Entre bugs, gráficos de primeira e inúmeras customizações surge a versão mobile de “Mortal Kombat X”

É indiscutível o quanto a indústria dos jogos eletrônicos expandiu-se de uns anos para cá e conseguiu, de maneira brilhante, desenvolver novas tecnologias enquanto abraçou, simultaneamente, um público cada vez mais diversificado. Partindo dos cabos de nossos videogames e chegando até as telas de nossos smartphones, não há dúvidas que facilidade e acessibilidade se tornaram palavras-chave para todo jogador que aceitou, de bom grado, as novas plataformas móveis sem torcer o nariz (ou fazer textões em redes sociais).

E, entre milhares de lançamentos que sempre chegam fazendo o maior estardalhaço por onde quer que passam, a versão mobile de “Mortal Kombat X” (mesmo que já disponível para download desde o primeiro semestre do ano passado) é uma que não poderia passar despercebida em nossa tão pouco movimentada seção de jogos eletrônicos. Assunto da nossa resenha de hoje, a seguir você conhecerá um pouco mais sobre esta nova sequência – e, ao final, descobrirá se a novidade é eficiente ao dar continuidade no legado iniciado pelo precursor game de 1992 ou se deixa a desejar em algum aspecto. Ficou curioso? Então vamos lá…


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Precedentes:

O menu inicial do game (confira o trailer oficial)

Muitos podem não saber (ou se lembrar), mas, antes de ganhar versões adaptadas para Nintendo, PlayStation, Sega e Xbox, a franquia “Mortal Kombat” já iniciara sua trajetória de maneira grandiosa nas já extintas máquinas de fliperama, em um distante outubro de 1992. Chegando até os demais consoles no decorrer dos próximos anos (e décadas) e conquistando uma legião de fãs que acompanha seus lançamentos até os dias de hoje, a marca desenvolvida e distribuída originalmente pela “Midway Games” cresceu pelos quatro cantos do mundo e fez bonito ao eternizar-se como uma das mais bem-sucedidas de todos os tempos.

Composta por 21 títulos que se dividem entre jogos principais, relançamentos, spin-offs e remakes, a série segue sob a direção da “NetherRealm Studios” (companhia fundada em 2010 após a compra da “Midway” pela “Warner Bros.”) e dá sequência ao homônimo “Mortal Kombat”, de 2011. Estreando nas plataformas móveis em abril e maio de 2015, “MKX” é o primeiro game da franquia a ser lançado para os dois sistemas operacionais mais populares entre os smartphones: iOS e Android. Descrito por seus desenvolvedores como um “jogo de luta gratuito combinado a uma batalha de cartas”, vale dizer, ainda, que a novidade também se encontra disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One.


Reencontrando velhos amigos…

Jax, um personagem clássico, em uma de suas inúmeras customizações

Assim como qualquer outro título que se preze da qual consideramos ser a maior franquia de jogos deste gênero, “Mortal Kombat X” não poderia ser diferente e é feliz ao incorporar em sua lista de jogadores diversas personalidades que são inerentes à própria história do game.

Trazendo, como de costume, algumas figurinhas carimbadas como Ermac, Jax, Johnny Cage, Kano, Kitana, Kung Lao, Reptile, Scorpion, Sonya Blade e Sub-Zero (que logo de cara são jogáveis sem qualquer esforço), outros combatentes também da velha guarda voltam, em “MKX”, mas em condições um tanto quanto diferentes. Este é o caso de Liu Kang, Mileena, Quan Chi, Raiden, Shinnok e Tanya, que apenas podem ser desbloqueados através de pacotes a serem comprados com dinheiro de verdade (ou não, dependendo de cada caso concreto).


… E conhecendo alguns novos:

Um dos novos combatentes em “MKX” é o Kung Jin

Como é de praxe, este não seria um autêntico “Mortal Kombat” se não incluísse em seu elenco novos jogadores jamais vistos antes nas demais sequências já lançadas. Nos apresentando aos novatos D’Vorah, Erron Black, Kotal Kahn, Cassie Cage (filha de Sonya e Johnny Cage), Jacqui Briggs (filha de Jax) e Kung Jin (primo mais novo de Kung Lao), o game repete os acertos do passado e, assim como no reboot de 2011, pega um pouquinho dos filmes de terror e/ou ficção científica e os incorpora a um enredo fenomenal.

Inspirando-se na divertida inclusão de Freddy Krueger no título anterior, “MKX” deixa a encargo do temido Jason Voorhees (de “Sexta-Feira 13”) a árdua tarefa de alegrar (e aterrorizar) a galera que sempre curtiu a junção entre esses dois impérios tão distintos da cultura popular. Outros vilões vindos diretos das telonas dos cinemas (mas que não aparecem na versão mobile) são Alien (de “Alien: O 8º Passageiro”), Predador (do homônimo “Predador”) e Leatherface (de “O Massacre da Serra Elétrica”). Será que em breve teremos esses ícones do horror também no touchscreen de nossos celulares?


Moedas, almas, rubis… e dinheiro de verdade:

Almas e moedas, o “dinheiro virtual” usado no jogo que pode ser adquirido gratuitamente (em batalhas) ou comprado (com dinheiro de verdade)

Seguindo a tendência que é regra em jogos gratuitos para smartphones, a “NetherRealm Studios” não ficou nada atrás da concorrência e impôs uma maneira um tanto quanto singela de “mexer no bolso” de quem está desfrutando de sua obra. Oferecendo pacotes de cartas exclusivos que só podem ser adquiridos com dinheiro real (em operações realizadas com cartão de crédito, é claro), muitos atalhos e upgrades também podem ser acessados se você decide transformar a sua experiência não-paga em algo um pouco mais sério – uma aventura que pode chegar a absurdos R$307,31.

Entretanto, “MKX” não chega a ser tão mercenário assim e nos disponibiliza outras vias alternativas para quem não quer desembolsar da própria carteira para ter um mínimo de diversão sem comprometimento. Esse é o caso das moedas, almas e rubis, as três formas de “dinheiro virtual” processadas pelo game que nos são entregues gratuitamente conforme avançamos nas muitas modalidades de jogo presentes no título. É exatamente com esse “dinheiro virtual” que o jogador poderá adquirir novos personagens muito mais poderosos e fazer o upgrade dos seus já existentes.


Quase um torneio olímpico:

Uma representação de como são as cartas de ouro, prata e bronze

Conforme anteriormente anunciado pela sua própria empresa desenvolvedora, “Mortal Kombat X” funciona como uma combinação de jogo de luta (elaborado nos mesmos moldes dos demais títulos da série) a uma descomplicada batalha de cartas (na qual, por óbvio, vence a que tiver maior poder de ataque e/ou defesa). E, como não é muito difícil de se imaginar, quanto mais elevado o nível de uma carta (XP), maior se mostra a sua força em combate (a qual, gradativamente, vai crescendo na medida em que o jogador participa de mais e mais batalhas – ou faz o uso de cartas especiais de aumento de nível).

Subdivididos em ouro, prata e bronze, cada personagem apresenta habilidades especiais que estão relacionadas à espécie de sua carta (logo, não é preciso ser um gênio para saber que uma de ouro vale muito mais que uma de prata, e assim por diante). A partir desta importante informação, também não deve ser nenhuma surpresa que, para conseguir os tão sonhados personagens dourados (os únicos com os coreografados golpes de raio X), o jogador terá de se virar com a razoável variedade de cartas de prata e bronze oferecidas pelo jogo, as quais podem ser compradas com as moedas ganhas após a vitória em cada confronto (seja no modo batalha, seja na guerra de facções).


Como se joga:

Combate entre Mileena e Jacqui Briggs

Utilizando-se de toques na tela e movimentos repetitivos para a vertical, horizontal e diagonal, três são os principais torneios presentes em “Mortal Kombat X”: o modo batalha, a guerra de facções e os desafios.

A princípio, o modo batalha se revela ao jogador iniciante a sua principal e mais benéfica forma de combate oferecida por “MKX” (já que é a mais fácil e a única com tutoriais de ajuda). Batalhando individualmente contra NCPs que vão ficando mais fortes na medida em que seus personagens avançam no game, este é o caminho mais rápido e eficaz para se receber moedas e XP: dois requisitos que são primordiais para deixar os seus jogadores com um mínimo de poder.

Após, encontramos a guerra de facções: torneios com duração de três dias que levam em conta não apenas a sua pontuação individual, mas também a da facção escolhida na criação do seu perfil (você pode escolher entre Dragão Negro, Irmandade das Sombras, Lin Kuei, Forças Especiais e a Lótus Branca). Ao final de cada temporada – e dependendo do desempenho obtido –, o jogador é contemplado com uma quantidade X de rubis: que podem ser usados na aquisição de itens especiais que não podem ser comprados com moedas e almas, além de dois personagens exclusivos (Liu Kang Imperador Sombrio e Tanya Kobujutsu).

Por último, mas não menos importante, temos também os vantajosos desafios: torneios mais extensos que são disponibilizados por tempo limitado e, se completados em sua totalidade, rendem ao jogador a aquisição de um personagem inédito. Aliado aos objetivos diários (metas impostas pelo jogo que, se cumpridas, lhe revertem moedas e almas) e ao modo batalha, a participação nos desafios é outra importante maneira de ganhar experiência e “dinheiro virtual” – sem o quais, é claro, você não sobreviverá no game por muito tempo.


Customizações e mais customizações:

Scorpion em sua versão Guerra Fria, um dos personagens obtidos após conclusão dos Desafios

Como se já não bastasse os 16 personagens originais encontrados na versão mobile, a “NetherRealm” não poupou criatividade e foi muito além ao nos entregar uma centena de customizações e recriações que agradarão a todos os gostos. Disponibilizando nada menos que 48 jogadores padrão, esta infinidade de opções não abarca, ainda, outras dezenas de combatentes que apenas podem ser adquiridos através de pacotes de cartas ou desafios temporários.

Alterando seus figurinos, movimentos básicos, golpes especiais e características físicas, é bem interessante observar a forma como um mesmo personagem pode ser representado não somente em trajes diferentes, mas também em novas personalidades que dizem muito mais sobre sua essência do que sua mera aparência – como a Kitana, que pode ser encontrada em suas versões Klássica, Lúgubre, Assassina e Imperatriz Sombria; e o Scorpion, que aparece como padrão, Klássico, Ninjutsu, Infernal, Guerra Fria e Injustice.


Uma montanha-russa de altos e baixos:

Os gráficos são realmente muito realistas e cheios de detalhes

Não muito diferente de qualquer game lançado para as plataformas móveis, “Mortal Kombat X” não escapa ileso de alguns tropeços que, infelizmente, testarão bastante a paciência do jogador de cabeça mais quente. Apresentando bugs constantes que fecham o jogo sem mais nem menos (pelo menos o sistema de salvamento em nuvem é eficiente), o alto consumo de bateria é outro contra que, provavelmente, lhe fará repensar duas vezes se este é um aplicativo saudável para a vida útil de seu smartphone – e isso porque nem mencionamos o espaço em armazenamento do arquivo, que, no Moto X: 1ª geração, preenche 1,33GB.

Beneficiado por uma jogabilidade fácil e viciante, os bons gráficos desenvolvidos pela “Nether Realm” também são outro ponto alto em “MKX” que vêm para dar um ar sofisticado e bonito ao mais recente membro da exitosa franquia. Rico em detalhes e bastante fiel à versão produzida especialmente para PC, PlayStation 4 e Xbox One, o jogo nos ganha por suas inúmeras customizações e por nos propiciar uma infinidade de combinações que permanecem tão nostálgicas quantos nas primeiras sequências liberadas lá atrás, pela “Midway Games”, nos anos 90. Resta saber se você terá a paciência necessária para desfrutar dessas vantagens sem atirar o seu smartphone contra a parede no primeiro (ou segundo, ou terceiro) bug que interromper a sua jogatina…

A vida pode ser estranha, mas em “Life is Strange” você descobrirá que ela é muito mais do que isso

Você não é uma daquelas pessoas que acredita ser a temática viagens pelo tempo uma exclusividade de filmes como “De Volta Para o Futuro”, “Efeito Borboleta” e “De Repente 30”, não é mesmo? Explorando um dos assuntos favoritos da ficção científica (e até mesmo do suspense e da comédia, como podemos observar pelos dois últimos títulos recém citados), a oportunidade de se deslocar pelo espaço/tempo tem sido também uma ótima ferramenta de trabalho desenvolvida e aprimorada pelos mais remotos jogos eletrônicos. Seja pelo noventista “Chrono Trigger”, o qual deu início à febre dos RPGs há vinte anos, ou pela terceira sequência da série “Crash Bandicoot” (o “Warped”), o qual popularizou lá em 98 os gráficos em 3D, nós poderíamos passar bastante tempo por aqui elencando alguns dos melhores games que já se arriscaram ao mexer com o relógio e provocar o desequilíbrio no sagrado cosmo.

Deixando o passado um pouco de lado (pelo menos por enquanto, é claro), o tema da vez que inspirou esta publicação trata-se de um dos jogos mais populares da atualidade e que atingiu a espetacular proeza de distribuir pelo mundo mais de 1 milhão de cópias somente no primeiro semestre de 2015. Desenvolvido pela “Dontnod Entertainment” e publicado pela “Square Enix”, “Life is Strange” (“A Vida é Estranha”, em tradução literal) traz ao jogador a possibilidade de viver a interessante trajetória de uma estudante de Fotografia que descobre uma recente e oportuna (porém inexplicável) habilidade de voltar no tempo e mudar completamente a sua vida e a de todos aqueles que a rodeiam.

Encarnando a tímida e introspectiva Maxine Caulfield (ou apenas Max, para os mais íntimos), logo no início do jogo a protagonista é encorajada pelos desenvolvedores de “Life is Strange” a testar o seu mais novo talento enquanto se mantém presa em uma entediante aula do curso. Safando-se de receber uma bronca do professor (Mr. Jefferson) por desconhecer a matéria em estudo e da vergonha de ser enfrentada por uma colega de classe mesquinha (Victoria Chase), Max não demorará para descobrir que sua estranha condição lhe permitirá alcançar muito mais do que meros elogios acadêmicos ou a tão sonhada admiração popular. Recebendo o apoio de sua melhor amiga, Chloe Price, a quem já não tinha mais contato há muito tempo, apenas as duas garotas possuem conhecimento sobre o dom recém adquirido por Caulfield e juntas entrarão em uma aventura sem voltas rumo a um destino intrigante.

Max Caulfield, a protagonista da trama

Passando-se na cidade fictícia de “Arcadia Bay”, localizada no estado do Oregon (mais especificamente na “Academia de Blackwell), no ano de 2013, muito mais do que bullying e monitoramento eletrônico escolar servem de pauta para um dos jogos mais fascinantes já distribuídos pela “Square Enix”. Investigando o misterioso desaparecimento de uma estudante (Rachel Amber) que sem mais nem menos parece ter sumido do mapa como num passe de mágica, Max e Chloe descobrirão que assuntos muito mais sombrios cercam sua terra natal a qual é atualmente dominada por uma família que detém o total controle político da região (os Prescotts). Entram nessa história, ainda, a doce Kate Marsh, uma vítima dos males de nossa sociedade contemporânea; Warren Graham, um nerd e sensível garoto super apaixonado pela personagem principal; e Nathan Prescott, um dos principais criadores de problemas para nossa dupla dinâmica. Recebendo a visão de um tornado que tem o potencial para destruir toda a cidade, Max precisará ser rápida e lutar contra o tempo antes que tudo vá para os ares no prazo máximo de quatro dias (pouca pressão, não?).

Dividida em cinco capítulos, cada qual liberado em um intervalo que varia de dois a três meses, apenas “Polarized” (“Polarizada”, a ser lançado oficialmente no dia 20 de outubro deste ano) falta vir ao nosso encontro para encerrar a saga trilhada pelos marcantes personagens da trama. Os demais capítulos – “Chrysalis” (“Crisálida”, liberado em 30/01/2015); “Out of Time” (“Fora de Sincronia”, liberado em 24/03/2015); “Chaos Theory” (“Teoria do Caos”, liberado em 19/05/2015); e “Dark Room” (“Quarto Escuro”, liberado em 28/07/2015) – já podem ser encontrados para compra online e estão à disposição de todos aqueles que ainda não conhecem a série, mas gostariam de explorar os mistérios escritos por Christian Divine e Jean-Luc Cano.

Estruturado na autonomia de o jogador poder optar por apenas uma escolha entre as diversas apresentadas (e voltar no tempo, caso se arrependa), o jogo traz também diversas opções de diálogo que definirão o modo como os demais personagens enxergarão a sua Max Caulfield. É claro que você não poderá rebobinar sua história sempre que quiser, já que, uma vez abandonado o cenário atual, suas decisões se tornarão definitivas (mas convenhamos: voltar no tempo a qualquer momento para corrigir eventuais erros tiraria toda a graça do game). Para tanto, logo de início você será advertido de que “Life is Strange é um jogo que permite ao jogador influenciar a história. Todas as suas ações e decisões terão um impacto sobre o passado, presente e futuro. Escolha com sabedoria”.

Discorrendo sobre a já conhecida e real “Teoria do Caos” (a mesma que dá nome ao terceiro capítulo da série), de Edward Lorenz – aquela que se baseia no princípio de que “uma minúscula borboleta batendo asas hoje pode levar a um furacão devastador daqui a semanas” -, diversos elementos do game ilustram a tese defendida pelo meteorologista (como a borboleta azul e o tornado que aparecem no trailer a seguir). De acordo com os estudos realizados pelo norte-americano, pequenas ações ocorridas no universo podem gerar grandes consequências no futuro, fazendo com que estejamos sujeitos a um constante e instável sistema de incertezas temporais.

Confere só esse trailer de tirar o fôlego!

Recebido de maneira majoritariamente positiva pela crítica (os quatro primeiros episódios variaram de 70 a 80% de aceitação), a maior reprovação vinda dos sites especializados apontou que a sincronia labial trabalhada em “Life is Strange” não era das melhores, além do rotineiro (e informal) uso de gírias. Elogiado pelas frequentes “viagens no tempo” e a “formação do caráter” que poderá ser moldada pelo próprio jogador, a conceituada “Forbes” elogiou a “combinação de gêneros” de “LIS”, atribuindo uma incrível nota 8,5 de 10,0 pontos. Indicado às premiações de maior prestígio que visam celebrar os melhores jogos eletrônicos do ano, “Life is Strange” venceu duas categorias no “Develop Industry Excellence Award”, por “Novos Jogos para PC/Console” e “Uso da Narrativa”, e está concorrendo ao “Golden Joystick Award” (evento que acontecerá no dia 30 de outubro de 2015) por “Melhor Jogo Original”, “Melhor Enredo”, “Melhor Áudio”, “Melhor Momento em um Jogo”, “Jogo do Ano” e “Performance do Ano” (Ashly Burch como Chloe Price). A votação é aberta ao público e você pode participar contribuindo com a sua ajuda clicando aqui.

Entrando na vibe dos jogos interativos que dão ao jogador a chance de escolher entre duas ou mais saídas para uma mesma situação (como vimos em “Until Dawn” recentemente), “Life is Strange” se destaca por apresentar uma história que surpreende e emociona qualquer um, até mesmo aquele seu amigo dono de um coração de pedra. Se por um lado temos o problema da sincronização labial que é mesmo precária por algumas vezes, por outro temos a ótima dublagem reproduzida pelo pessoal por trás dos personagens que nos são introduzidos no decorrer do game. Constantemente narrando sábias observações sobre a vida que denotam invejáveis sensibilidade e vulnerabilidade, Max Caulfield (na voz de Hannah Telle) nos proporciona diversos momentos reflexivos que podem ser facilmente adequados aos nossos problemas do dia a dia. Com uma vista maravilhosa e rica em detalhes que faz toda a diferença nos cenários que formam “Arcadia Bay”, as cenas da obra dão ao jogador aquela indescritível sensação proposta pela “Dontnod Entertainment” de inserção ao ambiente do jogo, feito que poucos títulos atuais têm conseguido fazer com tamanha maestria.

Desenvolvendo uma química quase mágica entre os personagens e as situações que os interligam, o caráter é outro ponto muito dissecado em “Life is Strange”, uma ferramenta que pode ser lapidada de diferentes maneiras dependendo de jogador para jogador. Assim, o game nos faz pensar e refletir sobre questões éticas que nem sempre têm sido respeitadas pelos indivíduos na nossa realidade, cabendo a você optar por um perfil mais pendente para a moralidade ou se entregar de braços abertos para as armadilhas do egoísmo social. Até qual ponto a lealdade deve permanecer dentro de uma amizade antiga quando conflitante com causas sociais que beneficiarão toda uma coletividade de pessoas carentes? Até onde a crueldade e frieza humana são capazes de ir e unirem-se à psicopatia dos serial killers que estão vez ou outra observando cada passo que é dado por todos os seus alvos? Caberá a você, sob o controle da incrível Super Max, desvendar todos esses questionamentos e estar sempre alerta para levantar o braço direito e rebobinar o tempo antes que o pior aconteça. Como bem alerta os desenvolvedores do game: escolha com sabedoria!

Dirigido por Raoul Barbet e Michel Koch, desenhado por Michel Koch, Kenny Laurent e Amaury Balandier, estruturado por Baptiste Moisan, Sebastien Judit e Sebastien Gaillard, e com uma trilha sonora desenvolvida por Jonathan Morali, “Life is Strange” está disponível para as plataformas Microsoft Windows (PC), PlayStation 4, PlayStation 3, Xbox One, Xbox 360, e aborda uma jogabilidade single-player (1 jogador) do gênero aventura/drama. Carregando consigo uma legião de seguidores fieis que está cada vez mais ávida por novidades que circundam o universo do jogo, eu tenho certeza que você entrará para o clube assim que começar a acompanhar os segredos que se escondem por cada centímetro quadrado de “Arcadia Bay”.

Se você curtiu “Life is Strange” e gostaria de ter uma prévia do game, pode acompanhar a gameplay completa gravada pelo Alan do “ElectronicDesireGE” por meio deste link. Jogo não recomendado para menores de 17 anos por conter sangue, temas sexuais, linguagem depreciativa, violência e uso de drogas. Você pode saber mais informações sobre acessando o site oficial da obra e a página de fãs do Facebook (em português).

“Until Dawn”: o game em que a interatividade realmente funciona

Desde que o mercado dos jogos eletrônicos começou a expandir-se no final da década de 80 e tomou as formas da 3ª dimensão nos anos que se seguiram, uma dúvida que com certeza sempre frequentou a cabeça de todo e qualquer jogador refere-se ao quão longe poderiam ir os designers de games. E, por mais que estes grandes desenvolvedores trabalhem arduamente para entregar um material o mais próximo da realidade para os seus milhares de admiradores do mundo todo, convenhamos que nem tudo é possível, por mais que relutemos a admitir isso.

Seja pela introdução de cenários pouco interativos que são costumeiramente limitados pelas famosas redomas invisíveis (aquelas “paredes de ar” que te impedem de seguir adiante no mapa, se lembram?) ou por um roteiro que não permite ao jogador optar pelo seu próprio destino, muitas foram as novidades trazidas pelas mais poderosas empresas do globo desde que a tecnologia se aperfeiçoou e o homem tomou as rédeas de sua maior criação. A comercialização de eletrônicos, obviamente, não é mais a mesma, e se você não for capaz de atender à crescente demanda infelizmente acabará tendo de lidar com alguns olhares de repulsa do público mais seletivo.

Entrando na vibe dos games super-realistas, uma nova jogabilidade que se tornou sonho de consumo do pessoal de uns tempos pra cá não poderia ser outra senão a autonomia de se poder escolher entre dois ou mais caminhos bem diferentes dentro de uma mesma trama. Apesar de parecer um tanto quanto improvável, a proposta é simples! Imaginemos a seguinte situação hipotética: você, o protagonista da história, está perdido com o seu grupo de amigos à noite em um lugar que ninguém conhece. Já parou para pensar como seria foda se existisse a possibilidade de se poder aventurar pela trilha da esquerda e não a da direita, fazendo com que assim o seu personagem se perca do grupo e tenha de se virar sozinho para sair vivo do desconhecido?!

Se você curtiu o trailer talvez queira acompanhar o gameplay completo no canal do LubaTV

Se o fato de analisarmos apenas essa ferramenta isoladamente já é inacreditável, imagine então tentar visualizar essas e muitas outras tão surpreendentes quanto reunidas em uma única obra! Esse foi o desafio aceito pela “Supermassive Games” e pela “Sony Computer Entertainment” ao desenvolverem e editarem “Until Dawn” (“Até o Amanhecer”, em português literal), a mais nova aposta das empresas para os consoles do “PlayStation 4”. Liberado oficialmente no dia 25 de agosto deste ano lá pelo território norte-americano, o game do gênero survival horror e interactive drama pode ser encontrado na modalidade single-player (1 jogador) e acompanha o mesmo esquema de escolhas interativas que conhecemos em “The Wolf Among Us”.

Denominado “efeito borboleta”, este sistema no qual “suas escolhas mudarão o desenrolar da história” é definitivamente um dos pontos mais altos e bem trabalhados quando do planejamento e desenvolvimento de “Until Dawn”. Seja para alertar o jogador, seja para responsabilizá-lo, desde o começo do game diversas orientações são passadas na tela inicial para que ninguém possa alegar ignorância mais tarde, tais como: a menor das decisões pode mudar o futuro de forma dramática, “escolha suas ações com cuidado” e “sua história é uma entre várias possibilidades”. Explorando os ensinamentos da real “Teoria do Caos”, de Edward Lorenz – a qual inclusive baseia um outro jogo que será tratado logo mais por aqui –, “Until Dawn” destrincha a ideia defendida pelo meteorologista de que “uma minúscula borboleta batendo asas hoje pode levar a um furacão devastador daqui a semanas”.

Seguindo 10 jovens que resolveram passar alguns bons momentos de descontração em um chalé nas montanhas durante um rigoroso inverno, a história toma forma quando Mike, Ashley, Emily, Matt e Jessica fazem uma brincadeira de mal gosto com Hannah, que é apaixonada por Mike. Descobrindo toda a armação e se sentindo completamente envergonha, a garota abandona o lugar e parte rumo ao desconhecido, se arriscando em uma forte nevasca no meio da noite para se ver livre do bullying sofrido. Surpreendida com o ocorrido e inconformada com o posicionamento de seus amigos, Beth adentra pela floresta para prestar socorro à irmã gêmea e sai sozinha à sua procura. Porém, essa história não termina com um final feliz quando as meninas descobrem a presença de um estranho no lugar e, no calor do momento, despencam de um abismo que as leva até a morte.

Mike (Brett Dalton)

Um ano se passou desde o trágico incidente que envolveu as irmãs Washington e nenhuma nova notícia veio a tona, o que, é claro, ensejou no arquivamento das buscas policiais pelos responsáveis pelo caso (detalhe: os corpos nunca foram encontrados). Às vésperas do aniversário de desaparecimento das suas irmãs, Josh toma uma boa iniciativa e, para colocar um ponto final ao fatídico episódio, decide convidar o mesmo pessoal para passar uma nova temporada na propriedade de seus pais. Sam e Chris, que nada tiveram com a peça pregada mas também estiveram à época, também aceitam o convite e retornam para as montanhas Blackwood Pines, no Monte Washington, para dar uma força ao amigo “em memória de suas irmãs”.

Todavia, muita coisa mudou desde que Hannah e Beth desapareceram e o grupo de amigos concordou em se reunir mais uma vez na mesma localidade. Emily, que agora namora Matt, mas esteve com Mike há um ano (quem agora namora Jessica), envolve-se em uma discussão feia e causa um grande mal-estar em todos, culminando na separação de Jessica e Mike do chalé. Essa é a deixa para que a trama se desenrole em diversos cenários com inúmeras histórias de fundo que juntas formarão a verdade por trás de “Until Dawn”. Misturando ficção com realidade, não demorará muito para que cada personagem perceba que retornar à Blackwood Pines exatamente no aniversário de desaparecimento de Hannah e Beth foi a pior decisão tomada em suas vidas. Possuindo o condão de controlar as atitudes dos 8 jovens, cabe ao jogador encaminhar todos os heróis para o seu tão temido destino surpresa, podendo cada um ser salvo ao final ou até brutalmente assassinado.

Recebido pelos críticos de forma predominantemente positiva, a maior parte dos comentários sobre “Until Dawn” elogiou o “mecanismo de escolhas” que obriga o jogador a optar por uma entre duas saídas tão adversas, além de ter destacado a “excelente dublagem, história e cenário visual”. Condecorado com 80,60% de aprovação do “GameRankings” (baseado em 65 críticas) e 79/100 do “Metacritic” (baseado em 90 críticas), Alexa Ray Corriea, do “GameSpot”, se disse surpresa com o desenrolar do game. Elogiando principalmente a narrativa nele presente, Corriea levantou que “os caminhos que se ramificam pelo enredo alteraram significativamente a história do jogo”, coisa não muito eficaz nos títulos da concorrência. Um detalhe pouco observado pelos críticos, mas que se faz interessante lembrar, é a presença de inúmeros totens por todo o ambiente do jogo. Classificados em 5 espécies (perigo, morte, orientação, fortuna e perda), esses símbolos da antiga cultura indígena estadunidense trazem ao jogador pequenas cenas sobre supostos acontecimentos futuros, e servem para dar um aviso do que vem pela frente caso você opte por uma decisão ou outra (vão por mim, coletar totens faz toda a diferença).

Com um elenco de peso, diversos atores e atrizes do meio televisivo emprestaram seus traços e vozes para dar vida aos garotos da história, dentre os quais menciono a brilhante Hayden Panettiere (famosa por ter feito a Claire Bennet da série “Heroes”) e o galã Brett Dalton (o Grant Ward, de “Agents of S.H.I.E.L.D.”) – Sam e Mike, respectivamente. Os demais personagens secundários, não menos importantes, foram interpretados pelos também talentosos e muito convincentes Rami Malek (Josh), Ella Lentini (Hannah e Beth), Noah Fleiss (Chris), Galadriel Stineman (Ashley), Nichole Bloom (Emily), Jordan Fisher (Matt) e Meaghan Martin (Jessica).

Sam (Hayden Panettiere) e Mike (Brett Dalton)

Sem revelar mais pormenores para lhes poupar de spoilers, “Until Dawn” aparece em pleno segundo semestre de 2015 para dar um novo gás à indústria dos eletrônicos e trazer algumas novidades muito bem-vindas a este cenário. Inúmeros têm sido os games que “abordam uma maior autonomia nas escolhas do jogador”, mas a verdade é que no fim das contas poucas são as consequências que essas decisões interferem na história. Por mais que você opte por “permanecer escondido” ou “sair correndo”, o assassino acabará te encontrando de qualquer maneira e a luta corporal se tornará inevitável. Positivamente, isso é algo que não acontece neste jogo, pois até mesmo o menor dos deslizes fará com que você se afunde em um caminho de desgraças sem voltas. Como bem sugerido pelos desenvolvedores: “não fazer nada” é, muitas vezes, a melhor opção a se adotar em momentos de grande tensão e pressão.

Aliado a gráficos surpreendentemente bonitos e que farão qualquer um se apaixonar logo à primeira vista, “Until Dawn” é uma trama envolvente e que merece a atenção de todos que adoram um excelente jogo com pitadas de terror, bom-humor e muita criatividade.

Jogo recomendado apenas para maiores de 18 anos por conter cenas de violência, linguagem inapropriada e mutilação.

Já ouviu falar em Agar.io, o jogo em que todo mundo quer te comer?

Calma, eu explico melhor, hahahha! Dando continuidade a nossa seção de games aqui do Caí da Mudança, resolvi trazer desta vez um jogo online e multiplayer que causa bastante febre em diversos internautas de todo o globo terrestre, inclusive no pessoal aqui do Brasil. O tema da vez é o recém-nascido Agar.io, criado há pouco mais de três meses por Matheus Valadares, usuário da Steam conhecido popularmente como M28. Liberado em 28 de abril de 2015 na versão para a web e em 8 de julho para mobile (iOS e Android), o jovem brasileiro de apenas 19 anos merece nossas congratulações por ter elaborado um dos games mais viciantes do ano.

Antes de dar início a sua jornada pelo universo das esferas coloridas, em Agar.io o jogador é convidado a preencher um nickname e optar por um dos quatro servidores disponíveis: FFA (free for all), Teams, Experimental e Party (que funcionam como modalidades de jogo). Com uma jogabilidade descontraída e lógica, seu objetivo, apesar de parecer um tanto quanto bobo, é simples: ficar cada vez maior. Começando como uma célula minúscula e super vulnerável, você deverá se aventurar pelo mapa do game à procura de pequenas pastilhas que lhe servirão de alimento. Depois de já ter comido o máximo de migalhas possível e adquirido uma forma razoavelmente significante, lhe é aberta a oportunidade de incorporar à sua massa corpórea as demais células que percorrem por aí (que, na verdade, são os demais jogadores). Quanto maior você estiver, mais lento será o seu trajeto, então fique sempre bem atento!

Movendo-se pelo cursor do seu mouse, você deverá apontar para a direção desejada para que sua bolha se mova até lá. Mas, para elaborar uma estratégia de jogo eficiente, necessário se faz conhecer também dois botões do seu teclado para sobreviver com maior facilidade: as teclas “espaço” e “W”. A tecla “W” serve para que você projete uma pequena parte da sua massa para fora de si, podendo assim alimentar outros jogadores (se vocês estiverem jogando em equipe, por exemplo) ou até mesmo algum dos vírus (ver o próximo parágrafo). Em contrapartida, mas não muito diferente, o “espaço” automaticamente lançará metade da sua célula para a direção desejada, configurando a modalidade de ataque mais frequente e usada em Agar.io (pois, assim, células maiores conseguem burlar sua falta de velocidade e engolir as menores com maior agilidade).

Seguindo aquela antiga lei da natureza na qual “apenas os mais fortes sobrevivem”, você deverá ralar bastante para se esquivar dos tarados de plantão que estão doidos para te devorar por inteiro. Mas, cuidado, pois essa não é a sua única preocupação enquanto joga. É que, para dificultar a vida dos jogadores mais habilidosos que saem por aí intimidando os mais inexperientes, foram incorporados ao mapa de Agar.io os temidos vírus: esferas verdes que dividem as células maiores em milhares muito menores. Uma ameaça aos gamers mais avançados da rodada, ficar ao redor de um vírus pode ser uma ótima tática de defesa aos iniciantes que ainda não conseguem controlar tão bem o movimento de sua célula.

Indico este vídeo hilário da Malena0202 em mais uma das suas gameplays com certeza mais do que épicas

Inteiramente gratuito, Agar.io é uma ótima dica de passatempo que poderá ser conferido a qualquer momento pelo jogador de qualquer idade. Trazendo um gráfico simples que nos remete aos clássicos fliperamas dos anos 80, é bem interessante que, em plena era digital (onde realidade e ficção andam de mãos dadas sempre a procura de melhorias), um jogo tão simples consiga nos levar aquela gostosa adrenalina de quando passávamos horas e mais horas nos entretendo em frente à televisão e nossos antigos consoles. Não perca mais tempo, jogue agora mesmo.

Como faz pra desviciar de “Lara Croft: Relic Run”, o novo game da série “Tomb Raider” para mobile?

Apesar de quase nunca visitar a Play Store, a loja de aplicativos para Android, resolvi, há pouco mais de três dias, fazer um tour por lá e acompanhar as novidades que encontravam-se em destaque. Foi vagando completamente sem rumo que dei de cara com “Lara Croft: Relic Run”, o novo game da consagrada saga de jogos “Tomb Raider” desta vez destinado para os smartphones de todo o mundo.

Como modesto fã da série que já acompanhou um título aqui e ali fora as refilmagens destinadas para as telonas dos cinemas, minha curiosidade falou mais alto e, quando menos percebi, já estava fazendo o download do game em menos de cinco segundos. Sem nem ao menos assistir a um vídeo demonstrativo ou ir atrás de informações sobre a jogabilidade de “Relic Run”, acabei lendo alguns comentários por ali mesmo e, satisfeito com o feedback do pessoal, deixei o jogo baixar enquanto esperava ansiosamente.

E, devo compartilhar com vocês que as primeiras impressões que tive do jogo, logo de cara, foram bem positivas, principalmente em relação as gráficos apresentados, ao enredo envolvente e a jogabilidade simples mas prazerosa. Seguindo o módulo “corredores infinitos” single-player que já tivemos o prazer de conferir em “Temple Run” (2011) e “Subway Surfers” (2012), “Relic Run” não peca ao reintroduzir este tão popular esquema jogável em pleno 2015. Sob o controle da protagonista Lara Croft, este mais recente lançamento dá continuidade ao projeto paralelo da série principal “Tomb Raider” e segue o bem recebido pela crítica “Lara Croft and the Temple of Osiris”, liberado para PC, PlayStation 4 e XBox One no fim do ano passado.

Um dos vários combates que você enfrentará em “Lara Croft: Relic Run”

Passando-se no Camboja (sudeste asiático), em “Relic Run” o jogador deverá se aventurar por uma densa floresta em busca de relíquias perdidas deixadas por um colega desaparecido, Carter. Porém, a tarefa de localizar essas relíquias não será tão fácil assim, já que, antes de encontrá-las, o jogador deverá coletar algumas pistas primordiais para avançar no jogo. Quanto mais relíquias você tiver, maior será o número de pistas para os próximos artefatos escondidos, e assim, mais território você deverá explorar. Ao passo que mais se aventura pela região, novos mistérios vão sendo desvendados enquanto inimigos répteis bem barra-pesada tentam atrapalhar o seu caminho. Trazendo até mesmo um tiranossauro gigantesco que lhe persegue por grande parte do seu percurso, o ambiente e clima do jogo lembram bastante os primeiros games da série “Tomb Raider”, como “Tomb Raider III” (1998) e “Tomb Raider: The Last Revelation” (1999).

Cheio de momentos de tirar o fôlego, a arqueóloga mais famosa do universo dos consoles terá de trabalhar bastante os glúteos para dar conta de escapar de todas as armadilhas presentes no cenário do jogo. Controlando-a através do toque de seu smartphone, você deverá ajudar Lara a realizar movimentos de parkour, correr pelas paredes, esgueirar-se por lugares apertados, segurar-se em cipós e coletar as moedas que estão espalhadas pela selva. Estes itens serão indispensáveis para trocar por diversas novidades na loja do game, como novos trajes, armamentos ultramodernos, kits de primeiros-socorros e acessórios que facilitarão a sua corrida infinita.

Contudo, tenha cuidado! A sua aventura automaticamente será finalizada se você atingir um determinado obstáculo e, consequentemente, a sua pontuação zerada, devendo recomeçar tudo mais uma vez (obviamente, seu dinheiro e número de diamantes continuarão intocados). Para facilitar a vida do jogador, os desenvolvedores do game criaram a super útil Ankh, ferramenta que ressuscitará Lara e permitirá que a moça continue seu trajeto a partir do momento em que foi interrompido. Mas, como não é difícil de se imaginar, essa ajuda acaba se saindo muito mais cara que o desejado, sendo por diversas vezes pouco recomendável.

Segundo os desenvolvedores de “Relic Run”, desde o início do projeto buscou-se incluir as já conhecidas habilidades acrobáticas da Srtª Croft aliados as indispensáveis cenas emocionantes de combate. Dando um ar mais fantasioso para o game, alguns chefes como o Tiranossauro aparecem para fazer um contraste ao tema mais maduro e realista dos jogos principais da série e liberados lá atrás, ainda nos anos 90. Tudo foi tão bem pensado que, até mesmo as cenas que são mostradas em câmera lenta (como quando Lara pula sobre lugares muito altos) foram incluídas para camuflar o tempo de carregamento do game.

“Lara Croft: Relic Run” pode, num primeiro momento, parecer apenas mais um dos milhares de games de corredores infinitos que estão por aí, a nossa disposição, mas, diferente da grande maioria, este apresenta uma jogabilidade muito mais dinâmica. Introduzindo os mais incríveis obstáculos e cenários realistas, os movimentos de parkour aparecem para dar ao game um tom mais moderno desta saga que desde 96 carrega pelo tempo um número gigantesco de leais seguidores. “Relic Run” é tão fiel a saga principal de “Tomb Raider” que diversos elementos presentes nos jogos anteriores podem ser vistos aqui, como a já conhecida sensualidade de nossa protagonista e as suas trágicas mortes bem coreografadas. Podendo, até mesmo, dirigir ATVs e motocicletas capazes de saltar por ribanceiras intermináveis, este é apenas mais um título digno de todos os outros que acompanharam a Srtª Croft por estes quase 20 anos.

Desenvolvido pela “Simutronics” em parceria com a “Crystal Dynamics” e a “Square Enix”, “Lara Croft: Relic Run” teve sua estreia oficial no dia 1º de julho de 2015, disponível gratuitamente para Android, iOS e Windows Phone 8. Ah, e sobre a censura, fique tranquilo: jogo recomendável para maiores de 10 anos.