5/7: Os meus 72 discos favoritos – URBAN CONCEITUAL

6. Urban Conceitual

Em meio a tanta novidade musical, de meados 2012 pra cá não se fala em outra coisa que não seja o tão popular urban conceitual (saiba mais aqui). Quer você queira ou não, não há como negar a influência desse “movimento” na cultura pop que ajudamos a construir; e é exatamente por isso que estou abordando o assunto seriamente, não apenas como a piada que circula em praticamente todas as redes sociais.

Contudo, infelizmente o buraco é mais embaixo e, como poderia acontecer com qualquer outro estilo musical, acaba por existir aqui o que eu chamo pseudo-urban: aquele seleto grupo de profissionais que sem qualquer pudor reveste suas músicas com uma produção porca e pouco criativa, e dessa forma resolve pegar carona no que tem tocado nas rádios do momento (em poucas palavras: liberam mais do menos).

Foi pensando exatamente nisso que dediquei o nosso 5º bloco dos meus 72 discos favoritos ao que eu chamo de “o verdadeiro URBAN CONCEITUAL”. Abaixo, vocês podem conferir 9 títulos musicais que com certeza representam esse gênero – e não surgiram apenas como uma tentativa de capturar o seu tão suado dinheiro reproduzindo músicas mal produzidas, mal compostas e que nunca deveriam ter saído dos estúdios de gravação. Prontos?


01. The Emancipation Of Mimi41. THE EMANCIPATION OF MIMI

Gravadora: The Island Def Jam Music Group, 2005;

Singles: “It’s Like That”, “We Belong Together”, “Shake It Off”, “Get Your Number”, “Don’t Forget About Us” e “Say Somethin’”;

Não deixe de ouvir também: “Stay The Night”, “To The Floor”, “Fly Like a Bird” e “Sprung”.

Vocês podem não acreditar, mas, antes de Mariah Carey ser esse mulherão que todos conhecemos e adquirir a fama de diva nível hard que poucos toleram, a bela moça seguiu por anos na indústria sob a imagem de uma menina meiga, tímida e até um pouco inocente, mas sempre muito bem sucedida. Contudo, é claro que muita água rolou de lá pra cá e, assim como na vida de qualquer pessoa, as vacas magras chegaram para deixar Carey num status totalmente crítico – não apenas profissional como também pessoal. Dando um tapa na poeira e deixando a tristeza de lado, foi em “The Emancipation Of Mimi” que a loira chamou alguns de seus mais conceituados BFFs da indústria (Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Nelly, Snoop Dogg, Twista) para elaborar o que seria o renascimento de sua vida como cantora e figura pública. Liderada pela quente “It’s Like That”, o 10º álbum de Mariah foi ganhando força no decorrer dos meses até a divulgação de “We Belong Together”, a balada responsável por trazer seu nome de volta aos holofotes e cravar um ponto culminante em sua carreira: será outra música capaz de ultrapassar a grandeza deste hino inquestionável? “The Emancipation Of Mimi” foi relançado na chamada “Ultra Platinum Edition”, a versão que continha 5 novas músicas e o 5º single “Don’t Forget About Us”.


02. B'Day42. B’DAY – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records, 2006;

Singles: “Déjà Vu”, “Ring The Alarm”, “Irreplaceable”, “Beautiful Liar”, “Amor Gitano”, “Get Me Bodied” e “Green Light”;

Não deixe de ouvir também: “Upgrade U”, “Flaws and All”, “Freakum Dress” e “World Wide Woman”.

Representando constantemente a personificação da mulher ideal forte e independente, Queen B não parece ter tido medo algum de defender seus ideais através do trabalho desenvolvido nas profundas produções de “B’Day”, seu 2º disco solo. Seja ostentando tudo em “Upgrade U” ou fazendo a louca no terreiro de “Déjà Vu”, não há como negar que Bey é uma mulher que merece não apenas o nosso respeito por sua visibilidade pública, mas também por seu intangível talento sobre-humano. Eu admito que os vocais da cantora neste álbum não são os mais agradáveis já gravados, soando por vezes muito estridentes e pouco recomendáveis para nossos ouvidos – principalmente se você gostar de ouvir música muito alta -, mas é indiscutível o quão brilhante foi a abordagem feita pelo “B’Day”, seja em sua versão standard, seja em sua versão platinum. Misteriosamente, os instrumentais bem colocados em cada faixa encaixam como uma luva na sensualidade característica de sua intérprete que jamais falha ao proporcionar o que de melhor sabe fazer. Não é nenhuma novidade que Beyoncé se supera a cada material liberado, não é mesmo?


03. Stripped43. STRIPPED – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records, 2002;

Singles: “Dirrty”, “Beautiful”, “Fighter”, “Can’t Hold Us Down” e “The Voice Within”;

Não deixe de ouvir também: “Stripped Intro/Stripped Pt. 2”, “Soar”, “Get Mine, Get Yours” e “I’m OK”.

Seguindo os passos da “Rainha do Pop” Madonna, eu ouso afirmar que reinvenção é a palavra que melhor consegue definir o imprevisível caminho de Christina Aguilera em sua carreira tão consagrada. Indo do blues e jazz para a música eletrônica e pop, foi com o álbum “Stripped”, seu 4º de inéditas, que a nossa baixinha revestiu-se sob a pele do alter-ego Xtina para divulgação e promoção de sua era mais pessoal. Como um pequeno diário recheado de segredos sombrios que ninguém poderia desconfiar, o disco se abre para o ouvinte do começo ao fim sem perder a sua impressionante carga emocional. Para isso, Christina adotou à época uma imagem mais sexualizada daquela responsável por posicioná-la no topo dos charts com o debut “Christina Aguilera”, de 1999 (muito parecida com a Miley Cyrus que temos hoje em dia). Demais diferenças à parte, já naqueles tempos Aguilera era primorosa com seus talentos natos de composição e desenvoltura vocal, sempre agindo como uma ponte capaz de nos conectar às dores sofridas em seu tão conturbado passado. Treze primaveras se passaram do lançamento de “Stripped”, mas, é realmente chocante o quão atual e realista ele ainda consegue soar sem forçar nenhum pouco a barra – não é a toa que “Can’t Hold Us Down” consegue ser, em dias atuais, uma respeitável referência para as feministas de plantão.


04. In The Zone44. IN THE ZONE – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records, 2003;

Singles: “Me Against The Music”, “Toxic”, “Everytime” e “Outrageous”;

Não deixe de ouvir também: “Showdown”, “Breathe On Me”, “Touch Of My Hand” e “The Answer”.

Quem achou que Britney Spears não tinha mais o que amadurecer após o lançamento do autointitulado “Britney”, de 2001 (e que inclusive ocupou nossa posição #14 em LIGHTS ON), com certeza acabou se surpreendendo quando “In The Zone” viu o luz do dia lá no finzinho de 2003. Destruindo qualquer vestígio do rótulo de garotinha virgem recebido no começo de sua carreira, o 4º álbum de estúdio da loira veio para dizer a todos que a velha Britney não mais habitava aquele corpinho saradíssimo objeto de desejo de qualquer homem em sua sã consciência. Focalizando seu trabalho junto ao público adulto, “Zone” foi o grande 1º álbum da cantora compromissado a nos apresentar uma Britney dona de seu próprio nariz. Trabalhando pesado no hip-hop, R&B e na house music, o disco é o mais próximo que tivemos do tão prometido “urban conceitual” de “Britney Jean” que todos ouviram falar mas ninguém chegou a presenciar. Uma dançarina nata, nem preciso dizer que as melhores coreografias elaboradas pela “Princesinha do Pop” foram realizadas durante a promoção deste disco, okay? Assista essa de “I (Got That) Boom Boom” e tire suas próprias conclusões.


06. Departure45. DEPARTURE – JESSE MCCARTNEY

Gravadora: Hollywood Records, 2008;

Singles: “Leavin’”, “It’s Over”, “How Do You Sleep?” e “Body Language”;

Não deixe de ouvir também: “Rock You”, “Freaky”, “Crash & Burn” e “In My Veins”.

Após “Right Where You Want Me” (posição #39 em TEEN SPIRIT) não emplacar nenhum hit significativo nas paradas de sucesso de 2006, JMac decidiu tomar o exemplo de sua conterrânea Hilary Duff antes de liberar para o público seu próximo material de inéditas. Eu digo isso porque “Departure”, assim como “Dignity” (Duff), apareceu não só para dividir a carreira de Jesse McCartney, mas também para introduzi-lo de vez na “Billboard Hot 100”, a relação das 100 músicas mais populares nos EUA. Lembrando em muito o astro da música pop e ex-NSYNC Justin Timberlake, é completamente visível a ânsia que McCartney possuía de desprender-se do passado de bom moço e trazer para as pessoas um lado mais amadurecido. Redirecionando sua própria imagem criativa para um caminho mais alternativo, o álbum refletiu em muito na sonoridade seguida pelo cantor em seus projetos posteriores: “In Technicolor”, de 2014, e o engavetado “Have It All”, de 2011. Uma curiosidade interessante é que 1 ano depois da liberação de “Departure” houve o seu relançamento no denominado “Departure: Recharged”, o qual continha 5 novas músicas tão boas como as da versão standard incluindo o single “Body Language”.


05. Good Girl Gone Bad46. GOOD GIRL GONE BAD – RIHANNA

Gravadora: Def Jam Recordings, 2008;

Singles: “Umbrella”, “Shut Up And Drive”, “Hate That I Love You”, “Don’t Stop The Music”, “Take a Bow”, “Disturbia” e “Rehab”;

Não deixe de ouvir também: “Push Up On Me”, “Sell Me Candy”, “Lemme Get That” e “Good Girl Gone Bad”.

“Good Girl Gone Bad” foi o disco responsável não só por trazer os mega hits “Umbrella” e “Don’t Stop The Music”, mas também por dar à Rihanna o pontapé inicial que lhe faltava para alcançar o topo do estrelato. Para você ter uma ideia, de 2008 pra cá a barbadiana conseguiu emplacar 9 músicas no #1 na “Billboard Hot 100”, vender milhões de cópias de seus discos nos EUA e no mundo e, de quebra, ainda consolidar uma carreira no mundo da moda como modelo de diversas campanhas publicitárias de gigantes como a Armani. Fazendo um paralelo de começo da carreira até o presente momento, é inacreditável o quanto Riri cresceu pelos quatro cantos da Terra em tão pouco tempo. Foi trabalhando com os gênios Timbaland, Stargate e Ne-Yo que a voz do hit “Diamonds” conseguiu fixar-se atualmente como uma das cantoras mais prestigiadas pelo público, passando a dominar qualquer um que ousasse entrar em seu caminho. É claro que tudo isso é acompanhado das costumeiras polêmicas envolvendo sua linguagem e comportamento inadequados, deixando por vezes os mais conservadores de cabelos em pé – mas, o que é um grande artista sem as pequenas polêmicas? Vale mencionar, por fim, que “Good Girl Gone Bad” foi relançado na versão “Reloaded” contendo as inéditas “Take a Bow”, “Disturbia” e “If I Never See Your Face Again”, uma colaboração com a banda Maroon 5.


07. Brave47. BRAVE – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: Epic Records, 2007;

Singles: “Do It Well” e “Hold It Don’t Drop It”

Não deixe de ouvir também: “Forever”, “Mile In These Shoes”, “Wrong When You’re Gone” e “Brave”.

Em um mundo tão pequeno capaz de abrigar grandes vocalistas como Celine Dion, Christina Aguilera e Whitney Houston, muito se questiona as verdadeiras habilidades vocais dos cantores que têm feito grande sucesso na atualidade. E, não poderia ser diferente com Jennifer Lopez, que desde a última década passou por poucas e boas numa rivalidade bem intensa envolvendo a sua colega de “American Idol” Mariah Carey e uma possível sample usada no single “I’m Real”. Como não era de se esperar, alguns fãs mais exaltados acabaram por subjulgar JLo numa categoria inferior a de outras musicistas que estouraram ainda nos anos 90 e a qual realmente não pertence. Eu digo isso porque, antes de se render ao mainstream pouco interessante que hoje em dia acabou por ser a essência de seus trabalhos musicais, Lopez já havia liberado grandes álbuns de estúdio como “This Is Me…Then” e “Rebirth”. Porém, foi somente com “Brave”, o 6º de sua discografia, que as coisas tomaram um rumo bem intimista, criativo e digno de ser lembrado não apenas por seus fãs mais fiéis, mas por qualquer um que realmente curte a black music. Misturando pop com R&B e dance, “Brave” é até os dias de hoje, ao meu ver, o disco mais consistente de sua carreira tão promissora.


08. E=MC248. E=MC² – MARIAH CAREY

Gravadora: Island Records, 2008;

Singles: “Touch My Body”, “Bye Bye”, “I’ll Be Lovin’ U Long Time” e “Stay In Love”;

Não deixe de ouvir também: “Migrate”, “Side Effects”, “I’m That Chick” e “For The Record”.

Quem realmente curtiu o retorno de Mariah lá em 2005 com o aclamadíssimo “The Emancipation Of Mimi” definitivamente precisa conhecer “E=MC²”. O álbum, como seu próprio nome diz (E=MC² – Emancipation = Mariah Carey 2) vem com o propósito de trazer ao público a 2ª parte do fantástico trabalho desenvolvido por Carey poucos anos antes, quando dominou o globo com o hino “We Belong Together”. Guiado pelo carro-chefe “Touch My Body”, também #1 na “Billboard Hot 100”, Mimi mais uma vez resolveu caprichar em seus dotes vocais ao entregar-nos esta joia rara da música contemporânea. O legal deste disco é que, diferente de grande parte de todo o catálogo já liberado por Mariah em sua vida, “E=MC²” ainda é capaz de nos fazer viajar no tempo sem perder a graça de sua instrumentalidade monstruosa. Com seus batidões de 1ª categoria e a já conhecida participação de feras da indústria (desta vez T-Pain e Da Brat), Carey não se contentou com pouco e chamou para abrir o disco, com chave de ouro, o conceituadíssimo Danja na pegajosa “Migrate”.


09. I Look To You49. I LOOK TO YOU – WHITNEY HOUSTON

Gravadora: Arista Records, 2009;

Singles: “I Look To You” e “Million Dollar Bill”;

Não deixe de ouvir também: “Nothin’ But Love”, “Call You Tonight”, “For The Lovers” e “Salute”.

Whitney Houston dispensa apresentações! Dona da voz mais conhecida da História – duvido que uma alma viva ou morta desconheça “I Will Always Love You” -, Houston consolidou-se nas décadas de 80 e 90 numa carreira prestigiada e recheada de problemas envolvendo o uso de drogas entre outras irregularides. Falecendo jovem e nos deixando com apenas 7 maravilhosos discos de inéditas, devo dizer que, ao meu ver, o destaque de sua discografia fica mesmo com “I Look To You”, o último e mais moderno trabalho lançado em vida, lá em 2009. Contendo os singles “I Look To You”  e “Million Dollar Bill”, o disco teve pouco impacto nas paradas de sucesso norte-americanas, mas definitivamente marcou em muito todos aqueles que chegaram a conhecê-lo. É visível, nesta produção, a transformação vocal sofrida por Houston ao longo dos anos (saiba mais acessando este link do Vocal Pop), mas nem por isso o álbum perder o brilho merecedor de qualquer obra assinada pela cantora. A mulher era tão foda que, mesmo se levarmos em conta o seu descuido com a voz – principalmente nos anos 2000, quando era casada com Bobby Brown -, “I Look To You” se mostra, muito de longe, o melhor álbum de R&B liberado por uma veterana de sua geração.


Mal posso esperar para lhes apresentar ALTERNATIVE & VINTAGE, o penúltimo bloco dos meus 72 discos favoritos.

Os 10 melhores comebacks da música pop em videoclipes

Confira o nosso novo especial com as melhores voltas ao meio musical de grandes artistas que passaram por poucas e boas.

Sabe quando você está naqueles dias em que tudo parece dar errado? E quando você enfrenta fases difíceis de sua vida, seja no trabalho ou no namoro, por exemplo, em que nada parece ter uma solução? Agora você pega os seus problemas e multiplica por mais 10.000, soma 10.000 câmeras te perseguindo até a esquina ou 10.000 sites e blogs divulgando tudo isso pra outras 10.000 pessoas lerem só pra ter algo “interessante” para passar suas horas vagas. Provavelmente foi isso que as 10 pessoas listadas abaixo passaram, mais de uma vez, em momentos distintos de suas vidas e carreiras.

Entretanto, sempre chega uma hora em que cansamos de tanto baixo astral e resolvemos dar um “up” na autoestima, não é mesmo? São em nossos momentos de superação que ficamos mais sóbrios, mais radiantes e mais receptivos para novas vibrações. Novos caminhos são abertos instantaneamente, novas pessoas surgem para nos prestigiar e, como bem diria Taylor Swift “and the haters gonna hate, hate, hate”. Foi divagando com meus próprios botões que resolvi escrever o especial abaixo e trazer pra vocês os 10 melhores videoclipes do pop que melhor retrataram um comeback de ouro para nossas tão perseguidas celebridades desesperadas por um pouco mais de privacidade. Vamos lá:

10. I LOOK TO YOU – WHITNEY HOUSTON

Álbum: “I Look To You” / Ano: 2009 / Diretor: Melina Matsoukas / Comeback após: drogas e casamento conturbado.

Whitney Houston foi por muitos anos consagrada como uma das maiores vocalistas a ter pisado no planeta Terra, momento em que aproveitou da ocasião para dominar as décadas de 80 e 90 com seus sucessos esmagadores ao lado de Céline Dion e Mariah Carey. Dona de uma voz única e poderosa, foi com “I Will Always Love You” que chegou ao ápice de sua carreira, quebrando zilhões de recordes e se estabelecendo como uma diva contemporânea. Porém, como nem tudo é um mar de rosas, por volta de 2002 a vida da cantora passou a desandar de vez. Mergulhando de cabeça em manchetes escandalosas, o envolvimento com drogas e o conturbado casamento com o cantor Bobby Brown ofuscaram em muito o brilho de nossa estrela hollywoodiana.

Vivendo em uma luta interna, Whitney pôs um fim aos problemas e trouxe para seus fãs o inédito “I Look To You”, álbum produzido pelos maiores produtores da época (Stargate, Akon). Dando um pontapé no passado obscuro, foi com a faixa-título que a veterana decidiu voltar aos holofotes – uma balada romântica inspirada no gospel já conhecido de seus trabalhos anteriores. Linda e deslumbrante, ela aparece no maior clima de paz e amor em um lugar que nos remete ao tão sonhado paraíso celestial dos cristãos. Uma pena que Houston não mais se encontre entre nós, meros mortais, para nos abençoar com sua voz angelical, não concordam?


9. ON THE FLOOR – JENNIFER LOPEZ

Álbum: “Love?” / Ano: 2011 / Diretor: TAJ Stansberry / Comeback após: fracasso comercial do disco “Brave”.

“É uma nova geração” entoa JLo logo no início da música que mais dominou o ano de 2011. E não é que ela estava certa? Após o fracasso comercial de “Brave”, de 2007, três anos depois a morena assinou contrato com a gravadora “Island Def Jam” e apostou todas suas fichas em um novo começo para a sua carreira musical. De volta às paradas de sucesso e em evidência por sua atuação como jurada no “American Idol”, “On The Floor” foi o carro-chefe do disco “Love?”, que mais tarde marcaria a discografia da cantora como um de seus trabalhos melhor produzidos.

Acompanhada do rapper Pitbull, Jennifer já chegou mostrando ao que veio e desbancou qualquer cantora 20 anos mais jovem por conta de seu fenomenal corpo modelado. Vestindo dourado e diversas outras roupas sensuais, a norte-americana com descendência latina conquistou o mundo com o seu tão conhecido “la la la…”, repetindo a fórmula do sucesso anteriormente testada por Kylie Minogue em sua “Can’t Get You Out Of My Head”. Você já parou para pensar que os maiores sucessos que chegaram ao #1 e que sucederam o hit de Lopez mais se parecem com versões repaginadas de “On The Floor”? “Get on the floor, darling”.


8. CAROUSEL – VANESSA CARLTON

Álbum: “Rabbits On The Run” / Ano: 2011 / Diretor: Jake Davis / Comeback após: dois álbuns sem chamar a atenção do público.

Você sabia que Vanessa Carlton é muito mais que “A Thousand Miles”, certo? Liberando seu lado wicca no videoclipe de “Carousel”, o first single do disco “Rabbits On The Run”, a cantora flerta com a natureza e celebra a nova fase de sua carreira em alto estilo. Após seus dois últimos trabalhos não terem emplacado nenhum grande hit nas paradas de sucesso norte-americanas, Carlton retornou à indústria fonográfica em 2011 com o seu quarto disco de inéditas.

Inspirado nas obras literárias de Stephen Hawking (“A Brief History of Time”) e Richard Adams (“Watership Down”), este é o primeiro trabalho independente lançado por ela, gravado à época totalmente ao vivo no “Real World Studios”, em Londres. Com produção de Steve Osborne, o álbum foi bem aceito pela crítica e chegou a receber 72 votos positivos de 100 do site “Metacritic”. “Carousel” é uma refrescante música piano-pop que nos traz o melhor de Vanessa Carlton em tempos atuais: sua doce voz e os inseparáveis instrumentais estrategicamente bem colocados. “A bondade é algo que você não precisa perseguir pois ela está seguindo você”.


7. BELIEVE – CHER

Álbum: “Believe” / Ano: 1999 / Diretor: Nigel Dick / Comeback após: anos sem um grande sucesso.

Não é a toa que Cher é denominada mundialmente como a “Deusa do Pop”. Com mais de 50 anos de carreira, a veterana é conhecida por ser um ícone da cultura pop, tendo uma trajetória de sucesso na música, no cinema e na televisão. Sendo a única artista a ter um #1 nas paradas da “Billboard” nas últimas 6 décadas, ela guarda em sua estante de prêmios vencidos no “Grammy”, “Oscar”, “Emmy”, “Globo de Ouro” e “Festival de Cannes”. Contudo, apesar de seus inúmeros hits em charts mundiais, a cantora enfrentou uma maré de azar após o lançamento de diversos discos que pouco venderam ou chamaram a atenção da crítica à época.

Lançando o maduro “It’s a Man’s World”, em 1995, que teve um bom desempenho no Reino Unido, o maior sucesso musical de Cher ainda estava por vir três anos mais tarde. “Believe”, comandado pelo single de mesmo nome, estourou no mundo e emplacou o trabalho como o mais bem sucedido de sua discografia. Sendo pioneira ao utilizar do autotune para modificar sua voz na música e deixá-la mais robótica, o single foi #1 em diversos países como França, Itália, EUA e Espanha. Presenciando um caso de amor que não deu certo na balada, a diva atua como uma mística entidade que coloca o pessoal pra dançar sob as luzes de neon, beneficiando-os com sua benção suprema. É a mãe Cher sendo a melhor no que é boa.


6. HUNG UP – MADONNA

Álbum: “Confessions On A Dancefloor” / Ano: 2005 / Diretor: Johan Renck / Comeback após: polêmica com o álbum “American Life”.

Que Madonna sempre foi uma artista polêmica isso nós já sabemos, mas, a norte-americana não poupou ninguém enquanto trabalhava no álbum “American Life”. Depois do chocante e realista videoclipe para a música de mesmo nome, Madge comprou uma briga sem tamanhos ao criticar duramente o governo estadunidense e a política implantada por décadas na “Terra do Tio Sam”. Não aprovando a atitude da loira, o público acabou não comprando tanto e o disco vendeu bem menos cópias que os antecessores “Ray Of Light” e “Music”. Mas, esse não seria o fim da “Rainha do Pop”.

Mais de dois anos depois é liberado “Confessions On A Dancefloor”, um dos trabalhos mais conceituais e épicos da cantora. Estreando no topo das tabelas musicais de diversos países, recebeu 80 de 100 pontos de aprovação do “Metacritic”, sendo o trabalho liderado pela fascinante “Hung Up”. Usando sample de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, do ABBA, a música é até hoje uma das mais populares da loira. Mostrando a ótima forma física em seus plenos 47 anos, a cantora dança em seu sensual collant rosa em tributo a John Travolta e seus filmes. Vale lembrar que o vídeo para “Sorry” foi gravado como uma continuação de “Hung Up”. Dando um show de coreografias bem executadas sem perder o fôlego, Madonna volta após anos para nos reafirmar que a idade só lhe fez bem para o corpo, a mente e a carreira.


5. IT’S LIKE THAT – MARIAH CAREY

Álbum: “The Emancipation Of Mimi” / Ano: 2005 / Diretor: Brett Ratner / Comeback após: fracasso de “Glitter”, médio desempenho de “Charmbracelet” e boatos de uma tentativa de suicídio.

Conhecida pelos quatro cantos do planeta como uma das cantoras mais bem sucedidas de todos os tempos, Mariah Carey quebrou inúmeros recordes e estabeleceu seu nome como um dos mais poderosos da indústria fonográfica. Vendendo milhões e milhões de álbuns ao longo dos anos, foi lá em 2001 que a diva acordou com o pé esquerdo e passou anos na penumbra após o fracasso comercial do filme “Glitter” e o desempenho mediano de álbum “Charmbracelet”. Alguns rumores apontam que o fracasso dos trabalhos atingiu tanto a cantora que Mariah chegou a cogitar o suicídio.

Dando uma animada nas coisas, a vocalista passou anos gravando seu próximo trabalho na companhia dos mais prestigiados produtores da black music (Jermaine Dupri, Darkchild, Kanye West), e liberou, em 2005, a obra-prima chamada “The Emancipation Of Mimi”. “It’s Like That”, o primeiro single do disco, cumpriu com o prometido e nos deu uma visão geral do que seria a nova fase de Carey. Linda, loira, magra, fabulosa e com a voz poderosa de sempre, MC é a anfitriã de uma festa de arromba regada a muito luxo, champagne e cassino. É Mariah nos apresentando seu novo alter ego, Mimi, com toda a classe de que tem direito e calando todos aqueles que um dia duvidaram de seu potencial para criar hits.


4. SPINNING AROUND – KYLIE MINOGUE

Álbum: “Light Years” / Ano: 2000 / Diretor: Dawn Shadforth / Comeback após: fracasso comercial do disco “Impossible Princess” e profunda depressão.

Kylie Minogue carrega consigo a fórmula do sucesso! Com quatro álbuns lançados pela “PWL” e um pela “Descontruction”, todos com altas vendas na Austrália e Reino Unido, principalmente – público alvo da cantora -, a australiana decidiu mudar de sonoridade e tomou rumos completamente opostos para o seu sexto disco de inéditas. Abraçando o indie rock, folk e trip hop, “Impossible Princess” chocou as pessoas na época de seu lançamento por sua obscuridade e foi renegado por muitos que não aceitaram a nova Kylie, tornando o álbum um fracasso comercial – na Austrália teve um desempenho razoavelmente bom.

Respirando novos ares e deixando uma profunda depressão de lado, Minogue retorna três anos mais tarde com o hino nº 1 “Spinning Around” levando todos de volta às pistas de dança. Estreando as famosas “hot pants” – acredite, a peça foi encontrada num brechó! -, a moça fez bonito ao gravar o que seria uma de suas músicas mais populares, agora sob o selo da “Parlophone”. Foi a partir do álbum “Light Years” que a cantora adotou a imagem de símbolo sexual e retornou ao topo das paradas musicais, consolidando-se como uma das vocalistas mais populares de sua geração.


3. BOYFRIEND – ASHLEE SIMPSON

Álbum: “I Am Me” / Ano: 2005 / Diretor: Marc Webb / Comeback após: humilhação em público com playback mal elaborado.

Irmã mais nova da também cantora e atriz Jessica Simpson, Ashlee estourou no verão de 2004 com o sucesso “Pieces Of Me”. Porém, o maior hit da cantora é também o causador de um dos maiores micos da história da televisão norte-americana. Após ter sido convidada para se apresentar no “Saturday Night Live”, Ashlee subiu ao palco para cantar “Autobiography” e, logo depois dos acordes iniciais, começou a rolar estúdio afora o vocal pré-gravado de “Pieces Of Me”. Acontece que, mesmo com problemas de saúde na voz, a cantora tentou levar a performance adiante, o que claramente não deu certo – o diagnóstico chegou a ser transmitido em diversos programas de TV na época, como o “60 Minutes”, da “CBS”.

Após a humilhação pública e o fim da era “Autobiography”, Simpson platina seus cabelos e faz um grande retorno com a empolgante “Boyfriend”. Atacando a ex-amiga Lindsay Lohan na letra do novo single – Lohan teria acusado Ashlee de roubar seu namorado à época, Wilmer Valderrama – a nova loira não poderia ter escolhido música melhor pra fazer o seu comeback. Apesar do enredo simples, “Boyfriend” tem o poder de captar a atenção de quem assiste ao clipe, já começando com a louca fuga policial que leva a um show particular num galpão velho e secreto. Com vocais fortes e uma batida alucinante, Ashlee Simpson nunca esteve tão provocativa e interessante, razão pela qual abre o nosso tão concorrido top 3.


2. YOUR BODY – CHRISTINA AGUILERA

Álbum: “Lotus” / Ano: 2012 / Diretor: Melina Matsoukas / Comeback após: fracasso do álbum “Bionic”, divórcio, perseguição da mídia, haters e corpo acima do peso.

Planejando o que seria o seu maior projeto musical, Christina Aguilera já flertava com a música eletrônica desde as faixas inéditas da coletânea “Keeps Gettin’ Better: A Decade Of Hits”. Planejando uma nova turnê mundial de verão, dois novos álbuns (um de inéditas e um de remixes), uma linha de produtos de beleza e até mesmo uma de joias (leia mais sobre), a loira discípula de Madonna viu seu mundo desabar após o fracasso do novo disco e o cancelamento e engavetamento de todos os outros trabalhos secundários. Foi então que ela lançou seu primeiro filme ao lado de Cher, “Burlesque”, e começou a ganhar peso enquanto seu casamento de mais de 5 anos chegava ao fim.

Rotulada como uma pessoa orgulhosa e egocêntrica, Aguilera passou por tudo isso em silêncio enquanto blogs da cultura pop a apedrejavam pelo flop de “Bionic” – a propósito, foi graças a Perez Hilton que o termo pegou e “manchou” a carreira brilhante de nossa loira. Dando um jeito de contar às pessoas tudo o que aconteceu em 2 anos, essa foi a tarefa que o próximo álbum da cantora, “Lotus”, tentou transmitir ao ouvinte por meio de letras profundamente pessoais: tudo o que a cantora sentiu e passou na época mais obscura de sua carreira.

Com o single debut “Your Body”, Christina abraçou seu novo corpo e não poupou recursos para agradar seus fãs na super produção de 2012. Uma serial killer divertida e exótica, a moça usa e abusa das perucas e roupas multicoloridas, sempre sendo sensualmente elegante. Vale destacar ainda um dos visuais que Aguilera usou em uma das cenas do clipe e que com certeza fez seus fighters ficarem loucos: as tranças que nos remetem à era “Stripped”. É a primeira vez em anos que vemos Xtina tão espontânea e criativa mostrando-nos seu poder vocal sem entediar ninguém. The one and only, there never will be another, Christina Aguilera, that’s how music should sound!


1. WOMANIZER – BRITNEY SPEARS

Álbum: “Circus” / Ano: 2008 / Diretor: Francis Lawrence / Comeback após: drogas, vida conturbada, humilhação no “VMA” de 2007, problemas judicais, perseguição da mídia e paparazzi.

Chegamos ao que eu considero a maior volta de um artista pop ao cenário musical e sim, a “cantora que não canta” é a grande merecedora do topo do nosso especial e vocês entenderão porquê. Britney sempre teve uma carreira de sucesso, lançando diversos álbuns em #1 na “Billboard” e singles que a consolidaram como uma das artistas mais influentes de todos os tempos. Porém, após o casamento nada feliz ao lado de Kevin Federline e o nascimento dos lindos Sean Preston e Jayden James, a vida particular da “Princesa do Pop” virou do avesso.

Lançando a “Bíblia do Pop”, vulgo “Blackout”, em 2007, o álbum agradou a crítica e o público, mas a performance de divulgação no “VMA” virou motivo de chacota. Acima do peso e usando uma peruca estranha pra cobrir o episódio no qual raspou todo o seu cabelo num momento de descontrole, a loira mais desejada dos EUA passou a ser a mais rejeitada do mundo. Perseguida por fotógrafos e pelos tabloides, a moça viu tudo desmoronar diante de seus olhos enquanto perdia a guarda de seus filhos para o ex-marido, K-Fed. Isso, é claro, sem mencionarmos o envolvimento com drogas pesadas e as noitadas desenfreadas ao lado de Paris Hilton e Lindsay Lohan.

Sob a curatela de seu pai, a estrela de “Crossroads” voltou ao estúdio após os eventos turbulentos e em 2008 libera “Circus”, seu mais novo disco de inéditas. Com a liderança de “Womanizer”, o novo trabalho foi um sucesso de vendas e deixou todos boquiabertos com o retorno da loira às paradas de sucesso. Conseguindo mais um #1 para a sua lista de singles que chegaram ao topo dos charts ianques (o último tinha sido “…Baby One More Time”, em 1999), Britney calou todos aqueles que um dia a chamaram de gorda fora de forma.

Brincando com diversos personagens, em “Womanizer” ela se torna uma dona de casa e motorista loira, uma secretária morena e uma garçonete ruiva, repetindo o feito de “Toxic”, quatro anos antes. Já começando no quente cenário da sauna, a cantora aparece nua deitada numa posição estratégica e o clipe rola no maior climão de sensualidade e comédia – detalhe ainda para a intro mara idêntica à de “Stronger”. Agora você realmente quer um pedaço dela, não é?

10 grandes músicas atemporais

Intro (Cher)

A meu ver, a indústria fonográfica tem, de uns anos pra cá, demonstrado sinais de fraco desempenho e inovação por parte de grandes artistas que, diariamente, lançam novos singles e álbuns cada vez menos pretensiosos. E, com a ausência da ousadia, consequentemente é gerado desapontamento em milhares de fãs espalhados pelos quatro cantos do planeta. Nomes de peso parecem, não mais, conseguir com tanta facilidade emplacar hits esmagadores no topo das paradas musicais. Álbuns prometidos como inovadores se mostram comuns após o seu lançamento e, com o passar de poucos meses, soam enjoativos (alguns até mesmo repugnantes).

E, é por conta de certos alienados que muitos cantores, bandas e grupos são taxados de fracassados por não seguirem essa tão buscada fórmula do sucesso. Se você não colocar aquela batidona clichê em pelo menos metade de seu novo disco, seu trabalho não agradará os críticos musicais e nem a grande massa de pessoas, recebendo a partir daí o título de “flop” do momento. Claro, a menos que se renda e faça aquele básico pacto, vendendo sua alma por quinze minutos de popularidade.

Brincadeiras a parte, foi pensando nisso tudo que passei o dia todo pesquisando em meus arquivos algumas músicas que, em minha opinião, sobreviveram ao teste do tempo e se mostram ainda tão jovens como quando foram lançadas. Acredito que muitas delas, se lançadas em dias atuais, ocasionariam uma gigantesca (e necessária) revolução na sonoridade urban conceitual que tem dominado os charts.

Abaixo, confira algumas das 10 músicas mais atemporais já lançadas até o momento e que você não pode deixar de ouvir:

#10. TIME AFTER TIME – CYNDI LAUPER

Okay, eu sei que o maior sucesso de Cyndi é “Girls Just Want To Have Fun”, mas, colocá-la nessa lista seria o mesmo que incluir “Material Girl”, da Madonna, ou “Greatest Love Of All”, da Whitney Houston. São hinos de décadas passadas, pertencentes a um mundo diferente (e minha intenção é destacar músicas atemporais). Pensando nisso, cheguei em “Time After Time”, gravada por Lauper para seu álbum debut, “She’s So Unusual”, de 1983. A canção chegou a atingir o topo da “Billboard Hot 100”, foi composta pela própria Cyndi ao lado de Rob Hyman e recebeu influências do new wave.

Veja aqui uma performance icônica feita em uma apresentação da cantora.

#9. GIMME! GIMME! GIMME! (A MAN AFTER MIDNIGHT) – ABBA

Assim como “Dancing Queen”, “Gimme! Gimme! Gimme!” traz o cativante vocal do grupo sueco combinado com um instrumental prá lá de exótico. Composta e produzida pelos integrantes Benny Andersson e Björn Ulvaeus, foi lançada como single em 1979 e incluída posteriormente nas coletâneas “Gold: Greatest Hits” e “Greatest Hits Vol. 2”. Foi #1 em diversos países, chegando ao #3 no Reino Unido. Com inspiração da disco, europop e synthpop, Madonna chegou a usar samples da música no seu single “Hung Up”, carro-chefe do álbum “Confessions On A Dance Floor”, de 2005.

Veja aqui uma performance icônica da música feita na turnê “In Concert”.

#8.  WHERE THE STREETS HAVE NO NAME – U2

Minha intenção era relacionar apenas músicas pop, mas, como nem só do pop vivem as pessoas, resolvi colocar uma pegada rock e mencionar o U2 em nossa visita de volta ao passado. O hit que conquistou o mundo todo alcançou o #13 do “Hot 100” norte-americano, isso sem mencionar os #1s na Nova Zelândia e Irlanda. O terceiro single do disco “The Joshua Tree”, que inclusive abre a tracklist do CD, teve produção de Daniel Lanois e Brian Eno, tendo sido lançado oficialmente em 1987. A musicista Vanessa Carlton, conhecida pelo hit “A Thousand Miles” – trilha sonora do filme “As Branquelas” –, regravou a faixa da banda irlandesa em 2004 numa versão totalmente repaginada, ao som de piano, e incluiu no álbum “Harmonium”.

Veja aqui uma performance icônica da música feita no “Slane Castle”.

#7. IT’S NOT RIGHT BUT IT’S OKAY – WHITNEY HOUSTON

Essa foi uma inclusão de última hora, mas, muito necessária para a essência de nossa lista. Gravada para o álbum “My Love Is Your Love”, foi lançada como single em 1999, recebendo produção do mestre Darkchild e composição de LaShawn Daniels, Rodney Jerkins, Fred Jerkins III, Isaac Phillips e Toni Estes. O single, #1 na Espanha, conquistou o top 5 da “Billboard Hot 100” na posição de número #4 e o #3 no UK. Provinda do soul, R&B e dance music, a canção recebeu o prêmio Grammy na categoria “Melhor Performance Vocal Feminina de R&B”, em 2000.

Veja aqui uma performance icônica da música feita na “My Love Is Your Love Tour”.

#6. WALKING IN MEMPHIS – CHER

Cherwim

Grande sucesso na voz de Marc Cohn, o cantor original de “Walking In Memphis” – que a gravou em 1991 – foi com a “Deusa do Pop” que a música ganhou atemporalidade e marcou a carreira da cantora. “Memphis”, uma faixa pop-rock, entrou para a tracklist do disco “It’s a Man’s World”, de 1995, sendo lançado como lead single em outubro do mesmo ano. #2 na Turquia, #17 na Austrália e #11 no Reino Unido, foi dita como “empolgante” pela “All Music”; Jim Farber, do “Entertaiment Weekly”, afirmou que a faixa “deve ser ouvida para se acreditar (nela)”. Cher chegou a apresentar a música em suas turnês “Do You Believe? Tour”, “The Farewell Tour e “Cher at the Colosseum”.

Veja aqui uma performance icônica da música feita em uma de suas turnês.

#5. I’M A SLAVE 4 U – BRITNEY SPEARS

A “Princesinha do Pop” não poderia ficar de fora de uma lista que envolvesse música, certo? Pensando nisso e em todos os hits já lançados pela loira, encontrei em “Slave” o que não consegui observar em outros grandes sucessos como “…Baby One More Time” e “Oops!!!I Did It Again”: soar contemporânea. Oferecida inicialmente para Janet Jackson – que recusou a faixa – foi escrita e produzida por Pharrell Williams e Chad Hugo, também conhecidos como The Neptunes. Com influências do dance e R&B, a música fez grande sucesso, chegando à #27 no “Hot 100” da Billboard e ao #1 no Brasil, Japão, entrando ainda no top 10 da Austrália, França, Alemanha e Reino Unido.

Veja aqui uma performance icônica com uma cobra albina feita no “VMA” de 2001.

#4. FROZEN – MADONNA

Quando Madonna esteve nas gravações do disco “Ray Of Light” ao lado do produtor William Orbit, muito se especulou sobre o que estava sendo planejado nos estúdios da “Warner Music”. Com o lançamento, em 1998, os fãs receberam uma das obras mais intensas já lançadas no universo musical. Não só “Frozen” é atemporal como o disco todo, sendo considerado por muitos como o melhor da discografia da “Rainha do Pop”. O hit chegou ao #2 do “Hot 100” e no top 5 de diversos países.  O clipe para a música é repleto de misticismo e simbologia, no qual podemos ver uma Madonna interpretando uma feiticeira misteriosa. Na Bélgica, no entanto, a música sofreu acusações de plágio (leia mais).

Veja aqui uma performance icônica da música feita na “BBC”.

#3. WHAT GOES AROUND… COMES AROUND – JUSTIN TIMBERLAKE

A única música apresentada por um cantor (homem) solo não poderia ser outra se não “What Goes Around…”, recebendo a nossa medalha de bronze. Lançada como terceiro single do “FutureSex/LoveSounds”, de 2006, foi recebida pela crítica especializada como a sequência de “Cry Me a River”, de 2002. Atingindo o #1 nos Estados Unidos, foi produzida pelo próprio Timberlake em parceria com Timbaland e Danja. Com instrumentais de R&B e pop, levou o “Grammy” de “Melhor Performance Vocal Masculina de Pop”, em 2008. Duas curiosidades: a atriz Scarlett Johansson atua no videoclipe e, a faixa foi usada como trilha sonora da primeira temporada de “Gossip Girl”, ao lado também de “Paparazzi”, da Lady Gaga.

Veja aqui uma performance icônica da música feita no “Madison Square Garden”.

#2. THE VOICE WITHIN – CHRISTINA AGUILERA

Acredito que, durante a fase que antecedeu o álbum “Stripped”, de 2002, Christina Aguilera não tinha noção alguma do efeito que seu disco causaria na história da indústria fonográfica. Foi com o “Despida” que Aguilera consolidou sua carreira e se mostrou uma artista forte, inovadora e talentosa. “Beautiful”, maior sucesso de sua carreira, está presente no CD, mas foi “The Voice Within” que a moça se firmou como uma artista adiante de sua geração, tendo sido comparada com Celine Dion e Mariah Carey. O videoclipe foi dirigido por David LaChapelle e filmado em um take só. Entrou para o top 40 da “Billboard Hot 100”, ocupando a #33 e #9 do Reino Unido. Recebeu composição de Aguilera em colaboração com Glen Ballard, com produção deste último, sendo inspirada no pop, soul e leves pitacos gospel! Xtina fica com a nossa prata.

Veja aqui uma performance icônica da música feita na “Stripped Live In The UK”.

#1. CONFIDE IN ME – KYLIE MINOGUE

Chegamos finalmente ao primeiro lugar, dando à Minogue nossa medalha de ouro. “Confide In Me”, carro-chefe do disco homônimo da cantora, lançado em 1994, foi composta pelo duo Brothers in Rhythm (Steve Anderson e Dave Seaman) ao lado de Owain Barton, sendo produzida por Steve e Dave. Foi aclamadíssima pela crítica especializada, alcançando o topo dos charts australianos e estreando em #2 no UK. “Confide” já se inicia com um som orquestral, recebendo no decorrer da música influências do pop e da house music. O interessante do single é que, além de sua profunda letra, foi exatamente com ele que a australiana mostrou ao público que sabia usar sua voz e alcançar notas altas, até então não demonstrado em seus discos anteriores. Kylie chegou a incluir a canção nas turnês “Intimate and Live”, “On a Night Like This”, “KylieFever2002”, “Showgirl: The Greatest Hits Tour”, “Showgirl: The Homecoming Tour”, “For You, for Me” e “Aphrodite Les Folies”.

Veja aqui uma performance icônica da música feita no “BBC Radio 2”.