Repleto de sensibilidade, Shawn Mendes está mais acústico do que de costume no novo “Illuminate”

Não faz nem um ano desde que decidimos escrever, pela primeira vez, um pouquinho mais sobre a trajetória de Shawn Mendes, o novato que tem feito o maior sucesso nas rádios e paradas musicais de todo o mundo (relembre). Após liberar seu primeiro disco de inéditas (o “Handwritten”, de 2015) e dominar o top 10 da “Billboard Hot 100” com o hit “Stitches” (#4), o jovem canadense que adquiriu notoriedade depois de bombar no aplicativo Vine consegue, hoje, tocar sua vida adiante sem depender das diversas gravações caseiras que o levaram ao estrelato.

Deixando os covers de lado e redirecionando todas suas energias para a própria discografia, Shawn sabe que é chegado o momento de dar continuidade à sua brilhante história e já prepara o terreno para aquilo que o futuro lhe reserva. E foi assim, de mansinho, que fomos surpreendidos no mês passado com “Illuminate”, o 2º material de estúdio de Mendes que não poderia passar despercebido em nosso blog sem uma resenha mais do que especial. Assim, e sem mais blá-blá-blá, você confere, a seguir, nossos principais apontamentos sobre esse lançamento tão aguardado que chegou na melhor hora possível para todos aqueles que mal podiam esperar por um novo trabalho do cantor!

Shawn Mendes em ensaio fotográfico para a revista “Notion” (2016)

Que o “Handwritten” acabou por cair nas graças do público isso não é novidade para ninguém – tanto que, além de debutar em #1, com vendas de 119 mil cópias na first week, até chegou a integrar a nossa lista com os meus 10 discos favoritos de 2015, em #6. Rendendo 4 singles de sucesso que deram grande suporte para as turnês “Shawn’s First Headlines” e “Shawn Mendes World Tour” (esta última, inclusive, ainda na ativa), o primeiro álbum do garoto prodígio de apenas 18 anos não falhou comercialmente e chegou a ser certificado ouro e platina em diversos países do globo, como Brasil, México, Reino Unido e EUA. Todavia, nem tudo dura para sempre e, após encerrar o projeto com o featuring “I Know What You Did Last Summer”, com a Camila Cabello (do Fifth Harmony), finalmente chegou o momento de Shawn respirar novos ares e nos entregar algumas novidades que mexeram com todas as nossas estruturas.

Liberando o carro-chefe “Treat You Better” no último 3 de junho, o canadense acertou em cheio ao selecionar sua parceria com os compositores Teddy Geiger e Scott Harris para representar a primeira música de trabalho do “Illuminate”. Sucesso instantâneo que atingiu o #6 no “Hot 100” da “Billboard”, a canção segue a linha mais pop de “Stitches” e ganha o ouvinte por utilizar-se da mesma estrutura anteriormente experimentada no 3º single do disco iniciante (estrofes lentas que gradativamente culminam em um refrão explosivo). Trazendo um emocionante clipe dirigido por Ryan Pallotta (“Wish You Were Here”, Delta Goodrem; e “Chains”, Nick Jonas) que relata um relacionamento altamente conturbado e abusivo, a gravação já ultrapassou as 230 milhões de visualizações no YouTube e é eficientemente encerrada com o telefone para contato do “National Domestic Violence Hotline”, o disk-denúncia para violência doméstica dos EUA (assista).

“Ruin”, o primeiro single promocional do lançamento, também chegou a ganhar um clipe. Assista

Disponível para compra desde o dia 23 de setembro, “Illuminate” foi gravado entre os anos de 2015 e 2016. Predominantemente pop, o álbum abraça a vertente mais acústica que é própria de Shawn e pouco se distancia do que pudemos conhecer em sua primeira experiência pelos estúdios de gravação. Distribuído sob os selos da “Island Records” e “Universal Music Group”, além de “Treat You Better” (o único single oficial anunciado até o fechamento deste post) também foram liberadas anteriormente (mas como faixas promocionais) as bem emotivas “Ruin”, “Three Empty Words” e “Mercy”. Conseguindo seu segundo #1 na “Billboard 200”, o novo material do moço estreou direto no topo dos charts norte-americanos, com vendas de 145 mil cópias na primeira semana. Segundo a própria “Billboard”, apenas 5 artistas (incluindo Shawn) conseguiram emplacar seus dois primeiros álbuns #1s em tão pouca idade – Justin Bieber (com 17 anos), Miley Cyrus (com 14 anos), Hilary Duff (também com 14 anos) e LeAnn Rimes (com 15 anos).

Contendo 12 canções na edição standard e 15 na deluxe, Mendes assina todas as músicas presentes no disco e divide os créditos de composição com Geoff Warburton (-), Scott Harris (“Life of the Party”, “Something Big”), Teddy Geiger (“Stitches”), Danny Parker (“Chains”, Nick Jonas), Ilsey Juber (“Man on the Moon”, Britney Spears), Laleh (“Stone Cold”, Demi Lovato) entre outros. Já o trabalho de produção, por sua vez, acabou por ficar sabiamente sob a responsabilidade de ninguém menos que Jake Gosling (“Thinking Out Loud”, Ed Sheeran), Dan Romer (“Say Something”, A Great Big World com Christina Aguilera), DJ “Daylight” Kyriakides (-) e os já mencionados Geiger e Harris.

“Illuminate” foi majoritariamente bem-recebido pela crítica especializada (3,5/5 pelo “AllMusic”, “Idolator” e “Rolling Stone”)

Completamente uniforme, “Illuminate” não foge muito da temática trabalhada pelo disco antecessor e, como dito acima, foca bastante em uma roupagem mais acústica – um som que, felizmente, casa muito bem na doce (e por vezes imperiosa) voz de seu intérprete. Trazendo as vulneráveis “Ruin”, “Don’t Be a Fool”, “Like This” e “Bad Reputation”, são nestas faixas que encontramos, logo de cara, o gigantesco amadurecimento que Shawn passou em tão pouco tempo, ainda mais se considerarmos que este é apenas o segundo material de seu catálogo. Distanciando-se muito da tendência mais adolescente que pudemos conferir em canções como “Something Big” e “Believe”, esta pequena parcela do sucessor de “Handwritten” nos soa bem promissora e, provavelmente, influenciará em muito os próximos trabalhos de estúdio do moço.

Assista ao emocionante clipe para a promocional “Mercy”

E como não poderia deixar de ser, é claro que o “Illuminate” não erraria tão feio a ponto de não incluir, ao menos, uma gravação ou outra sem pender para um som mais comercial. Nesse sentido encontramos o lead single “Treat You Better” – que, como dito acima, se assemelha em muito à estrutura musical de “Stitches” –, e a possível candidata para próximo single “No Promises” (isso ao nosso ver, é claro, pois nada foi confirmado pela equipe de Mendes até o momento). Com um instrumental não menos que original e viciante, o único defeito deste hino incomparável é sua duração nem alcançar os comuns 3 minutos, o tempo padrão da maioria das músicas liberadas pelos artistas do mainstream (“No Promises” é a mais curta da tracklist, com 2 minutos e 46 segundos, seguida de “Patience”, com 2 minutos e 55 segundos).

Mendes e sua equipe já preparam a “Illuminate World Tour”, a terceira turnê do canadense prevista para começar em março de 2017, nas Filipinas

Intercalando entre suavidade e animação, “Three Empty Words” abre o arco mais positivo de “Illuminate” – o qual é, nos moldes de “Handwritten”, composto também pelas cativantes “Lights On”, “Honest” e “Patience” (estas foram certamente gravadas para todos aqueles que tanto gostaram do debut do canadense e muito torceram por uma segunda parte). Muito bem posicionadas no álbum, as canções amarram-se firmemente umas às outras e nos redirecionam para o segmento final que encerra o disco com chave de ouro. Ao som de “Understand”, a última faixa da edição standard explora muito bem a vulnerabilidade a que fomos introduzidos no início da tracklist, por “Ruin” – mas, desta vez, de forma bem menos obscura. Repleta de uma vivacidade resplandecente, assim também prosseguem as duas bônus da edição deluxe: “Hold On” e “Roses”, que não apenas dão uma conclusão para a sua antecessora (“Understand”) como ganham vida própria e brilham por uma singularidade própria.

Entretanto, não poderíamos concluir a nossa resenha se deixássemos de mencionar o que é, aos nossos olhos, não apenas a melhor canção do “Illuminate”, como também a que melhor define o projeto como um todo. Composta pelo Shawn ao lado de Teddy Geiger, Danny Parker e Ilsey Juber (e produzida por Gosling e Geiger), “Mercy” transborda em nossos ouvidos desde sua primeira audição e revela-se uma das maiores músicas do ano. Carregando uma intensidade que não cabe dentro de si e explode em um ápice de muita sensibilidade, o single promocional mistura drama com naturalidade sem parecer forçado, soando até mesmo comercial na medida certa. Trazendo uma letra bastante expressiva, os seus versos inesquecíveis funcionam bem tanto na versão padrão (presente na edição standard) quanto na versão acústica (exclusiva para aqueles que adquirirem a deluxe).

Crescendo sem perder o rumo da identidade que vem lapidando em tão pouco tempo, por diversas vezes Shawn nos faz relembrar, em seu “Illuminate”, do trabalho primoroso que foi feito no “Handwritten”. Recheado de produções simplistas que realçam o melhor da voz, carisma e composições de Mendes, o novo álbum amadurece consideravelmente sem pôr um ponto final ao que já conhecíamos desde o lançamento do primeiro single “Life of the Party”, lá de 2014. Sem mudanças bruscas ou radicais de imagem, o novato parece se encontrar no caminho certo para a longevidade de sua carreira, mostrando que, por mais que continue dominando os charts, o vem fazendo da maneira mais saudável possível (para si e para o público). E assim torcemos para que o pequeno-grande Shawn continue ao longo dos próximos anos, conquistando-nos com uma honestidade sem fins que tem tudo para elevar seu nome cada vez mais alto.

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Os meus 10 discos favoritos de 2015

Depois de conferirmos tantas informações ao longo deste movimentado 2015, não é nada estranho que o mês de dezembro surja para trazer por toda a internet as populares listas dos “10 melhores” lançamentos da música, do cinema, da literatura, dos videogames e de tantos outros setores da indústria do entretenimento. E, como não é muito difícil de se imaginar, o Caí da Mudança não fará diferente e também entrará nessa onda mais do que tradicional – mas, é claro, aliado ao nosso já imprescindível toque especial de toda e qualquer publicação que ganha destaque por aqui.

Assim nasceu os meus 10 discos favoritos de 2015: uma lista que não reúne um top 10 com os melhores ou mais populares álbuns lançados durante estes últimos 12 meses, mas sim os 10 que mais me agradaram e me deixaram completamente satisfeito. Porém, vá com calma se espera encontrar, a seguir, somente os nomes mais badalados do cenário musical atual (apesar de muitos, de fato, terem brilhado pra caramba neste diversificado 2015). Sem mais papo furado, vamos ao que interessa:


#10 – E•MO•TION / CARLY RAE JEPSEN

Gravadora(s): “604 Records”, “School Boy Records” e “Interscope Records”;

Lançamento: 24/06/2015 (Japão) e 21/08/2015 (mundo);

Singles: “I Really Like You”, “Run Away with Me” e “Your Type”;

Considerações: confesso que não fiquei muito animado quando li pela primeira vez que a canadense Carly Rae Jepsen preparava para este ano seu 3º disco de inéditas (apesar de, inevitavelmente, ter amado seus últimos singles de trabalho), mas, bastou ouvir as duas primeiras músicas do novo material para mudar completamente de ideia. Aclamadíssimo pela crítica e pelos adoradores da música pop, Jepsen ousou sem medo com “E•MO•TION” e nos trouxe o melhor dos anos 80 em pleno 2015: uma era onde a música puramente eletrônica predominou como mainstream até o primeiro semestre do ano. Não recebendo a devida atenção dos principais charts do planeta, o disco pode ter se saído um pouco tímido em comparação aos demais trabalhos populares dos últimos meses, mas definitivamente chegou para entregar à sua intérprete um status de artista visionária que transborda muita competência e originalidade. Ponto positivo para a garota!

Paradas musicais: “E•MO•TION” estreou em #16 na “Billboard 200”, com vendas de 16,1 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “I Really Like You” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #39.

Ouça: “Boy Problems”, “Let’s Get Lost” e “Never Get to Hold You”;

Assista: ao clipe de “I Really Like You”.


#9 – DELIRIUM / ELLIE GOULDING

Gravadora(s): “Polydor Records”;

Lançamento: 06/11/2015;

Singles: “On My Mind” e “Army”;

Considerações: mudando radicalmente as minhas primeiras impressões sobre o “Delirium” (que a princípio não havia me agradado tanto quanto o esperado), o 3º álbum da Srtª Goulding não apenas foi um dos que mais ouvi durante o ano como também um dos que mais curti conhecer (e explorar bravamente). Apesar de pender para um lado mais comercial por focar no synthpop e na dance music dos dias de hoje (gêneros tão batidos na atual indústria fonográfica), Ellie é super profissional ao combinar música eletrônica à sua voz agradável e a composições cheias de vida dignas de uma verdadeira estrela do seu calibre. Dona de hits memoráveis que conquistaram as rádios pelo mundo afora, “Delirium” é exitoso não apenas por trazer em sua tracklist diversos sucessos como “Love Me Like You Do”, “Outside” e “On My Mind”, mas também por ir mais além e arriscar-se em um som mais experimental, como o de “I Do What I Love”. Quando é que a impecável “Something in the Way You Move” será lançada como single, hein dona Ellie?

Paradas musicais: “Delirium” estreou em #3 na “Billboard 200”, com vendas de 61 mil cópias na primeira semana. O single “On My Mind” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #13.

Ouça: “Aftertaste”, “Something in the Way You Move” e “Don’t Panic”;

Assista: ao clipe de “On My Mind”.


#8 – CONFIDENT / DEMI LOVATO

Gravadora(s): “Hollywood Records”, “Island Records” e “Safehouse Records”;

Lançamento: 16/10/2015;

Singles: “Cool for the Summer” e “Confident”;

Considerações: nada de “Really Don’t Care”: quebrando as correntes que prendiam Demi a um som mais chiclete (e infantil), “Confident” foi outra novidade de 2015 que chegou para repaginar totalmente a imagem utilizada pela cantora desde que se firmou como um ídolo da música pop adolescente. Reintroduzida para um público mais adulto e contemporâneo, o 5º álbum da cantora não brinca em serviço e é primoroso ao falar abertamente sobre as antigas inseguranças vividas pela morena em uma obscura fase de sua trajetória. Agora muito mais confiante e segura de si, Lovato parece não ter medo algum de assumir as novas curvas de seu corpo e de demonstrar toda a desenvoltura vocal que aprimorou nos últimos anos. Já estava na hora de soltar esse vozeirão, não é mesmo? Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Confident” estreou em #2 na “Billboard 200”, com vendas de 98 mil cópias na primeira semana. Os singles “Cool for the Summer” e “Confident” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #11 e #21, respectivamente;

Ouça: “Old Ways”, “Yes” e “Mr. Hughes”;

Assista: ao clipe de “Confident”.


#7 – HOW BIG, HOW BLUE, HOW BEAUTIFUL / FLORENCE + THE MACHINE

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 29/05/2015;

Singles: “What Kind of Man”, “Ship to Wreck”, “Queen of Peace” e “Delilah”;

Considerações: Florence Welch jamais foi de desapontar, e é claro que o seu bom histórico de lançamentos ao lado da banda em que é vocalista e compositora voltaria a se repetir em “How Big, How Blue, How Beautiful”. Ainda trabalhando com seus já conhecidos e marcantes instrumentos musicais de primeira categoria, “How Beautiful” soa completamente diferente de seu antecessor (o memorável “Ceremonials”), mas isso definitivamente é algo que devemos aplaudir de pé. Não que “Ceremonials” tenha sido ruim (muito pelo contrário), mas, o fato de apostar em um novo caminho e em novas sonoridades demonstram toda a vontade de crescer que o grupo possui desde que surgiu nesta indústria em um distante 2007. Prioritariamente indie rock, art rock, baroque pop, blues e psychedelic rock, o 3º disco da banda, de forma muito mais simples e aconchegante que qualquer outro trabalho de seu catálogo, está aí para nos provar que a Florence + the Machine ainda tem muito a nos oferecer ao longo da sólida carreira que tem construído entre milhares de admiradores pelo mundo todo.

Paradas musicais: “How Big, How Blue, How Beautiful” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 137 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “What Kind of Man” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #88;

Ouça: “Third Eye”, “Mother” e “Make Up Your Mind”;

Assista: ao clipe de “What Kind Of Man”.


#6 – HANDWRITTEN / SHAWN MENDES

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 14/04/2015;

Singles: “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer”;

Considerações: fazendo uma das maiores estreias que tivemos o prazer de conferir nos últimos 10 anos, o novato Shawn Mendes, merecidamente, não demorou muito para sair das gravações caseiras publicadas na internet para ganhar o mundo com seu talento imensurável. Liberando seu primeiro disco de inéditas em abril deste ano, “Handwritten” chegou de forma humilde em nossos ouvidos apenas pedindo por um pouco de atenção, mas saiu vitorioso ao nos conquistar com inúmeras canções surpreendentemente boas. Com uma voz marcante para sua pouca idade (você pode não acreditar, mas Shawn tem apenas 17 anos), o canadense não teve medo algum de apostar todas as suas fichas em um som mais acústico e que tivesse mais a ver com a sua personalidade, deixando de lado qualquer superprodução exagerada e regada aos populares sintetizadores ensurdecedores. Parece que alguém sabe como agradar aos fãs (e a si mesmo) sem precisar recorrer às modinhas de hoje em dia! Não deixe de ler também o nosso artigo: “Conheça Shawn Mendes, o novato que vai conquistar a sua playlist”.

Paradas musicais: “Handwritten” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 119 mil cópias na primeira semana. Os singles “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #24, #80, #4 e #46, respectivamente;

Ouça: “Never Be Alone”, “Kid in Love” e “Air”;

Assista: ao clipe de “Stitches”.


#5 – LIBERMAN / VANESSA CARLTON

Gravadora(s): “Dine Alone Records”;

Lançamento: 23/10/2015;

Singles: “Operator” e “House of Seven Swords”;

Considerações: apesar de um infeliz ou outro continuar insistindo na ideia de que Vanessa Carlton, querendo ou não, é apenas mais uma one hit wonder dos anos 2000, a cantora não dá atenção para as críticas negativas dos haters e deixa seu talento falar por si só. Partindo para seu 5º disco de inéditas, “Liberman” não apenas é o responsável por dar seguimento aos excelentes materiais já liberados pela morena como também é o encarregado por exaltar, mais uma vez, o bom nome de uma das mais brilhantes pianistas e vocalistas da sua geração. Novamente investindo bastante na simbologia e na sua já conhecida (e respeitosa) referência aos elementos da natureza (uma temática sempre frequente em suas auto-composições e videoclipes emocionantes), Carlton é o clássico exemplo de que nem sempre tudo o que faz muito sucesso é, na verdade, o melhor que existe por aí. Prova disso é o nosso artigo: “Quem avisa amigo é! Você deveria prestar mais atenção na cantora Vanessa Carlton”, uma publicação que você não pode deixar de conferir.

Paradas musicais: “Liberman” falhou ao figurar na “Billboard 200”, mas estreou em #32 na “Billboard Independent Albums”. Nenhum single do trabalho entrou para a “Billboard Hot 100”;

Ouça: “Take it Easy”, “Nothing Where Something Used to Be” e “Unlock the Lock”;

Assista: ao clipe de “Operator”.


#4 – PURPOSE / JUSTIN BIEBER

Gravadora(s): “Def Jam Recordings” e “School Boy Records”;

Lançamento: 13/11/2015;

Singles: “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself”;

Considerações: dando um tapa na cara de todos aqueles que ainda duvidavam do seu poder de dominar as paradas de sucesso, o novo bad boy do momento aproveitou toda a influência de sua carreira (e o amor de sua seguidoras devotas) para protagonizar o maior comeback dos últimos 12 meses. Batendo recorde dos Beatles e emplacando 17 músicas ao mesmo tempo na “Billboard Hot 100”, Justin Bieber foi ainda mais imprevisível ao nos trazer o melhor trabalho de sua discografia com “Purpose”, o seu 4º de inéditas. Movido a muito R&B, EDM e dance-pop, Bieber “pediu desculpas” pelos erros do passado e seguiu este finzinho de ano fazendo muita gente dançar ao som das inesquecíveis canções que integram a obra que produziu e lançou em novembro passado. Podemos ser francos: Justin pode não ser o melhor exemplo de pessoa para tomarmos como modelo, mas que o garoto sabe como gravar alguns hinos maravilhosos… ah, isso ele sabe. Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Justin Bieber a One Direction: novos álbuns saem da zona de conforto e vão em busca de autoafirmação”.

Paradas musicais: “Purpose” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 522 mil cópias na primeira semana. Os singles “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #1, #2 e #3, respectivamente;

Ouça: “Mark My Words”, “I’ll Show You” e “Children”;

Assista: ao clipe de “What Do You Mean?”.


#3 – REVIVAL / SELENA GOMEZ

Gravadora(s): “Interscope Records” e “Polydor Records”;

Lançamento: 09/10/2015;

Singles: “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself”;

Considerações: que a saída de Selena Gomez da “Hollywood Records” era um indício de que boa coisa viria por aí (não é de hoje que os próprios artistas que já pertenceram ao selo reclamam da sua falta de independência dentro dele), isso estava muito claro até mesmo para quem não acompanhava os passos musicais da moça, mas “Revival” não se tratou apenas de resolver este problema. Caprichando na honestidade e despindo-se de todos os seus ressentimentos amorosos, Selena nos provou que era muito mais do que um rostinho bonito e tratou de fazer do seu 2º álbum solo o maior lançamento de sua carreira. Um verdadeiro renascimento da garota que conhecemos ainda dentro da banda The Scene, Gomez não apenas nos deu um show de belas composições com arranjos bem encaixados como foi muito feliz ao trabalhar melhor os seus vocais em faixas como “Same Old Love”, “Camouflage” e “Good for You”. Também nos entregando os hinos super dançantes “Me & My Girls”, “Kill Em with Kindness” e “Body Heat”, a cantora fez bonito ao sensualizar para o mundo inteiro sem perder a classe e a pose de menina respeitada. Isso sim que é um renascimento de verdade! Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Revival” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 117 mil cópias na primeira semana. Os singles “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #5, #6 e #39, respectivamente;

Ouça: “Revival”, “Kill Em with Kindness” e “Camouflage”;

Assista: ao clipe de “Same Old Love”.


#2 – BREATHE IN. BREATHE OUT. / HILARY DUFF

Gravadora(s): “RCA Records”;

Lançamento: 12/06/2015;

Singles: “Sparks”;

Considerações: quem diria que após 8 anos ausente da carreira musical, a cantora e atriz Hilary Duff voltaria, um dia, a segurar um microfone e se apresentar em programas de TV cantando novas músicas de um novo repertório?! Liberando dois singles promocionais (“Chasing the Sun” e “All About You”) durante o verão norte-americano de 2014, foi somente em junho deste ano que tivemos a honra de ouvir pela primeira vez o tão aguardado sucessor do “Dignity” (2007). Trabalhando com o melhor time de produtores e compositores do momento (Bloodshy & Avant, Ilya, Ed Sheeran e Tove Lo), Duff inspirou-se em seu recente divórcio (e em suas arriscadas aventuras pelo aplicativo Tinder) para também colaborar liricamente ao projeto que originou o maravilhoso e espetacular “Breathe In. Breathe Out.”. Com vocais renovados e muito mais consistentes que os presentes em seus últimos trabalhos profissionais, Hilary não economizou na diversão e tratou de elaborar (sem qualquer exagero de minha parte) um dos melhores álbuns de dance-pop da década. Inspirando e expirando um novo ar na sua nova vida de mãe solteira, é mesmo uma pena que a divulgação do projeto só tenha vingado com o single “Sparks” e o nosso querido “BIBO” tenha sido jogado às traças para as gravações da série “Younger”. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Hilary Duff está jogando ‘confetti’ para todos os lados com seu álbum ‘Breathe In. Breathe Out.’”.

Paradas musicais: “Breathe In. Breathe Out.” estreou em #5 na “Billboard 200”, com vendas de 39 mil cópias na primeira semana. O single “Sparks” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #93;

Ouça: “My Kind”, “Lies” e “Tattoo”;

Assista: ao clipe de “Sparks (Fan Demanded Version)”.


#1 – BLUE NEIGHBOURHOOD / TROYE SIVAN

Gravadora(s): “EMI Music Australia”;

Lançamento: 04/12/2015;

Singles: “Wild”, “Talk Me Down” e “Youth”;

Considerações: com tantos veteranos que sempre admirei retornando ao meio musical em pleno 2015, é realmente uma surpresa sem tamanhos que o meu álbum favorito do ano tenha sido gravado e liberado por um calouro ainda desconhecido pelo grande público. Apoiando-se no carro-chefe “Wild” e na trilogia de clipes que chocou muita gente ao trazer a história de amor de dois garotos que se conheceram ainda na infância, Troye Sivan mostrou-se, para mim, a maior revelação do ano. Trabalhando com nomes menos populares da indústria e focando em uma produção mais intimista, o australiano de 20 anos demonstrou que idade e experiência não são elementos essenciais para a criação de um material inegavelmente tocante e inspirador. Assim como Shawn Mendes, Sivan também começou cedo a interessar-se pela carreira musical (e chegou, inclusive, a participar de longas-metragens bem populares, como o controverso “X-Men Origens: Wolverine”). Assinando contrato com uma grande gravadora e liberando excelentes EPs em um período inferior a 2 anos, “Blue Neighbourhood” traz o melhor da voz de Troye com o melhor de suas composições: verdadeiras joias preciosas e raras lapidadas mais precisamente que um diamante bruto. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Com álbum reanimador, Troye Sivan faz estreia surpreendente (e pra lá de digna) no meio musical”.

Paradas musicais: “Blue Neighbourhood” estreou em #7 na “Billboard 200”, com vendas de 65 mil cópias na primeira semana. Os três singles falharam a entrar na “Billboard Hot 100”, mas marcaram presença no “UK Singles Chart”, com “Wild”, na posição #62, e “Talk Me Down”, na posição #118;

Ouça: “Bite”, “Suburbia” e “Blue”;

Assista: ao clipe de “Fools”.


E vocês, meus queridos leitores: quais foram os álbuns lançados neste ano de 2015 que mais lhes agradaram? Não deixem de comentar logo a seguir as suas recomendações com os trabalhos que mais bombaram em suas playlists e que nós da família Caí da Mudança precisamos conhecer. Que 2016 chegue para trazer outros excelentes discos recheados com bastante diversidade, criatividade, novidades, e é claro: muita música de qualidade.

Um Feliz Ano Novo com muita prosperidade, paz, saúde, amor, sucesso e tudo de melhor para vocês, para suas famílias e para o nosso blog, que ainda tem muito a crescer nos próximos anos. Vejo vocês muito em breve!

Conheça Shawn Mendes, o novato que vai conquistar a sua playlist

De fato, esta não é a primeira vez que falamos sobre o canadense Shawn Mendes por aqui (quem aí se lembra do “Hora de se atualizar” com os últimos lançamentos em álbuns da música pop sabe do que eu estou falando), mas, depois de muito pensar com os meus próprios botões, cheguei à conclusão que a justiça precisa ser feita e o cantor receber maior atenção com uma publicação inteiramente exclusiva para si. Porém, para que isso dê certo e você consiga absorver melhor todo o trabalho já liberado pelo cara, recomendo que se ligue à playlist presente ao final deste post que resumidamente trará o que de melhor foi destaque durante estes dois anos em que o garoto permaneceu na ativa. Ganhando cada vez mais força na indústria musical contemporânea, Shawn Mendes é um novato que tem tudo para se tornar um dos maiores ídolos desta nova remessa de artistas que tem bombado pelas rádios de todo o planeta e construído bases de fãs cada vez mais leais, apaixonadas e insanas.

Com apenas 17 anos de idade, o jovem nascido em Toronto (província de Ontário, Canadá) começou cedo a utilizar-se de toda a influência do mundo virtual para adquirir o reconhecimento do público e tornar-se uma webcelebridade em questão de pouco tempo. Publicando covers de músicas populares no aplicativo Vine, no ano de 2013, nada mais além do seu talento foi necessário para Shawn fazer parte do top 3 das contas mais seguidas na rede social e ser descoberto no começo de 2014 por Andrew Gertler, agente publicitário responsável por introduzi-lo à carreira profissional. Assinando com a gigante “Island Records” (o atual selo de outros artistas como Demi Lovato, Tove Lo e Bon Jovi), a gravadora liberou o primeiro grande single do cantor em junho de 2014 em meio à muita surpresa e comemoração. Isso porque “Life of the Party” rendeu a Mendes o título de “artista mais jovem a estrear no top 25 da ‘Billboard Hot 100’ com um single de estreia”, na posição de nº #24, quando ainda tinha 15 anos e 11 meses. Porém, este recorde é fichinha para o que veio a seguir.

Sendo convidado para abrir a “Live on Tour”, do Austin Mahone, no segundo semestre de 2014 (durante a sua fase norte-americana), o canadense recentemente foi um dos maiores destaques da “The 1989 World Tour”, a popular turnê da Taylor Swift que tem percorrido o mundo inteiro desde maio deste ano. Responsável pelos atos de abertura de diversos shows realizados nos EUA e no Canadá do prestigiado concerto da musicista, Mendes teve a oportunidade de levar até o público o seu próprio espetáculo com a “#ShawnsFirstHeadlines”, seu primeiro contato direto com a energia dos palcos e dos fãs. Iniciando-se em novembro de 2014 e sendo encerrada em setembro de 2015, a pequena turnê que perdurou por quase 1 ano rendeu 33 apresentações pela Europa e América do Norte em uma setlist original de 11 faixas, as quais mais tarde integrariam a tracklist do seu primeiro disco de estúdio.

Dando uma prévia do que viria adiante, o extended play “The Shawn Mendes EP” surgiu durante o verão de 2014 para causar ainda mais burburinho à estreia do menino prodígio. Incluindo o seu primeiro single e outras três músicas inéditas (das quais somente “The Weight” seria novamente utilizada no futuro), o trabalho estreou direto no top 5 dos charts estadunidenses em #5, com 48 mil cópias distribuídas na primeira semana. Nove meses depois – para ser mais exato no dia 14 de abril deste ano – foi a vez de “Handwritten” (o debut album do garoto) também fazer história ao estrear em #1 na “Billboard 200”, com volumosas 119 mil cópias em apenas sete dias de comercialização. Tornando-se “o artista mais jovem [com 16 anos e 8 meses] depois de Justin Bieber a possuir um #1 na parada de sucessos que contabiliza os 200 álbuns mais populares da semana estadunidense(Bieber contava com 16 anos e 2 meses quando atingiu o feito em 2010), na sua terra natal o cantor também estreou direto no topo dos charts canadenses, com vendas de 14 mil cópias na decisiva first week.

Com 4 singles oficiais e 3 promocionais, Shawn veio para mostrar que a acirrada disputa por números e charts de sucessos não é um grande problema para a sua precoce carreira: o novato fez bonito ao emplacar todas as suas músicas de trabalho dentro do top 100 não apenas do Canadá, mas também no próspero irmão do sul. Contudo, por mais que o carro-chefe “Life of the Party” (#24 nos EUA, #9 no Canadá) e a sua sucessora “Something Big” (#80 nos EUA, #11 no Canadá) tenham rapidamente obtido êxito ao espalhar o nome do cantor pelos quatro cantos do planeta, foi só depois do lançamento de “Stitches” (#4 nos EUA, #10 no Canadá) que Mendes passou a perceber os merecidos frutos de seu árduo trabalho.

Permanecendo por 28 semanas na parada mais importante dos EUA (e do mundo, para muita gente), o 3º single do “Handwritten” tem mostrado uma estabilidade invejável ao ainda integrar o top 10 do concorrido ranking, ocupando atualmente a #6 cadeira da lista (semana do dia 8/12/15). Divulgando sua atual música de trabalho, um dueto gravado com Camila Cabello, “I Know What You Did Last Summer” atingiu o pico #55 nos EUA e #44 no Canadá (atualmente #64 no primeiro e #49 no segundo). Os singles promocionais do cantor incluem “A Little Too Much” (#94 nos EUA, #74 no Canadá), “Never Be Alone” (#49 no Canadá) e “Kid In Love” (#69 no Canadá).

Participando da trilha sonora do filme “Descendentes”, da Disney, com a faixa “Believe” (o único single retirado da soundtrack, liberado em junho deste ano), somente em novembro passado Shawn deu sequência à discografia quando optou por relançar seu popular primeiro álbum para seus fãs mais fiéis. Incluindo todas as 12 músicas já conhecidas da edição standard, “Handwritten (Revisited)” traz 4 canções inéditas (o featuring com Camila Cabello, “Act like You Love Me”, “Running Low” e “Memories”) com o diferencial de 5 faixas que tiveram sua versão de estúdio substituídas pelo áudio ao vivo de apresentações do cantor no “Greek Theater”, em Los Angeles. Trata-se de “Kid in Love”, “I Don’t Even Know Your Name”, “Strings”, “Aftertaste” e “A Little Too Much”.

Uma pequena seleção com o melhor conteúdo já liberado pelo cantor e que você não pode deixar de conferir!

Com 9 clipes oficiais já gravados (8 em carreira solo e 1 em participação com a banda britânica The Vamps), o jovem cantor nos dá indícios de que este é apenas o começo de uma longa caminhada a ser percorrida em muitos e muitos anos de sucesso. Vencendo diversas categorias importantes de premiações como o “Teen Choice Awards”, o “Much Music Video Awards” e o “MTV Europe Music Awards”, Mendes provavelmente não desistirá de continuar pela estrada musical levando para novas pessoas todo o poder e a qualidade de seu talento inquestionável. É verdade que Shawn ainda tem dado os seus primeiros passos pela vida musical (o que para muitos pode não dizer muita coisa), mas, todo o material que liberou em um curto espaço de tempo está aí convencer-nos de que ainda há muito para ser produzido ao longo das décadas.

Seja pela sonoridade mais intimista e acústica que pudemos acompanhar em músicas como “Life of the Party” e “Aftertaste”, ou até mesmo pelo pop contagiante de “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer”, não apenas a voz de Shawn cativa, mas também a imagem pública que tem conquistado pouco a pouco nos eventos e entrevistas que marca presença (sempre simpático e orgulhoso com o carinho recebido pelos fãs). Um exemplo de profissional que definitivamente deveria espelhar muitos de seus conterrâneos que parecem sentir alguma espécie superioridade inexistente, o garoto jamais se envolveu em grandes polêmicas ou foi alvo de comentários duvidosos da mídia envolvendo drogas, má companhia ou ataques histéricos contra fotógrafos ou admiradores (e que permaneça assim). Uma vez lhe concedida a oportunidade de mostrar ao que veio, este é um ótimo começo para um nome que tem todos os atributos para continuar fazendo história e se tornar uma lenda viva em pouco tempo.

Hora de se atualizar! Saiba quais foram os últimos lançamentos do pop internacional (em álbuns)

Anda sem tempo para acompanhar o que tem pintado de bom e de novo no movimentado mundo da música internacional? Pois não precisa mais se preocupar. Depois de trazermos as duas primeiras partes do especial “Hora de se atualizar” com as melhores músicas que foram lançadas durante este 2º semestre de 2015 (relembre aqui e aqui), chegou o momento de conhecer alguns dos melhores discos liberados nas últimas semanas e que você precisa conferir por conta própria. Encoste-se, relaxe e aproveite o fim de semana para se jogar nas nossas dicas a seguir selecionadas:


LANÇAMENTOS

SWAAY – DNCE

Liberado há quase um mês (23/10), “SWAAY” foi o nome recebido pelo 1º extended play da banda DNCE responsável por introduzir o trabalho dos caras ao público em geral. Recebendo a assinatura de seus membros (Joe Jonas, Jack Lawless, Cole Whittle e JinJoo Lee) e a permissão da “Republic Records”, o material é formado por 3 novas faixas acompanhadas da já conhecida “Cake by the Ocean”, o single principal que serviu de suporte para fazer a estreia do grupo na “Billboard Hot 100” na posição #79. Seguindo por um pop-rock bem semelhante ao de Robin Thicke e Maroon 5, a DNCE foi formada oficialmente neste ano e não deverá demorar para liberar o seu 1º disco de inéditas, o qual ainda não possui data fixada de lançamento – mas poderá ver a luz do dia já em 2016. Destaque para a faixa “Toothbrush”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “CAKE BY THE OCEAN”.


Liberman – Vanessa Carlton

Com uma forte discografia formada por 4 belos álbuns liberados desde 2002 (quando ganhou o mundo com o megassucesso “A Thousand Miles”), Vanessa Carlton retornou para os estúdios de gravação após um descanso de 4 anos e nos entregou, no último mês (23/10), o seu 5º disco de inéditas. Sucessor de “Rabbits on the Run” (2011), “Liberman” ganhou as estantes das lojas após nos conquistar com a singela divulgação do EP “Blue Pool” e “Willows”, a 2ª canção do material. Tendo sua promoção iniciada por “Operator”, o poderoso first single, Carlton tem mostrado que seu novo contrato com a “Dine Alone Records” a tem motivado bastante na divulgação do atual trabalho em questão. Partindo para o seu 2º single em um intervalo de menos de 2 meses, “House of Seven Swords” foi a canção escolhida para continuar a trajetória inicial do maravilhoso “Liberman”: um dos mais tocantes discos já gravados pela moça e que segue a linha mais acústica de “Rabbits on the Run”. Destaque para a faixa “Unlock the Lock”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “HOUSE OF SEVEN SWORDS”.


Get Weird – Little Mix

Dando sequência ao catálogo da girlband britânica que já conta com os fascinantes “DNA” e “Salute”, “Get Weird” é o 3º álbum gravado pelas meninas do Little Mix e liberado no começo de novembro (06/11) sob a orientação da “Syco Music” (a gravadora de Simon Cowell) e da “Columbia Records”. Precedido pelo abre-alas “Black Magic” – o hit que foi #1 no Reino Unido e #67 nos EUA –, o disco foi recebido razoavelmente bem pelos críticos musicais de plantão, muitos dos quais destacaram as influências da música dos anos 80 e 90 para a formação do trabalho. Super alto-astral, “Get Weird” cumpre o seu papel ao agitar o ouvinte e tentar fazê-lo requebrar com sua eloquente mistura de dance-pop com R&B, mas peca por não apresentar nenhum momento marcante ou de tirar o fôlego (como “Wings”, do “DNA”, e “About the Boy”, do “Salute”). Não progredindo em absolutamente quase nada, o único diferencial do álbum fica mesmo com o single “Black Magic”, música responsável por expandir o nome do grupo durante o 1º semestre do ano e dar maior visibilidade para as talentosas Perrie, Jesy, Leigh-Anne e Jade. Destaque para a faixa “Weird People”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “BLACK MAGIC”.


Delirium – Ellie Goulding

Seguindo a sonoridade já experimentada por Ellie em seus últimos singles de sucesso (“Burn”, “Outside”, “Love Me Like You Do”), “Delirium” é o 3º trabalho da cantora inglesa lançado pela “Polydor Records” logo na primeira semana deste mês (06/11). Guiado por “On My Mind”, o 1º single extraído do material, o disco que contou com as produções de Max Martin, Ilya Salmanzadeh e muitos outros vem para fixar o nome de Goulding como uma das maiores hitmakers britânicas da atualidade. Majoritariamente projetado para agradar o gosto mainstream, por mais batido que o dance-pop esteja no mercado fonográfico contemporâneo, é inevitável dizer que “Delirium” tem os seus bons momentos de grandiosidade. A primeira metade do álbum, que vai de “Intro (Delirium)” a “Keep on Dancin’”, funciona bem e convence o ouvinte sobre o caminho pretendido pela sua intérprete, e por mais que perca um pouco do seu foco com a chegada de “On My Mind”, “Don’t Need Nobody” e “Don’t Panic” surgem para recuperar todo o gás perdido pelas 5 faixas anteriores. Um trabalho coeso e poderoso, mas que assim como qualquer outro apresenta alguns deslizes. Destaque para a faixa “Something In the Way You Move”.

ASSISTA AO LYRIC VIDEO DE “SOMETHING IN THE WAY YOU MOVE”.


Are You Ready? – Abraham Mateo

Depois de atingir o top 10 de seu país de origem com o hit “All the Girls”, do álbum “Who I AM” (2014), chegou o momento do cantor espanhol Abraham Mateo dar continuidade à caminhada pela independência musical com “Are You Ready?”, seu 4º disco de inéditas. Movido pelo carro-chefe “Old School”, o material gravado e promovido pela “Sony Music Spain” foi liberado para compra na última semana (13/11) e surpreende o ouvinte ao fazer um bem bolado entre as línguas espanhola e inglesa. Com apenas 17 anos, Mateo parece querer seguir os passos de Enrique Iglesias e cada vez mais tem investido pesado na divulgação de seus trabalhos pelo continente norte-americano. Apesar de não inovar em nada e se mostrar um lançamento bem genérico (mais do mesmo), no fim das contas “Are You Ready?” se faz uma ótima dica para quem curte o teen-pop de outros astros da atual geração de cantores, como Austin Mahone e Cody Simpson. Destaque para a faixa “If I Can’t Have You”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “OLD SCHOOL”.


Ben Haenow – Ben Haenow

Saindo vitorioso da 11ª edição do reality britânico “The X Factor”, o álbum homônimo de Ben Haenow é o 1º gravado pelo novato sob o selo da “Syco Music” e da “RCA Records”, disponível para compra desde o dia 13/11. Recebendo o apoio da 1ª “American Idol” Kelly Clarkson, “Second Hand Heart” foi a canção escolhida para abrir a divulgação do trabalho e acabou sendo liberada em forma de dueto pelos talentosos cantores. Trazendo 10 faixas na edição standard e 14 na deluxe, “Ben Haenow” conta com composições de Ryan Tedder, Benny Blanco e do próprio Ben, quem escreveu a maior parte das músicas que compõem o CD. Fazendo uma brecha no atual movimento mainstream que tem dominado as rádios de todo o planeta, o disco foi moldado pelo pop-rock e soa como uma amostra do que de melhor rolou há anos atrás nas paradas de sucesso. Pouco interessante, mas um ótimo começo para um nome tão jovem que ainda tem muito a aprender (por mais músicas como “Greatest Mistake” e menos como “Make It Back to Me”). Destaque para “One Night”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “SECOND HAND HEART”.


Kylie Christmas – Kylie Minogue

13º disco de inéditas lançado pela australiana Kylie Minogue na semana passada (13/11) com o apoio da “Parlophone” e da “Warner Bros. Records”, “Kylie Christmas” traz uma coletânea de diversos clássicos da música natalina já regravadas por inúmeros cantores populares da indústria com outras 6 faixas inéditas compostas pela própria Kylie. Destaque para “100 Degrees”, o dueto com a irmã mais nova da veterana, Dannii Minogue. Não deixe de ler agora mesmo o nosso especial exclusivo sobre o “Kylie Christmas”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “100 DEGREES”.


Made in the A.M. – One Direction

Dando sequência aos seus projetos musicais (mas desta vez sem Zayn Malik), o quarteto formado por Harry, Louis, Niall e Liam divulgaram para o mundo seu 5º álbum de estúdio há 8 dias (13/11) com o objetivo de fazer de “Made in the A.M.” um dos seus trabalhos mais ecléticos, maduros e bem vistos pelo público geral. Destaque para a faixa “What I Feeling”. Não deixe de ler, ainda, o nosso especial exclusivo sobre o “Made in the A.M.”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “PERFECT”.


Purpose – Justin Bieber

Impressionando com uma versatilidade jamais vista antes, Justin Bieber foi capaz de recriar toda sua sonoridade com o lançamento de “Purpose”: seu 4º álbum de estúdio que estreou na semana passada (13/11) sob a proteção da “Def Jam Recordings” e traz inúmeras parcerias de ouro com cantores, compositores e produtores. Destaque para a faixa “I’ll Show You”. Não deixe de ler, também, o nosso especial exclusivo sobre o “Purpose”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “MARK MY WORDS”.


RELANÇAMENTOS

Title (Special Edition) – Meghan Trainor

Relançamento do 1º álbum de estúdio da novata Meghan Trainor que estreou no mercado em 9 de janeiro de 2015, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 15 músicas já conhecidas da edição deluxe, “Title (Special Edition)” traz 4 faixas bônus – “Good to Be Alive”, “What If I (Guitar Version)”, “Title (Acoustic)” e “I’ll Be Home” – além dos vídeos gravados para os singles “Title”, “All About That Bass”, “Dear Future Husband” e “Like I’m Gonna Lose You”; e os bastidores destes 3 últimos. Destaque para a faixa “I’ll Be Home”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “DEAR FUTURE HUSBAND”.


Nick Jonas X2 – Nick Jonas

Relançamento do 2º álbum de estúdio do Nick Jonas em carreira solo que estreou no mercado em 10 de novembro de 2014, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 14 músicas já conhecidas da edição deluxe, “Nick Jonas X2” traz 3 faixas bônus – “Levels”, “Area Code” e “Good Thing” (feat. Sage the Gemini) – e 4 novos remixes: “Chains (feat. Jhené Aiko)”, “Jealous (feat. Tinashe)”, “Teacher (Young Bombs Remix Radio Edit)” e “Levels (Alex Ghenea Radio Edit)”. Destaque para a faixa “Area Code”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “AREA CODE”.


Handwritten (Revisited) – Shawn Mendes

Relançamento do 1º álbum de estúdio do novato Shawn Mendes que estreou no mercado em 14 de abril de 2015, uma nova versão contendo material inédito foi disponibilizada nesta última quinta-feira, 20/11. Incluindo todas as 12 músicas já conhecidas da edição standard (porém “Kid in Love”, “I Don’t Even Know Your Name”, “Strings”, “Aftertaste” e “A Little Too Much” tiveram suas versões de estúdio substituídas por versões ao vivo gravadas de uma apresentação do cantor realizada no “Greek Theater”), “Handwritten (Revisited)” traz ainda 4 faixas bônus inéditas: “I Know What You Did Last Summer” (feat. Camila Cabello), “Act like You Love Me”, “Running Low” e “Memories”. Destaque para a faixa “I Know What You Did Last Summer”.

ASSISTA AO VIDEOCLIPE DE “I KNOW WHAT YOU DID LAST SUMMER”.


Para você, quais foram os melhores álbuns lançados durante este intenso ano de 2015? Deixe as suas respostas no campo para comentários mais abaixo e fique de olho por aqui para conferir muito mais sobre música pop.