Playlist: 3 músicas que você precisa conferir neste “Dia das Mães”

Apesar de termos inúmeros feriados ao longo do calendário que comemoram as mais importantes datas do ano, o “Dia das Mães” tem o seu diferencial exatamente por dar destaque aos seres mais importantes de nossas vidas: as nossas mães.

Pensando nisso, a publicação de hoje não visa resenhar qualquer lançamento musical ou clássico dos cinemas, mas, exclusivamente, fazer uma singela homenagem às milhares de mulheres do mundo inteiro que gastam muito do seu tempo se dedicando mais aos filhos que as suas próprias vidas.

Dessa forma (e sem qualquer pretensão de tornar este post gigantesco), selecionamos, a seguir, 3 músicas de diferentes situações (mas todas voltadas à temática maternidade) que você – mãe, filho ou marido – precisa conferir para tornar esse dia ainda mais especial. Clique nos links abaixo de cada imagem para ouvir a respectiva música.


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Quando você é a mamãe… “Someday (I Will Understand)”, Britney Spears:

Assista ao clipe oficial de “Someday (I Will Understand)”

Inevitavelmente, quando o assunto é Britney Spears, muita gente automaticamente se lembra dos hits dançantes da cantora e de toda a imagem sexualizada transmitida pela maioria dos clipes e espetáculos que já levaram o nome da “Princesinha do Pop”. Porém, o que muita gente não sabe (ou acaba se esquecendo) é que um dos maiores ícones dos anos 2000, por diversas vezes, já dedicou muito do seu tempo para compor e gravar algumas das baladas mais bonitas que tivemos o prazer de escutar ao longo da última década. E “Someday (I Will Understand)” é sem sombra de dúvidas uma delas.

Lançada em agosto de 2005, a canção foi composta pela própria musicista e dedicada a seu primeiro filho, Sean Preston, que viria a nascer no mês seguinte. Com produção de Guy Sigsworth, o clipe foi dirigido por Michael Haussman e conta com uma Srtª Spears gravidíssima em cenas gravadas totalmente em preto e branco. Sobre o single (o qual, inclusive, foi incluso na coletânea “B in the Mix: The Remixes” e no EP “Chaotic”), Britney revelou que a música chegou “como uma profecia… quando você está grávida, se sente empoderada”.

Outras canções de Britney Spears que abordam o assunto maternidade incluem: “My Baby” (do álbum “Circus”, de 2008) e “Brightest Morning Star” (do álbum “Britney Jean”, de 2013).


Quando você é a filha… “Oh Mother”, Christina Aguilera:

Assista ao clipe oficial de “Oh Mother”

Que Christina Aguilera sempre teve uma ótima mão para a composição dos hinos insubstituíveis que pudemos conferir pelo decorrer de sua longa carreira de 18 anos, isso ninguém pode negar. E, por mais que o passado da “Voz da Geração”, frequentemente, se sobressaia em um single aqui e outro acolá, a verdade é que são em suas baladas super intimistas que encontramos toda a dor já vivida pela grande vocalista que consolidou-se como uma das mais multifacetadas da indústria fonográfica.

Totalmente inspirada na infância traumática que viveu ao lado de um pai militar, Aguilera dedicou o 5º single do prestigiado “Back to Basics” (de 2006) como uma forma de tributo à Shelly Loraine Fidler, sua genitora, e à força por ela desempenhada para manter a família em segurança das constantes agressões do patriarca. Composta pela Christina ao lado de Derryck Thornton, Mark Rankin, Liz Thornton, Kara DioGuardi, Bruno Coulais e Christophe Barratier, “Oh Mother” foi lançada em 2007 e teve seu videoclipe retirado da apresentação que a loira fez para a “Back to Basics Tour”, turnê que percorreu o mundo de novembro de 2006 a outubro de 2008. Sobre o single, Xtina foi categórica ao dizer que “o abuso que sofreu dentro de casa em uma idade tão jovem a afetou bastante” e completar que “a violência doméstica ainda é um tema mantido em segredo na sociedade”.

Outra canção de Christina Aguilera que aborda o assunto maternidade é “All I Need” (do álbum “Bionic”, de 2010).


Quando você gostaria de ser a mamãe… “Flower”, Kylie Minogue:

Assista ao clipe oficial de “Flower”

Por fim, “Flower”. Apresentada pela primeira vez por Kylie como faixa integrante da setlist da “KylieX2008”, a 10ª turnê da australiana, a canção jamais gravada em estúdio passou longos quatro anos antes de ter sua versão definitiva revelada como parte integrante do “K25”: o projeto que comemorou, em 2012, os 25 anos de carreira da cantora. Composta por Minogue e Steve Anderson para o álbum “X” (de 2007), a balada acabou sendo engavetada e reaproveitada no concerto que promoveu o disco e percorreu o globo entre maio de 2008 a agosto de 2009.

Produzida pelo próprio Steve Anderson, é, ainda, o carro-chefe do “The Abbey Road Sessions”, a coletânea que teve todas suas faixas regravadas naquele mesmo ano ao lado de uma orquestra profissional nos estúdios “Abbey Road” (o mesmo utilizado pelos Beatles nos anos 60). Por muito tempo, não se soube, de fato, se “Flower” falava sobre o sonho da musicista em ter filhos (para quem não sabe, ela foi diagnosticada com câncer de mama em 2005 – e o tratamento, em si, diminui consideravelmente as possibilidades de se poder engravidar), até que, ainda em 2012, ela chegou a dizer durante uma entrevista: “é uma canção de amor para uma criança que eu possa vir a ter ou não. Sem soar muito surreal, eu sinto que há esperança. Estão constantemente me perguntado: ‘você vai ter filhos?’, e eu odeio essa pergunta! ‘Flower’ é uma canção muito bonita sobre isso. É uma pergunta da qual eu não sei a resposta”.


Quais músicas sobre maternidade você conhece e gostaria de compartilhar conosco? Deixe suas recomendações nos comentários a seguir.

Playlist: conheça as 15 melhores músicas não lançadas oficialmente pela Britney Spears

Que Britney Spears solidificou ao longo de sua carreira uma extensa lista de faixas gravadas e incluídas em seus diversos álbuns de estúdio, isso todos já estão cansados de saber! Afinal: em mais de uma década e meia de jornada musical, a nossa insubstituível “Princesinha do Pop” não apenas emplacou diversos hits no topo das paradas de sucesso como também liberou 8 consistentes discos que chegaram para dar aos fãs um novo motivo para apoiá-la por seu caminho na indústria do entretenimento.

Contudo, o que muitos não sabem é que a marcante voz por trás das inesquecíveis “…Baby One Mire Time”, “Toxic” e “Till The World Ends” poderia, facilmente, desbancar qualquer um e ocupar o trono de “a cantora com as melhores músicas não lançadas oficialmente” – as populares unreleaseds. Apesar de todos os álbuns da cantora conterem, pelo menos, uma ou duas faixas deixadas de fora de suas edições finais, foi a partir de 2001 (com o homônimo “Britney”) que este difícil processo seletivo se intensificou e fez questão de reprovar (e arquivar) muita coisa que nem era tão ruim assim.

Felizmente (para os fãs, é claro), a internet acabou por se mostrar um lugar nada seguro e tem sido bombardeada desde a última década com diversas músicas não lançadas pela popstar – a maioria delas fruto de uma época em que Britney esteve em seu auge comercial e vivia mais nos estúdios de gravação do que em sua própria casa. A seguir, selecionei as 15 melhores unreleaseds já gravadas pela “Miss American Dream” que, ao meu ver, foram indevidamente descartadas pela equipe da musicista e merecem um pouquinho mais da nossa atenção. São elas:


“She’ll Never Be Me” – seguindo a vibe predominante de seu 3º disco de inéditas, “She’ll Never Be Me” é a típica música com a essência da cantora que, partindo para um teen-pop mais amadurecido, teria se saído super bem dentro da tracklist do “Britney” ao lado de suas irmãs mais velhas “Lonely” e “Cinderella”. Que desperdício, hein dona Britney?!;

When I Say So” – deslizando por uma batida que vai crescendo gradativamente, “When I Say So” funciona bem e nos encaminha para um refrão cheio de energia e empoderamento feminino: o melhor de Britney em uma era onde a cantora, com uma produção simples e sem muita extravagância, era capaz de atrair todos os holofotes para si sem grandes esforços;

“All That She Wants”  (ou “Remembrance Of Who I Am”) – gravada (provavelmente) em 2007 para o disco “Blackout” e vazada na web em 2008, “All That She Wants” é um cover da música de mesmo nome liberada originalmente pelo grupo sueco Ace of Base, em 1992 (vale dizer, porém, que o cover repete apenas o refrão da música, uma vez que os demais versos foram escritos pela sua nova intérprete). Pra você ter uma ideia, o single fez tanto sucesso nos anos 90 que chegou a pegar o #2 na “Billboard Hot 100”, em 6 de novembro de 1993;

“Sugarfall” (ou “Hooked On”) – sem sombra de dúvidas uma das minhas favoritas das músicas já gravadas e não lançadas oficialmente pela cantora, esta misteriosa canção produzida pelo Pharrell Williams, acabou, infelizmente, ficando de fora do “Blackout” quando da sua finalização. Diferente de tudo já feito pela loira, “Sugarfall” traz um instrumental de dar inveja a qualquer produtor top de linha da atualidade e poderia, com certeza, ser reaproveitada sem medo em qualquer trabalho futuro da “Miss Bad Media Karma”;

“Peep Show” – apesar de não sabermos se “Peep Show” foi gravada especialmente para o “In The Zone” ou para o não lançado “Original Doll”, esta é mais uma daquelas brilhantes faixas gravadas pela Britney e que brincam com uma sonoridade menos comercial (e pra lá de exótica). Já imaginou ouvir um álbum todinho com essa vibe mais sensual e completamente diferente de tudo que tem bombado nas rádios de todo o planeta?;

“Sippin’ On” (ou “What Ya Sippin On” ou “Tell Me What You’re Sippin’ On”) – escrita e gravada em uma versão solo para o “In The Zone”, “Sippin’ On” foi, anos mais tarde, retrabalhada para o “Blackout” com uma forte pegada da black music e vocais adicionais do rapper AC. Ficando de fora dos dois materiais, a música lembra bastante o soul e R&B dos álbuns “This Is Me… Then” e “J.Lo”, da companheira de Vegas Jennifer Lopez;

“State Of Grace” (ou “Love Is”) – seguindo por um lado mais espiritual bem similar a “Heaven On Earth”, “State Of Grace” é a prova de que os primeiros planos para o “Blackout” poderiam ter sido bem diferentes dos seguidos efetivamente há distantes 9 primaveras. Engavetada por Britney e sua equipe, a faixa não demorou para ser cedida ao cantor francês Christophe Willem e se transformar em “Entre Nous Et Le Sol”, o 4º single do disco “Caféine”;

“Just Yesterday” (ou “Little Me” ou “For/To My Sister”) – liberada pela primeira vez em forma de prévia no site oficial de Spears, em 2006, “Just Yesterday” falhou ao ingressar em “Blackout”, mas boatos cogitam que a faixa poderia ter sido planejada inicialmente para o “Original Doll”. Trabalhada só com violão e a voz crua de Britney (isso mesmo, sem o uso de qualquer correção ou autotune), é, definitivamente, a canção mais honesta já gravada pela “Princesinha do Pop” em toda sua longínqua carreira;

“Everyday” – registrada no ASCAP em meados de 2010, a música teria sido gravada por volta do verão de 2009, quando dos preparativos do que hoje conhecemos como o “Femme Fatale”. Muito comparada ao single “Beautiful”, da Christina Aguilera, a emotiva balada foi composta pela própria Britney ao lado de Xandy Barry e Wally Gagel;

“Strangest Love” – seja para o “In The Zone”, seja para o “Circus”, “Strangest Love” é outra faixa surpreendente da vocalista que jamais saberemos porque cargas d’água acabou sendo rejeitada de seus álbuns de estúdio. Também com uma pegada espiritual, quase como um mantra, a música exalta a doce voz de Britney e brinca com instrumentais que acertadamente nos entregam uma das produções mais criativas de seu catálogo sem fim;

“Rebellion” – escrita para o “Original Doll” e regravada para o “Blackout”, a mais sombria e doentia canção que você ouvirá de uma estrela pop em toda a sua vida fala muito sobre libertação (e autoconfiança) com pitadas de muito misticismo – dizem até que “Rebellion” foi uma resposta direta de Britney ao controle mental dos illuminatis (não é de hoje que a mídia espalha ser a cantora uma das maiores vítimas dos discípulos da Nova Ordem Mundial);

“Guilty” (ou “Guilty Kiss”) – com samples de “Kiss”, do Prince, muitos fãs podem não saber, mas, a versão experimental de “Guilty” que rondou a internet por diversos anos desde 2004 era, na verdade, um remix produzido por Quentin Harris (o mesmo que você confere na playlist mais abaixo). Porém, com uma roupagem diferente e vocais mais limpos da cantora, em fevereiro de 2015 vazou o que parece ser a proposta inicial para a música descartada do distante “In The Zone”;

“Look Who’s Talking” (ou “Look Who’s Talking Now”) – composta pela Britney ao lado de Christian Karlsson, Pontus Winnberg, Henrik Jonback e Michelle Lynn Bell para o “In The Zone”, a música foi retrabalhada para o “Original Doll” e chegou a ser cogitada (e regravada) para o “Blackout”. Contudo, todos os esforços em cima de “Look Who’s Talking” falharam e, no fim das contas, a faixa acabou indo parar no debut album norte-americano da coreana BoA;

“Dangerous” – seguindo a onda rock n roll que pudemos encontrar em algumas faixas da edição deluxe do álbum “Circus” – como as maravilhosas “Rock Me In” e “Rock Boy” –, “Dangerous” é outra amostra de que um som mais pesado funciona muito bem dentro de um disco da Britney Spears (quem poderia acreditar nisso?!). É realmente uma pena vermos uma música tão boa quanto esta de fora do 6º álbum da cantora (um trabalho que tinha tudo a ver com a sonoridade de “Dangerous”);

“Rockstar” – encerrando as 15 melhores unreleaseds da “Princesinha do Pop” Britney Spears, seria um erro de minha parte não incluir em nossa playlist a super alto astral “Rockstar”. Descartada do “In The Zone” e vazada na internet em 2011 ao lado de “911”, “Abroad”, “Dangerous”, “Everyday” e uma prévia de 6 segundos de “Welcome to Me”, esta é apenas mais uma das milhares de canções engavetadas pela cantora que, com certeza, deveriam ser reaproveitadas em algum projeto futuro. Quem sabe isso aconteça algum dia, não é mesmo?

Chega de ler: não deixe, ainda, de conferir faixa por faixa com a nossa playlist especial


Se interessou pelas faixas não lançadas oficialmente pela Britney? Gostaria de conhecer mais alguma? Então não deixe de ampliar os seus conhecimentos clicando aqui e aqui.

Playlist: Entrando e saindo da fossa

Não é de hoje que nossos cantores e bandas favoritos resolvem falar um pouquinho mais sobre os assuntos do coração em músicas que exteriorizam todo o sofrimento e amadurecimento que protagonizaram ao longo de suas vidas particulares. E, assim como qualquer outro mero mortal (como você e eu), muitos desses artistas precisaram chegar ao fundo do poço para recuperar aquela necessária vontade de viver, reunir todas as suas forças para afastar a depressão e dar a tão sonhada volta por cima. É como já diziam os mais experientes: nem tudo dura para sempre – e quando dura, dificilmente é construído só de bons momentos.

É com esta introdução completamente melodramática que iniciamos a nossa playlist “Entrando e saindo da fossa”, um especial que traz ao ouvinte o melhor desses dois momentos tão marcantes dentro de um caótico relacionamento (pois entrar e participar de uma união problemática é fácil: o difícil é sair ileso dela). Dessa forma, tentei selecionar as 50 melhores músicas que, ao meu ver, representam muito bem estas duas situações tão opostas e que podem ser conferidas uma por uma em nossos players a seguir. Prepare as suas estruturas, pois vai ter muito chororô rolando solto e empoderamento de sobra para você fechar os olhos, respirar fundo e colocar aquele ex insuportável no seu devido lugar.

Alguns vídeos apresentam áudio diferente do original por conta da proteção aos direitos autorais e podem não estar mais disponíveis.

Clique no player acima para ouvir a nossa playlist: Entrando na fossa

Clique no player acima para ouvir a nossa playlist: Saindo da fossa

Curtiu a nossa seleção musical e gostaria de baixar alguma canção? Segue mais abaixo a lista completa de todas as músicas que aparecem em nossas playlists separadas pela ordem de aparição:

ANTES DA FOSSA:

1. Stranger (Hilary Duff) // 2. Dancing With Tears in My Eyes (Kesha) // 3. Why Should I Be Sad (Britney Spears) // 4. The Heart Wants What It Wants (Selena Gomez) // 5. Inseparable (Mariah Carey) // 6. Holiday (Hilary Duff) // 7. Bleeding Love (Jesse McCartney) // 8. Little Miss Obsessive (Ashlee Simpson) // 9. Speechless (Lady Gaga) // 10. Stronger Than Ever (Christina Aguilera) // 11. How Do You Love Someone (Ashley Tisdale) // 12. If It’s Alright (Lindsay Lohan) // 13. No Communication (Delta Goodrem) // 14. I Miss You (Adele) // 15. Mercy On Me (Christina Aguilera) // 16. I Care (Beyoncé) // 17. Telescope (Cheryl Cole) // 18. Not Like The Movies (Katy Perry) // 19. All By Myself (Celine Dion) // 20. I Don’t Wanna Cry (Mariah Carey) // 21. Alcohol (Delta Goodrem) // 22. Illusion (Kylie Minogue) // 23. Miles Away (Madonna) // 24. The Quiet (Troye Sivan) // 25. I Don’t Want to Care (Jessica Simpson)


DEPOIS DA FOSSA:

26. Rolling In The Deep (Adele) // 27. Happy (Hilary Duff) // 28. Fighter (Christina Aguilera) // 29. It’s Alright, It’s OK (Ashley Tisdale) // 30. Dancing With a Broken Heart (Delta Goodrem) // 31. Stronger (Britney Spears) // 32. Screw You (Cheryl Cole) // 33. Same Old Love (Selena Gomez) // 34. You Had Your Chance (Mariah Carey) // 35. It’s Over (Jesse McCartney) // 36. Salute (Whitney Houston) // 37. I Found Someone (Cher) // 38. I Am Me (Ashlee Simpson) // 39. See No More (Joe Jonas) // 40. Don’t Cry (Britney Spears) // 41. Cry Me a River (Justin Timberlake) // 42. Side Effects (Mariah Carey) // 43. Brave (Jennifer Lopez) // 44. I Belong to Me (Jessica Simpson) // 45. Devil Wouldn’t Recognize You (Madonna) // 46. Play With Fire (Hilary Duff) // 47. Get Outta My Way (Kylie Minogue) // 48. Mr. Hughes (Demi Lovato) // 49. Clear (Miley Cyrus) // 50. We Are Never Ever Getting Back Together (Taylor Swift)

Os meus 10 discos favoritos de 2015

Depois de conferirmos tantas informações ao longo deste movimentado 2015, não é nada estranho que o mês de dezembro surja para trazer por toda a internet as populares listas dos “10 melhores” lançamentos da música, do cinema, da literatura, dos videogames e de tantos outros setores da indústria do entretenimento. E, como não é muito difícil de se imaginar, o Caí da Mudança não fará diferente e também entrará nessa onda mais do que tradicional – mas, é claro, aliado ao nosso já imprescindível toque especial de toda e qualquer publicação que ganha destaque por aqui.

Assim nasceu os meus 10 discos favoritos de 2015: uma lista que não reúne um top 10 com os melhores ou mais populares álbuns lançados durante estes últimos 12 meses, mas sim os 10 que mais me agradaram e me deixaram completamente satisfeito. Porém, vá com calma se espera encontrar, a seguir, somente os nomes mais badalados do cenário musical atual (apesar de muitos, de fato, terem brilhado pra caramba neste diversificado 2015). Sem mais papo furado, vamos ao que interessa:


#10 – E•MO•TION / CARLY RAE JEPSEN

Gravadora(s): “604 Records”, “School Boy Records” e “Interscope Records”;

Lançamento: 24/06/2015 (Japão) e 21/08/2015 (mundo);

Singles: “I Really Like You”, “Run Away with Me” e “Your Type”;

Considerações: confesso que não fiquei muito animado quando li pela primeira vez que a canadense Carly Rae Jepsen preparava para este ano seu 3º disco de inéditas (apesar de, inevitavelmente, ter amado seus últimos singles de trabalho), mas, bastou ouvir as duas primeiras músicas do novo material para mudar completamente de ideia. Aclamadíssimo pela crítica e pelos adoradores da música pop, Jepsen ousou sem medo com “E•MO•TION” e nos trouxe o melhor dos anos 80 em pleno 2015: uma era onde a música puramente eletrônica predominou como mainstream até o primeiro semestre do ano. Não recebendo a devida atenção dos principais charts do planeta, o disco pode ter se saído um pouco tímido em comparação aos demais trabalhos populares dos últimos meses, mas definitivamente chegou para entregar à sua intérprete um status de artista visionária que transborda muita competência e originalidade. Ponto positivo para a garota!

Paradas musicais: “E•MO•TION” estreou em #16 na “Billboard 200”, com vendas de 16,1 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “I Really Like You” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #39.

Ouça: “Boy Problems”, “Let’s Get Lost” e “Never Get to Hold You”;

Assista: ao clipe de “I Really Like You”.


#9 – DELIRIUM / ELLIE GOULDING

Gravadora(s): “Polydor Records”;

Lançamento: 06/11/2015;

Singles: “On My Mind” e “Army”;

Considerações: mudando radicalmente as minhas primeiras impressões sobre o “Delirium” (que a princípio não havia me agradado tanto quanto o esperado), o 3º álbum da Srtª Goulding não apenas foi um dos que mais ouvi durante o ano como também um dos que mais curti conhecer (e explorar bravamente). Apesar de pender para um lado mais comercial por focar no synthpop e na dance music dos dias de hoje (gêneros tão batidos na atual indústria fonográfica), Ellie é super profissional ao combinar música eletrônica à sua voz agradável e a composições cheias de vida dignas de uma verdadeira estrela do seu calibre. Dona de hits memoráveis que conquistaram as rádios pelo mundo afora, “Delirium” é exitoso não apenas por trazer em sua tracklist diversos sucessos como “Love Me Like You Do”, “Outside” e “On My Mind”, mas também por ir mais além e arriscar-se em um som mais experimental, como o de “I Do What I Love”. Quando é que a impecável “Something in the Way You Move” será lançada como single, hein dona Ellie?

Paradas musicais: “Delirium” estreou em #3 na “Billboard 200”, com vendas de 61 mil cópias na primeira semana. O single “On My Mind” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #13.

Ouça: “Aftertaste”, “Something in the Way You Move” e “Don’t Panic”;

Assista: ao clipe de “On My Mind”.


#8 – CONFIDENT / DEMI LOVATO

Gravadora(s): “Hollywood Records”, “Island Records” e “Safehouse Records”;

Lançamento: 16/10/2015;

Singles: “Cool for the Summer” e “Confident”;

Considerações: nada de “Really Don’t Care”: quebrando as correntes que prendiam Demi a um som mais chiclete (e infantil), “Confident” foi outra novidade de 2015 que chegou para repaginar totalmente a imagem utilizada pela cantora desde que se firmou como um ídolo da música pop adolescente. Reintroduzida para um público mais adulto e contemporâneo, o 5º álbum da cantora não brinca em serviço e é primoroso ao falar abertamente sobre as antigas inseguranças vividas pela morena em uma obscura fase de sua trajetória. Agora muito mais confiante e segura de si, Lovato parece não ter medo algum de assumir as novas curvas de seu corpo e de demonstrar toda a desenvoltura vocal que aprimorou nos últimos anos. Já estava na hora de soltar esse vozeirão, não é mesmo? Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Confident” estreou em #2 na “Billboard 200”, com vendas de 98 mil cópias na primeira semana. Os singles “Cool for the Summer” e “Confident” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #11 e #21, respectivamente;

Ouça: “Old Ways”, “Yes” e “Mr. Hughes”;

Assista: ao clipe de “Confident”.


#7 – HOW BIG, HOW BLUE, HOW BEAUTIFUL / FLORENCE + THE MACHINE

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 29/05/2015;

Singles: “What Kind of Man”, “Ship to Wreck”, “Queen of Peace” e “Delilah”;

Considerações: Florence Welch jamais foi de desapontar, e é claro que o seu bom histórico de lançamentos ao lado da banda em que é vocalista e compositora voltaria a se repetir em “How Big, How Blue, How Beautiful”. Ainda trabalhando com seus já conhecidos e marcantes instrumentos musicais de primeira categoria, “How Beautiful” soa completamente diferente de seu antecessor (o memorável “Ceremonials”), mas isso definitivamente é algo que devemos aplaudir de pé. Não que “Ceremonials” tenha sido ruim (muito pelo contrário), mas, o fato de apostar em um novo caminho e em novas sonoridades demonstram toda a vontade de crescer que o grupo possui desde que surgiu nesta indústria em um distante 2007. Prioritariamente indie rock, art rock, baroque pop, blues e psychedelic rock, o 3º disco da banda, de forma muito mais simples e aconchegante que qualquer outro trabalho de seu catálogo, está aí para nos provar que a Florence + the Machine ainda tem muito a nos oferecer ao longo da sólida carreira que tem construído entre milhares de admiradores pelo mundo todo.

Paradas musicais: “How Big, How Blue, How Beautiful” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 137 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “What Kind of Man” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #88;

Ouça: “Third Eye”, “Mother” e “Make Up Your Mind”;

Assista: ao clipe de “What Kind Of Man”.


#6 – HANDWRITTEN / SHAWN MENDES

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 14/04/2015;

Singles: “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer”;

Considerações: fazendo uma das maiores estreias que tivemos o prazer de conferir nos últimos 10 anos, o novato Shawn Mendes, merecidamente, não demorou muito para sair das gravações caseiras publicadas na internet para ganhar o mundo com seu talento imensurável. Liberando seu primeiro disco de inéditas em abril deste ano, “Handwritten” chegou de forma humilde em nossos ouvidos apenas pedindo por um pouco de atenção, mas saiu vitorioso ao nos conquistar com inúmeras canções surpreendentemente boas. Com uma voz marcante para sua pouca idade (você pode não acreditar, mas Shawn tem apenas 17 anos), o canadense não teve medo algum de apostar todas as suas fichas em um som mais acústico e que tivesse mais a ver com a sua personalidade, deixando de lado qualquer superprodução exagerada e regada aos populares sintetizadores ensurdecedores. Parece que alguém sabe como agradar aos fãs (e a si mesmo) sem precisar recorrer às modinhas de hoje em dia! Não deixe de ler também o nosso artigo: “Conheça Shawn Mendes, o novato que vai conquistar a sua playlist”.

Paradas musicais: “Handwritten” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 119 mil cópias na primeira semana. Os singles “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #24, #80, #4 e #46, respectivamente;

Ouça: “Never Be Alone”, “Kid in Love” e “Air”;

Assista: ao clipe de “Stitches”.


#5 – LIBERMAN / VANESSA CARLTON

Gravadora(s): “Dine Alone Records”;

Lançamento: 23/10/2015;

Singles: “Operator” e “House of Seven Swords”;

Considerações: apesar de um infeliz ou outro continuar insistindo na ideia de que Vanessa Carlton, querendo ou não, é apenas mais uma one hit wonder dos anos 2000, a cantora não dá atenção para as críticas negativas dos haters e deixa seu talento falar por si só. Partindo para seu 5º disco de inéditas, “Liberman” não apenas é o responsável por dar seguimento aos excelentes materiais já liberados pela morena como também é o encarregado por exaltar, mais uma vez, o bom nome de uma das mais brilhantes pianistas e vocalistas da sua geração. Novamente investindo bastante na simbologia e na sua já conhecida (e respeitosa) referência aos elementos da natureza (uma temática sempre frequente em suas auto-composições e videoclipes emocionantes), Carlton é o clássico exemplo de que nem sempre tudo o que faz muito sucesso é, na verdade, o melhor que existe por aí. Prova disso é o nosso artigo: “Quem avisa amigo é! Você deveria prestar mais atenção na cantora Vanessa Carlton”, uma publicação que você não pode deixar de conferir.

Paradas musicais: “Liberman” falhou ao figurar na “Billboard 200”, mas estreou em #32 na “Billboard Independent Albums”. Nenhum single do trabalho entrou para a “Billboard Hot 100”;

Ouça: “Take it Easy”, “Nothing Where Something Used to Be” e “Unlock the Lock”;

Assista: ao clipe de “Operator”.


#4 – PURPOSE / JUSTIN BIEBER

Gravadora(s): “Def Jam Recordings” e “School Boy Records”;

Lançamento: 13/11/2015;

Singles: “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself”;

Considerações: dando um tapa na cara de todos aqueles que ainda duvidavam do seu poder de dominar as paradas de sucesso, o novo bad boy do momento aproveitou toda a influência de sua carreira (e o amor de sua seguidoras devotas) para protagonizar o maior comeback dos últimos 12 meses. Batendo recorde dos Beatles e emplacando 17 músicas ao mesmo tempo na “Billboard Hot 100”, Justin Bieber foi ainda mais imprevisível ao nos trazer o melhor trabalho de sua discografia com “Purpose”, o seu 4º de inéditas. Movido a muito R&B, EDM e dance-pop, Bieber “pediu desculpas” pelos erros do passado e seguiu este finzinho de ano fazendo muita gente dançar ao som das inesquecíveis canções que integram a obra que produziu e lançou em novembro passado. Podemos ser francos: Justin pode não ser o melhor exemplo de pessoa para tomarmos como modelo, mas que o garoto sabe como gravar alguns hinos maravilhosos… ah, isso ele sabe. Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Justin Bieber a One Direction: novos álbuns saem da zona de conforto e vão em busca de autoafirmação”.

Paradas musicais: “Purpose” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 522 mil cópias na primeira semana. Os singles “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #1, #2 e #3, respectivamente;

Ouça: “Mark My Words”, “I’ll Show You” e “Children”;

Assista: ao clipe de “What Do You Mean?”.


#3 – REVIVAL / SELENA GOMEZ

Gravadora(s): “Interscope Records” e “Polydor Records”;

Lançamento: 09/10/2015;

Singles: “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself”;

Considerações: que a saída de Selena Gomez da “Hollywood Records” era um indício de que boa coisa viria por aí (não é de hoje que os próprios artistas que já pertenceram ao selo reclamam da sua falta de independência dentro dele), isso estava muito claro até mesmo para quem não acompanhava os passos musicais da moça, mas “Revival” não se tratou apenas de resolver este problema. Caprichando na honestidade e despindo-se de todos os seus ressentimentos amorosos, Selena nos provou que era muito mais do que um rostinho bonito e tratou de fazer do seu 2º álbum solo o maior lançamento de sua carreira. Um verdadeiro renascimento da garota que conhecemos ainda dentro da banda The Scene, Gomez não apenas nos deu um show de belas composições com arranjos bem encaixados como foi muito feliz ao trabalhar melhor os seus vocais em faixas como “Same Old Love”, “Camouflage” e “Good for You”. Também nos entregando os hinos super dançantes “Me & My Girls”, “Kill Em with Kindness” e “Body Heat”, a cantora fez bonito ao sensualizar para o mundo inteiro sem perder a classe e a pose de menina respeitada. Isso sim que é um renascimento de verdade! Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Revival” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 117 mil cópias na primeira semana. Os singles “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #5, #6 e #39, respectivamente;

Ouça: “Revival”, “Kill Em with Kindness” e “Camouflage”;

Assista: ao clipe de “Same Old Love”.


#2 – BREATHE IN. BREATHE OUT. / HILARY DUFF

Gravadora(s): “RCA Records”;

Lançamento: 12/06/2015;

Singles: “Sparks”;

Considerações: quem diria que após 8 anos ausente da carreira musical, a cantora e atriz Hilary Duff voltaria, um dia, a segurar um microfone e se apresentar em programas de TV cantando novas músicas de um novo repertório?! Liberando dois singles promocionais (“Chasing the Sun” e “All About You”) durante o verão norte-americano de 2014, foi somente em junho deste ano que tivemos a honra de ouvir pela primeira vez o tão aguardado sucessor do “Dignity” (2007). Trabalhando com o melhor time de produtores e compositores do momento (Bloodshy & Avant, Ilya, Ed Sheeran e Tove Lo), Duff inspirou-se em seu recente divórcio (e em suas arriscadas aventuras pelo aplicativo Tinder) para também colaborar liricamente ao projeto que originou o maravilhoso e espetacular “Breathe In. Breathe Out.”. Com vocais renovados e muito mais consistentes que os presentes em seus últimos trabalhos profissionais, Hilary não economizou na diversão e tratou de elaborar (sem qualquer exagero de minha parte) um dos melhores álbuns de dance-pop da década. Inspirando e expirando um novo ar na sua nova vida de mãe solteira, é mesmo uma pena que a divulgação do projeto só tenha vingado com o single “Sparks” e o nosso querido “BIBO” tenha sido jogado às traças para as gravações da série “Younger”. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Hilary Duff está jogando ‘confetti’ para todos os lados com seu álbum ‘Breathe In. Breathe Out.’”.

Paradas musicais: “Breathe In. Breathe Out.” estreou em #5 na “Billboard 200”, com vendas de 39 mil cópias na primeira semana. O single “Sparks” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #93;

Ouça: “My Kind”, “Lies” e “Tattoo”;

Assista: ao clipe de “Sparks (Fan Demanded Version)”.


#1 – BLUE NEIGHBOURHOOD / TROYE SIVAN

Gravadora(s): “EMI Music Australia”;

Lançamento: 04/12/2015;

Singles: “Wild”, “Talk Me Down” e “Youth”;

Considerações: com tantos veteranos que sempre admirei retornando ao meio musical em pleno 2015, é realmente uma surpresa sem tamanhos que o meu álbum favorito do ano tenha sido gravado e liberado por um calouro ainda desconhecido pelo grande público. Apoiando-se no carro-chefe “Wild” e na trilogia de clipes que chocou muita gente ao trazer a história de amor de dois garotos que se conheceram ainda na infância, Troye Sivan mostrou-se, para mim, a maior revelação do ano. Trabalhando com nomes menos populares da indústria e focando em uma produção mais intimista, o australiano de 20 anos demonstrou que idade e experiência não são elementos essenciais para a criação de um material inegavelmente tocante e inspirador. Assim como Shawn Mendes, Sivan também começou cedo a interessar-se pela carreira musical (e chegou, inclusive, a participar de longas-metragens bem populares, como o controverso “X-Men Origens: Wolverine”). Assinando contrato com uma grande gravadora e liberando excelentes EPs em um período inferior a 2 anos, “Blue Neighbourhood” traz o melhor da voz de Troye com o melhor de suas composições: verdadeiras joias preciosas e raras lapidadas mais precisamente que um diamante bruto. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Com álbum reanimador, Troye Sivan faz estreia surpreendente (e pra lá de digna) no meio musical”.

Paradas musicais: “Blue Neighbourhood” estreou em #7 na “Billboard 200”, com vendas de 65 mil cópias na primeira semana. Os três singles falharam a entrar na “Billboard Hot 100”, mas marcaram presença no “UK Singles Chart”, com “Wild”, na posição #62, e “Talk Me Down”, na posição #118;

Ouça: “Bite”, “Suburbia” e “Blue”;

Assista: ao clipe de “Fools”.


E vocês, meus queridos leitores: quais foram os álbuns lançados neste ano de 2015 que mais lhes agradaram? Não deixem de comentar logo a seguir as suas recomendações com os trabalhos que mais bombaram em suas playlists e que nós da família Caí da Mudança precisamos conhecer. Que 2016 chegue para trazer outros excelentes discos recheados com bastante diversidade, criatividade, novidades, e é claro: muita música de qualidade.

Um Feliz Ano Novo com muita prosperidade, paz, saúde, amor, sucesso e tudo de melhor para vocês, para suas famílias e para o nosso blog, que ainda tem muito a crescer nos próximos anos. Vejo vocês muito em breve!

Aos 35, Christina Aguilera comemora aniversário com carreira de ouro! Relembre os melhores momentos

Depois de uma conterrânea sua ganhar um post exclusivo por aqui comemorando 34 longos anos de vida e sucesso, confesso que não estaria sendo nem um pouco justo com uma das maiores vozes da música internacional se deixasse este 18 de dezembro passar em branco. Quem é mais atento às datas já deve ter notado que estou me referindo à poderosa Christina Aguilera, mas, se você não foi capaz de associar essa pequena introdução à nossa querida mentora do “The Voice”, não se preocupe, pois esta é a oportunidade perfeita para aguçar os seus conhecimentos sobre a insubstituível “Voz da Geração”. Completando 35 primaveras inesquecíveis, nossa talentosa cantora do soul e do pop não cansa de nos surpreender com sua brilhante história de vida que é contada por meio de uma das artes mais antigas da humanidade (e que domina com tanta maestria): a música.

Também começando no popular “Clube do Mickey” durante os anos 90 – assim como seus antigos colegas de trabalho Britney Spears e Justin Timberlake –, Christina não demoraria muito tempo para ser “redescoberta” por Steve Kurtz, o grande responsável por introduzi-la ao meio musical. Depois de gravar um dueto com o cantor Keizo Nakanishi que poucos tomariam conhecimento (o single “All I Wanna Do”), Aguilera seria anos mais tarde apresentada à “Reflection”, a sua grande estreia como solista que lhe rendeu uma merecida nomeação ao “Globo de Ouro” de 1999, por “Melhor Canção Original”. Chamando a atenção do público por possuir uma voz impactante e cheia de emoção, a cantora lançaria o seu primeiro álbum naquele mesmo ano, quando ainda tinha apenas 18 anos.

Christina em ensaio fotográfico para a Elle Brasil, edição de 2013

“Christina Aguilera”, o disco homônimo, chegou chegando com os #1s “Genie in a Bottle”, “What a Girls Wants” e “Come on Over Baby (All I Wanna Is You)”, colocou-se no topo da “Billboard 200” e de quebra vendeu mais de 8 milhões de cópias apenas nos EUA (dados de 2014), chegando a distribuir pelo globo mais de 17 milhões (dados de 2010). Simpatizando-se pela música natalina e saindo em busca de suas origens latinas, a virada do ano marcou não apenas a chegada do novo milênio, mas também da curiosidade de Aguilera por duas sonoridades tão distintas que foram registradas em “My Kind of Christmas” e “Mi Reflejo”, os projetos secundários da atarefada iniciante. Seus êxitos imparáveis lhe consagraram a primeira vitória aos concorridos prêmios “Grammy” (de 2000), como “Melhor Novo Artista”, desbancando a pessoa que lhe renderia pouco tempo depois uma das maiores rixas de toda a cultura popular: Britney. Um ano depois, a loira venceria o seu primeiro “Grammy Latino” por “Mi Reflejo”.

Relembrando-se da infância conturbada que teve com o pai, Fausto – Aguilera chegou a declarar por diversas vezes que foi vítima, ao lado de sua mãe, de constantes agressões físicas e mentais propagadas pelo genitor –, a musicista juntou todas as suas forças para elaborar o que hoje é considerada uma das maiores obras-primas da música pop contemporânea: o disco “Stripped”. Caprichando nas composições, nas indiretas e em todo seu poder de autoafirmação feminista, a antiga Christina que muitos conheciam não mais estava viva para contar história quando o 4º lançamento assinado sob o seu nome viu a luz do dia em um distante 2002. Movida pelo carro-chefe “Dirrty” e por um insaciável desejo de novos caminhos, a antiga e comportada garotinha de Staten Island (Nova Iorque) passou a querer ser chamada pelo alter ego Xtina e gerou grande polêmica enquanto exibia as curvas de seu corpo em ensaios fotográficos pra lá de sensuais.

Já crescida e pronta para a próxima batalha, Aguilera vivia uma ótima fase em sua carreira quando decidiu retirar-se do cenário musical e ausentar-se durante 4 anos: o tempo necessário para a criação, gravação e produção do prestigiado “Back to Basics”. O 5º álbum da loira, o qual fazia um honroso tributo ao que de melhor tocou nos anos 20, 30 e 40, foi muito bem aceito pela crítica e pelas pessoas que acompanhavam fielmente os primeiros passos dados pela estreante Baby Jane (seu segundo alter ego), a sucessora natural de Xtina. Apostando no estilo pin-up e em todo o glamour do século passado, Christina não apenas reformulou a sua imagem pública como também a sonoridade de suas respeitadas músicas, que agora soavam menos pop e mais jazz com soul e R&B. Liberando as queridinhas dos fãs “Candyman” e “Hurt”, Aguilera, mais uma vez, finalizaria uma era de ouro com sua quinta vitória no “Grammy”, agora pelo carro-chefe “Ain’t No Other Man” (ela havia vencido, também, anos antes com a colaboração “Lady Marmalade”, em 2002, e com o hino “Beautiful”, o maior sucesso de seu catálogo, em 2004).

Christina em ensaio fotográfico para a Elle Brasil, edição de 2013

Indo para a direção oposta de “Back to Basics”, quando optou por tomar um caminho mais retrô reformulado pela música pop de 2006, chegou a vez de “Bionic” dar prosseguimento aos lançamentos da moça e apostar todas as suas fichas em um som mais futurista, cheio de sintetizadores e instrumentais ultramodernos. Já começando a vindoura nova fase com o pé esquerdo, Christina acabou sendo pega para Judas e viveu o que muitos chamam de “o período mais obscuro de sua vida”. Não apenas um fracasso comercial, “Bionic” surgiu para virar tudo na vida da cantora de cabeça para baixo, desde o rompimento com seu marido, com quem era casada desde 2005, até comparações com outros artistas, como Lady Gaga. Cancelando todos os projetos paralelos que havia planejado para divulgar seu 6º álbum, a musicista encerrou rapidamente uma das eras mais criativas de sua discografia para se proteger dos constantes ataques que sofria da mídia e do público.

Tirando o finzinho de 2010 para promover a sua primeira aparição em um longa-metragem, o musical “Burlesque” não pecou ao trazer uma trilha-sonora bem produzida que contou com oito faixas de Aguilera e duas de Cher (a co-protagonista do filme). Recebendo três indicações (e vencendo uma) ao “Globo de Ouro”, de 2011, e duas ao “Grammy” de 2012, logo o trabalho da cantora passou a ser deixado de lado para que os tabloides focassem no seu ganho de peso e em uma série de notícias negativas (a maioria falsa) que incluía direção perigosa ao volante e maus tratos ao seu próprio filho, Max.

Mais uma vez recuperando-se das armadilhas do destino, Christina surgiu em 2012 com o disco “Lotus”, o seu tão anunciado retorno à indústria musical, que também acabou por não vingar. Abandonando cedo a divulgação da era multicolorida que mal começou para ser engavetada após poucas apresentações de “Just a Fool” e nenhuma do first single, “Your Body”, Xtina ingressou em uma enxurrada de parcerias que lhe renderia uma energia receptiva do público (entre elas os featurings “Feel This Moment”, “Hoy Tengo Ganas de Ti” e “Say Something”, este último lhe atribuindo uma vitória ao “Grammy” deste ano – o sexto gramofone dourado da artista –, por “Melhor Colaboração de uma Dupla ou Grupo”).

De “Genie in a Bottle” a “Say Something”: confira a nossa playlist que traz 22 grandes clipes já gravados pela “Voz da Geração” e que merecem toda a sua atenção!

Atualmente gravando seu 8º disco de inéditas (o 6º lançamento principal de sua discografia), se depender de Aguilera essa constante onda de azar poderá finalmente ser chutada para longe, muito longe. Já confirmando que está trabalhando com colaboradores que longa data, como a incomparável Linda Perry (com quem mantém uma forte amizade desde o disco “Stripped”), e com outros novos convidados, como o DaInternz (responsável por “Anaconda”, de Nicki Minaj), o projeto ainda secreto é esperado para o 1º semestre de 2016 com direito, até mesmo, a uma turnê mundial (isso de acordo com as promessas de Irving Azoff, o atual empresário de Aguilera). Desde a “Back to Basics Tour”, encerrada em 2007, que a cantora não ingressa em uma tour pelo mundo todo.

Mãe solteira, Christina é noiva do produtor Matthew Rutler (quem conheceu durante as gravações de “Burlesque”) e juntos eles deram vida à Summer, a segunda filha da cantora, no ano passado. Engajada com diversos projetos sociais, como o “World Food Programme” (saiba um pouco mais sobre a campanha de 2015 acessando este link), Aguilera vem desde o início da sua carreira aventurando-se pela filantropia e mostrando que gosta de lutar por uma causa muito maior. Nomeada embaixadora pela ONU por sua dedicação no combate à fome em regiões desprivilegiadas de todo o planeta, os feitos que a cantora protagoniza já atingiram memoráveis conquistas mundiais, movimentando milhões de dólares anualmente (saiba mais). Provando que tem tempo de sobra para dedicar-se à família e aos mais necessitados, Christina é um exemplo vivo de que um nome não se constrói apenas com #1s nos charts de sucesso (apesar de já ter produzido diversos hits ao longo de sua jornada). Sempre focada e dando o melhor de si no que faz, Aguilera é uma veterana que, definitivamente, ainda tem muito a nos oferecer: e não apenas em caráter musical, mas principalmente social.