sem qualquer exagero de minha parte) um dos melhores álbuns de dance-pop da década. Inspirando e expirando um novo ar na sua nova vida de mãe solteira, é mesmo uma pena que a divulgação do projeto só tenha vingado com o single “Sparks” e o nosso querido “BIBO” tenha sido jogado às traças para as gravações da série “Younger”. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Hilary Duff está jogando ‘confetti’ para todos os lados com seu álbum ‘Breathe In. Breathe Out.’”.

Paradas musicais: “Breathe In. Breathe Out.” estreou em #5 na “Billboard 200”, com vendas de 39 mil cópias na primeira semana. O single “Sparks” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #93;

Ouça: “My Kind”, “Lies” e “Tattoo”;

Assista: ao clipe de “Sparks (Fan Demanded Version)”.


#1 – BLUE NEIGHBOURHOOD / TROYE SIVAN

Gravadora(s): “EMI Music Australia”;

Lançamento: 04/12/2015;

Singles: “Wild”, “Talk Me Down” e “Youth”;

Considerações: com tantos veteranos que sempre admirei retornando ao meio musical em pleno 2015, é realmente uma surpresa sem tamanhos que o meu álbum favorito do ano tenha sido gravado e liberado por um calouro ainda desconhecido pelo grande público. Apoiando-se no carro-chefe “Wild” e na trilogia de clipes que chocou muita gente ao trazer a história de amor de dois garotos que se conheceram ainda na infância, Troye Sivan mostrou-se, para mim, a maior revelação do ano. Trabalhando com nomes menos populares da indústria e focando em uma produção mais intimista, o australiano de 20 anos demonstrou que idade e experiência não são elementos essenciais para a criação de um material inegavelmente tocante e inspirador. Assim como Shawn Mendes, Sivan também começou cedo a interessar-se pela carreira musical (e chegou, inclusive, a participar de longas-metragens bem populares, como o controverso “X-Men Origens: Wolverine”). Assinando contrato com uma grande gravadora e liberando excelentes EPs em um período inferior a 2 anos, “Blue Neighbourhood” traz o melhor da voz de Troye com o melhor de suas composições: verdadeiras joias preciosas e raras lapidadas mais precisamente que um diamante bruto. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Com álbum reanimador, Troye Sivan faz estreia surpreendente (e pra lá de digna) no meio musical”.

Paradas musicais: “Blue Neighbourhood” estreou em #7 na “Billboard 200”, com vendas de 65 mil cópias na primeira semana. Os três singles falharam a entrar na “Billboard Hot 100”, mas marcaram presença no “UK Singles Chart”, com “Wild”, na posição #62, e “Talk Me Down”, na posição #118;

Ouça: “Bite”, “Suburbia” e “Blue”;

Assista: ao clipe de “Fools”.


E vocês, meus queridos leitores: quais foram os álbuns lançados neste ano de 2015 que mais lhes agradaram? Não deixem de comentar logo a seguir as suas recomendações com os trabalhos que mais bombaram em suas playlists e que nós da família Caí da Mudança precisamos conhecer. Que 2016 chegue para trazer outros excelentes discos recheados com bastante diversidade, criatividade, novidades, e é claro: muita música de qualidade.

Um Feliz Ano Novo com muita prosperidade, paz, saúde, amor, sucesso e tudo de melhor para vocês, para suas famílias e para o nosso blog, que ainda tem muito a crescer nos próximos anos. Vejo vocês muito em breve!

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Resumão “American Music Awards 2015”: Saiba o que de melhor rolou na noite da premiação

Não é de hoje que o pessoal tem reclamado em suas redes sociais sobre o nível da maioria dos festivais televisionados de música internacional que aconteceram nos últimos anos. Seja pelo antigo prestígio do “Grammy” ou pela já conhecida popularidade do “VMA” e do “EMA”, o “American Music Awards” é outro evento de grande renome que, de uns tempos para cá, passou a agradar menos ao público se compararmos suas badaladas edições da década passada com as últimas que foram ao ar. Acostumados a ver algumas das mais bem sucedidas veteranas da música pop se esbaldando em cima dos palcos e levando para os fãs seus maiores sucessos musicais, muitas pessoas acabam por recusar as novas atrações anunciadas pela equipe da premiação e relutam à acompanhar o que tem pintado atualmente por lá.

Contudo, para surpresa de muitos (e inclusive minha), a 43ª edição da premiação que foi ao ar na noite de ontem (22/11), em LA, chegou para agradar não apenas quem curte o já tradicional pop mainstream, mas também ao público das músicas country, rap, hip-hop, R&B, rock e dance. Com apresentações agendadas de Coldplay, Walk the Moon, Gwen Stefani, Carrie Underwood, The Weeknd e tantos outros artistas de peso, o destaque mesmo ficou com os nomes a seguir selecionados que não tiveram medo algum de representar a profissão e honrar as épicas edições passadas (que finalmente puderam receber uma digna continuação). Longe de mim insinuar que a edição de 2014 do “AMA” tenha sido ruim (até porque Beyoncé, Taylor Swift e Selena Gomez ganharam aquele 23/11/14 sem grandes esforços), mas a deste ano, de fato, entrou para a história.

A seguir, saiba quais foram os grandes destaques da noite e o porquê de eles ganharem este post especial:


Jennifer Lopez

Abrindo a cerimônia com grande estilo e desenvoltura, a anfitriã Jennifer Lopez foi, sem sombra de dúvidas, uma das responsáveis por eternizar em cima dos palcos um dos momentos mais inesquecíveis do “American Music Awards 2015” (e também de sua carreira). Fazendo uma versão balada-vocal do seu hit memorável “Waiting For Tonight” (de 1999), JLo surpreendeu o telespectador e o pessoal da plateia em um show que incluiu muita voz, talento e presença de palco. Esbanjando bastante simpatia e proximidade com o público, Lopez utilizou-se do “AMA 2015” para mostrar aos haters que possui muito poder em seu gogó e que o fato de ser uma artista mainstream não a faz ser menos original. Executando, ainda, diversas coreografias complexas dedicadas aos maiores sucessos do ano, JLo mostra aos 46 anos o porquê de merecer o título de “melhor dançarina contemporânea” em razão da maestria ao contagiar todo mundo com seu quente sangue latino.

Nicki Minaj

Atualmente chamada por muitos de “A Rainha do Rap”, Nicki Minaj não foi uma das estrelas que levou suas músicas para o palco do “AMA” (e nem chegou apresentar qualquer das importantes e disputadas categorias), mas, sua presença no evento foi o bastante para fazer dela uma das figuras mais imponentes por ali. Usando um vestido que valorizava todas as curvas de seu belo corpo, Minaj mostrou que possui uma forte base de fãs (os votos da premiação são dados pelo público) e que sua influência feminina mostram-se fatores imprescindíveis para todo o sucesso alcançado em tão pouco tempo. Vencendo Drake, Fetty Wap e J. Cole, a caribenha de Trinidad e Tobago fez bonito ao abocanhar os prêmios de “Artista Rap/Hip-Hop” e “Álbum Rap/Hip-Hop”, com o aclamado “The Pinkprint”.

Selena Gomez

Movendo a era “Revival” com bastante sensualidade e classe, Selena Gomez foi outra estrela da noite que não decepcionou com sua performance super impactante de “Same Old Love”. Fazendo uso de um visual totalmente sombrio (em oposição ao clean usado na edição passada da premiação para sua apresentação de “The Heart Wants What It Wants”), Gomez pode ser vista carregada por dançarinos enquanto entoava os poderosos versos do 2º single de seu 2º disco em carreira solo. Arriscando-se nos passos de dança e jogando cabelo sempre que possível, um break inédito foi perfeitamente incluído antes do último refrão de “Same Old Love” para dar um gás extra à grandiosidade de sua presença nos palcos. Destaque para o comprometimento de Selena, que tem, cada vez mais, melhorado consideravelmente a questão vocal nas últimas apresentações que encabeçou.

Demi Lovato e Alanis Morissette

Iniciando cheia de atitude com a sua “Confident”, Demi Lovato também escolheu um look mais dark com um modelito justo ao corpo digno de uma dançarina de cabaré para introduzir ao público a sua noite cheia de brilho e confiança. Com uma pegada mais rock, o palco ficou repleto de luzes enquanto a moça dava uma amostra de todo o seu poderio vocal e esbanjava as curvas recém adquiridas em sua atual fase de superação e aceitação. Bem semelhante ao “VMA” de 2003 que cortou o beijo na boca de Madonna em Christina Aguilera para mostrar a reação de Justin Timberlake na plateia (ex de Britney Spears), Joe Jonas (ex de Lovato) também acabou sendo focalizado pelas lentes da câmera durante a apresentação da cantora. Mais tarde, a ex-Disney star acabou voltando aos poucos para colaborar com Alanis Morissette na clássica “You Oughta Know”, do disco “Jagged Little Pill” (1995). Deixando as pessoas cheias de êxtase ao fazer uma releitura de um dos maiores hits dos anos 90, a nostálgica performance da dupla casou bem e deu aos convidados da noite mais um motivo para saudar a genialidade da veterana canadense. Um encontro de talentos de tirar o fôlego!

Meghan Trainor e Charlie Puth

Começando os trabalhos com uma versão solo bem vocal de “Like I’m Gonna Lose You” (o dueto de Meghan com o John Legend que no palco do “AMA” foi apresentado ao lado de backing vocals que também eram dançarinas), no meio da performance a loira convidou Charlie Puth para uma colaboração cheia de romantismo e alegria. Trazendo a pegação do vídeo de “Marvin Gaye” para o evento, os cantores resolveram mostrar a cena editada do clipe oficial que não pode ser vista pelo YouTube para deixar todo mundo de boca aberta – seja da plateia, seja do aconchego do sofá de casa. Com um beijaço interminável e totalmente inesperado, Trainor e Puth devem se sentir orgulhosos por inserir em nossas cabeças a pergunta que não quer calar: foi profissional ou teve algo a mais ali? (Já estamos torcendo para que o casal oficialize logo o namoro).

One Direction

Levando até o público uma energia contagiante, a banda inglesa formada por Harry, Louis, Niall e Liam se apresentou na noite de ontem com “Perfect”, o 2º single do recém-lançado 5º disco de inéditas do One Direction: “Made in the A.M.”. Pela primeira vez em muito tempo, o destaque da apresentação não ficou apenas com Harry Styles – que em minha humilde opinião parecia ser o menos motivado (ou mais cansado) –, tendo os outros 3 meninos desempenhado perfeitamente a sua parte correspondente da música chiclete. Com uma harmonia inigualável, é bom ver que Zayn Malik pouco fez falta para os demais membros do grupo enquanto quase todos da plateia entoavam a letra da música junto com as outras milhões de pessoas que assistiam direto de suas casas.

Ariana Grande

Que Ariana Grande é sinônimo de talento isso todos já estão cansados de saber, mas, a edição de ontem do “American Music Awards” chegou para consagrar mais ainda o nome da novata que começou fazendo musicais pela “Broadway” e programas infantis para o “Nickelodeon”. Dando vida à primeira apresentação televisionada de “Focus”, o carro-chefe de “Moonlight” (álbum que deverá sair somente no ano que vem), Grande nos introduziu com uma abertura bem vintage de sua atual música de trabalho. Mais uma vez dando um show de voz e coreografia, a prova do talento de Ariana ficou com as meninas do Fifth Harmony que não pararam um minuto sequer de dançar ao som do hit da colega que debutou em #7 na “Billboard Hot 100”. Levando para casa o prêmio de “artista feminino pop-rock”, Ari correspondeu o amor incondicional de seus fãs ao fazer um discurso todo humilde e emotivo agradecendo os grandes responsáveis pela sua vitória na disputada categoria do evento.

Celine Dion

É incrível que a após tantos anos, a senhorita Celine Dion consiga se sobressair e continuar nos emocionando depois de dar voz a um dos temas mais memoráveis dos cinemas lá de 97, com “My Heart Will Go On”. Apresentada pelo ganhador do “Oscar” e vocalista da banda “Thirty Seconds to Mars”, Jared Leto, Dion fez um tributo aos atuais atentados sofridos pela França interpretando “Hymne à l’amour”, de Édith Piaf. Dona de uma técnica vocal invejável, Celine encantou quem estava acomodado nos assentos defronte ao palco e fez muita gente chorar com seu talento esmagador. Alguém mais duvida que a diva é a maior vocalista da atualidade entre os antigos nomes da indústria que continuam na ativa dando aos seus admiradores projetos musicais em uma era onde playback e autotune são predominantes?

Justin Bieber

Encerrando a noite com uma apresentação acústica do atual sucesso “What Do You Mean?”, Justin Bieber ainda aproveitou sua presença no evento para interpretar “Where Are Ü Now” e “Sorry” para quem acompanhava o “American Music Awards” no Microsoft Theatre. Arrasando na coreografia e arrancando gritos do pessoal que estava assistindo a tudo de olhos bem abertos, o canadense fez a Britney na “Dreaming Within a Dream Tour” e levou uma cachoeira artificial para o palco da premiação. Cantando o 2º single do “Purpose”, seu 4º disco de inéditas, a performance visualmente impressionante fechou com chave de ouro uma das melhores edições da premiação que foi regada a muito talento, criatividade e momentos inesquecíveis.


Vídeos e lista de vencedores

Confira acessando este link todos os vídeos com as performances da noite e, mais abaixo, a lista completa de indicados/vencedores do “American Music Awards 2015” retirada do próprio site oficial do evento (nomes em negrito revelam quem levou a melhor para casa):


Artista do Ano: Luke Bryan // Ariana Grande // Maroon 5 // Nicki Minaj // One Direction // Ed Sheeran // Sam Smith // Taylor Swift // Meghan Trainor // The Weeknd

Artista Revelação: Fetty Wap // Sam Hunt // Tove Lo // Walk The Moon // The Weeknd

Música do Ano: “See You Again” (Wiz Khalifa com colaboração de Charlie Puth) // “Uptown Funk!” (Mark Ronson com colaboração de Bruno Mars) // “Thinking Out Loud” (Ed Sheeran) // “Blank Space” (Taylor Swift) // “Can’t Feel My Face” (The Weeknd)

Colaboração do Ano: Wiz Khalifa e Charlie Puth (“See You Again”) // Rihanna & Kanye West com Paul McCartney (“FourFiveSeconds”) // Mark Ronson e Bruno Mars (“Uptown Funk!”) // Skrillex & Diplo com Justin Bieber (“Where Are Ü Now”) // Taylor Swift e Kendrick Lamar (“Bad Blood”)

Artista Masculino Pop/Rock: Nick Jonas // Ed Sheeran // Sam Smith

Artista Feminino Pop/Rock: Ariana Grande // Taylor Swift // Meghan Trainor

Dupla ou Grupo Pop/Rock: Maroon 5 // One Direction // Walk The Moon

Disco de Pop/Rock: “X” (Ed Sheeran) // “In The Lonely Hour” (Sam Smith) // “1989” (Taylor Swift)

Artista Masculino Country: Jason Aldean // Luke Bryan // Sam Hunt

Artista Feminino Country: Kelsea Ballerini // Miranda Lambert // Carrie Underwood

Dupla ou Grupo Country: Zac Brown Band / Florida Georgia Line / Little Big Town

Disco Country: “Old Boots, New Dirt” (Jason Aldean) // “Anything Goes” (Florida Georgia Line) // “Montevallo” (Sam Hunt)

Artista Rap/Hip-Hop: Drake // Fetty Wap // Nicki Minaj

Álbum Rap/Hip-Hop: “2014 Forest Hills Drive” (J. Cole) // “If You’re Reading This It’s Too Late” (Drake) // “The Pinkprint” (Nicki Minaj)

Artista Masculino Soul/R&B: Chris Brown // Trey Songz // The Weeknd

Artista Feminino Soul/R&B: Beyoncé // Mary J. Blige // Rihanna

Disco Soul/R&B: “X” (Chris Brown) // “Black Messiah” (D’Angelo and The Vanguard) // “Beauty Behind the Madness” (The Weeknd)

Artista Alternativo: Fall Out Boy // Hozier // Walk The Moon

Artista Adulto/Contemporâneo: Ed Sheeran // Taylor Swift // Meghan Trainor

Artista Latino: Enrique Iglesias // Ricky Martin // Romeo Santos

Artista Inspiração Contemporânea: Casting Crowns // Hillsong United // MercyMe

Artista Electronic Dance Music (EDM): Calvin Harris // David Guetta // Zedd

Trilha Sonora: “Cinquenta Tons de Cinza” // “Empire” // “A Escolha Perfeita 2”


Qual foi o seu momento favorito da premiação? Deixe a sua opinião no espaço para comentários a seguir.

De Demi à Selena: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns “Confident” e “Revival”

Não é de hoje que o império criado e regido pelo grande Walt Disney tem destacado na indústria do entretenimento alguns trios de artistas que vez ou outra acabam sendo lançados conjuntamente e desafiados a concorrerem ao título de “maior astro da sua geração”. Há cerca de 15 anos isso acontecia com os ex-integrantes do “Clube do Mickey” Britney Spears, Christina Aguilera e Justin Timberlake, e há uma década o mesmo feito foi repetido por ninguém menos que Hilary Duff, Lindsay Lohan e Raven Symoné. Pouco tempo depois, após estes músicos/atores consagrarem-se em uma carreira de sucesso com feitos invejáveis e dignos de nossa admiração, três outras novatas seriam rapidamente recrutadas para dar continuidade à típica tradição do “Disney Channel”: Miley Cyrus, Selena Gomez e Demi Lovato.

Não é nenhuma novidade que faz mais de cinco anos que essas garotas estão por aí no mercado musical liderando um gigantesco grupo de seguidores que faz de tudo para ver seus ídolos no topo da fama, mas, quem diria que em pleno 2015 acompanharíamos um embate tão acirrado em busca pelo #1. Por mais que os fãs ou as próprias cantoras desmintam qualquer rivalidade existente, não há como negar que as condições em que seus recentes projetos se encontram causará, mesmo que indiretamente, uma disputa de opiniões do público que julgará qual o melhor ou pior trabalho lançado por suas criadoras. “Revival”, de Gomez, foi recém lançado há pouco mais de uma semana, no dia 09/10, enquanto “Confident”, de Lovato, viu a luz do dia pela primeira vez há apenas 48 horas (no dia 16/10).

Lançamentos próximos à parte, outra semelhança que une Demi à Selena é que tanto uma quanto a outra acabam de completar em seus catálogos os seus 5ºs discos de inéditas após passarem mais de meia década gravando álbum atrás de álbum. Demi, que começou lá em 2008 com o “Don’t Forget”, já nos oportunizou conhecer “Here We Go Again” (2009), “Unbroken” (2011) e o homônimo “Demi” (2013); ao passo que Selena fez sua estreia em um distante 2009 com o “Kiss & Tell” e, ainda na banda The Scene, liberou “A Year Without Rain” (2010) e “When the Sun Goes Down” (2011). Seu primeiro disco solo (e o quarto da carreira), “Stars Dance”, foi liberado também em 2013.

Força do destino ou não, esta não é a primeira vez que as intérpretes de Alex Russo e Sunny Munroe (dos seriados “Os Feiticeiros de Waverly Place” e “Sunny Entre Estrelas”) “competem” durante o mesmo intervalo de tempo na tão disputada indústria fonográfica. Como podemos observar logo acima pelas datas de lançamento dos materiais produzidos e gravados pelas cantoras, em 2009 “Kiss & Tell” e “Here We Go Again” (mesmo que lançados com uma diferença de dois meses) travaram uma singela batalha pelos charts musicais da década anterior. Quatro anos depois, em 2013, seria a vez de “Demi” e “Stars Dance” (também liberados com uma diferença de dois meses) repetir o embate e marcar o segundo round do combate Lovato x Gomez.

Coincidentemente ou não, até aquele momento as duas garotas pertenciam à mesma gravadora (a “Hollywood Records”), razão que talvez explique a estratégia de não colocar uma de frente com a outra diretamente (e assim prejudicar o faturamento do selo em questão). Mas, agora que Demi assinou um acordo “Island”, a “Safehouse Records” e a sua antiga gravadora, a “Hollywood” – e com Selena na “Interscope Records” e de fora da jogada –, parece que as coisas vão realmente esquentar nesse duelo de divas teen. Uma vez que não mais dividem os mesmos corredores e estúdios de gravação, será que os produtores se atentaram a isso e, enxergando a possibilidade de ver o circo pegar fogo, organizaram o que seria o capítulo mais emocionante e sanguinário deste confronto da década?

Talvez sim, talvez não. Deixando de lado qualquer animosidade que possa vir a surgir por conta de todas as observações acima correlacionadas, as cantoras mostram que são maiores que a fofoca dos tabloides e há mais de um mês registraram no Instagram um momento super fofo que nos remeteu à antiga amizade Semi ou Delena (como os fandoms gostavam de se autoproclamar). Para quem não sabe, Gomez e Lovato são amigas há muitos e muitos anos, desde quando participaram das 7ª e 8ª temporadas do “Barney & Friends” e mais tarde solidificaram seu vínculo no longa “Programa de Proteção para Princesas”, filme estrelado por ambas em 2009. Após sobreviverem a boatos de que o seu relacionamento estaria abalado, as duas fizeram questão de focar nas duas únicas coisas que seriam capazes de não afetar tanto as suas vidas particulares: pararam de dar atenção ao falatório do povo e trabalharam pesado em seus atuais projetos.

Mas, os obstáculos não param por aí! Provando que crescer faz parte da vida de qualquer pessoa, a dupla precisou enfrentar cada qual da sua maneira os riscos de possuírem sérios problemas de saúde que podem facilmente assolar qualquer indivíduo do planeta (como eu ou você). Demi, que há anos passou por distúrbios alimentares e chegou a ser diagnosticada com transtorno bipolar, disse em recente entrevista que ainda luta contra a enfermidade mental, apesar de estar satisfeita com os resultados do tratamento e da atual vida que leva com o namorado, Wilmer Valderrama. Já Selena, que há dois anos chegou a cancelar alguns shows sob a suspeita de estar sendo submetida a uma clínica para tratar uma provável dependência química, revelou neste mês que estava, na verdade, fazendo sessões de quimioterapia por conta de lúpus. Sem Justin Bieber ao seu lado, a morena ganhou apenas mais um motivo para se inspirar e caprichar nas músicas que gravou para seu 5º álbum.

Partindo para um caminho completamente diferente daquele seguido por sua conterrânea ex-Hannah Montana, Gomez e Lovato não parecem (ainda) possuir qualquer interesse em se render às polêmicas da nudez explícita ou do uso liberado de drogas, artifícios que a Srtª Cyrus tanto gosta de exteriorizar em suas apresentações e atuais trabalhos. É claro que isso não quer dizer que Demi ou Selena se neguem de protagonizar ensaios fotográficos provocantes e regados com muita sensualidade, mas seus objetivos são de longe meramente ilustrativos. Seja para dar enfoque ao renascimento artístico que precisaram passar para reinventar sua sonoridade ou à aceitação do próprio corpo como um aliado, e não um arqui-inimigo, dá pra se notar facilmente que polemizar não se mostra logo de cara um objetivo, mas apenas uma consequência daquilo que fazem para levar ao público seu trabalho principal: que é a música. Resposta a essa tese é o material que podemos encontrar em “Confident” e “Revival”, os novíssimos álbuns das ex/atuais-melhores amigas.

Demi, quem decidiu apostar em um som mais urbano que mistura o seu antigo pop-rock de “Don’t Forget” com o atual mainstream de “Demi”, teve a interessante ideia de trazer as influências do gospel e da black music em faixas como “Father” e “Waitin For You”. Chamando as rappers Iggy Azalea e Sirah para fazer uma participação especial e deixar o disco mais diversificado, a cantora foi certeira ao optar pela faixa-título como o segundo single do disco. Apesar de o carro-chefe “Cool for the Summer” ter feito bastante sucesso e sido o responsável por chamar a atenção de todos aqueles que estavam ansiosos por novas músicas da cantora, não há como negar que o forte da cantora é o pop-rock, e não a música mais pendente para as pistas de dança. Acertadamente, “Confident” dá a Lovato a oportunidade de soltar os seus poderosos vocais em cima do palco e nos contagiar com sua energia única e inesgotável (a contragosto de “Summer”, que parecia fazer a moça se conter para reproduzir um timbre mais sussurrado, sensual). Outros pontos altos do disco, com certeza, são “Wildfire”, “Old Ways”, “Yes” e “Mr. Hughes”, canções que nos trazem uma Demi mais espontânea e que realmente fazem jus ao título do 5º álbum da norte-americana.

Se Lovato consegue agradar sem medo sua fiel fã-base de seguidores, Gomez não fica nada atrás ao tentar abraçar um novo público sem decepcionar seu antigo. Gravando as super intimistas faixa-título, “Survivors” e “Nobody”, “Revival” consegue levar até o seu ouvinte diversas facetas da cantora completamente opostas entre si, mas que se completam de maneira milimetricamente adequada. Seja pela dançante “Kill Em with Kindness” (próximo single, por favor), a balada emocional “Camouflage” ou o sangue latino de “Me & My Girls” ou “Outta My Hands (Loco)”, a morena parece finalmente ter encontrado a harmonia no doce timbre de sua voz com sua verdadeira personalidade. Em comparação com seus demais discos, “Revival” é de longe o mais profissional e maduro da iniciante discografia da moça, mostrando a quem o ouve uma honestidade jamais vista desde o grandioso “Dignity”, da Hilary Duff. Citando como suas maiores influências as veteranas Janet Jackson e Christina Aguilera, o álbum “Stripped” da última foi uma das maiores inspirações para o 5º material de Selena.

Se por um lado muitos foram os acertos protagonizados pelas cantoras em seus recentes trabalhos de inéditas, por outro alguns deslizes suscetíveis de acontecer com qualquer pessoa acabaram se mostrando presentes aqui também (ao meu ver mais em “Confident” e menos em “Revival”). Apesar de ter sido muito bem aceito pelos fãs e por quem acompanha de pertinho a carreira de Demetria, o desejo de sempre alcançar notas altas ainda é um problema para a musicista. Começando muito bem e pecando pelo exagero, “Stone Cold” e “Lionheart” tinham tudo para ser as maiores baladas da carreira de Demetria, mas em certo momento os vocais da cantora chegam a incomodar tanto que o ouvinte mais sensível se verá pulando de faixa para não ouvir as constantes mudanças no tom de voz dela. No que se refere à Selena, o único empecilho que consegui enxergar em suas novas músicas é uma pequena dificuldade de se desvincular de vez do pop-teen que a fez tão famosa (e que deixaram alguns vestígios em “Soberfor”, “Rise” e “Cologne”). Contudo, seu gigante amadurecimento em “Good for You”, “Camouflage” e “Perfect” são memoráveis, compensando assim qualquer deslize pouco preocupante.

Sem julgamentos de qual teria sido o melhor ou pior dos últimos lançamentos, “Confident” e “Revival” surgem para pôr um basta nas desnecessárias comparações de que Demi seria melhor que Selena ou vice e versa. É verdade que Lovato possui uma voz muito mais poderosa que Gomez, mas todos os esforços gastos com aulas de canto e em tentar ser uma vocalista melhor desempenhados por esta dão à Selena um crédito que a equipara ao mesmo nível de Demi, ao meu ver (confere só essas apresentações de “Same Old Love” e “Good for You”). Toda a confiança adquirida pela voz de “Cool for the Summer” neste ano é, ainda, um fator que a faz ser digna de possuir um disco denominado “Confident”, ao meu ver um avanço em comparação ao homônimo “Demi”, que pouco inovou e muito chamou a atenção. Demi Lovato e Selena Gomez ainda são jovens, o que as permite, sem qualquer problema, explorar sua pouca idade se divertindo com o som produzido nos estúdios de gravação. Desde que haja progresso, amadurecimento e honestidade, quem somos nós para crucificar alguém?

Hora de se atualizar! Saiba quais foram os melhores lançamentos musicais do último bimestre (pt 1)

Viajou nessas últimas semanas? Esteve trabalhando feito um escravo? Sofreu amnésia ou entrou em coma? Não se preocupe, pois chegou o momento de relaxar, encostar-se nas almofadas e ficar sabendo quais foram os mais recentes lançamentos que movimentaram o universo musical. A seguir, relacionei apenas alguns dos mais interessantes e consistentes trabalhos que chamaram a atenção do público e nos mostraram que, apesar de já estarmos quase no meio de outubro, ainda existe muita coisa para acontecer antes do ano acabar. Se liga só:


Vanessa Carlton quer que você tire um tempinho para admirar a natureza no lyric vídeo de “Willows”, faixa inédita do disco “Liberman”:

Depois de finalmente ouvir o novo EP da cantora, liberado em julho passado, e conferir o material inédito nele contido (o qual introduziu as eletrizantes “Take It Easy” e “Blue Pool”), devo admitir que cheguei a ficar um pouco preocupado com o atual rumo tomado por Vanessa Carlton. Quem acompanha a carreira da moça e já checou o maravilhoso “Rabbits on the Run”, de 2011, sabe que um som mais acústico e cru são o forte da musicista, como pudemos conhecer através dos singles “Carousel” e “I Don’t Want to Be a Bride”. E, para a minha felicidade, esta fantástica fórmula mágica pela qual Vanessa une seu doce vocal ao impressionismo e suavidade de seu piano foram acertadamente repetidas em “Willows”, canção inédita que estará presente em “Liberman”, o novo álbum da morena. Com previsão de estreia para o dia 23 de outubro deste ano (wow, falta menos de duas semanas), com certeza encontraremos no próximo trabalho muito desse naturalismo e misticismo que permeiam a vida e carreira da Srtª Carlton. Você pode saber um pouco mais sobre o som produzido por Vanessa acessando o nosso especial: “Quem avisa amigo é! Você deveria prestar mais atenção na cantora Vanessa Carlton”.

ASSISTA AQUI AO LYRIC VIDEO DE “WILLOWS”, A NOVA MÚSICA DA VANESSA CARLTON.


Despindo-se das polêmicas, Miley Cyrus lança balada emocional para promover o filme “Freeheld”! Conheça “Hands Of Love”:

Parece que minhas preces foram finalmente atendidas! Não é de hoje que eu tenho falado sobre todas as coisas loucas que Miley Cyrus tem feito desde que “We Can’t Stop” foi lançada há 2 anos, mas, se tudo correr da maneira que eu espero (e aguardo há muito tempo), a moça não deverá demorar muito para focar de vez em seu talento e se esquecer das irresponsabilidades que tem protagonizado (não que seja da minha conta, claro!). Abraçando sua pansexualidade, Miley foi a responsável por dar voz à brilhante “Hands Of Love”, música que promove o filme “Freeheld” e trará as atrizes Ellen Page e Julianne Moore no elenco. Composta pela multitalentosa Linda Perry (a mesma que está sempre trabalhando com Christina Aguilera), Cyrus decidiu caprichar desta vez e, diferente do que já aconteceu com algumas de suas demais baladas, se conteve mais nos vocais desta gravação. O resultado não poderia ter sido outro: a polêmica loira nos presenteou com uma bela música gravada por uma bela voz que não precisa gritar aqui e ali para provar que possui uma voz poderosa. Quer saber mais sobre o filme? Então acesse este link. Não deixe de ler ainda o nosso especial: “O que está acontecendo com a vida e carreira de Miley Cyrus?”.

OUÇA AQUI “HANDS OF LOVE”, A NOVA MÚSICA DA MILEY CYRUS.


Joe Jonas está cheio de gás em “Cake By the Ocean”, o primeiro single de sua nova banda, a DNCE:

Jamais escondi o fato de que o Joe sempre foi o meu Jonas favorito, e parece que ganhei mais um motivo para continuar com essa preferência! Não se abalando com a morna movimentação de seu primeiro álbum solo no mercado musical (o “Fastlife”, de 2011), o irmão do meio dos Jonas Brothers decidiu dar um tapa na poeira e anunciou, neste ano, a formação da sua nova banda: a DNCE. Aliando-se à JinJoo Lee (na guitarra), Cole Whittle (no baixo e teclado) e ao antigo baterista dos JB, Jack Lawless, Joe e seus parceiros fizeram bem em escolher “Cake By the Ocean” como o seu single de estreia. Assinando com a “Republic Records” e partindo para o dance-rock, o grupo (e o seu vocalista, principalmente) parece finalmente ter encontrado um caminho próprio na indústria e demonstra que vai persistir para dar força ao seu nome e sair do “anonimato”. Ah, e se você acha que ele desistirá fácil de fazer da DNCE uma banda tão popular quanto a Jonas Brothers, talvez seja melhor mudar de ideia: “eu tenho a minha cabeça no lugar. Estou pronto para chegar lá e construir uma base de fãs” disse Joe, categórico, em recente entrevista à “Billboard”.

ASSISTA AQUI AO LYRIC VIDEO DE “CAKE BY THE OCEAN”, A NOVA MÚSICA DA DNCE.


Livre, leve e solta, Selena Gomez está uma delicinha em “Me & the Rhythm”, a nova faixa promocional do álbum “Revival”:

Selena Gomez já dizia há certo tempo que seu segundo disco solo, “Revival” (lançado oficialmente nesta última sexta-feira, 09/10), seria um grande projeto, mas eu tenho certeza que muitos duvidavam o quão essa informação poderia ser mesmo verdadeira. Movendo a divulgação do material, “Me & the Rhythm” foi a canção escolhida para funcionar como a primeira e única faixa promocional do álbum, liberada direto para a loja virtual da Apple, o iTunes. Composta pela própria morena ao lado de Julia Michaels, Justin Tranter, Mattias Larsson e Robin Fredriksson (e produzida pelos dois últimos), a música brinca com as batidas da deep house e a influência da disco music, tendo sido frequentemente comparada pelos críticos de plantão à Donna Summer e o som que bombou nos anos 70. Encontrando o perfeito equilíbrio entre o sex appeal e os limites de sua voz, é muito bom que Gomez tenha parado de tentar alcançar as difíceis notas produzidas em seus discos anteriores para gravar algo mais condizente com a sua realidade (que é tão harmônica e bonita como a de qualquer outra grande vocalista). “Eu começo a sentir agora como se realmente fosse livre, e estou livre. O calor é mútuo, não importa qual seja a sua história, seja livre comigo”. Logo, logo estará disponível aqui no blog a nossa resenha sobre o “Revival”, então fique de olho! ATUALIZADO: leia aqui “De Demi à Selena: um olhar crítico sobre o amadurecimento dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’.”

OUÇA AQUI “ME & THE RHYTHM”, A NOVA MÚSICA DA SELENA GOMEZ.


Lady Gaga ensina o que é ser fashion no cover de “I Want Your Love”, a música originalmente gravada pelo Chic que promove a coleção primavera/verão da “Tom Ford”:

Desde os primeiros singles do álbum “The Fame”, de 2008, Lady Gaga jamais teve medo de aventurar-se por uma carreira na música paralela ao mundo da moda, uma cultura que sempre esteve muito presente em seus trabalhos visuais e nas letras de suas composições. Atingindo o ápice de seu expressionismo fashion em “Bad Romance”, single de 2009 que fez da cantora um dos maiores nomes do novo milênio, a nova-iorquina resolveu relembrar um pouco as suas origens com a coleção primavera/verão da “Tom Ford”, uma das maiores marcas do mercado da moda. Regravando o hit “I Want Your Love”, que foi sucesso na voz da banda Chic nos anos 70, Gaga é vista no vídeo desfilando super à vontade ao lado de diversos modelos que estão vestindo as peças de roupa da coleção preparada por Ford e sua equipe. Ainda não sabemos quais serão os caminhos trilhados pelo próximo álbum da cantora, mas, se tiver o mínimo de “I Want Your Love” já saberemos que será um arraso. Depois de todo aquele clima pesado trazido pela era “ARTPOP”, é quase libertador ver a cantora em um som mais descontraído, não é mesmo?

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “I WANT YOUR LOVE”, A NOVA MÚSICA DA LADY GAGA.


“Confident”, o novo single de Demi Lovato, ganha megaprodução que conta com a participação especial de Michelle Rodriguez:

Demi estava de boas, dormindo na prisão de segurança máxima, quando foi convocada pelo pessoal de lá para caçar ninguém menos que Michelle Rodriguez, uma das personalidades mais marcantes da série de filmes “Resident Evil”. Movida pela condição de que, se capturasse a inimiga receberia o perdão da Justiça, a morena se envolve em diversos combates corpo a corpo para cumprir seu objetivo e se ver livre da nada saborosa comida da prisão. Musicalmente, a primeira impressão que tive de “Confident” me remeteu às antigas demos de 2009 gravadas e descartadas por Ashley Tisdale e Vanessa Hudgens, mas não há como negar que Lovato se dá muito melhor com a música predominantemente pop à eletrônica. Com vocais muito mais efetivos que o first single “Cool for the Summer”, “Confident” apresenta uma letra perfeitamente condizente com a atual fase vivida pela cantora, que parece finalmente estar em paz com seu corpo e mente. Afinal: “o que há de errado em ser confiante?”. O novo álbum de Demi está programado para ser lançado no dia 16 de outubro deste ano (leia aqui a nossa resenha).

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “CONFIDENT”, A NOVA MÚSICA DA DEMI LOVATO.


Os garotos do Echosmith estão prontos para o baile de primavera em “Let’s Love”, o quarto single do álbum “Talking Dreams”:

“Cool Kids”, o primeiro single da banda Echosmith, foi lançada há quase 2 anos e meio e se tornou um dos maiores sucessos pop-indie que os EUA e o mundo pode acompanhar nesta atual década. A música pegou um ótimo #13 na “Billboard Hot 100” e de lá pra cá outras duas (“Come Together” e “Bright”) chegaram para dar continuidade ao legado recém-construído pelos irmãos Graham, Sydney, Noah e Jamie Sierota. Finalmente conseguindo se tornar as “crianças legais” que tanto sonharam, agora é a vez de “Let’s Love” não deixar a peteca cair e prolongar a estadia do grupo sob as luzes dos holofotes. Composta pelos quatro membros ao lado de seu pai, Jeffery David, os meninos formam no clipe da canção aquela descolada banda que toca nos tão sonhados bailes de primavera dos colégios norte-americanos. Com direito a muitas bolas de espelho (ou popularmente chamadas de disco balls) e vários filhotinhos de cachorro super fofos, os Sierota vão em “Let’s Love” te dar mais um motivo para amar a banda e ficar de olho nos seus próximos lançamentos.

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “LET’S LOVE”, A NOVA MÚSICA DA ECHOSMITH.


A segunda parte desse especial estará disponível em breve. Não perca!

12 músicas que você precisa ouvir antes de conhecer o “Revival”, o novo álbum da Selena Gomez

Desviando de todo o negativismo liderado por uma legião de haters que sempre julgou mal o seu modesto talento para o canto, é imensurável o quanto Selena Gomez consolidou o seu nome de uns anos para cá e conseguiu se firmar como uma das mulheres mais promissoras de sua geração. Desde que resolveu fazer a sua estreia lá atrás, em 2009, quando ainda integrava a banda Selena Gomez & The Scene, podemos dizer que muitas foram as mudanças experimentadas pela dona do hit “Come & Get It” em torno de sua sonoridade.

Pensando nisso, e, levando em consideração que falta menos de um mês para que o novo disco da cantora (o 5º de sua trajetória musical e o 2º em carreira solo), seja lançado oficialmente no dia 9 de outubro, resolvi montar uma playlist com algumas canções que você precisa conhecer antes de conferir o novo material da garota. Incluindo 12 faixas retiradas desde o iniciante “Kiss & Tell” (2009) até o recém-chegado “Stars Dance” (2013), a seleção abaixo serve de preaquecimento para a era “Revival” que promete ser a mais pessoal e inovadora da carreira da Srtª Gomez. Estão prontos?


ERA: KISS & TELL (2009)

Naturally

O único single de nossa playlist não poderia ser outro senão “Naturally”, a 2ª música escolhida para promover o debut album de Selena e sua banda há distantes 5 anos e meio. Inspirando-se no electropop e dance-pop que tanto dominaram o início da nova década, a 6ª faixa do “Kiss & Tell” continua sendo, mesmo após tanto tempo, uma das melhores músicas de trabalho já gravadas pela cantora, seja em carreira solo, seja acompanhada do The Scene. Arrancando os louvores da crítica especializada, incluindo da “Billboard” que elogiou o “gancho vocal suculento e instantaneamente memorável”, a parceria dos compositores Antonina Armato, Tim James e Devrim Karaoglu com a produção da equipe Rock Mafia com certeza rendeu à Selena um hino digno de nossos calorosos aplausos.

More

Seguindo as tendências eletrônicas que se fizeram presente na faixa anterior, “More” também foi outra adepta desta sonoridade mais madura que já preencheu grande parte do catálogo discográfico da cantora. Aliando-se às batidas do pop-rock característico dos artistas teen da geração 2000, a 8ª canção do disco, mesmo que tenha adquirido pouca visibilidade do público quando do lançamento do “Kiss & Tell”, mostrou-nos já naquela época toda a paixão de sua intérprete por um som que combinasse mais com o seu estilo. “More” é tão adorada pela equipe de Selena que ganhou uma nova versão totalmente repaginada em espanhol, a qual entrou para a tracklist da coletânea “For You”, liberada no ano passado, sendo ao final renomeada para “Más”.

As a Blonde

Deixando sua imagem menininha de lado, foi com o cover da canção originalmente gravada pela cantora canadense Fefe Dobson que Gomez ocupou com a sua versão a vaga de número 9 do seu disco de estreia. “As a Blonde”, a qual deveria ter sido lançada no álbum cancelado “Sunday Love”, de Dobson, foi cedida à novata e ganhou no disco de Selena a produção do multiplatinado Greg Wells, quem mais tarde trabalharia com Katy Perry em “Teenage Dream” e Adele em “21”. Recebendo os vocais de apoio da sua criadora original, “As a Blonde” tem toda aquela pegada pop-rockstar que marcou o início da carreira de Selena e pouco depois deu lugar ao dance predominante que seguiu os singles “Love You Like a Love Song” e “Hit The Lights”.

I Got U

Encerrando o impacto de “Kiss & Tell” por esta publicação, a penúltima faixa do primeiro disco da morena é também a responsável por colocar um fim às influências de Selena com a música pop-rock (pelo menos por enquanto). Contando com alguns elementos do new-wave, a canção encaixa-se no álbum como uma quebra de todo o pop melodramático que acompanhou a maioria das faixas do trabalho em questão. Mostrando-se uma escolha incomum para uma cantora teen que estava se lançando num momento em que outras já possuíam uma forte base de fãs consolidada, “I Got U” é provavelmente a canção mais madura do disco de estreia de Gomez e de qualquer outro lançamento de Demi Lovato ou Miley Cyrus que marcou o final da última década. Foi descrita pelo site “About.com” como “um mix entre a suavidade e a intensidade que fazem Selena Gomez soar tão distinta” (dos demais artistas).


ERA: A YEAR WITHOUT RAIN (2010)

Off the Chain

Investindo pesado no som futurístico que dominou os clubes noturnos no início dos anos 10s, “Off the Chain” surge em “A Year Without Rain” assim como “Naturally” surgiu um ano antes chamando toda a atenção para si e firmando-se como mais uma grande gravação invejável da musicista. É por conta desses momentos de descontração e divertimento em que a cantora está aproveitando o máximo de sua liberdade criativa que tivemos a sorte grande ser condecorados com a melhor faixa do 2º disco da banda. Fazendo um imenso contraste com as demais músicas do álbum que se preocuparam mais em atingir um público adolescente, “Off the Chain” soa em “A Year Withour Rain” como a irmã mais velha e supergostosa das mimadinhas e birrentas “Spotlight”, “Summer’s Not Hot” e “Sick Of You”. Realmente, Selenita, o synthpop nem sempre se mistura tão bem assim com o teen-pop!

Dica: acompanhe a sua leitura com esta playlist


ERA: WHEN THE SUN GOES DOWN (2011)

Bang Bang Bang

Tirem as crianças da sala! Se você nunca imaginou a doce Alex Russo de “Os Feiticeiros de Waverly Place” em uma canção que já se inicia com alguns gemidos à la Britney Spears, talvez seja o momento de aceitar que todos crescem numa hora ou outra. Brincadeiras à parte, “Bang Bang Bang” foi a canção escolhida para abrir a divulgação do “When the Sun Goes Down” e acabou sendo liberada como o 1º single promocional do material. Rotulada à época como uma indireta para o Nick Jonas, ex-namorado da cantora, liricamente ela fala sobre você ter um novo namorado que é muito melhor que o seu anterior (um tiro doeria mesmo… ei, espera, acho que agora entendi o título da música). Composta pela sua própria intérprete ao lado de Toby Gad, Meleni Smith e Priscilla Hamilton, foi muito bem recebida pelo “New York Post”, o qual consagrou-a como “a música do verão” e elogiou a sua “sensacional vibe de sintetizadores”.

When the Sun Goes Down

Apesar de continuar dando sequência ao som eletrônico produzido e inserido em 80% do disco, a faixa-título do 3º e último álbum da Selena Gomez & The Scene toma para si a mesma função desempenhada por “I Got U” em “Kiss & Tell” – mas não para introduzir uma nova sonoridade, e sim trazê-la de volta. Revivendo seus velhos tempos em que caminhava prioritariamente pelo pop-rock, Gomez decidiu chamar o seu colega de banda Joey Clement para compor e dar um toque especial a música de número 7 do “When the Sun Goes Down”. Impulsionada pelas guitarras elétricas do baixista acompanhadas por divertidos sintetizadores, pode não parecer, mas a canção desperta-se no álbum muito mais do que um mero momento festivo enquanto o sol se põe. Configurando um verdadeiro trabalho em equipe, a vocalista do grupo chegou a revelar para a “Billboard” no lançamento do disco que “precisou reescrever a ponte da faixa-título”, pois queria que o trabalho “soasse mais como o de uma banda”.

Outlaw

Todo cantor ou banda passa por um momento de sua carreira em que decide gravar um disco ou single mais sombrios e, por mais que ainda não fosse muito experiente quando decidiu o fazer, o mesmo se sucedeu com a nossa querida Selenita Gomez. Vocês podem achar que estou me referindo à recente “Good For You”, mas, na verdade estou voltando um pouco mais no tempo ao falar sobre isto! Seguindo os seus passos anteriormente dados em “A Year Without Rain”, quando gravou os vocais da intensa “Ghost Of You”, Gomez caprichou na composição ao lado de Antonina Armato, Tim James e Thomas Armato Sturges para dar vida à misteriosa “Outlaw”. A 10ª música do “When the Sun Goes Down” brinca com um joguinho de palavras que nos remete aos bons tempos do “Velho Oeste”, quando Selena chama o cara da canção de “fora da lei” e faz referências ao dizer que ele “monta cavalos” e possui “uma recompensa pela sua cabeça”. Clipe desperdiçado sim ou com certeza?

Middle Of Nowhere

A última inédita que encerra o 3º álbum da banda é esta que ocupa a nossa 9ª posição das 12 músicas da Selena que você deverá ouvir antes de conferir o “Revival”, o novo trabalho da cantora. Movida por sintetizadores que originam versos explosivos e se desencadeiam em um refrão cheio de energia, a ponte de “Middle Of Nowhere” é com certeza outro detalhe interessante da canção, a qual apresenta partes faladas e não cantadas. Dá só uma olhada na letra desse hit instantâneo (e também desperdiçado): “É tão frio sem ninguém para me segurar, e você está tão errado por me abandonar quando disse que nunca me deixaria sozinha no meio do nada. Agora eu estou perdida, tentando sobreviver sozinha. Eu pensei que eu nunca poderia conseguir por mim mesma, mas agora eu estou andando solitária no meio do nada”.


ERA: STARS DANCE (2013)

Stars Dance

Desde que fez sua estreia no meio musical em 2009 e seguiu por essa estrada acompanhada de seus parceiros de banda até 2012, muitos criticavam os trabalhos assinados pela Selena Gomez & The Scene que muito tinha de Selena e pouco de The Scene. Entrando em um hiato indeterminável, 2013 apareceu e Gomez decidiu que era chegado o momento de dar seguimento à sua carreira, mas desta vez solamente. Liberando as já conhecidas “Come & Get It” e “Slow Down”, porém, foi a faixa-título do novo material que ganhou a nossa atenção e representa a primeira faixa retirada do “Stars Dance” aqui no Caí da Mudança. Caracterizada pela própria Selena como “um pouco sensual, mas de uma forma bonita e suave”, Gomez entoa durante grande parte da baladinha que é capaz de “fazer as estrelas dançarem”. Com uma pegada bem cósmica e relaxante, a morena conclui sua mensagem intergalática com aquele antigo e sábio pensamento de que a vida continuará passando bem diante de seus olhos (e a velocidade da luz), você querendo ou não: “tudo que eu toco se transforma em amor, tudo o que faço vai abrir o céu […]. Nada é para sempre, porque [no fim] somos apenas poeira estelar.

Save the Day

O que é uma boa lista de música pop sem uma bela e bem produzida farofa musical? Confesso que antes de incluir “Save the Day” em nossa seleta relação, cheguei por um bom tempo a considerar “Like a Champion” e “Write Your Name”, mas por fim fui convencido e a 7ª canção do “Stars Dance” falou mais alto vencendo essa disputa acirrada. A faixa, que antes de passar pelas mãos de Selena já se tornara um objeto de desejo da também cantora Jennifer Lopez, é uma up-tempo bem alto-astral composta pelo trio Mitch Allan, Jason Evigan e Livvi Franc e produzida pelo The Suspex. Sobre a canção, a morena a definiu como “você já teve algum momento em que gostaria que ele nunca acabasse? Eu já, e essa música fala sobre isso, em como você não quer que esses momentos vão embora”.

Love Will Remember

Encerrando com chave de ouro, “Love Will Remember”, a última música da versão standard do disco, aparece em nosso post não apenas como uma despedida minha para vocês, mas também da própria Selena para o conturbado relacionamento com o cantor Justin Bieber. Confirmando os rumores de que teria gravado a canção para o ex-namorado, Selena disse que “Love Will Remember” é a “faixa mais pessoal do disco”, completando que “é uma maneira bonita lançar algo sobre [o relacionamento]. Não é uma abordagem agressiva pela qual as pessoas estão provavelmente esperando. Tenho certeza que ele vai adorar também”. A balada, produzida pelo time parceiro já de longa data Rock Mafia em colaboração com o Dubkiller, marca mais uma vez a grande coerência de Selena ao optar por boas músicas para integrarem os seus discos e deixar tudo com a sua própria cara. Go Selena!


Se você curtiu essa playlist e, assim como eu, já mal pode esperar para descobrir o que nos aguarda com o “Revival”, clique aqui para conferir diversas informações oficiais sobre o novo disco, desde as duas capas liberadas para as versões standard e deluxe até a tracklist, lista de produtores, compositores e o áudio de “Same Old Love”, o novo single de Selena Gomez.

ATUALIZAÇÃO

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