“Especial Halloween”: comemore o “Dia das Bruxas” com as nossas dicas de filmes, games e muito mais

Hoje, 31 de outubro, no último dia do mês, é comemorado nos países anglo-saxões um dos eventos mais tradicionais e populares de todo o globo terrestre: o Halloween (ou, para nós, o “Dia das Bruxas”). Originado da cultura celta (povo que habitou grande parte da Europa durante o segundo milênio a.C.), o fenômeno cultural que antecede o “Dia de Todos os Santos” nasceu como uma “preocupação” que este antigo povo detinha ao ansiar que o mundo viesse a ser atentado por fantasmas e demônios às vésperas do 1º de novembro, uma data representada pelo sagrado e pela positividade.

Atualmente difundido por crianças e adolescentes que se fantasiam e batem às portas das casas para pedir doces em troca de bom comportamento (ou seja, para não pregarem uma peça no morador), a celebração nos remete aos tempos em que as pessoas se utilizavam de máscaras e disfarces para passarem despercebidas pelos espíritos que vagariam pela Terra na ocasião. Marcado pela presença do horror e do sobrenatural, muitas são as lendas e histórias que acompanham esse período comemorativo, muitas das quais podem ser acompanhadas por meio deste link.

A seguir, relacionei algumas dicas de músicas, games, filmes e livros que você não poderá deixar de conferir nesse dia tão especial para fazer do seu “Dia das Bruxas” um momento muito mais inesquecível, aterrorizante e divertido.

ALA MUSICAL

MENÇÕES HONROSAS: “Thriller”, do Michael Jackson // “Fine Again”, do Seether // “Call Me When You’re Sober”, do Evanescence.

“Just Tonight”, com o The Pretty Reckless:

A banda formada por Taylor Momsen e companhia ainda estava no seu disco debut de inéditas quando “Just Tonight” foi escolhida como 3º single do “Light Me Up” e ganhou um clipe bem característico dessa época do ano dirigido por Meiert Avis (o mesmo de “Make Me Wanna Die” e “Miss Nothing”). Com um visual bem gótico que nos remete à toda obscuridade do rock alternativo produzido pelos caras, a vocalista do grupo pode ser vista queimando flores e doando de seu sangue para uma tinta especial enquanto os outros integrantes tocam seus instrumentos em um cenário digno de um filme de terror clichê dos anos 90. Composta por Taylor Momsen, Ben Phillips e Kato Khandwala (e ganhando a produção deste último), a poderosa música foi bem aceita pelos críticos musicais que elogiaram bastante os vocais da cantora.

ASSISTA AO CLIPE DE “JUST TONIGHT”, DO THE PRETTY RECKLESS.


“If It’s Alright”, com a Lindsay Lohan:

Intercalando várias cenas de “Eu Sei Quem Me Matou?”, filme de suspense estrelado por Lindsay Lohan em 2007, a 7ª faixa do disco “A Little More Personal (Raw)”, de Lilo, é o tema deste vídeo elaborado por um fã que une a carreira cinematográfica da moça à musical. Apesar de a sua letra não condizer em nada com o que é mostrado em vídeo, o fan made surge como uma espécie de justiça à excelente balada gravada por Lohan em 2005 e que não ganhou nenhum destaque quando da divulgação do seu 2º disco de inéditas. Composta por Lindsay ao lado de Kara Dioguardi e Butch Walker (e produzida pelos dois últimos), “If It’s Alright” nos mostra que, apesar de ter obtido pouco êxito em sua discografia, se mostra um dos trabalhos mais honestos e profundos da bad girl mais querida e idolatrada de Hollywood.

ASSISTA AO FAN VIDEO DE “IF IT’S ALRIGHT”, DA LINDSAY LOHAN.


“Electric Chapel”, com a Lady Gaga:

Quando se trata de Lady Gaga e do seu 2º álbum, o “Born This Way”, é fato que muitas de suas faixas poderiam ocupar um espacinho nesse especial de Halloween, mas essa apresentação de “Electric Chapel” realizada em Manila, capital das Filipinas, ganha destaque por sua maestria. Influenciando-se pelas batidas do heavy metal e pelos elementos da eurodance, a 12ª canção do material (14ª da edição especial com conteúdo bônus) merece a nossa atenção por trazer os marcantes vocais da cantora unidos à toda obscuridade trabalhada por Gaga na criação e divulgação do “Born This Way”. Composta por sua intérprete conjuntamente ao DJ White Shadow (e produzida por ambos), em “Electric Chapel” a loira canta sobre a enigmática capela elétrica: “um lugar seguro aonde você pode encontrá-la para lhe entregar algo especial”.

ASSISTA A APRESENTAÇÃO AO VIVO DE “ELECTRIC CHAPEL”, DA LADY GAGA.

ALA ELETRÔNICA

MENÇÕES HONROSAS: “Parasite Eve” // “Silent Hill 2” // o recente “Until Dawn” (leia o nosso artigo).

Silent Hill:

Não sou eu que digo que “Silent Hill”, o clássico do PSOne, é um dos jogos de horror mais consagrados de todos os tempos pelos fãs do terror e do suspense, mas sim o próprio público amado. E, apesar de já ter rendido mais de 10 títulos bem populares entre os fiéis seguidores da franquia, o primeiro deles, lançado lá em 99, continua sendo definitivamente o mais respeitado e indicado para quem curte ambientes claustrofóbicos somados à muita pressão psicológica. Apesar de ter os piores gráficos e a jogabilidade mais limitada de qualquer outro lançamento da obra, “Silent Hill” prende o jogador por conta de sua criatividade absurda e enredo diabólico. Sob o comando de Harry Mason, você terá de enfrentar muitos desafios para encontrar sua filha desaparecida enquanto foge da sombria névoa de Silent Hill que engole tudo o que vê pela frente como um buraco negro de ódio, sangue e muita carnificina. “Terror em Silent Hill” e “Silent Hill: Revelação” são as duas adaptações cinematográficas inspiradas no 1º e 3º games da série.

ASSISTA A UM TRECHO DE “SILENT HILL”.


Five Nights at Freddy’s 4:

Liberado neste ano para PC, Android e iOS, o 4º lançamento da série “Five Nights at Freddy’s”, criada por Scott Cawthon, é de longe o mais assustador de todos os títulos que precederam o 1º game, lançado em agosto do ano passado. Seguindo a mesma modalidade dos jogos anteriores, o jogo em 1ª pessoa é dessa vez controlado por um garotinho que está trancado em seu quarto tentando escapar dos já conhecidos animatronics da “Freddy Fazbear’s Pizza”. Baseando-se no mesmo esquema de sustos inesperados, a diferença deste games dos demais está na ausência das já conhecidas câmeras de vigilância (que te avisavam quando os inimigos se aproximavam) e na aparência dos robôs, que agora estão muito mais horripilantes.

ASSISTA A UM TRECHO DE “FIVE NIGHTS AT FREDDY’S 4”.

ALA FILMOGRÁFICA

MENÇÕES HONROSAS: “Eu Sei [e Eu Ainda Sei] o que Vocês Fizeram no Verão Passado” // “O Chamado 1 e 2” // a franquia “Pânico” // a comédia “Todo Mundo em Pânico 1, 2 e 3”.

Abracadabra:

A comédia da “Disney” estrelada por Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy é a dica perfeita para quem curte o Halloween mas não gosta de acompanhar os clássicos do terror regados a inúmeros banhos de sangue e vísceras. “Hocus Pocus”, no original, foi lançado em 1993, e, apesar de não ter conquistado as graças da crítica especializada na época de sua estreia, construiu no decorrer dos anos uma imensa legião de fãs, sendo hoje considerado um clássico cult. Dirigido por Kenny Ortega (o mesmo da trilogia “High School Musical”), o longa conta a história das irmãs Sanderson, sacrificadas há 300 anos pela prática de bruxaria e que retornam do além após serem invocadas por um pequeno grupo de crianças. Tendo apenas algumas horas para roubar a energia vital de toda a criançada da cidade, Winnie, Sarah e Mary terão de se adaptar ao mundo moderno enquanto colocam em prática o seu maquiavélico plano para permanecerem vivas definitivamente. Uma sequência do filme foi cogitada no ano passado, mas logo depois foi revelado que, na verdade, o novo projeto desenvolvido por Tina Fey (a professora Sharon Norbury de “Meninas Malvadas”) trata-se de uma spin-off.

ASSISTA A UM TRECHO DE “ABRACADABRA”.


Elvira, a Rainha das Trevas:

Outra comédia super recomendada para este “Dia das Bruxas” (e liberada para o público em 1988) é “Elvira, a Rainha das Trevas”, o primeiro longa-metragem estrelado por Cassandra Peterson sob o seu alter ego popularmente conhecido no mundo todo. Saindo do mundo da televisão para ganhar o seu próprio filme, “Elvira, a Rainha das Trevas” narra a história de Elvira, uma apresentadora de TV que vivia pacatamente como anfitriã de um programa decadente e que recebe a notícia do falecimento de uma tia, até então desconhecida pela moça. Indo para Fallwell, interior de Massachusetts, no local ela não demorará para descobrir que os bens herdados de sua tia, Morgana, são muito mais especiais do que aparentam ser (e que muita gente está de olho na sua herança, e não apenas em seu corpo escultural). Antes de estrelar o projeto, Peterson já trabalhava como apresentadora do canal “KHJ” (assim como é representado no começo do filme), dando vida ao “Movie Macabre”: uma apresentação semanal com as obras do terror.

ASSISTA A UM TRECHO DE “ELVIRA, A RAINHA DAS TREVAS”.


As Bruxas de Eastwick:

Lançado em 1987 e baseado na novela de John Updike de mesmo nome, o longa-metragem estrelado pela nata hollywoodiana Jack Nicholson, Cher, Susan Sarandon e Michelle Pfeiffer não poderia ter rendido um resultado mais empolgante e atrativo que o retratado em “As Bruxas de Eastwick”. Bem aceito pelas críticas, a saga de três bruxas que se apaixonam pelo mesmo homem foi nomeada à 2 categorias do “Oscar” de 88 e venceu diversas outras em premiações como o “BAFTA” e o “Saturn Awards”. Alexandra, Jane e Sukie sempre sonharam em encontrar sua alma gêmea, até que, de repente, o desejo inesperado se torna realidade quando Daryl Van Horne aparece em suas vidas como uma prece atendida. O que elas não sabem é que o cara boa pinta vivido por Nicholson lhes causará muitos mais problemas do que meros contratempos com poções mal preparadas ou simpatias que não funcionam. Destaque para a atuação fascinante da cantora (e esporadicamente atriz) Cher.

ASSISTA A UM TRECHO DE “AS BRUXAS DE EASTWICK”.


A Hora do Pesadelo:

Por mais que “Sexta-feira 13”, “O Iluminado”, “Poltergeist” e “O Exorcista” sejam obras muito procuradas nessa época do ano por todos que curtem os clássicos dos anos 70 e 80, o Halloween aqui do Caí da Mudança não seria o mesmo se deixássemos de lado o aterrorizante “A Hora do Pesadelo”. Ganhando 7 títulos principais memoráveis, um crossover bem mediano e um remake que jamais deveria ter saído do papel, a história de Freddy Krueger, o assassino de crianças da Elm Street, continua sendo mesmo nesta década um clássico do terror que precisa ser visto e revisto por todos os amantes do “Dia das Bruxas”. Eu estaria mentindo se dissesse que todos os lançamentos da série principal são tão bons quanto o 1º (que ganhou os cinemas de todo o mundo em 1984), mas vale mencionar que “A Hora do Pesadelo 2, 3 e 7” são filmes imprescindíveis para todos que gostariam de conhecer um pouco mais sobre uma das franquias mais queridas do “terror B”. O que dizer do encantador Robert Englund, ator responsável por imortalizar um dos vilões mais temidos da história da humanidade criado pelo gênio dos cinemas Wes Craven?

ASSISTA A UM TRECHO ICÔNICO DE “A HORA DO PESADELO”.


Olhos Famintos:

Escrito e dirigido por Victor Salva, o lançamento de 2001 que teve seu título original inspirado na música de jazz “Jeepers Creepers”, de 1938, é outro trabalho da última década que merece um pouco da nossa atenção nesta publicação. Diz uma lenda local que a cada 23 primaveras, durante 23 dias, uma criatura conhecida como The Creeper (algo como O Rastejador) sai de um profundo estágio de hibernação para se alimentar de seres humanos. Movido por um incontrolável faro que pode detectar suas vítimas há distâncias inexplicáveis, os irmãos Trish e Darry (interpretados por Gina Philips e Justin Long) se metem em apuros ao tentar investigar os hábitos do misterioso ser após um encontro nada amigável nas estradas do Nebraska. Uma sequência passando-se 3 dias após os eventos do 1º filme foi liberada em 2003, tornando-se tão querida pelos fãs da trama quanto o original (além de ter introduzido Jonathan Breck mais uma vez como o nojento The Creeper).

ASSISTA A UM TRECHO DE “OLHOS FAMINTOS”.


Invocação do Mal:

Invalidando completamente aquela conversa de que “não se faz mais filmes de terror como antigamente”, a produção dirigida por James Wan e com roteiros de Chad Hayes e Carey W. Hayes surgiu em 2013 para dar um tapa na cara de todos que duvidavam do potencial das atuais obras do horror. Baseado em fatos reais, “Invocação do Mal” traz a história de Ed e Lorraine Warren, o casal de paranormais mais famoso dos EUA vivido nas telonas dos cinemas pelos talentosos Patrick Wilson (“Sobrenatural” e “Sobrenatural: Capítulo 2”) e Vera Farmiga (“Bates Motel”). Passando-se em 1971 e investigando um recente caso que lhes foi proposto, os Warren encontram diversos eventos sobrenaturais que colocarão em risco a vida de todos que adentrarem a sinistra propriedade rural recém adquirida pela família Perron. Mesmo rejeitado por grande parte do público que aprovou “Invocação do Mal”, um spin-off nomeado “Annabelle” foi lançado um ano após o 1º longa trazendo a história da boneca que faz figuração na obra de James Wan. “Invocação do Mal 2” já foi confirmado e tem data de lançamento agendada para junho de 2016.

ASSISTA A UM TRECHO DE “INVOCAÇÃO DO MAL”.

ALA LITERÁRIA

MENÇÕES HONROSAS: apesar de não tê-los lido (ainda), “A Coisa” // “O Iluminado” // “O Cemitério”, todos do Stephen King, foram muitas vezes recomendado a mim por diversas pessoas (destaque às suas respectivas adaptações cinematográficas, consagradas por quem curte o gênero como clássicos inestimáveis do terror).

A Máscara Monstruosa (Goosebumps):

Para encerrar o nosso especial de Halloween aqui do Caí da Mudança, trago a vocês um livro que li há muitos e muitos anos, mas que jamais saiu da minha memória de pequeno fã adorador do lado sobrenatural da vida. “A Máscara Monstruosa” é a 11ª novela escrita por R. L. Stine para a série “Goosebumps”, uma coletânea que inclui 62 obras de terror destinadas ao público infantojuvenil. Publicada pela 1ª vez em 1993 pela “Scholastic Corporation” (e por aqui pelas editoras “Fundamento” e “Abril”), o livro narra a história de Carly Beth, uma garota que resolve se vingar de alguns amigos que a vivem zoando e pregando peças de mal gosto. Visitando uma loja de máscaras de Halloween, Carly “invade” uma sala proibida do estabelecimento e decide levar para casa uma máscara um tanto quanto assustadora demais. Mesmo sendo alertada pelo dona da loja a desistir do negócio, a garota persiste e, sem querer, descobre que algumas coisas não deveriam jamais ser experimentadas. Inspirando outras três sequências (“O Grito da Máscara Assombrada”, “A Máscara Monstruosa II” e “Wanted: The Haunted Mask”, estes 2 últimos sem publicação no Brasil), “A Máscara Monstruosa” é uma ótima indicação para quem gosta de uma leitura leve e agradável, mas muito instigante. OBS.: já está disponível nos cinemas brasileiros “Goosebumps: Monstros e Arrepios”, filme inspirado na franquia de R. L. Stine (saiba mais).

ASSISTA A UMA ADAPTAÇÃO DO LIVRO PARA VHS.

Outras dicas de livros para o Halloween podem ser conferidas neste vídeo do canal “Perdido nos Livros”, do Eduardo Cilto.

E aí, curtiu as nossas indicações para curtir o “Dia das Bruxas”? E você, quais são as suas obras favoritas para essa data comemorativa tão pouco divulgada aqui no nosso país? Deixe as suas dicas aí nos comentários.

Talvez você se interesse também por: 13 grandes clássicos do terror // O pesadelo chega ao fim! Nós sentiremos a sua falta, Wes Craven // 13 grandes filmes de comédia que marcaram a infância // os meus 13 jogos favoritos para PSOne (parte 2).

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1/7: Os meus 72 discos favoritos – LIGHTS OFF

2. Lights Off

LIGHTS OFF foi o bloco escolhido para abrir nosso especial sobre os meus 72 discos favoritos por razões óbvias de eu ser uma gótica experimental rainha das trevas usuária de roupas pretas, e pra dizer bem a verdade também não sei o porquê disso, apenas senti que seria uma boa forma de começarmos.

Luz e trevas são dois extremos que sempre caminharam lado a lado assim como tantos outros opostos, mas isso não quer dizer que tudo o que é bom está posicionado para o lado mais claro e o que é ruim para o mais escuro. Foi exatamente isso que tentei expressar por meio desta publicação.

Durante o decorrer de todo o texto, tentei relacionar aqui trabalhos sólidos, consistentes, que trazem em sua essência uma experiência de vida nem sempre bem resolvida. De decepções amorosas para uma busca pela independência de sua personalidade, os artistas aqui retratados, da sua maneira, tentaram quebrar os moldes e mostrar vulnerabilidade sem perder o controle de suas carreiras, e por isso provaram ser verdadeiros ícones da música contemporânea.

Com esta playlist, busquei levar ao leitor uma dica de som para se ouvir sem sair de casa, debaixo dos cobertores ou apenas jogado no sofá, curtindo a vibe, só relaxando de todo o estresse do dia-a-dia que consome nossos corpos e nossas mentes. A minha parte está feita, agora é com você! Ah, e antes que eu me esqueça: faça tudo isso, mas não se esqueça de apagar as luzes!


01. BLACKOUT – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2007;

Singles: “Gimme More”, “Piece Of Me” e “Break The Ice”;

Não deixe de ouvir também: “Heaven On Earth”, “Toy Soldier”, “Perfect Lover” e “Why Should I Be Sad”.

É um tanto quanto curioso que o melhor álbum da legendária Miss Britney Spears tenha sido gravado e lançado na fase mais obscura de sua vida, vocês não acham? Superando um divórcio conturbado e aprendendo a lidar com a nova vida de mãe solteira pressionada pela máfia dos tabloides, Spears fez muito bem ao tomar as rédeas de seu 5º disco de inéditas atuando como a única diretora executiva do trabalho. “Blackout” é tão influente em sua discografia que é inevitável não compará-lo com os discos que o sucederam, que querendo ou não sofreram uma leve decaída sonora. Por mais que o disco “Britney”, lá de 2001, tenha sido um divisor de águas que nos apresentou uma Britney mais sexualizada (mas ainda não tão amadurecida), “Blackout” foi o responsável por nos introduzir uma cantora completamente nova para nossos ouvidos! Como uma fênix negra e sedenta para nos contar a sua verdadeira história de vida, “Blackout” sussurra em seus sintetizadores bem posicionados que Britney, pela primeira vez, nos revelou ser um ser humano digno de respeito, admiração e muita aclamação.


02. Dignity02. DIGNITY – HILARY DUFF

Gravadora: Hollywood Records, 2007;

Singles: “Play With Fire”, “With Love” e “Stranger”;

Não deixe de ouvir também: “Dignity”, “Gypsy Woman”, “No Work, All Play” e “Happy”.

Hilary Duff passou sua adolescência gravando diversos filmes e discos voltados para o público mais jovem, e isso foi fundamental para consagrar seu nome entre meninas e meninos do mundo inteiro. Porém, é natural do ser humano querer se desprender do passado e abraçar o presente, e não poderia ter sido diferente com a cantora – que já não era mais uma garotinha de 16 anos. Agora uma jovem mulher de seus quase 20 anos, foi também em 2007 que a eterna Lizzie McGuire tingiu seus cabelos de escuro e liberou para seus fãs o seu 4º álbum de estúdio, “Dignity”. Seguindo os passos de Madonna e Britney Spears, Hilary abandonou de vez o pop-rock e decidiu apostar todas suas fichas no electropop, o que mais tarde se provou a escolha mais sensata de sua carreira musical. Compondo 13 das 14 faixas de “Dignity” (fato este também inédito em sua discografia), o disco surgiu no mercado como um verdadeiro tapa na cara de todos aqueles que diziam ser a cantora um produto do meio desprovido de qualquer talento nato! Go girl, e que venha o “Dignity 2.0”.


03. Bittersweet World03. BITTERSWEET WORLD – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: Geffen Records, 2008;

Singles: “Outta My Head (Ay Ya Ya)” e “Little Miss Obsessive”;

Não deixe de ouvir também: “No Time For Tears”, “Ragdoll”, “What I’ve Become” e “Murder”.

Desde o incidente no “Saturday Night Live”, em 2004, quando Simpson se utilizou de um playback mal executado para uma apresentação no programa devido a problemas vocais, muito se subestimou os trabalhos musicais da cantora, e isso foi algo que a acompanhou ao longo dos anos. Todavia, sempre bem disposta a demonstrar o contrário, Ashlee fez magia nos estúdios de gravação ao elaborar “Bittersweet World”, seu 3º da carreira. Menos pessoal que os anteriores, o álbum soa mais genérico e divertido que “Autobiography” e “I Am Me”, mas ainda se mostra bem estruturado e despretensioso, nos apresentando um lado de Simpson mais natural e bem a vontade consigo mesma. Se rendendo as batidas suaves e dançantes, Ashlee deixa claro que não possui o talento vocal de sua irmã, Jessica, mas enfatiza que é mestre na produção de álbuns e que sabe compor como ninguém.


04. Born This Way04. BORN THIS WAY – LADY GAGA

Gravadora: Interscope Records, 2011;

Singles: “Born This Way”, “Judas”, “The Edge Of Glory”, “Yoü And I” e “Marry The Night”;

Não deixe de ouvir também: “Government Hooker”, “Scheiße”, “Heavy Metal Lover” e “Electric Chapel”.

Após dominar as pistas de dança do mundo inteiro com o disco “The Fame” e seu EP posterior, “The Fame Monster”, Lady Gaga precisava de um novo material para dar sequência a sua trajetória na indústria fonográfica, e “Born This Way” foi a decisão tomada pela garota prodígio. Abrindo alas com a polêmica faixa-título – acusada por muitos de conter plágio descarado de um hit antigo da Madonna -, Gaga deixou as fofocas de lado e se manteve forte na divulgação do seu 2º disco de inéditas. Conseguindo superar toda a obscuridade trabalhada na sua era Monster, Stefani Germanotta caprichou ao trazer instrumentais totalmente improváveis no novo material, trabalhando arduamente na produção e divulgação de cada detalhe e performance que chegou a encabeçar. Cada vez mais independente e dona de si, Lady Gaga mostra para o mundo que a cada lançamento a sua imagem é renovada e uma nova faceta é trazida a tona, por mais que algumas bizarrices do começo da carreira jamais abandonem o seu dia-a-dia.


05. Impossible Princess05. IMPOSSIBLE PRINCESS – KYLIE MINOGUE

Gravadora: Deconstruction Records, 1997;

Singles: “Some Kind Of Bliss”, “Did It Again”, “Breathe” e “Cowboy Style”;

Não deixe de ouvir também: “Too Far”, “I Don’t Need Anyone”, “Limbo” e “Dreams”.

“Impossible Princess” está para Kylie Minogue assim como “Blackout” está para Britney Spears! 10 anos antes da “Princesinha do Pop” ter alguns surtos, raspar a própria cabeça e agredir um paparazzo, Kylie Minogue não andava em sua melhor fase quando gravou e liberou seu 6º álbum de estúdio, em 1997. Sofrendo uma profunda depressão e crise de identidade (leia mais sobre isso acessando este link), você pode notar que dificilmente a australiana inclui as faixas deste disco nas setlists de suas turnês mundiais – o que é realmente uma pena. Inspirando-se no trip-hop, indie rock e folk, este foi o primeiro trabalho em que Kylie resolveu tomar as rédeas de sua imagem criativa e palpitar na nova direção que a guiava, compondo todas as músicas do álbum e chegando a produzir algumas. Mais audaciosa do que nunca, é válido dizer que esta joia rara mal compreendida da discografia de Minogue veio para reforçar que a jovem estrela da novela “Neighbours” é uma mulher que possui a capacidade de tirar o fôlego de qualquer um.


06. A Little More Personal (Raw)06. A LITTLE MORE PERSONAL (RAW) – LINDSAY LOHAN

Gravadora: Casablanca Records, 2005;

Singles: “Confessions Of A Broken Heart (Daughter To Father)”;

Não deixe de ouvir também: “I Live For The Day”, “If It’s Alright”, “Fastlane” e “Edge Of Seventeen”.

Foi acompanhada da já experiente Kara DioGuardi que Lindsay Lohan atuou como produtora executiva de seu 2º trabalho musical, o sombrio “A Little More Personal (Raw)”. Cansada da imagem de “boa moça” que conquistou ao estrelar diversos longa-metragens para o império de Mickey Mouse, a nossa bad girl favorita de Hollywood precisava de uma válvula de escape para dizer às pessoas que não era tão inocente assim. Foi dessa maneira que “Personal” caiu como uma luva bem em suas mãos. Afastando-se um pouco da música que costumava fazer no começo de sua carreira, o novo material fala por si em músicas como “I Live For The Day” e “If It’s Alright”, a parte mais profunda desta nova era. Utilizando-se de algumas batidas do rock e do pop mais intensas e inovadoras, sua voz soa mais clara e bem trabalhada neste álbum, caminhando em contrapartida aos vocais agressivos apresentados em seu disco debut. “A Little More Personal (Raw)” nos faz refletir que Lindsay nunca teve a ambição de ser uma grande vocalista, apesar de já ter participado de algumas boas performances ao vivo. Mas num mundo de cantoras que usam e abusam de autotune para sobreviver à demanda dos dias de hoje, será que a cantora não conseguiria lidar facilmente com isso sem precisar recorrer aos artifícios dos estúdios de gravação?


07. Light Me Up07. LIGHT ME UP – THE PRETTY RECKLESS

Gravadora: Interscope Records, 2010;

Singles: “Make Me Wanna Die”, “Miss Nothing” e “Just Tonight”;

Não deixe de ouvir também: “My Medicine”, “Since You’re Gone”, “Light Me Up” e “You”.

Eu duvido que quem chegou a acompanhar a série “Gossip Girl” – e se deliciava com as cenas da pequena Jenny Humphrey – já conseguiu imaginar a atriz Taylor Momsen como uma estrela do rock. Abandonando a série para trabalhar com mais afinco em sua banda, o The Pretty Reckless (apesar de os boatos serem bem mais cruéis), o primeiro álbum do grupo balançou as paradas musicais do Reino Unido em pleno 2010, quando o lead single foi liberado meses antes do lançamento oficial do “Light Me Up”. Levando o seu rock alternativo para os jovens de todo o mundo, a troca de imagem de Momsen parece ter sido uma boa escolha não só para os seus fãs mais fieis como também para a própria cantora, que passou a agir mais naturalmente para onde quer que se apresentasse. Mostrando que tem talento e que está bem disposta para consolidar sua carreira na indústria fonográfica, “Light Me Up” é uma ótima escolha de álbum para quem curte um rock mais suave e que ainda não conhece o trabalho do The Pretty Reckless.


08. Perfectionist08. PERFECTIONIST – NATALIA KILLS

Gravadora: Interscope Records, 2011;

Singles: “Mirrors”, “Wonderland”, “Free” e “Kill My Boyfriend”;

Não deixe de ouvir também: “Break You Hard”, “Love Is A Suicide”, “Superficial” e “Nothing Lasts Forever”.

Chamada por muitos de “a nova Lady Gaga”, “Perfectionist” foi o disco responsável por introduzir a novata Natalia Kills no mercado musical, em 2011. Com o apoio de will.i.am – principal produtor a ajudar Kills no início de sua carreira, tendo inclusive atuado como um dos coprodutores do primeiro álbum da inglesa -, Natalia sempre marcou sua arte com uma forte imagem criativa, deixando claro para todos que não era apenas uma estrela qualquer. Agraciada com sua leve e incisiva voz, foi acompanhada de uma megaprodução que a jovem britânica levou para seus fãs 15 grandes faixas eletrônicas (algumas mais que outras) e expressou sua vontade de dominar as baladinhas das grandes metrópoles e das cidades do interior. Sempre bem resolvida quanto a sua identidade como artista, Kills é um exemplo de profissional da música que sabe o que faz no estúdio e não peca ao conciliar o mainstream com a sua invejável capacidade de expressão.


09. Body Music09. BODY MUSIC – ALUNAGEORGE

Gravadora: Island Records, 2013;

Singles: “You Know You Like It”, “Your Drums, Your Love”, “Attracting Flies” e “Best Be Believing”;

Não deixe de ouvir também: “Outlines”, “Bad Idea”, “Superstar” e “Just A Touch”.

Uma descoberta ainda recente para mim, o disco aqui apresentado surgiu como a indicação de um grande amigo numa seleta lista de outros álbuns que ouvi e explorei há menos de um ano. Sem sombra de dúvidas o título que mais chamou a minha atenção, esta é uma produção que não poderia estar de fora deste especial! AlunaGeorge é um duo britânico formado por Aluna Francis e George Reid, em atividade desde 2012, responsáveis pela produção, composição e gravação das faixas presente no brilhante “Body Music”, o debut album dos caras. Seguindo os trilhos do synthpop, trip hop e UK garage, o álbum teve uma ótima estreia na “Terra da Rainha”, local onde Francis e Reid têm seu público principal, e um desempenho razoável em diversos países da Europa. Eu tenho certeza que é ouvindo este álbum que você se perguntará incessantemente assim como eu faço já há algum tempo: quando o mundo acordará para essa dupla maravilhosa e o AlunaGeorge receberá o seu tão merecido efeito-Adele?


10. Rabbits On The Run10. RABBITS ON THE RUN – VANESSA CARLTON

Gravadora: Razor & Tie Records, 2011;

Singles: “Carousel”, “I Don’t Want To Be A Bride” e “Hear The Bells”;

Não deixe de ouvir também: “Fairweather Friend”, “Dear California”, “Tall Tales For Spring” e “In The End”.

Conhecida pelo mega hit “A Thousand Miles”, o qual fez parte da trilha sonora do inesquecível filme “As Branquelas”, Vanessa Carlton decidiu se inspirar nas obras literárias de Stephen Hawking (“A Brief History of Time”) e Richard Adams (“Watership Down”) para o seu 4º álbum de inéditas, “Rabbits On The Run”. O interessante do projeto é que este é o primeiro trabalho independente lançado pela jovem wicca, gravado à época totalmente ao vivo no “Real World Studios”, em Londres. O álbum é tão surpreendente que soa como uma espirituosa coletânea de canções de ninar contemporâneas, mas completamente voltadas para o público adulto. “Carousel”, o carro-chefe, por exemplo, é uma refrescante música piano-pop que nos traz o melhor de Vanessa Carlton em tempos atuais: sua doce voz e os inseparáveis instrumentais estrategicamente bem colocados. Não é de hoje que a senhorita Carlton nos exibe sua genialidade, não é mesmo?


LIGHTS ON, o nosso segundo bloco, estará disponível em breve aqui no blog! Fique de olho e não perca.

Indo para o Inferno (ou não) com o The Pretty Reckless

The Pretty Reckless

Ainda seguindo pele caminho musical e, após duas publicações sobre música pop, achei que deveria mudar um pouco o estilo e dar uma esquentada no especial de hoje. A dica do dia vai para quem curte rock alternativo e o som feito por bandas jovens no mercado fonográfico (deixemos a velha guarda de lado por alguns instantes). Com base nisso, vamos falar hoje sobre o The Pretty Reckless.

Para quem não conhece, Reckless é uma banda formada em meados de 2009, em Nova Iorque, e tem como vocalista/guitarrista a jovem Taylor Momsen, de apenas 20 anos. Ben Phillips (guitarra, backing vocal), Mark Damon (baixo) e Jamie Perkins (bateria) completam a formação atual do conjunto.

Porém, antes de falarmos diretamente sobre a formação, vamos retornar alguns anos no tempo. Momsen começou a ganhar notoriedade com a sua presença em “Gossip Girl”, série que deu a ela o papel de Jenny Humphrey, em 2007. Atuando como personagem fixo até a quarta temporada (e fazendo uma participação especial na sexta), foi no fim de 2010 que surgiram boatos sobre uma até então suspensão da loira no programa de TV. Entre os supostos motivos, foi levantado que os “atrasos e comportamento desrespeitoso” da atriz levaram a sua saída da série.

Este vídeo foi carregado no YouTube e pode ser removido a qualquer momento.

Livre para seguir seu sonho na carreira musical, o primeiro trabalho da banda foi o auto intitulado EP, lançado em junho de 2010 contendo as faixas “Make Me Wanna Die”, “My Medicine”, “Goin’ Down” e “Zombie”. A crítica recebeu o material de maneira morna, sendo qualificado pela “Rolling Stone” como “música genérica”. Com produção de Kato Khandwala, o produtor participou ativamente no desenvolvimento do disco e, principalmente, na formação do “The Pretty Reckless”.

Após, é lançado, finalmente, o primeiro álbum de inéditas. “Light Me Up”, como foi batizado, trouxe 10 faixas (incluindo as outras quatro lançadas anteriormente no EP) e recebeu críticas positivas, incluindo surpreendentes 74/100 do “Metacritic”. O álbum, que estreou em #65 na “Billboard 200”, rendeu aos fãs os singles “Make Me Wanna Die”, “Miss Nothing” e “Just Tonight”.

Taylor Momsen, a vocalista
Taylor Momsen, a vocalista

“Make Me Wanna Die”, carro-chefe do disco, assim como o álbum, também foi muito bem recebida pela crítica. Fraser McAlpine, do portal “BBC Music”, chegou a comparar o som da banda ao de outras formações, como Paramore e Hole. Dando à música quatro em cinco estrelas, afirmou que “às vezes você apenas tem que reconhecer que uma música é boa, independentemente de quem canta”. “Die” chegou à posição #100 na “Billboard Hot 100” e ao #1 no “UK Rock Chart”. Na intro da música encontramos um sample “Lay All Your Love On Me”, do ABBA.

O próximo single, “Miss Nothing”, com uma sonoridade não menos audaciosa que o lead single, gerou certa polêmica com o lançamento do vídeo oficial (que você assiste aqui). Nas filmagens, vemos Momsen rolando numa mesa farta de comida e bebida que nos remete ao clássico quadro da “Última Ceia”, de Da Vinci – chegando inclusive, a servir água a seus “discípulos”. Há quem diga que o clipe faz referências ao satanismo (vide comentários feitos no YouTube), será? “Miss Nothing” chegou até a posição #39 do “UK Singles”.

O último single escolhido para encerrar (até então) os trabalhos do “Light Me Up” foi “Just Tonight”. O mesmo McAlpine que rasgou elogios a “Make Me Wanna Die” louvou os vocais de Taylor, comentando que a canção fala “sobre feridas no coração”. Alcançando o #11 no “UK Rock”, “Tonight” traz consigo um som melancólico, diferente do apresentado nos outros singles, e seu clipe foi divulgado em 28 de outubro de 2010, poucos dias antes ao Halloween.

“You” e “My Medicine”, que não chegaram a ser escolhidas como singles do álbum, ganharam videoclipes (para alegria dos fãs), estes divulgados em fevereiro e março de 2012, respectivamente, no canal VEVO da banda.

Cena de “Going to Hell”
Cena de “Going to Hell”

Assim, é lançado o segundo extended play do TPR, denominado “Hit Me Like a Man EP”, ainda em 2012. Trazendo três novas faixas e duas gravadas ao vivo retiradas do disco debut, o novo projeto atingiu a #44 da “US Billboard Rock Albums”. “Under The Water”, uma das novas músicas, foi utilizada numa versão na qual Taylor recita versos da letra para um vídeo da “Amp Rock TV”, no qual a moça aparece nua.

Com a era “Light Me Up” oficialmente encerrada, a banda não perdeu tempo e fez questão de lançar uma nova música de trabalho enquanto gravava o próximo álbum, ainda no começo de dezembro de 2012. “Kill Me”, divulgada até então como o primeiro single de “Going to Hell”, segundo disco de inéditas da banda, foi usada no último episódio da série “Gossip Girl”.

“Going to Hell”, novo carro-chefe do segundo álbum, marca a mudança de gravadora de Reckless (antes eles pertenciam a “Interscope Records”), fazendo parte, agora, da “Razor & Tie”. Lançada em setembro de 2013, o vídeo foi divulgado no YouTube no mês seguinte, mais uma vez causando estardalhaço por conta da letra e cenas gravadas para o clipe. “Por favor, me perdoe, padre, eu não tinha intenção de te chatear. O demônio está em mim, padre, ele está dentro de tudo que eu faço”, sussurra Momsen.

Por fim, chegou aos nossos ouvidos, em novembro passado, “Heaven Knows”, o segundo single da nova era. O novo vídeo, divulgado hoje na web pela cantora, ganhou vários screencaps via Twitter, tudo para criar ainda mais expectativa em cima do vídeo. A música, que traz um “coral” logo em seu início, surpreende e inova ao mesmo tempo, não deixando a desejar em sua produção (e mais uma vez ousando muito). “Oh, Senhor, o céu sabe que nosso lugar é bem lá embaixo”. É, parece que, realmente, Taylor e seus garotos estão dispostos a ceder seu lugar no paraíso por um lugar mais quente.

Você pode assistir ao clipe clicando neste link, caso o player acima falhe.

A tracklist do novo material juntamente com a capa foram divulgadas pela gravadora no mês passado. A expectativa em volta do álbum – que será lançado oficialmente no dia 14 de março – é grande e, a responsabilidade de superar o primeiro CD é imensa.

Os fãs, sem nenhuma sombra de dúvidas, estão sedentos por novas músicas, o que faz com que seja criada uma pressão vinda de todas as direções possíveis. Claro, se o restante do disco seguir os passos dos dois primeiros singles, não há dúvidas de que seremos agraciados com mais uma obra fantástica. E que este seja apenas mais um dos vários discos a serem gravados pela banda, que tem tudo pra deixar um legado na história e, quem sabe, ser lembrada daqui a 50 anos como uma das melhores de todos os tempos.