Os meus 10 discos favoritos de 2015

Depois de conferirmos tantas informações ao longo deste movimentado 2015, não é nada estranho que o mês de dezembro surja para trazer por toda a internet as populares listas dos “10 melhores” lançamentos da música, do cinema, da literatura, dos videogames e de tantos outros setores da indústria do entretenimento. E, como não é muito difícil de se imaginar, o Caí da Mudança não fará diferente e também entrará nessa onda mais do que tradicional – mas, é claro, aliado ao nosso já imprescindível toque especial de toda e qualquer publicação que ganha destaque por aqui.

Assim nasceu os meus 10 discos favoritos de 2015: uma lista que não reúne um top 10 com os melhores ou mais populares álbuns lançados durante estes últimos 12 meses, mas sim os 10 que mais me agradaram e me deixaram completamente satisfeito. Porém, vá com calma se espera encontrar, a seguir, somente os nomes mais badalados do cenário musical atual (apesar de muitos, de fato, terem brilhado pra caramba neste diversificado 2015). Sem mais papo furado, vamos ao que interessa:


#10 – E•MO•TION / CARLY RAE JEPSEN

Gravadora(s): “604 Records”, “School Boy Records” e “Interscope Records”;

Lançamento: 24/06/2015 (Japão) e 21/08/2015 (mundo);

Singles: “I Really Like You”, “Run Away with Me” e “Your Type”;

Considerações: confesso que não fiquei muito animado quando li pela primeira vez que a canadense Carly Rae Jepsen preparava para este ano seu 3º disco de inéditas (apesar de, inevitavelmente, ter amado seus últimos singles de trabalho), mas, bastou ouvir as duas primeiras músicas do novo material para mudar completamente de ideia. Aclamadíssimo pela crítica e pelos adoradores da música pop, Jepsen ousou sem medo com “E•MO•TION” e nos trouxe o melhor dos anos 80 em pleno 2015: uma era onde a música puramente eletrônica predominou como mainstream até o primeiro semestre do ano. Não recebendo a devida atenção dos principais charts do planeta, o disco pode ter se saído um pouco tímido em comparação aos demais trabalhos populares dos últimos meses, mas definitivamente chegou para entregar à sua intérprete um status de artista visionária que transborda muita competência e originalidade. Ponto positivo para a garota!

Paradas musicais: “E•MO•TION” estreou em #16 na “Billboard 200”, com vendas de 16,1 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “I Really Like You” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #39.

Ouça: “Boy Problems”, “Let’s Get Lost” e “Never Get to Hold You”;

Assista: ao clipe de “I Really Like You”.


#9 – DELIRIUM / ELLIE GOULDING

Gravadora(s): “Polydor Records”;

Lançamento: 06/11/2015;

Singles: “On My Mind” e “Army”;

Considerações: mudando radicalmente as minhas primeiras impressões sobre o “Delirium” (que a princípio não havia me agradado tanto quanto o esperado), o 3º álbum da Srtª Goulding não apenas foi um dos que mais ouvi durante o ano como também um dos que mais curti conhecer (e explorar bravamente). Apesar de pender para um lado mais comercial por focar no synthpop e na dance music dos dias de hoje (gêneros tão batidos na atual indústria fonográfica), Ellie é super profissional ao combinar música eletrônica à sua voz agradável e a composições cheias de vida dignas de uma verdadeira estrela do seu calibre. Dona de hits memoráveis que conquistaram as rádios pelo mundo afora, “Delirium” é exitoso não apenas por trazer em sua tracklist diversos sucessos como “Love Me Like You Do”, “Outside” e “On My Mind”, mas também por ir mais além e arriscar-se em um som mais experimental, como o de “I Do What I Love”. Quando é que a impecável “Something in the Way You Move” será lançada como single, hein dona Ellie?

Paradas musicais: “Delirium” estreou em #3 na “Billboard 200”, com vendas de 61 mil cópias na primeira semana. O single “On My Mind” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #13.

Ouça: “Aftertaste”, “Something in the Way You Move” e “Don’t Panic”;

Assista: ao clipe de “On My Mind”.


#8 – CONFIDENT / DEMI LOVATO

Gravadora(s): “Hollywood Records”, “Island Records” e “Safehouse Records”;

Lançamento: 16/10/2015;

Singles: “Cool for the Summer” e “Confident”;

Considerações: nada de “Really Don’t Care”: quebrando as correntes que prendiam Demi a um som mais chiclete (e infantil), “Confident” foi outra novidade de 2015 que chegou para repaginar totalmente a imagem utilizada pela cantora desde que se firmou como um ídolo da música pop adolescente. Reintroduzida para um público mais adulto e contemporâneo, o 5º álbum da cantora não brinca em serviço e é primoroso ao falar abertamente sobre as antigas inseguranças vividas pela morena em uma obscura fase de sua trajetória. Agora muito mais confiante e segura de si, Lovato parece não ter medo algum de assumir as novas curvas de seu corpo e de demonstrar toda a desenvoltura vocal que aprimorou nos últimos anos. Já estava na hora de soltar esse vozeirão, não é mesmo? Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Confident” estreou em #2 na “Billboard 200”, com vendas de 98 mil cópias na primeira semana. Os singles “Cool for the Summer” e “Confident” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #11 e #21, respectivamente;

Ouça: “Old Ways”, “Yes” e “Mr. Hughes”;

Assista: ao clipe de “Confident”.


#7 – HOW BIG, HOW BLUE, HOW BEAUTIFUL / FLORENCE + THE MACHINE

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 29/05/2015;

Singles: “What Kind of Man”, “Ship to Wreck”, “Queen of Peace” e “Delilah”;

Considerações: Florence Welch jamais foi de desapontar, e é claro que o seu bom histórico de lançamentos ao lado da banda em que é vocalista e compositora voltaria a se repetir em “How Big, How Blue, How Beautiful”. Ainda trabalhando com seus já conhecidos e marcantes instrumentos musicais de primeira categoria, “How Beautiful” soa completamente diferente de seu antecessor (o memorável “Ceremonials”), mas isso definitivamente é algo que devemos aplaudir de pé. Não que “Ceremonials” tenha sido ruim (muito pelo contrário), mas, o fato de apostar em um novo caminho e em novas sonoridades demonstram toda a vontade de crescer que o grupo possui desde que surgiu nesta indústria em um distante 2007. Prioritariamente indie rock, art rock, baroque pop, blues e psychedelic rock, o 3º disco da banda, de forma muito mais simples e aconchegante que qualquer outro trabalho de seu catálogo, está aí para nos provar que a Florence + the Machine ainda tem muito a nos oferecer ao longo da sólida carreira que tem construído entre milhares de admiradores pelo mundo todo.

Paradas musicais: “How Big, How Blue, How Beautiful” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 137 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “What Kind of Man” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #88;

Ouça: “Third Eye”, “Mother” e “Make Up Your Mind”;

Assista: ao clipe de “What Kind Of Man”.


#6 – HANDWRITTEN / SHAWN MENDES

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 14/04/2015;

Singles: “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer”;

Considerações: fazendo uma das maiores estreias que tivemos o prazer de conferir nos últimos 10 anos, o novato Shawn Mendes, merecidamente, não demorou muito para sair das gravações caseiras publicadas na internet para ganhar o mundo com seu talento imensurável. Liberando seu primeiro disco de inéditas em abril deste ano, “Handwritten” chegou de forma humilde em nossos ouvidos apenas pedindo por um pouco de atenção, mas saiu vitorioso ao nos conquistar com inúmeras canções surpreendentemente boas. Com uma voz marcante para sua pouca idade (você pode não acreditar, mas Shawn tem apenas 17 anos), o canadense não teve medo algum de apostar todas as suas fichas em um som mais acústico e que tivesse mais a ver com a sua personalidade, deixando de lado qualquer superprodução exagerada e regada aos populares sintetizadores ensurdecedores. Parece que alguém sabe como agradar aos fãs (e a si mesmo) sem precisar recorrer às modinhas de hoje em dia! Não deixe de ler também o nosso artigo: “Conheça Shawn Mendes, o novato que vai conquistar a sua playlist”.

Paradas musicais: “Handwritten” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 119 mil cópias na primeira semana. Os singles “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #24, #80, #4 e #46, respectivamente;

Ouça: “Never Be Alone”, “Kid in Love” e “Air”;

Assista: ao clipe de “Stitches”.


#5 – LIBERMAN / VANESSA CARLTON

Gravadora(s): “Dine Alone Records”;

Lançamento: 23/10/2015;

Singles: “Operator” e “House of Seven Swords”;

Considerações: apesar de um infeliz ou outro continuar insistindo na ideia de que Vanessa Carlton, querendo ou não, é apenas mais uma one hit wonder dos anos 2000, a cantora não dá atenção para as críticas negativas dos haters e deixa seu talento falar por si só. Partindo para seu 5º disco de inéditas, “Liberman” não apenas é o responsável por dar seguimento aos excelentes materiais já liberados pela morena como também é o encarregado por exaltar, mais uma vez, o bom nome de uma das mais brilhantes pianistas e vocalistas da sua geração. Novamente investindo bastante na simbologia e na sua já conhecida (e respeitosa) referência aos elementos da natureza (uma temática sempre frequente em suas auto-composições e videoclipes emocionantes), Carlton é o clássico exemplo de que nem sempre tudo o que faz muito sucesso é, na verdade, o melhor que existe por aí. Prova disso é o nosso artigo: “Quem avisa amigo é! Você deveria prestar mais atenção na cantora Vanessa Carlton”, uma publicação que você não pode deixar de conferir.

Paradas musicais: “Liberman” falhou ao figurar na “Billboard 200”, mas estreou em #32 na “Billboard Independent Albums”. Nenhum single do trabalho entrou para a “Billboard Hot 100”;

Ouça: “Take it Easy”, “Nothing Where Something Used to Be” e “Unlock the Lock”;

Assista: ao clipe de “Operator”.


#4 – PURPOSE / JUSTIN BIEBER

Gravadora(s): “Def Jam Recordings” e “School Boy Records”;

Lançamento: 13/11/2015;

Singles: “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself”;

Considerações: dando um tapa na cara de todos aqueles que ainda duvidavam do seu poder de dominar as paradas de sucesso, o novo bad boy do momento aproveitou toda a influência de sua carreira (e o amor de sua seguidoras devotas) para protagonizar o maior comeback dos últimos 12 meses. Batendo recorde dos Beatles e emplacando 17 músicas ao mesmo tempo na “Billboard Hot 100”, Justin Bieber foi ainda mais imprevisível ao nos trazer o melhor trabalho de sua discografia com “Purpose”, o seu 4º de inéditas. Movido a muito R&B, EDM e dance-pop, Bieber “pediu desculpas” pelos erros do passado e seguiu este finzinho de ano fazendo muita gente dançar ao som das inesquecíveis canções que integram a obra que produziu e lançou em novembro passado. Podemos ser francos: Justin pode não ser o melhor exemplo de pessoa para tomarmos como modelo, mas que o garoto sabe como gravar alguns hinos maravilhosos… ah, isso ele sabe. Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Justin Bieber a One Direction: novos álbuns saem da zona de conforto e vão em busca de autoafirmação”.

Paradas musicais: “Purpose” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 522 mil cópias na primeira semana. Os singles “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #1, #2 e #3, respectivamente;

Ouça: “Mark My Words”, “I’ll Show You” e “Children”;

Assista: ao clipe de “What Do You Mean?”.


#3 – REVIVAL / SELENA GOMEZ

Gravadora(s): “Interscope Records” e “Polydor Records”;

Lançamento: 09/10/2015;

Singles: “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself”;

Considerações: que a saída de Selena Gomez da “Hollywood Records” era um indício de que boa coisa viria por aí (não é de hoje que os próprios artistas que já pertenceram ao selo reclamam da sua falta de independência dentro dele), isso estava muito claro até mesmo para quem não acompanhava os passos musicais da moça, mas “Revival” não se tratou apenas de resolver este problema. Caprichando na honestidade e despindo-se de todos os seus ressentimentos amorosos, Selena nos provou que era muito mais do que um rostinho bonito e tratou de fazer do seu 2º álbum solo o maior lançamento de sua carreira. Um verdadeiro renascimento da garota que conhecemos ainda dentro da banda The Scene, Gomez não apenas nos deu um show de belas composições com arranjos bem encaixados como foi muito feliz ao trabalhar melhor os seus vocais em faixas como “Same Old Love”, “Camouflage” e “Good for You”. Também nos entregando os hinos super dançantes “Me & My Girls”, “Kill Em with Kindness” e “Body Heat”, a cantora fez bonito ao sensualizar para o mundo inteiro sem perder a classe e a pose de menina respeitada. Isso sim que é um renascimento de verdade! Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Revival” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 117 mil cópias na primeira semana. Os singles “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #5, #6 e #39, respectivamente;

Ouça: “Revival”, “Kill Em with Kindness” e “Camouflage”;

Assista: ao clipe de “Same Old Love”.


#2 – BREATHE IN. BREATHE OUT. / HILARY DUFF

Gravadora(s): “RCA Records”;

Lançamento: 12/06/2015;

Singles: “Sparks”;

Considerações: quem diria que após 8 anos ausente da carreira musical, a cantora e atriz Hilary Duff voltaria, um dia, a segurar um microfone e se apresentar em programas de TV cantando novas músicas de um novo repertório?! Liberando dois singles promocionais (“Chasing the Sun” e “All About You”) durante o verão norte-americano de 2014, foi somente em junho deste ano que tivemos a honra de ouvir pela primeira vez o tão aguardado sucessor do “Dignity” (2007). Trabalhando com o melhor time de produtores e compositores do momento (Bloodshy & Avant, Ilya, Ed Sheeran e Tove Lo), Duff inspirou-se em seu recente divórcio (e em suas arriscadas aventuras pelo aplicativo Tinder) para também colaborar liricamente ao projeto que originou o maravilhoso e espetacular “Breathe In. Breathe Out.”. Com vocais renovados e muito mais consistentes que os presentes em seus últimos trabalhos profissionais, Hilary não economizou na diversão e tratou de elaborar (sem qualquer exagero de minha parte) um dos melhores álbuns de dance-pop da década. Inspirando e expirando um novo ar na sua nova vida de mãe solteira, é mesmo uma pena que a divulgação do projeto só tenha vingado com o single “Sparks” e o nosso querido “BIBO” tenha sido jogado às traças para as gravações da série “Younger”. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Hilary Duff está jogando ‘confetti’ para todos os lados com seu álbum ‘Breathe In. Breathe Out.’”.

Paradas musicais: “Breathe In. Breathe Out.” estreou em #5 na “Billboard 200”, com vendas de 39 mil cópias na primeira semana. O single “Sparks” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #93;

Ouça: “My Kind”, “Lies” e “Tattoo”;

Assista: ao clipe de “Sparks (Fan Demanded Version)”.


#1 – BLUE NEIGHBOURHOOD / TROYE SIVAN

Gravadora(s): “EMI Music Australia”;

Lançamento: 04/12/2015;

Singles: “Wild”, “Talk Me Down” e “Youth”;

Considerações: com tantos veteranos que sempre admirei retornando ao meio musical em pleno 2015, é realmente uma surpresa sem tamanhos que o meu álbum favorito do ano tenha sido gravado e liberado por um calouro ainda desconhecido pelo grande público. Apoiando-se no carro-chefe “Wild” e na trilogia de clipes que chocou muita gente ao trazer a história de amor de dois garotos que se conheceram ainda na infância, Troye Sivan mostrou-se, para mim, a maior revelação do ano. Trabalhando com nomes menos populares da indústria e focando em uma produção mais intimista, o australiano de 20 anos demonstrou que idade e experiência não são elementos essenciais para a criação de um material inegavelmente tocante e inspirador. Assim como Shawn Mendes, Sivan também começou cedo a interessar-se pela carreira musical (e chegou, inclusive, a participar de longas-metragens bem populares, como o controverso “X-Men Origens: Wolverine”). Assinando contrato com uma grande gravadora e liberando excelentes EPs em um período inferior a 2 anos, “Blue Neighbourhood” traz o melhor da voz de Troye com o melhor de suas composições: verdadeiras joias preciosas e raras lapidadas mais precisamente que um diamante bruto. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Com álbum reanimador, Troye Sivan faz estreia surpreendente (e pra lá de digna) no meio musical”.

Paradas musicais: “Blue Neighbourhood” estreou em #7 na “Billboard 200”, com vendas de 65 mil cópias na primeira semana. Os três singles falharam a entrar na “Billboard Hot 100”, mas marcaram presença no “UK Singles Chart”, com “Wild”, na posição #62, e “Talk Me Down”, na posição #118;

Ouça: “Bite”, “Suburbia” e “Blue”;

Assista: ao clipe de “Fools”.


E vocês, meus queridos leitores: quais foram os álbuns lançados neste ano de 2015 que mais lhes agradaram? Não deixem de comentar logo a seguir as suas recomendações com os trabalhos que mais bombaram em suas playlists e que nós da família Caí da Mudança precisamos conhecer. Que 2016 chegue para trazer outros excelentes discos recheados com bastante diversidade, criatividade, novidades, e é claro: muita música de qualidade.

Um Feliz Ano Novo com muita prosperidade, paz, saúde, amor, sucesso e tudo de melhor para vocês, para suas famílias e para o nosso blog, que ainda tem muito a crescer nos próximos anos. Vejo vocês muito em breve!

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Com álbum reanimador, Troye Sivan faz estreia surpreendente (e pra lá de digna) no meio musical

Contrariando uma frustração que tenho vivido há, pelo menos, quatro anos, 2015 surgiu para revirar de cabeça para baixo o amargo sentimento de insatisfação que tenho experimentado (e exteriorizado) em relação aos recentes caminhos seguidos pela música internacional. Desde que os maiores artistas desta gigante indústria decidiram “se vender” ao estabelecer como padrão a aceitação de um som mais genérico (e menos conceitual), confesso que cada vez mais fui ficando sem esperanças para o que o futuro nos reservava. Preocupado com a escolha de 9 a cada 10 cantores que pareciam se importar mais com os seus objetivos financeiros aos artísticos, felizmente muita gente “do bem” surgiu nos últimos 12 meses para revitalizar o que temos ouvido por aí e me tranquilizar quanto às minhas temidas incertezas. Uma dessas pessoas foi o novato Troye Sivan, e é com este post que você e eu saberemos um pouquinho mais sobre a vida e carreira do jovem australiano de apenas 20 anos.

Troye em ensaio fotográfico para a revista Bullett (2015)

Nascido na África do Sul e naturalizado na Austrália, Troye começou cedo a caminhar rumo ao estrelato e consolidar uma carreira de ator juvenil em filmes como “X-Men Origens: Wolverine” (quando interpretou o jovem James Howlett) e como o protagonista da trilogia “Spud”. Ingressando ao YouTube no ano de 2007, época em que compartilhava alguns vídeos musicais, o garoto só foi estourar cinco anos mais tarde, quando começou a publicar vlogs e a chamar a atenção dos milhares de seguidores que conquistou com seu carisma e criatividade. Em maio deste ano, a conta de Troye no website ficou em #3 dentre as mais populares da Austrália, com mais de 3,7 milhões de inscritos e mais de 224 milhões de visualizações. Também trabalhando com teatro e televisão, o menino não demoraria muito, porém, a reabraçar as suas origens e voltar a manter o foco na carreira musical, o seu primeiro e grande amor. Liberando dois extended plays de forma independente e disponibilizando-os para download digital – “Dare to Dream” (de 2007) e “June Haverly” (de 2012) –, os caminhos do cantor só sofreriam uma reviravolta da água para o vinho com o acontecimento que viria a seguir.

Assinando com a “EMI Australia” (filiada da “Universal Music Australia”) em junho de 2013, o contrato com um selo mais poderoso rendeu ao novato a liberação de seu 3º EP, o denominado “TRXYE”, trabalho que só veria a luz do dia em agosto de 2014. Incluindo 5 canções inéditas dentre as quais extraiu-se o primeiro single do cantor (“Happy Little Pill”), o material estreou em #5 nos EUA, fechando o top 5 da “Billboard 200” com vendas de 30 mil cópias na primeira semana. Pegando um #2 não apenas no Canadá como também na Nova Zelândia, o single “Happy Little Pill” não ficou muito atrás ao fazer uma tímida estreia nos charts de todo o mundo, o que inclui um #2 na Nova Zelândia, um #10 na Austrália, um #86 no Reino Unido e um #92 nos EUA. Mais de um ano depois, Sivan ainda manteria o bom nível de seus lançamentos quando da divulgação de “Wild”, o 4º EP de seu jovem catálogo que contou com 6 novas músicas. Debutando em #5 na “Terra do Tio Sam” com vendas de 50 mil cópias na first week norte-americana, e em #1 na “Terra dos Cangurus”, a faixa-título foi a grande responsável por abrir a trilogia de clipes “Blue Neighbourhood”.

Troye em ensaio fotográfico para a revista Bullett (2015)

Contando a história de dois amigos de infância que descobrem em sua longínqua amizade um sentimento muito mais forte, Troye dá vida à trajetória de um garoto que precisa, desde cedo, aprender a lidar com o preconceito da sociedade machista e as consequências por ser “diferente”. Movido pelas canções “Wild”, “Fools” e “Talk Me Down”, o grande projeto não apenas ganhou uma produção bem refinada como também foi primordial para expandir o nome do cantor para os horizontes além da Oceania. Recheado com cenas quentes envolvendo muitos toques, beijos e abraços, o cantor e sua equipe demonstraram grande coragem ao tocar em um assunto tão “polêmico” para o público mais tradicionalista. Contudo, a história do protagonista vivido por Sivan durante o desenrolar de toda a trilogia, no fim das contas, acaba por não ser tão diferente da levada por Troye em seu dia a dia. Assumidamente homossexual, a webcelebridade “saiu do armário” ainda em 2013, quando já gozava do título de youtuber e revelou aos seus seguidores do canal a sua real sexualidade. Defensor das causas LGBT, a união de Sivan a outro youtuber, o amigo Tyler Oakley, rendeu à ambos uma vitória ao “Teen Choice Awards” de 2014, na categoria “Melhor Colaboração na Web” (assista aqui ao resultado da parceria).

Dando-nos uma prévia do que encontraríamos em seu primeiro material de inéditas, todas as faixas do extended play “Wild” foram encaixadas na edição deluxe de “Blue Neighbourhood”, o nome recebido pelo debut album do cantor (a edição standard conta com apenas a metade do EP). Liberado no dia 4 de dezembro deste ano, o disco distribuído originalmente pela “EMI Music Australia” (nos EUA a distribuição ficou com a “Capitol Records”) estreou direto no top 10 dos álbuns mais populares nos EUA, na #7 posição, com vendas de 65 mil cópias nos primeiros sete dias – em sua terra natal, o disco atingiu o #6 lugar. Muito bem aceito pela crítica especializada, “Blue Neighbourhood”, amparado pelos singles “Wild”, “Talk Me Down” e “Youth”, conseguiu 5/5 estrelas do “The Guardian”, 4/5 do “Allmusic”, 4/5 da “Rolling Stone” australiana e 3,5/5 da “Billboard”. Muito elogiado por seus vocais (alguns chegaram a comparar o cantor com outros artistas de peso, como Lana Del Rey e Lorde), Sivan foi apenas elogios para Bernard Zuel, do “Sydney Morning Herald”, crítico que foi categórico ao dizer que o timbre do novato soava leve como “café com creme, sendo capaz de capturar tão bem o intervalo de tempo entre a infância e a fase adulta”.

A tão comentada trilogia de clipes estrelada pelo cantor!

E, de fato, toda essa energia positiva redirecionada para cima de “Blue Neighbourhood” e de Troye pode ser facilmente justificada a partir do momento em que ouvimos o aclamado material pela primeira vez. Contando com parcerias de Broods, Tkay Maidza, Betty Who, Allday e Alex Hope, é interessante que o trabalho fale por si só e funcione tão bem ao reunir tantos artistas talentosos de uma só vez (muitos dos quais são, majoritariamente, desconhecidos pelo grande público). Dando muito de si para a produção, finalização e direção do álbum, todas as faixas do trabalho foram compostas por Sivan ao lado de nomes do meio musical que você dificilmente deve conhecer (a menos, é claro, que acompanhe a música independente). Não espere encontrar em “Neighbourhood” faixas dançantes produzidas por Max Martin, Calvin Harris, Dr. Luke ou Shellback, alguns dos produtores mais disputados da atualidade (e sinceramente, apenas alguns dos mais “desgastados”). Porém, isso não quer dizer que o cantor não tenha as suas próprias cartas na manga: como é o caso de Jack Antonoff e Emile Haynie, produtores e compositores que já trabalharam, respectivamente, com Taylor Swift (no “1989”) e com Lana Del Rey (no “Born to Die”).

Soando naturalmente despretensioso, “Blue Neighbourhood” é eficaz ao tentar passar a mensagem que seu intérprete tem buscado transparecer desde os seus mais remotos EPs: o aviso de que existe um cantor de verdade e com um bom conteúdo querendo nos proporcionar um som de qualidade. Dono de uma voz suave, mas consistente, é estranho que tenha sido necessário para Troye se tornar primeiro uma webcelebridade para, somente depois, se aventurar pelo meio musical (uma vez ser mais comum o uso desta tática pelos chamados pseudoartistas). É verdade que o início de sua aventura como youtuber foi marcada sim pelo compartilhamento de vídeos musicais pela internet, mas a fama e o reconhecimento (mesmo que apenas no ambiente virtual) só cresceram de forma significativa com a publicação de seus vlogs pelo YouTube e a respectiva divulgação pelas redes sociais. O que é preciso para ser um bom cantor nos dias de hoje? Será que apenas o talento (que é o fator fundamental) não basta? Poderia um pseudoartista consolidar uma carreira de sucesso apenas amparando-se na superexposição da mídia e no suporte nas gigantescas bases de fãs? No fim das contas, é justo um popular ocupar a vaga de outras pessoas que realmente têm algo a nos acrescentar? Ou será que há lugar para todos na indústria musical?

Vivendo a melhor fase de sua carreira, Troye Sivan, definitivamente, ainda acrescentará muito para a música internacional nos próximos anos que estão por vir.

Hora de se atualizar! Saiba quais foram os melhores lançamentos musicais do último bimestre (pt 2)

Acharam que tinha acabado? Nada disso, senhoritas e senhoritos. A nossa lista com os melhores lançamentos do último bimestre não estaria completa se não nos lembrássemos também dos seis trabalhos a seguir relacionados e pautados cuidadosamente (saiba quais foram os outros sete acessando a nossa primeira parte). Sem maiores rodeios, chegou o momento de conhecermos alguns novos artistas e matar a saudade de outros que estiveram há um bom tempo sem nos beneficiar com algo novo e empolgante. E para começar, gostaria de lhes dizer que…


…Lana Del Rey continua vintage e misteriosa no clipe de “Music to Watch Boys To”, o segundo single do disco “Honeymoon”:

Depois de mostrar para o pessoal quem é que manda no pedaço com toda sua beleza fatal em “High By the Beach” (relembre), chegou o momento de Lana Del Rey colocar o disco na vitrola e nos ensinar algumas lições preliminares de como “observar os garotos”. “Music to Watch Boys To”, o segundo single do álbum “Honeymoon”, chegou assim, sem mais nem menos, já conquistando o ouvinte desde a sua primeira “ouvida”. Intercalando cenas em preto e branco com outras coloridas que dão enfoque ora à cantora, ora à moças nadando e ora a caras jogando basquete, Del Rey exibe seus atributos físicos durante todo o vídeo de forma bem atraente sem perder um pingo de classe ou respeito (pra que recorrer à nudez quando não se precisa?). Utilizando-se do já conhecido baroque pop originário dos anos 60 que pudemos conferir em singles como “Video Games”, “Music to Watch Boys To” foi anunciada pela primeira vez em janeiro deste ano e chegou a ser cogitada para ser o carro-chefe do “Honeymoon”. É Lana, ainda estamos na dúvida se deveríamos observar os garotos ou só você, garota!

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “MUSIC TO WATCH BOYS TO”, A NOVA MÚSICA DA LANA DEL REY.


Parceria de Janet Jackson com Missy Elliott te levará de volta ao tempo em uma viagem para a house music dos anos 90! Ouça “BURNITUP!”:

Semana que vem Janet Jackson completa quatro meses desde que resolveu oficializar o seu retorno à carreira musical e nos surpreendeu com a gostosíssima “No Sleeep”, a qual, no final, ganhou uma versão em dueto com J. Cole quando do lançamento do videoclipe (relembre o quanto ficamos empolgados naquela época). Agora com seu 11º álbum de inéditas já disponível nas lojas desde o dia 02/10, Jackson sabe que precisa pegar pesado na divulgação do trabalho e carregou em seu canal de vídeos do YouTube o featuring que fez com a consagrada rapper Missy Elliott. E eu devo dizer a vocês: “BURNIPUP!” não decepciona! Se a cantora souber lançá-la como single assim que tiver a melhor oportunidade, a uptempo com alguns elementos da house music poderá ser a responsável não apenas por destacar ainda mais o retorno e permanência da irmã de Michael Jackson nas paradas de sucesso, mas também da própria Elliott, que é outra veterana da black music. O álbum “Unbreakable”, que estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 116 mil unidades somente na primeira semana, é o 7º material de Janet a atingir o topo dos charts norte-americanos e colocou a diva para junto de Barbra Streisand e Bruce Springsteen como os únicos cantores a conquistarem o #1 em cada uma das últimas quatro décadas.

ASSISTA AO LYRIC VIDEO DE “BURNITUP!”, A NOVA MÚSICA DA JANET JACKSON COM A MISSY ELLIOTT.


Halsey luta contra a opressão estatal no vídeo de “New Americana”, o segundo single do “Badlands”, seu álbum de estreia:

Parece que 2015 foi um grande ano para os novatos colocarem a boca no trombone e se destacarem depois de discorrer sobre alguns assuntos tidos como tabus pela sociedade tradicional heteronormativa. Um deles sem sombra de dúvidas foi a norte-americana Halsey, que, acompanhada da sua “New Americana”, abordou um pouquinho as diferenças sociais e culturais na composição e clipe da música. Lançada como o segundo single do “Badlands” (acessível para compra desde 28/08), o clipe dirigido por Jonathan Desbiens nos faz lembrar um pouquinho de toda aquela coragem que Madonna e Rihanna tiveram ao criticar a opressão do Estado em trabalhos como “American Life” e “American Oxygen” (respectivamente). Halsey (nascida Ashley Nicolette Frangipane), que é a líder de um grupo de rebeldes no vídeo, é capturada pelas tropas do Exército e levada até uma fogueira para ser queimada viva por “atentar contra a ordem social”. Cabe então aos seus parceiros de guerra, enquadrados no clipe como as minorias sociais da nossa realidade, decidirem se vão salvá-la do sistema de censura estatal ou libertá-la de uma vez por todas. “New Americana” traz um pop alternativo pendendo para o indie e foi composta pela sua intérprete ao lado de James Mtume, Kalkutta e Larzz Principato.

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “NEW AMERICANA”, A NOVA MÚSICA DA HALSEY.


“Fools” segue “Wild” e esquenta mais as coisas no projeto “Blue Neighbourhood”, a brilhante trilogia de clipes do Troye Sivan:

Em “Wild” pudemos ter uma pequena noção de como a pura amizade entre dois garotos pode se desenvolver em “algo a mais” após um período de descobertas conjuntas (assista). Contudo, nem todos os contos de fadas têm um final feliz e “Fools” chegou no dia 25/09 para quebrar alguns corações despreparados. Se você tem acompanhado a trilogia de clipes do Troye Sivan já poderia esperar pelo pior, mas, pelo menos, a segunda parte do “Blue Neighbourhood” chegou para acender algumas chamas ainda apagadas na primeira parte. Trocando muitas carícias e beijos apaixonados, Sivan sofre as consequências do preconceito do pai de seu melhor amigo (e namorado) e dessa forma precisa lidar com o término de seu relacionamento enquanto é substituído por uma garota. Vendo o amor de sua vida se afastando e rendendo à pressão da sociedade ao “tentar ser alguém normal”, “Fools” nos traz ainda uma pequena prévia do que acontecerá na parte final do projeto, o qual será encerrado com uma canção inédita (“Talk Me Down”) no dia 20 de outubro. O álbum de estreia do cantor, “Blue Neighbourhood”, será lançado oficialmente no dia 4 de dezembro.

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “FOOLS”, A NOVA MÚSICA DO TROYE SIVAN.


Adam Lambert e a sua noite nada solitária dão vida ao vídeo de “Another Lonely Night”, a atual música de trabalho do “The Original High”:

Depois de liberar três álbuns de estúdio e suar para ganhar o mínimo de atenção do público, o finalista da oitava edição do “American Idol” parece estar finalmente recebendo os méritos após o extraordinário trabalho que tem feito desde 2009 com o seu disco de estreia, o “For Your Entertainment”. Lançando o single “Ghost Town” como o primeiro do “The Original High” e conquistando a aprovação dos críticos e ouvintes da música pop, “Another Lonely Night” segue na promoção e divulgação do terceiro material do cantor trazendo um clipe lindo que conta com a participação especial de ninguém menos que Gigi Gorgeous, conhecida personalidade da internet. Ilustrando a “noite solitária” de três pessoas bem diferentes entre si, acompanhamos pelo vídeo a rotina noturna de um carismático stripper, uma talentosa dançarina e uma carente casamenteira que repartem o foco das câmeras com Adam fazendo shows noite afora. Dividindo seu tempo entre a carreira solo e como vocalista convidado do Queen, Lambert está desde o ano passado em turnê com a banda cantando ao redor do mundo os maiores sucessos imortalizados na voz do grande Freddie Mercury.

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “ANOTHER LONELY NIGHT”, A NOVA MÚSICA DO ADAM LAMBERT.


JoJo está poderosíssima no clipe da dançante “When Love Hurts”, faixa que promove o EP “III (Tringle)”.

Encerrando os melhores lançamentos musicais ocorridos no último bimestre, é com a JoJo de “Too Little Too Late” que fechamos esta publicação mais do que especial. Após passar anos em uma batalha judicial travada contra a sua antiga gravadora, finalmente a norte-americana conseguiu se livrar da enrolação de não poder lançar um novo material e chegou chegando com o EP “III” (leia-se “Tringle”), um lançamento de três singles simultâneos. Aliada as inéditas “Save My Soul” e “Say Love”, “When Love Hurts” foi a escolhida para ganhar um videoclipe oficial que conta com a cantora em sua melhor fase. Agora uma mulher crescida, a ex-loira (que já foi morena e agora voltou a ser loira) não tem medo de demonstrar que ainda possui aquele vozeirão que a fez famosa antes dos 18 anos e que sabe como usá-lo não apenas no pop e R&B, mas também na música eletrônica. Composta por Ammar Malik, Benny Blanco, Daniel Omelio, Jason Evigan e Ryn Weaver, o single foi produzido por meio da combinação de piano com o uso de sintetizadores e deverá muito provavelmente integrar o terceiro álbum de JoJo. Alguém mais notou o tamanho da felicidade que a moça demonstrou durante 101% do clipe (pacto renovado com sucesso, hahahha!)?

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “WHEN LOVE HURTS”, A NOVA MÚSICA DA JOJO.


E você? Ficou sabendo de outro lançamento não mencionado por aqui mas que te chamou bastante a atenção? Conta pra gente nos comentários. 😉