Os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás (parte 2)

Faz pouco mais de um ano que compartilhei por aqui a primeira parte de um especial que foi pioneiro para as nossas já frequentes playlists que trazem a vocês os melhores trabalhos da música pop internacional (relembre aqui). Hoje, dando sequência aos “10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás”, mas desta vez lançados sob o ano de 2005 (o título desta matéria não é uma mera coincidência), a publicação da vez tem como objetivo levar todos nós a um caminho de volta ao passado e à nostalgia, para uma época onde a música, definitivamente, era muito diferente.

Muitos dos títulos a seguir listados já ingressaram diversos de nossos outros especiais – como o “72 Discos” –, mas nem por isso deixarei de mencionar honrosos projetos que merecem um pouquinho da sua atenção e do nosso respeito por toda sua marca na história. A seguir, vamos descobrir quais são estes álbuns e o porquê de juntos formarem os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás:


PCD – THE PUSSYCAT DOLLS

Gravadora: “Interscope Geffen A&M Records”;

Lançamento: 13/09/2005;

Singles: “Don’t Cha”, “Stickwitu”, “Beep”, “Buttons”, “I Don’t Need a Man” e “Wait a Minute”;

Considerações: Foi com grande estilo que a segunda maior girlband do planeta (atrás apenas das inesquecíveis Spice Girls, é claro) fez a sua estreia no mundo da música com o multiplatinado “PCD”: disco responsável por trazer alguns dos maiores hinos que tivemos o prazer de conhecer há exatamente uma década. Seja pela pegada bem R&B do carro-chefe “Don’t Cha”, o soul romântico de “Stickwitu” ou o supererotismo de “Buttons”, as garotas do Pussycat Dolls podem não estar mais juntas hoje em dia, mas o que fizeram em um passado pouco distante com certeza marcou todos os adoradores da música pop internacional. Contudo, nem de rosas é formada a história do grupo feminino: foi em meio a diversos boatos sobre desentendimentos que a líder Nicole Scherzinger concedeu uma das declarações mais polêmicas de sua brilhante trajetória. Afirmando categoricamente que “gravou 95% dos vocais” presentes no primeiro trabalho da banda (inclusive os vocais de apoio), a morena acabou por se revelar o grande nome por detrás da banda e não demorou muito para sair em carreira solo. Não é à toa que a voz de Scherzinger se sobressaiu por todo o disco, não é mesmo?

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 99 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Buttons”.


REBIRTH – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: “Epic Records”;

Lançamento: 23/02/2005;

Singles: “Get Right” e “Hold You Down”;

Considerações: Não foi em vão que Jennifer Lopez decidiu batizar o seu 4º disco de inéditas com o nome “Rebirth”! Deixando para trás o fim do noivado com Ben Affleck e toda a superexposição gerada na mídia, Lopez percebeu que era o momento de retornar para os estúdios de gravação e liberou o novo material três anos após o bem sucedido “This Is Me… Then” (o qual ironicamente havia sido lançado e dedicado ao ex-noivo). Impulsionado pelo lead single “Get Right”, a música não demorou muito para se tornar um dos maiores hits da cantora e hoje se mostra um de seus trabalhos mais populares ao lado das clássicas “Jenny from the Block”, “Love Don’t Cost a Thing” e “If You Had My Love”. Combinando a música dance com o hip-hop dominante dos anos 2000 e o seu já conhecido R&B do início da carreira, JLo não hesitou ao caprichar nas indiretas e imortalizar toda sua angústia em hinos desperdiçados como “He’ll Be Back”, “(Can’t Believe) This Is Me” e “Ryde or Die”. “Encare a verdade, faça isso por você. Você vai sentir falta dele, mas os dias vão passar. Tente o seu melhor para não chorar e mantenha-se viva” – quem disse que músicas sobre coração partido são exclusividade da Adele?

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas superiores a 260 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Get Right”.


THE EMANCIPATION OF MIMI – MARIAH CAREY

Gravadora: “The Island Def Jam Music Group”;

Lançamento: 12/04/2005;

Singles: “It’s Like That”, “We Belong Together”, “Shake It Off”, “Get Your Number”, “Don’t Forget About Us” [presente na edição platinum], “Fly Like a Bird” [promocional] e “Say Somethin’”;

Considerações: Depois de passar por poucas e boas, ver sua vida particular de pernas para o ar e lidar com o fraco desempenho de seus dois últimos discos, a diva suprema dos anos 90 resolveu dar um tapa na poeira e deixou a tristeza de lado com “The Emancipation of Mimi”, seu 10º álbum de inéditas. Convidando alguns dos mais requisitados produtores e cantores da black music (como Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Nelly, Snoop Dogg e Twista), Carey não poupou esforços de elaborar o projeto que marcaria um renascimento não apenas de sua vida como cantora, mas também como figura pública. Liderada pela quente “It’s Like That”, o 10º álbum de Mariah foi ganhando força no decorrer dos meses até culminar em “We Belong Together”: a 2ª música de maior êxito da cantora na “Billboard Hot 100” (a qual chegou a passar 14 semanas não consecutivas em #1). “The Emancipation Of Mimi” foi relançado na chamada “Ultra Platinum Edition”, a versão que continha 5 novas músicas e o 5º single da bem sucedida era: a baladinha “Don’t Forget About Us”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 404 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “We Belong Together”.


B IN THE MIX: THE REMIXES – BRITNEY SPEARS

Gravadora: “Jive Records” e “Zomba Group of Companies”;

Lançamento: 22/11/2005;

Singles: “And Then We Kiss” [promocional apenas na Austrália e Nova Zelândia];

Considerações: Britney já continha em seu catálogo quatro grandes álbuns quando resolveu pegar alguns de seus maiores sucessos e reuni-los em uma coletânea de remixes a qual nomeou “B in the Mix: The Remixes”, lançada durante o outono norte-americano de 2005. Impulsionada pela recente “Someday (I Will Understand)” (liberada meses antes daquele mesmo ano) e a inédita “And Then We Kiss”, ambas compostas pela “Princesinha do Pop”, o disco conta com 11 canções remixadas que levam ao ouvinte o melhor das pistas de dança ao longo de ótimos 54 minutos. Trazendo 3 outras faixas que ficaram de fora da edição padrão mas que entraram para a versão japonesa do material (“Stronger”, “I’m Not a Girl, Not Yet a Woman” e outro remix de “Someday”), apesar de ter sido recebido de maneira morna pela crítica, o álbum se saiu bem nas vendas e é estimado que tenha ultrapassado 1 milhão de cópias por todo o mundo, 119 mil apenas em território estadunidense (dados de 2011). Uma continuação do “B in the Mix” bem menos cativante incluindo versões repaginadas dos singles extraídos dos álbuns “Blackout”, “Circus”, “The Singles Collection” e “Femme Fatale” foi lançada em 2011 com favoráveis vendas pelos EUA (9 mil apenas na primeira semana).

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard Dance/Electronic Albums” com vendas de 14 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe fan made de “And Then We Kiss (Junkie XL Remix)”.


CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR – MADONNA

Gravadora: “Warner Bros. Records”;

Lançamento: 11/11/2005;

Singles: “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”;

Considerações: 2005 foi mesmo um ano de grandes retornos para as veteranas da música pop! “Confessions on a Dance Floor”, o 10º álbum de inéditas da “Rainha do Pop”, foi o título recebido pelo trabalho que nos trouxe as impecáveis “Sorry” e “Hung Up” (essa última recebendo samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, o hino atemporal do ABBA). Estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas e seguem em uma única sequência, como se tudo fosse uma música só), a maior influência de Madonna para o álbum foi a sonoridade dos anos 70 e 80 (Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), incluindo, para isso, suas produções ultramodernas. Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Eletrônico”. Produzido pela própria Madonna ao lado do sempre fiel Mirwais Ahmadzaï (com quem já havia trabalhado em “Music” e “American Life”) e Bloodshy and Avant (“Piece of Me” e “Toxic”, da Britney Spears), o disco traz ainda um dos maiores nomes que música eletrônica já viu em sua longa história: o prestigiado Stuart Price. Relembre o nosso post exclusivo comemorando os 10 anos do “Confessions on a Dance Floor”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 350 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Sorry”.


NUESTRO AMOR – RBD

Gravadora: “EMI Music”;

Lançamento: 22/09/2005;

Singles: “Nuestro Amor”, “Aún Hay Algo”, “Tras de Mí” e “Este Corazón”;

Considerações: Com uma pegada pop-rock característica do próprio grupo, os integrantes do RBD devem se sentir satisfeitos com todas as glórias alcançadas com o lançamento do seu 2º disco de inéditas (trabalho classificado platina em diversos países do mundo). Seja pelos vocais poderosos de Anahí na faixa-título ou pela consistência trazida por Maite Perroni em músicas como “Qué Hay Detrás” e “Fuera”, a extinta banda ultrapassou todos os limites do inimaginável quando se dispôs a gravar o “Nuestro Amor” – e consequentemente deixou lá atrás o pop morno de seu álbum debut (“Rebelde”). Destaque para “Me Voy”, faixa que o grupo regravou como um cover para “Gone” (da Kelly Clarkson), e “Feliz Cumpleaños”, originalmente “Happy Worst Day” (da sueca Mikeyla). Formado pelo sexteto Anahí, Dulce Maria, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christopher von Uckermann e Christian Chávez, não é uma obra do destino ter sido o RBD uma das maiores fontes de inspiração para os milhares de adolescentes latino-americanos que acompanharam a novela estrelada pelos músicos e passaram pela conturbada fase da adolescência.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Mexican Albums Chart” com vendas superiores a 160 mil cópias em apenas 7 horas.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Nuestro Amor”.


LIFE – RICKY MARTIN

Gravadora: “Columbia Records”;

Lançamento: 10/10/2005;

Singles: “I Don’t Care”, “Drop It on Me” e “It’s Alright”;

Considerações: Anos antes de nos conquistar com “Música + Alma + Sexo” (2011), o 1º disco do cantor lançado após sua saída do armário, Ricky Martin já fazia bonito dentro dos estúdios de gravação quando nos ofertou “Life”, o 8º álbum de sua discografia. Famoso por sua beleza estonteante e por uma sensualidade fora do comum, o material foi o grande responsável por restabelecer o porto-riquenho como um forte símbolo sexual e por colocá-lo em um caminho mais urbano, influenciado pelos elementos do hip-hop e do R&B. Sem negar suas origens latinas e fazendo um mix entre os idiomas inglês e espanhol, Martin não deixou sua fã-base caliente de lado e tratou de incluir na tracklist do disco as faixas “Qué Más Da” e “Déjate Llevar” (versões de “I Don’t Care” e “It’s Alright”, respectivamente, gravadas em sua língua materna). Cheio de gás e em uma de suas melhores fases, Ricky e seu apaixonante álbum ainda nos impressiona em pleno 2015 com algumas das músicas mais viciantes de seu distinto catálogo, tais como “I Am”, “Life” e “This Is Good”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 73 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “I Don’t Care”.


JAGGED LITTLE PILL ACOUSTIC – ALANIS MORISSETTE

Gravadora: “Maverick Records” e “Warner Bros Records”;

Lançamento: 13/06/2005;

Singles: “Hand in My Pocket” [apenas nos EUA];

Considerações: Depois de ganhar o mundo com o sucesso esmagador de “Jagged Little Pill”, o seu 3º álbum de inéditas liberado como o 1º da carreira internacional, Alanis Morissette percebeu que não poderia cometer o erro de deixar passar em branco o aniversário de 10 anos de sua clássica obra prima. Assim nasceu “Jagged Little Pill Acoustic”, o disco liberado exatamente uma década após o lançamento do álbum principal e que reunia todas as faixas anteriormente gravadas em 1995. Recebendo uma roupagem mais crua que enaltecia todo o poder vocal de Morissette, a releitura do trabalho foi divulgada com a liberação de “Hand in My Pocket” apenas em território estadunidense, onde o álbum estreou na posição #50 na parada dos 200 álbuns mais populares da semana. A capa de “Jagged Little Pill Acoustic”, que é nitidamente similar à arte utilizada pelo disco original, foi propositalmente escolhida para homenagear o trabalho que fez de Alanis uma das cantoras mais adoradas de todos os tempos.

Paradas musicais: O álbum estreou em #50 na “Billboard 200” com vendas atualmente desconhecidas.

Ouça: e assista a esta apresentação acústica de “You Oughta Know”.


A LITTLE MORE PERSONAL (RAW) – LINDSAY LOHAN

Gravadora: “Casablanca Records” e “Rise Records”;

Lançamento: 05/12/2005;

Singles: “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”;

Considerações: Cansada da imagem de “boa moça” que conquistou ao estrelar diversos filmes para o império de Walt Disney, a nossa bad girl favorita acabou por precisar de uma válvula de escape para provar às pessoas que não era mais uma criança. Este sem sombra de dúvidas foi um dos maiores objetivos tentados por “A Little More Personal (Raw)”, o 2º disco gravado por Lindsay Lohan em sua trajetória musical. Afastando-se da sonoridade que costumava fazer no começo da carreira, o novo material fala por si do começo ao fim! Pegando emprestado algumas batidas do rock e combinando-as com um pop mais agressivo, a rouca voz da cantora casou bem com os instrumentais trabalhados no projeto combinados as tristes e realistas composições que escreveu ao lado de Kara Dioguardi e Greg Wells. De fato, Lohan jamais se mostrou uma vocalista bem preparada em suas raras apresentações ao vivo, mas, em um mundo de cantoras que usam e abusam de autotune/playback para sobreviver à demanda da atualidade, LiLo é um nome que faz muita falta na indústria musical.

Paradas musicais: O álbum estreou em #20 na “Billboard 200” com vendas de 82 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”.


I AM ME – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: “Geffen Records”;

Lançamento: 18/10/2005;

Singles: “Boyfriend” e “L.O.V.E.”;

Considerações: Ashlee Simpson ainda respirava um ar meio pesado quando resolveu deixar os erros do passado para trás e dar continuidade à sua carreira tão promissora. Liberando seu 2º álbum de estúdio pouco mais de um ano após o bem sucedido “Autobiography”, o carro-chefe “Boyfriend” chegou com tudo mandando indiretas para uma ex-melhor amiga e logo de cara pegou uma surpreendente #20 colocação na “Billboard Hot 100”. Platinando seus cabelos e já começando com uma louca fuga policial que leva a um show particular em um galpão secreto e abandonado (o nostálgico enredo do videoclipe), o lead single é apenas uma das várias faixas que acentuam os fortes vocais da cantora gravados para seu disco mais pessoal e sombrio até a presente data. Caprichando nas composições de todas as canções gravadas para o álbum (as quais foram coescritas por Kara Dioguardi e John Shanks), Ashlee brinca em “I Am Me” de ser uma corajosa aspirante do rock que não poupa esforços em entregar ao seu ouvinte alguns ótimos instrumentais movidos à muita guitarra, violão, piano e sintetizadores de primeira qualidade.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 220 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Boyfriend”.


Você já conhecia alguns destes trabalhos? Quais os seus discos favoritos de 2005 mas que não entraram para a nossa nostálgica lista? Deixe as suas dicas mais abaixo.

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Aah, os anos 2000! As melhores músicas internacionais lançadas na última década que continuam tão nostálgicas quanto antes (Parte 1)

Olá, tudo bem com vocês, meus caros? Depois de passarmos alguns dias sem grandes atualizações é finalmente chegado o momento de trazer aqui para o blog mais uma das nossas listinhas tão especiais montadas com todo o carinho do mundo. E, desta vez, dando sequência à nossa viagem intergalática pelo universo musical, resolvi mergulhar de cabeça num buraco negro que estava ali dando sopa e acabei batendo de frente com algo que fez meus olhos brilharem mais que os alinhados dentes do Professor Lockhart.

Sendo transportado para um túnel do tempo e arremessado há centenas de anos-luz do nosso atual 2015, fui parar na fantástica Terra 00s e encontrei um pouco do passado de cada um de vocês que estão lendo esta publicação. Resgatando algumas das melhores músicas que nos acompanharam pela última década, decidi selecioná-las e cheguei a um total de 15 faixas que continuam tão nostálgicas quanto antes, quando foram gravadas e liberadas há milhões de anos atrás.

Inaugurando a nossa primeira parte deste especial, eu lhes deixo a seguir com 8 destas 15 preciosidades que definitivamente merecem a atenção de seus ouvidos e que com certeza farão muitos se descabelarem de tanta emoção. Ah, e é claro, não deixe de conferir a nossa playlist no final deste post pois isso será essencial, okay?


1. Pieces Of Me – Ashlee Simpson

Álbum / ano de lançamento: “Autobiography”, 2004;

Gravadora: “Geffen Records”;

Composição: Ashlee Simpson, Kara DioGuardi e John Shanks;

Gênero musical: pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #4 no Reino Unido, #5 nos EUA, #7 na Austrália.

Eu duvido que você encontre uma música com mais cara de verão que não seja “Pieces Of Me”, o single que marcou a estreia da até então novata Ashlee Simpson junto ao meio musical. Seguindo os passos de sua irmã mais velha, a popstar Jessica Simpson, foi com esta música que a caçula da família de artistas passou um dos momentos mais vergonhosos de todo o cenário pop: o tão comentado playback do “Saturday Night Live”, de 2004. Após uma apresentação bem feita de seu grande sucesso, Ashlee daria uma palinha da música “Autobiography” para o pessoal; isso se os vocais de “Pieces Of Me” não surgissem sem qualquer aviso prévio e denunciassem o seu microfone desligado. Claro que, mais tarde, acabou por ser atestado que Ashlee encontrava-se com problemas em suas cordas vocais no dia da apresentação (o que justificaria facilmente o lip sync mal executado), mas o incidente por si só já foi o suficiente para o pessoal cair matando em cima da morena. O resultado foi que Ashlee teve de ralar muito para provar que realmente tinha talento e fixar seu nome entre uma das melhores musicistas de sua geração.


2. Too Little Too Late – JoJo

Álbum / ano de lançamento: “The High Road”, 2006;

Gravadora: “Da Family”, “Blackground Records” e “Universal Motown Records”;

Composição: Billy Steinberg, Josh Alexander e Ruth-Anne Cunningham;

Gênero musical: pop, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #3 nos EUA, #4 no Reino Unido, #10 na Austrália.

Eu sei que você já chorou vários términos de namoros e demais desilusões amorosas ao som de “Too Little Too Late”, o 1º single da cantora JoJo para o seu 2º álbum, “The High Road” (atire a primeira pedra a garota que nunca se identificou com um “eu era jovem e apaixonada, eu te dei tudo, mas isso não foi suficiente. E agora você quer se comunicar, mas você sabe que é apenas um pouco tarde demais”). Apostando pesado em seus dotes de vocalista e dando tudo de si no maior hit de sua carreira, é difícil de imaginar que a norte-americana tinha apenas 15 anos quando gravou a canção e a incluiu no seu disco lá de 2006. Faixa indispensável daquelas coletâneas de DVDs piratas contendo baladinhas românticas que rodavam os camelôs de todo o Brasil, “Too Little Too Late” trouxe à JoJo o recorde de maior salto na “Billboard Hot 100”, quando pulou de #66 para #3 em apenas uma semana (atualmente esta façanha pertence à Kelly Clarkson com “My Life Would Suck Without You”, #97 – #1). Com um clipe bem gracinha e cheio de emoção que ganhou os nossos corações numa vida um tanto quanto distante, dá pra acreditar que esse hino completa exatos 10 anos em agosto de 2016?


3. Complicated – Avril Lavigne

Álbum / ano de lançamento: “Let Go”, 2002;

Gravadora: “Arista Records”;

Composição: Avril Lavigne, Lauren Christy, Scott Spock e Graham Edwards;

Gênero musical: pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #1 na Austrália, #2 nos EUA, Áustria e Itália, #3 no Reino Unido e Alemanha.

Como o tempo passa! Passa tanto que, eu ouso dizer que quem acompanhou a Avril Lavigne lá do começo dos anos 2000 e fez uma longa pausa de uns 10 anos jamais reconheceria o mulherão que se tornou a nossa eterna “Princesinha do Pop Punk”. Amadurecendo sua imagem de molecona que andava para todos os cantos com seu Converse surrado e o skate debaixo do braço, foi ainda sob essa aparência que a canadense mais popular da cultura pop se lançou como cantora com “Complicated”, o first single de seu 1º álbum. O sucesso da loira foi tão grande que a sua parceria com o grupo de produtores The Matrix foi nomeada a duas categorias do “Grammy”, a maior premiação da música internacional, enquadrada como “Música do Ano” e “Melhor Performance Vocal Pop Feminina”, lá em 2002. Não levando nenhum dos gramofones dourados para casa, Avril precisou se contentar com a vitória em outras premiações também de peso, como o “MTV Video Music Awards” e o “Juno Awards”, por “Melhor Novo Artista em um Vídeo” e “Música do Ano”, respectivamente.


4. Wake Up – Hilary Duff

Álbum / ano de lançamento: “Most Wanted”, 2005;

Gravadora: “Hollywood Records”;

Composição: Joel Madden, Benji Madden, Jason “Jay E” Epperson e Hilary Duff;

Gênero musical: dance-pop;

Posição nas paradas de sucesso: #2 na Itália, #7 no Reino Unido, #29 nos EUA.

Hilary Duff já era uma das queridinhas de Hollywood desde que surgira em meados de 2003 com as viciantes “So Yesterday” e “Come Clean”, mas somente dois anos depois ela ganharia a confiança dos adolescentes de todo o mundo com o carro-chefe de sua 1ª coletânea. “Wake Up”, fruto de seus trabalhos com o produtor Joel Madden, seu namorado na época, foi apenas uma prévia do caminho que Duff seguiria dois anos mais tarde em “Dignity”, seu sombrio quarto disco de inéditas. Apesar de ainda perambular pela música pop chiclete que lhe rendera uma pequena-grande fortuna, o single marca a busca de Duff por um som mais techno e que representasse melhor a sua personalidade naquele momento. Cantando sobre sair de casa, deixar as complicações de lado e se divertir, “Wake Up” surgiu em 2005 assim como “Girls Just Want to Have Fun”, da Cyndi Lauper, havia surgido no começo dos anos 80 e arrastado consigo uma legião de jovens amantes da música pop de qualidade.


5. Big Girls Don’t Cry – Fergie

Álbum / ano de lançamento: “The Dutchess”, 2007;

Gravadora: “A&M Records”, “will.i.am Music Group” e “Interscope Records”;

Composição: Stacy Ferguson e Toby Gad;

Gênero musical: adult contemporary, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #1 nos EUA, Austrália, Áustria, Canadá, Irlanda e Nova Zelândia, #2 no Reino Unido.

Quem algum dia chegou a duvidar que a voz feminina do Black Eyed Peas pudesse também fazer sucesso em carreira solo com certeza acabou pagando com a língua depois que “The Dutchess”, o 1º álbum solo da Fergie, saiu lá por 2006. Liderado pelo carro-chefe “London Bridge” e seguida por “Glamorous”, “Big Girls Don’t Cry” (também chamada de “Big Girls Don’t Cry (Personal)”) foi a escolhida para ser o 4º single oficial do material e trouxe consigo um importante título para a cantora. É que desde 2000, quando Christina Aguilera debutou seu disco de estreia na “Billboard”, nenhum outro artista havia atingido o feito de possuir três músicas de um mesmo álbum no topo do “Hot 100”, a parada musical mais importante da “Terra do Tio Sam”. Certificada 3x platina pela RIAA e 5x pela ARIA, Fergie nunca esteve tão vulnerável e emotiva em seus trabalhos anteriores, que costumeiramente a inseriram num ambiente mais festeiro e sexual. Afinal, toda grande cantora precisa de uma grande balada, “e grandes garotas não choram” assim tão fácil.


6. Say It Right – Nelly Furtado

Álbum / ano de lançamento: “Loose”, 2006;

Gravadora: “Geffen Records” e “Mosley Music Group”;

Composição: Nelly Furtado, Tim Mosley e Nate Hills;

Gênero musical: pop, R&B;

Posição nas paradas de sucesso: #1 nos EUA, Canadá e Nova Zelândia, #2 na Austrália, #10 no Reino Unido.

Todos sabemos que muitas músicas são responsáveis por marcarem momentos bem importantes de nossas vidas, e é claro que não poderia ser diferente com a canadense Nelly Furtado, que desde o álbum “Loose” tem trabalhado em nos presentear com alguns hinos insuperáveis. Mudando toda a sonoridade do início de sua carreira e que marcou bastante os discos “Whoa, Nelly!” e “Folklore”, foi somente a partir de seu 3º álbum que Furtado recebeu massiva popularidade pelos EUA e ganhou o mundo afora. Agitando 9 a cada 10 festas que foram celebradas há quase uma década, “Say It Right” resolveu fazer uma pausa no dance-pop de “Maneater” e no hip-hop de “Promiscuous” para liberar um R&B mais gostosinho e harmônico daqueles que nos faz querer dançar agarradinho com alguém. Amparada em uma letra bem composta e totalmente sugestiva, os versos cantados lentamente pela cantora são até a presente data um dos maiores exemplos de que sensualidade nada tem a ver com vulgaridade. Nomeada ao “Grammy” de 2008 por “Melhor Performance Vocal Pop Feminina”, o single acabou perdendo para “Rehab”, da Amy Winehouse.


7. Stickwitu – The Pussycat Dolls

Álbum / ano de lançamento: “PCD”, 2005;

Gravadora: “A&M Records” e “Interscope Records”;

Composição: Franne Golde, Kasia Livingston e Robert Palmer;

Gênero musical: soul;

Posição nas paradas de sucesso: #1 no Reino Unido e Nova Zelândia, #2 na Austrália e Irlanda, #5 nos EUA.

Seguindo Nicole Scherzinger e suas colegas de banda após o bom desempenho de “Don’t Cha” nas paradas de sucesso, “Stickwitu” foi a música selecionada pelo pessoal por trás das Pussycat Dolls para dar continuidade à trajetória de ouro trilhada por uma das girlbands mais sensacionais dos últimos tempos. Não era nenhuma novidade, naquela época, que as músicas do grupo eram cantadas quase que inteiramente pela Srtª Scherzinger, ficando com as demais garotas a mera tarefa de atuar como backing vocals da grande voz por trás do PCD – e, o videoclipe da música é algo que frisa isso bastante. Intercalando diversas cenas solo da morena com outras de Carmit Bachar, Kimberly Wyatt, Ashley Roberts, Jessica Sutta e Melody Thornton se espremendo em frente a câmera para receber alguns segundinhos de atenção, foi somente a partir do 2º disco que as demais meninas ganharam mais destaque dentro do grupo. Nomeada na 49ª edição do “Grammy” pela categoria “Melhor Performance Pop por um Grupo ou Dupla”, “Stickwitu” não levou a melhor e acabou sendo vencida por “My Humps”, do Black Eyed Peas.


8. All You Wanted – Michelle Branch

Álbum / ano de lançamento: “The Spirit Room”, 2002;

Gravadora: “Maverick Records”;

Composição: Michelle Branch;

Gênero musical: alternative rock, pop-rock;

Posição nas paradas de sucesso: #3 na Nova Zelândia, #6 nos EUA, #25 na Austrália, #33 no Reino Unido.

Encerrando a nossa primeira parte das “melhores músicas internacionais lançadas na última década que continuam tão nostálgicas quanto antes”, resolvi trazer para vocês uma canção que muitos não devem se lembrar, mas que já devem ter ouvido na trilha sonora de alguma comédia romântica dos anos 2000. Com um instrumental bem característico do novo milênio, Branch resolveu mostrar ao público um pouquinho de seus talentos líricos aqui e compôs sozinha os versos que seguem “All You Wanted”, nos proporcionando algumas preciosidades poéticas como: “se você quiser, eu posso te salvar, eu posso te levar para longe daqui. Tão sozinho por dentro, tão ocupado por fora, e tudo que você queria era alguém que se importasse”. Ao lado de “Everywhere”, a primeira gravação da cantora liberada como o first single do “The Spirit Room”, “All You Wanted” tem aquela pegada pop-rock tão bem produzida pelo John Shanks (Ashlee Simpson, Hilary Duff, Miley Cyrus) e que tanto fez parte da nossa infância e adolescência. O coração não chega a aguentar tantas saudades, não é mesmo?


Se ligue na playlist a seguir para deixar essa viagem de volta ao passado ainda mais vibrante e emocionante:

Fique de olho por aqui, pessoal, pois a parte 2 desta fantástica playlist deverá sair até o final de semana. 😉