#CoopGeeks: Tirando da Estante – Friends

Muita coisa mudou imensamente desde que “Friends” foi ao ar, pela primeira vez, em um longínquo setembro de 1994: uma época em que muitos de nós ainda mal sabíamos andar ou falar. Tornando-se uma referência mundial para outros programas televisivos que o sucederam, o aclamado sitcom perdurou por uma década levando até o público um material inovador que, diga-se de passagem, foi certeiro ao conquistar gerações e gerações de apaixonados telespectadores.

Relembrando diversos pontos imperdíveis, na publicação de hoje para o Co-op Geeks selecionamos um compilado de informações que não poderia passar despercebido em uma publicação tão nostálgica como esta. Tentando agradar tanto aos ressentidos órfãos de David Crane e Marta Kauffman quanto aos novatos que jamais viram um episódio sequer, vocês encontram, no link a seguir, um pouquinho mais sobre um dos melhores espetáculos já produzidos na história da televisão norte-americana. Estão prontos?

TIRANDO DA ESTANTE: FRIENDS

“Stranger Things” (1ª temporada): vale a pena assistir?

Se você não esteve em coma nos últimos dois meses então provavelmente já ouviu falar sobre “Stranger Things”: a nova série da “Netflix” que se tornou um fenômeno de imediato. Seguindo a linha de outros espetáculos transmitidos pelo que é hoje uma das maiores plataformas de streaming do planeta, “Things” repete o sucesso de suas antecessoras e, assim como tudo o que tem sido exibido com exclusividade pelo site, se sobressai com um nível de qualidade por vezes inacreditável. Combinando elenco a roteiro, direção, fotografia, temática, trilha sonora e muito mais, o tema do nosso “Vale a pena assistir?” de hoje está imperdível – e você precisa conferir, a seguir, tudo o que é necessário saber sobre uma das novidades mais comentadas do ano. Estão preparados?

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

2016 é o novo 1986… o retrô está de volta:

Ao lado de Eleven, o trio formado por Mike, Dustin e Lucas (da direita para a esquerda) é, com certeza, um dos maiores motivos para você conhecer “Stranger Things”

Esqueça tudo o que você conhece e que tenha acontecido após o início da década de 90! Totalmente ambientada nos anos 80, “Stranger Things” se passa na pacata cidade de Hawkins, Indiana: um lugar onde os registros policiais praticamente não existem – e o mais grave que pode acontecer a alguém é o furto de anões de jardim.

Nos introduzindo a um grupo de garotos comuns que divide o seu tempo entre tarefas de escola e partidas de RPG (jogo que foi auge na época e popularizou-se graças ao pioneiro “Dungeons & Dragons”), a trama ganha forma quando Will Byers (Noah Schnapp) misteriosamente desaparece sem deixar maiores vestígios. Impulsionando um sistema de buscas auxiliado pelos próprios moradores da região, a polícia – e toda a cidade – se vê paralisada diante do incidente enquanto a mãe do menino, Joyce (Winona Ryder), tenta fazer tudo que está ao seu alcance para encontrar o caçula da família.

Paralelamente, uma agência secreta governamental que opera nas redondezas acaba perdendo o controle de seus experimentos e faz com que as falhas de seus estudos se esbarrem no cotidiano normal dos habitantes de Hawkins. Interceptando ligações telefônicas e “dando um jeito” em todos aqueles que entram em seu caminho (mesmo que involuntariamente), caberá aos poderosos chefões do governo norte-americano a difícil missão de encobertar a infinidade de segredos que, gradualmente, nos é revelada ao longo de cada intenso episódio.

O nascimento de alguns… e a ascensão para outros:

Millie Bobby Brown e Winona Ryder, o encontro de duas gerações tão promissoras

Protagonizado por um time de atores mirins que, até o momento, não havia participado de muitos outros projetos de renome, a superprodução acerta ao redirecionar toda sua atenção para os novatos que ganham nossa empatia instantaneamente. Narrando a nostálgica aventura de Mike Wheeler (Finn Wolfhard), Dustin Henderson (Gaten Matarazzo) e Lucas Sinclair (Caleb McLaughlin) atrás do melhor amigo desaparecido, a trajetória do trio muda radicalmente com a chegada de Eleven/Onze (Millie Bobby Brown), uma garota bastante incomum que parece saber mais do que aparenta – e que, é claro, não demorará para roubar todos os holofotes para si.

Também nos entregando as atuações brilhantes de Natalia Dyer (Nancy Wheeler) e Charlie Heaton (Jonathan Byers), irmãos mais velhos de Mike e Will, respectivamente, “Stranger Things” conta com os recorrentes – e bem convincentes – Joe Keery (Steve Harrington) e Shannon Purser (Barbara Holland), namorado e melhor amiga de Nancy.

Sob a pele do chefe de polícia Jim Hopper, o destemido David Harbour divide o elenco adulto com Cara Buono (Karen Wheeler), Matthew Modine (Dr. Martin Brenner) e ninguém menos que Winona Ryder, o nome mais experiente e consagrado de toda a série. Conhecida por ter estrelado diversos clássicos da cultura popular como “Os Fantasmas Se Divertem” (1988), “Edward Mãos de Tesoura” (1990) e “Garota, Interrompida” (1999), a veterana se destaca por uma singularidade que lhe é inerente, convencendo-nos com uma interpretação cheia de paixão e honestidade. Ryder, definitivamente, não brinca em serviço!

Um pouco de História não faz mal a ninguém:

MKULTRA, um programa clandestino (e real) da CIA, serve como uma das influências para a série

Flertando com o sobrenatural e com o passado, a produção dos Duffer Brothers é precisa em sua narrativa e aproveita-se de todos os recursos históricos da época em busca de exatidão e credibilidade. Passando-se, como dito, em uma América dos anos 80, o enredo aproveita o plano de fundo da Guerra Fria (que ainda se movimentava a todo vapor e só foi perder velocidade com o fim da União Soviética, em 1991) e traz à tona algumas teorias de conspiração que frequentemente são reafirmadas por programas e séries de TV. Uma dessas teorias foi o real MKULTRA, um programa clandestino da CIA (o Serviço de Inteligência dos EUA) que chegou a fazer experimentos em seres humanos com drogas e inúmeros meios de tortura, abuso e procedimentos cirúrgicos. Haja fôlego para tanta informação!

Transbordando temáticas e inspirações:

Dá pra acreditar que “Stranger Things” já virou até um joguinho para PC? (Compatível com Windows, MAC e Linux)

Vindo até nós como “uma homenagem à cultura dos anos 80”, “Things” não nega suas origens e revela-se um verdadeiro tributo ao trabalho dos gigantes do cinema Steven Spielberg, John Carpenter e George Lucas. Driblando entre a ficção científica, o sobrenatural, o terror, o mistério e o drama, a série ainda toma por influência as obras literárias de Stephen King e diversos cults como “Alien” (1979), “Poltergeist” (1982), “E.T.: O Extraterrestre” (1982), “A Hora do Pesadelo” (1984), “Os Goonies” (1985) entre outros. A gama de inspiração é tão extensa que sobrou até para alguns títulos do survival horror a função de contribuir para o que conhecemos do programa – como o lendário “Silent Hill” (1999) e o recente “The Last of Us” (2013)

Falando sobre bullying e preconceito, os diálogos que encontramos por toda a série são bem fieis à linguagem oitentista, um período em que a liberdade sexual costumava ser bastante oprimida desde a infância (e adjetivos como “bicha” corriam de boca em boca da forma mais pejorativa possível). Trazendo exemplos clássicos da perseguição sofrida por milhares de crianças e adolescentes durante o período escolar, “Stranger Things” também divide a concentração do telespectador para abarcar outros temas recorrentes como divórcio, família, amizade, violência, opressão estatal, ciência, parapsicologia e a moderna representatividade. De nerds a negros e inúmeros outros grupos rejeitados pelas grandes massas (e rotulados como “desajustados”) – tem até espaço para a displasia cleidocraniana, uma doença que atinge um dos personagens/atores do programa –, o espetáculo critica com veemência os padrões impostos pela sociedade e tenta ser o mais diversificado possível (com toda a razão do mundo, é claro).

A 2ª temporada vem aí:

A sequência que todos estão esperando…

Construída em uma única temporada disponível desde julho passado com 8 episódios que variam de 42 a 55 minutos, “Stranger Things” conta com a produção executiva dos Duffer Brothers (os criadores da série) auxiliados por Shawn Levy e Dan Cohen. Produzido pela “21 Laps Entertainment” e pela “Monkey Massacre” (e claro, distribuído exclusivamente pela “Netflix”), o show já foi confirmado para uma season 2 que tem estreia agendada para 2017, em 9 novos episódios. Bem recebida pela crítica especializada, a sua estreia acumulou 95% de aprovação pelo Rotten Tomatoes e 76/100 pelo Metacritic.

Vídeo hilário da apresentadora Xuxa gravado especialmente para divulgação da primeira temporada no Brasil

Um começo mais do que perfeito, mas um final…

A trilha sonora de “Stranger Things”, que tem de The Clash a New Order e Dolly Parton, é sem sombra de dúvidas outro grande acerto da produção (confira)

Conquistando crianças e adultos sem visar um público específico, a novidade é certeira em sua proposta e não apenas homenageia a infância de muitos como também é eficaz ao trazer para as novas gerações todo o brilho de uma das melhores décadas passadas. Apesar de destacar-se por toda sua parte visual que é bastante fiel ao cinema e TV oitentistas (o que inclui cenário, figurino e, é claro, esbarra no próprio lado cultural e histórico de nossos parentes mais velhos), “Things” possui uma história muito bem amarrada que, em momento algum, deixa a desejar. Com um roteiro digno de um clássico infantil bem ao estilo de “Os Goonies” e “E.T.: O Extraterrestre”, a série desencadeia-se em uma sequência louca de eventos que acontece de forma paralela – mas que, da maneira mais coesa possível, culmina em um mesmo caminho derradeiro.

Todavia, por mais que administre tudo isso em doses perfeitas de pura nostalgia que solidificam-se nos 7 primeiros (e maravilhosos) capítulos de sua grade, a produção comete o desculpável deslize de fechar o ciclo de modo demasiadamente apressado, deixando o telespectador um tanto quanto confuso. Não que a season finale coloque os pés entre as mãos e deixe muitos furos na história (claro que a maioria destes foram propositais e deverão ser fechados com as próximas temporadas), mas, é como se não tivéssemos o tempo necessário para digerir todas as informações que nos bombardeiam em apenas 53 minutos de duração – se divididos em dois episódios finais, provavelmente ficaríamos mais bem à vontade.

Progredindo como as páginas de um bom livro que consegue nos emergir em sua narrativa e nos desconectar do plano físico, “Stranger Things” é uma ótima dica para todos aqueles que há muito esperavam por uma série que fosse capaz de tirar o fôlego sem muito blá-blá-blá. Mais um título entre os diversos dos últimos anos que foram lançados fora da TV e conseguiram, por vezes, se sobressair à plataforma mais clássica que nos acompanha desde a década de 40, a obra-prima dos Duffer Brothers surge para nos corroborar que o futuro está cada vez mais próximo e inadiável. Após passarmos longos 70 anos debruçados em frente aos antiquados televisores de tubo que foram, aos poucos, substituídos pelas telas de LCD e LED, cada vez mais o amanhã se torna imprevisível – e, por que não, até um pouco assustador…

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Precisamos falar sobre “Grey’s Anatomy”

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

Bad news. I’m just bad news.” (Portions for Foxes”, Rilo Kiley)

Se auto anunciando como “notícia ruim” ao fundo, Grey’s Anatomy estreava na TV americana em 27 de março de 2005, enquanto Meredith Grey se apresentava a Derek Shepherd e ao público, por um encontro de apenas uma noite, que se tornaram 269 – e contando.

Meredith, Alex, George, Izzie e Cristina formavam o quinteto “M.A.G.I.C.”, internos no Seattle Grace Hospital.

Criada por Shonda Rhimes, a série estreou como um surpreendente sucesso de crítica e audiência, contando a história de Meredith Grey (Ellen Pompeo), filha da renomada cirurgiã geral, Elis Grey (Kate Burton), iniciando sua vida profissional como interna ao lado de Cristina Yang (Sandra Oh), Izzie Stevens (Katherine Heigl), George O’Malley (T.R. Knight) e Alex Karev (Justin Chambers), sob o comando da residente Miranda Bailey (Chandra Wilson), no fictício Seattle Grace Hospital, localizado em Seattle, Washington.

Tendo seus episódios nomeados a partir de músicas, Grey’s Anatomy faz um paralelo entre os casos médicos da semana e a vida pessoal de seus cirurgiões. Colocando em pauta assuntos que vão desde causas sociais, como espaço da mulher na sociedade, discriminação e diversidade sexual, a luto, superação e ética de trabalho, a série não apenas se mantém atual e relevante, mas também passa a ser uma obra de efeito edificante para sua audiência.

“A audiência realmente se identifica com a personagem de Ellen Pompeo. Estamos seguindo a jornada desta mulher e de todas as pessoas que estão ao lado dela. Não é sobre um grande número de truques, é sobre assistir a pessoas evoluindo.” (Shonda Rhimes)

CAST

Elenco original de “Grey’s Anatomy”.

Com roteiro ágil e boa linha de desenvolvimento, o desempenho do elenco é frequentemente descrito como “fenomenal” pela crítica especializada e fãs do show.

De personalidades marcantes e distintas, os personagens de Grey’s Anatomy tendem a ser carismáticos e cativantes, à sua própria maneira. Há Cristina em seu perfil sarcástico e competitivo, seu brilhantismo e excelência em cardio, que recobrem sua vulnerabilidade – que numa sequência hilária, a faz implorar para ser sedada. Há o admirável e encantador amadurecimento de Alex Karev. Os sábios conselhos de Richard Webber (James Pickens, Jr.), que costuram a história entre o passado e o presente. A autenticidade de Callie (Sara Ramirez) dançando em suas calcinhas, em tom de liberdade. A amabilidade e memória fotográfica de Lexie Grey (Chyler Leigh).

Amelia Shepherd teve sua primeira aparição na série em 07.03 “Superfreak”, sendo adicionada ao elenco fixo na 11ª temporada, após o fim de “Private Practice”.

Mesmo com algumas despedidas durante suas 12 temporadas no ar, fosse com bombas, tiroteios, acidentes aéreos ou um simples adeus, o elenco permanece como um dos pontos de destaque da série. Adicionada ao fim da primeira temporada, Addison Montgomery (Kate Walsh), planejada apenas para um arco de poucos episódios, foi tão bem recebida que acabou entrando para o elenco fixo da série e, posteriormente ganhando seu próprio show: “Private Practice” (2007 – 2013), mostrando a vida de Addison após sua partida de Seattle. Mais recentemente, Amelia Shepherd (Caterina Scorsone), personagem originada de Private Practice, foi adicionada ao elenco fixo de Grey’s entre as temporadas 10 e 11 e rapidamente tornou-se uma das favoritas entre fãs e críticos do show, trazendo frescor e se ajustando bem à dinâmica da série. Maggie Pierce (Kelly McCreary) também foi uma grata surpresa (literalmente!).

A química entre os personagens também é um ponto de aclamação. O relacionamento de Meredith e Derek (Patrick Dempsey) é visto como um dos mais memoráveis da TV. A amizade das Twisted Sisters (apelido carinhosamente dado por Owen (Kevin McKidd) à Meredith e Cristina) foi considerada como o fio condutor do show. Grande parte dos relacionamentos explorados ao longo do show foram bem recebidos, graças ao duo de esforços por parte do elenco e dos roteiristas, estes, [quase] sempre bem sucedidos nos planos para os personagens.

É tudo sobre Meredith Grey

“Se você estivesse na sala dos roteiristas, você provavelmente me diria que o tema é Meredith, porque é o que eu continuo dizendo: ‘A série é apenas sobre Meredith Grey!'” (Shonda Rhimes, sobre Grey’s Anatomy e sua 11ª temporada)

Meredith Grey é, sem dúvidas, uma das personagens de trajetórias mais marcantes da TV. Seu desenvolvimento e linha evolutiva são tão bem trabalhados, que, mesmo que não fossem o plano inicial para a série e sua protagonista, considerando a longevidade do show, são impecáveis.

Desde o primeiro momento, nos damos com uma personagem extensa, com representação tão fiel da complexidade do ser humano, que nossa empatia é algo quase que instantâneo. A jornada de Meredith passa por diversos estágios. O início de sua carreira, seguindo medicina sob a sombra do legado de sua mãe, lidando com questões internas nunca antes resolvidas. A personificação de Cristina como sua “pessoa”, George e Izzie como companheiros de casa e o atribulado relacionamento com Derek. O abandono pelo pai e a eventual projeção da figura paterna em Richard, que em dado momento, chega a cantar para ela: I’ve got sunshine on a cloudy day.” (My Girl”, The Temptations). Os traumas trazidos da infância (retratada em flashbacks) e como isso influenciou sua formação. Meredith era o eterno paradoxo da pessoa ferida que tinha como trabalho curar pessoas feridas.

A trajetória da personagem e daqueles que a cercam soa interessante exatamente por não ser milimetricamente planejada para “dar certo”, mas para o que quer que aconteça. A vida não segue um script. Não há uma receita definitiva para a felicidade. Eventualidades acontecem e cada um reage a sua própria maneira. Meredith tem sua própria forma de reagir e encarar os acontecimentos. Aqui, ela é a representação de uma pessoa comum vivendo no mundo.

Ao longo do show, Meredith foi construída sobre pilares que a faziam quem era. Os mais evidentes foram sua mãe, Elis Grey, Cristina Yang e Derek Shepherd. Eis então, que entre suas temporadas 10 e 11, Grey’s Anatomy decide que é hora de se reinventar, criar novo fôlego, e não havia melhor forma de fazer isso que não fosse através de sua protagonista – ou melhor, através da desconstrução dela.

“Eu posso viver sem você. Mas eu não quero. Eu jamais vou querer.” (Meredith Grey)

Com sua [brilhante] décima primeira temporada, a série trouxe de volta o enfoque na personagem que dá nome ao show, servindo como uma lupa por onde pudemos assistir sua desconstrução. Família e amizade são elementos realmente importantes na vida de uma pessoa. Quando se constrói alguém, como um castelo de cartas, o que acontece quando se tira as cartas de baixo, uma a uma?

A dinâmica usada pelos roteiristas em desconstruir Meredith não só consolidou sua humanização, deixando-a mais próxima do público, como revitalizou a essência do show. A pergunta lançada pela temporada de “Quem é você sem tudo o que você se tornou?” foi sábia e essencial para o desenvolvimento da personagem e do show.

“Ele é muito sonhador, mas ele não é o sol. Você é.” (Cristina Yang)

A temporada seguinte trata do renascimento de Meredith e de como ela lida com sua própria história. “Você leu minha ficha?”, pergunta ela, em dado momento. A essência nostálgica da nova fase não é mera coincidência. Recriar um ambiente familiar para a personagem junto à suas irmãs e ter Karev como sua nova “pessoa”, foi um meio realmente esperto que Shonda encontrou para representar o recomeço, utilizando o passado da série como referência – como se tudo voltasse para o início, mas agora, de forma mais madura e adulta, sem deixar para trás as lições aprendidas ao longo do percurso. A adaptação, as sequelas, a cura, os aprendizados, a moldagem da nova visão de mundo de Meredith Grey – está tudo primorosamente registrado ali, mostrando que evoluir nunca é uma tarefa fácil.

We’ll do it all. Everything. On our own.(Chasing Cars”, Snow Patrol)

Grey’s Anatomy estará de volta para sua 13ª temporada em 22 de setembro, nos Estados Unidos, pela rede ABC.

Nota do autor

Escrever este texto foi uma das coisas mais difíceis que já fiz. Talvez por, como tantos outros fãs do show, ter uma relação estritamente pessoal com a série e seus personagens. São como pessoas próximas, que estão comigo; que por tantas vezes me ajudam a clarear as ideias. Então um agradecimento especial ao Marcelo, pelo convite de escrever algo para o blog e por todo o apoio e encorajamento. Outro para aquela que não deve ser nomeada Shonda Rhimes, por ter criado algo tão brilhante e edificante para tantas pessoas.

Eu não sei se a vida é sobre um carrossel que nunca para de girar, mas eu realmente acredito que, de alguma forma, para todo final com Chasing Cars”, há um novo começo com Portions for Foxes.

Não importa o quão escuro esteja… O sol vai surgir de novo.” (Meredith Grey)

“Scream Queens” (1ª temporada): vale a pena assistir?

Há exatos nove meses ia ao ar, pela programação da “Fox”, a estreia de “Scream Queens”: a mais recente aposta de Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan para os televisores não apenas dos EUA, mas também do mundo inteiro. Após passar um bom tempo sendo escrita, gravada e produzida (vale dizer que o primeiro anúncio oficial se deu em um já distante outubro de 2014?), a série que combina elementos de terror com comédia já caminha para sua segunda temporada e, agora, serve de tema para o nosso “Vale a pena assistir?” do mês de junho!

Não conhece o programa e gostaria de descobrir quais são as nossas perspectivas antes de assistir ao episódio piloto? Então confira, a seguir, o compilado de informações que enumeramos nesta publicação feita especialmente para você!

Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!

Precedentes:

Emma Roberts interpreta a protagonista/antagonista Chanel Oberlin

Depois de quebrar recordes de audiência com “Glee” e conquistar o gosto popular com “American Horror Story”, Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan resolveram, mais uma vez, juntar suas forças para trazer até o público algo completamente novo – mas que, cumulativamente, não fugisse dos outros trabalhos que coescreveram ao longo destes últimos anos. Descrita, nas palavras de Murphy, como a reunião de “tudo que amamos, mas que ainda não existia na TV”, “Scream Queens” surgiu assim, como a perfeita “combinação de ‘Atração Mortal’ (filme de 1989) com ‘Sexta-Feira 13’ (1980)”­ – e, como bem acrescenta uma das protagonistas, o teen cult “Meninas Malvadas” (2004). Trazendo um entusiasmo sem tamanhos acompanhado de uma recepção bem mediana, a produção chegou até os jovens estadunidenses no último 22 de setembro e não demorou para se tornar, inevitavelmente, um dos assuntos mais comentados entre os fanáticos por séries de TV.

Inspirado pelos grandes clássicos slasher (subgênero do horror do qual é requisito a presença de um serial killer que mata jovens aleatoriamente) das décadas de 80 e 90, o trio por trás do espetáculo não teve receio algum de sair do básico e misturar comédia com terror, humor negro, sátira e mistério. Ostentando, em seu elenco, nomes bem populares da indústria do entretenimento como Emma Roberts (“AHS: Coven”), Lea Michele (“Glee”) e Jamie Lee Curtis (“Sexta-Feira Muito Louca”), “Scream Queens” vai além ao nos entregar um roteiro bem envolvente e incorporar, ainda, participações especiais de Ariana Grande, Nick Jonas entre tantos outros. Quer mais ou já é o suficiente?

A sinopse:

Nick Jonas como Boone Clemens

A trama por trás da série ganha forma quando a vaidosa Chanel Oberlin (Emma Roberts) sente sua popularidade ameaçada após a Reitora Munsch (Jamie Lee Curtis) conceder a qualquer estudante da Universidade Wallace autorização para se inscrever na rígida fraternidade que tem a patricinha como presidente, a “Kappa Kappa Tau”. Conhecida por sua seletividade e por abrigar somente a elite do campus, de uma hora para outra a “KKT” vai perdendo seu prestígio ao ser coagida a abrigar um considerável número de alunas que não “atende os padrões” exigidos pelas normas da irmandade – dentre as quais se destacam garotas com deficiências físicas, lésbicas, negras e até mesmo uma vlogueira totalmente excêntrica. Com o apoio de suas amigas e subalternas – as quais são “carinhosamente” apelidadas de minions – Chanel #2 (Ariana Grande), Chanel #3 (Billie Lourd) e Chanel #5 (Abigail Breslin), Oberlin não encontra outra saída senão infernizar a vida das estranhas candidatas que, persistentemente, não abandonarão tão cedo o sonho de se tornar uma poderosa Kappa definitiva.

Paralelamente, um estranho vestindo o uniforme de mascote da universidade começa a rondar toda a propriedade caçando qualquer um que, de alguma maneira, se aproxime ou conheça o sombrio passado por trás da “Kappa Kappa Tau”. Aniquilando uma infinidade de vítimas em potencial, o temido Red Devil (Demônio Vermelho) faz a fraternidade perder cada vez mais membros enquanto as suspeitas sobre a sua identidade se tornam, a cada episódio, mais complexas e reveladoras. Caberá a Grace Gardner (Skyler Samuels) e Pete Martínez (Diego Boneta), o quase-casal de mocinhos, desvendar o mistério por trás de tantos homicídios e tentar cessar as sucessivas mortes que desencadeiam ao longo da atração um banho de sangue à la “Sexta-Feira 13”. Em meio a pistas que nos remeterão aos detalhes mais minimalistas e intrigantes, a única certeza contundente é a de que qualquer um, em “Scream Queens”, possui as suas razões para vestir a máscara do assassino e sair por aí, fazendo do local um purgatório de insanidades.

O retorno da “Rainha do Grito”:

Jamie Lee Curtis é a reitora Cathy Munsch

Quem é fissurado nos clássicos do terror de décadas e décadas atrás, provavelmente deve saber que o termo “scream queen” (ou “rainha do grito”, em nosso idioma) é o mais comum para designar as atrizes que desempenham um grande papel em filmes deste gênero. Seja sob a pele de coadjuvantes indefesas que acabam por ter seu destino selado pelas mãos de um serial killer ou de protagonistas que, vez ou outra, conseguem contornar toda a carnificina que as persegue, a verdade é que “gritar” não é o único requisito para que uma profissional da área se consagre com tal honraria – e assim, não é qualquer uma que consegue sustentar o mencionado título da nobreza cinematográfica.

Seguindo um legado que, possivelmente, foi iniciado há muito tempo por Fay Wray (“King Kong”, 1933), ninguém menos que Jamie Lee Curtis (a estrela principal da franquia “Halloween”, também conhecida como “A Rainha do Grito”) se torna, em “Scream Queens”, um dos maiores (se não o maior) destaques de todo o seu extenso time de celebridades. Deixando o super-heroísmo de Laurie Strode para trás, Curtis é feliz ao encarnar a personalidade e viver, na atração da “Fox”, a narcisista Reitora Munsch. Um constante empecilho para Chanel e para todos aqueles que ousam atrapalhar sua sólida carreira pelos bancos acadêmicos, a megera revela um passado tão antigo e obscuro quanto o que assombra a controversa “Kappa Kappa Tau”. Definitivamente, a veterana é eficiente ao interpretar um papel que foi escrito para ser seu.

Outras “scream queens” notáveis dos cinemas (e que merecem as menções honrosas neste post) são: Heather Langenkamp (“A Hora do Pesadelo”), Neve Campbell (“Pânico”), Jennifer Love Hewitt (“Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado”), Sarah Michelle Gellar (“O Grito”), Naomi Watts (“O Chamado”), Katie Cassidy (“Quando Um Estranho Chama”) e Mary Elizabeth Winstead (“Premonição 3”).

A segunda temporada vem aí:

Produzida pela “20th Century Fox Television” em parceria com a “Prospect Films”, a “Ryan Murphy Productions” e a “Brad Falchuk Teley-vision”, a primeira temporada de “Scream Queens” possui 13 episódios com o tempo médio de 45 minutos (imagem do elenco principal)

Após ser recepcionada de forma bem mista pelo público, felizmente “Scream Queens” foi renovada para uma segunda temporada que deverá começar a ser gravada somente no mês que vem, em julho, em novos estúdios da Califórnia (a primeira foi filmada em Nova Orleans). Com estreia prevista para 20 de setembro deste ano, a história se passará dois anos após os eventos que concluíram a primeira temporada e nos introduzirá a cenários totalmente repaginados – e isso sem contar o retorno de grande parte do elenco original interpretando os mesmos personagens sobreviventes do Red Devil (mas, desta vez, imersos em um hospital psiquiátrico).

Até o momento, foi confirmado o retorno de: Emma Roberts, Jamie Lee Curtis, Lea Michele, Abigail Breslin, Billie Lourd, Niecy Nash, Glen Powell e Keke Palmer (dizem os rumores que Harry Styles, do One Direction, poderá dar as suas caras na season 2); e a estreia de John Stamos (“Três é Demais”). Você confere mais informações acessando este link.

Curiosidades que você PRECISA conhecer:

“You Belong to Me”, de Heather Heywood, marca a abertura oficial da série (na imagem: o misterioso Red Devil)

O pessoal do “OK!OK!” listou, no vídeo a seguir, 50 fatos sobre “Scream Queens” que não apenas valem a pena ser conferidos, como também deixam a série muito mais interessante. Não se preocupe, pois em momento algum foram levantados spoilers sobre o desfecho ou a identidade do assassino:

As informações deste vídeo podem ser consultadas diretamente pelo site do IMDb, em inglês (atenção, aqui, para devidos spoilers)

De tudo um pouco:

E por último, mas não menos importante, Lea Michele vive a Chanel #6/Hester Ulrich

Qualquer um que possua um mínimo de conhecimento sobre cultura popular (de televisão a cinema, música à história), certamente encontrará em “Scream Queens” o mesmo que diversos ícones do passado tanto fizeram questão de entregar ao seu público alvo: diversão sem comprometimento. Seguindo a linha de alguns longas-metragens (como o já citado “Meninas Malvadas”, “As Patricinhas de Beverly Hills” e “Todo Mundo em Pânico”) ou até mesmo de séries televisivas (como “Gossip Girl” e “Desperate Housewives”), a criação de Murphy, Falchuk e Brennan não se prende muito aos padrões da normalidade e soa mais como uma sátira da vida real do que um aplaudível show de seriedade – logo, não espere encontrar pelo decorrer da atração situações lógicas totalmente moldáveis ao mundo no qual vivemos.

É verdade que, em meio a piadas misóginas, preconceituosas e não menos que bizarras, “Scream Queens” não se mostra a série mais adequada para o telespectador que possui como única pretensão ser introduzido a um circo de horrores onde o macabro ganha vida e apavora a todos os tipos de público, sem restrições. Muito mais voltado para o humor negro, à sátira e uma leve pincelada de gore, o show se destaca por uma futilidade fora do imaginável – e, à primeira vista, não só pode como acaba sendo rejeitada por aqueles que tinham como prioridade se assustar, e não se divertir. A questão é que, diferente talvez de como foi anunciado (ou de como as pessoas olharam para o seu lançamento), o programa não apresenta nada de assustador e, eventualmente, apenas brinca com os elementos do horror ao incluir situações de perigo comuns aos filmes de terror em seu script.

Entretanto, se o espetáculo peca ao nos confundir com sua temática trash pouco esclarecedora, ele acerta ao repetir os antigos feitos de “Glee” e emergir quem o assiste para uma diversidade social que é inerente a qualquer civilização moderna. Não que seja muito comum encontrar por aí garotas usando colares cervicais em tempo integral, mas, “Scream Queens” abraça a representatividade ao dar destaque para atores negros e incluir personagens de diferentes orientações sexuais – tem até mesmo algumas fortes personalidades com deficiências físicas/distúrbios mentais e outras com extravagantes gostos pessoais. Visualmente falando, a série se utiliza muito dessa imensidão de possibilidades e, ao beber das inesgotáveis fontes que defendem o tratamento igualitário entre minorias e maiorias, se sobressai ao criticar nossa atual condição como sociedade hipócrita, machista, homofóbica e racista – tudo por meio de muita ironia, é claro.

No fim das contas, “Scream Queens” nada mais é senão uma luxuosa mansão do século XXI que, coincidentemente, acabou por ser decorada com os móveis genuínos de uma casa mal-assombrada dos anos 80. Não espere levar sustos ou sentir aflição enquanto acompanha a atração do começo ao fim: você está, claramente, se interessando pelo título errado. Aliado a um figurino impecável, a um trabalho de maquiagem excepcional e a um time de atores que nos entregam valiosos momentos hilários (e gostaríamos de deixar aqui o nosso mais sincero destaque para Niecy Nash, Billie Lourd e, é claro, Emma Roberts), o programa se revela uma ótima opção para quem é ligado em séries humorísticas de TV e compartilha de uma paixão natural pela cultura popular (desde que, é claro, você deixe as suas expectativas de lado). Se você gostou da vibe de “Todo Mundo em Pânico” e é apaixonado por “Meninas Malvadas”, então, com certeza, possui grandes chances de se encantar (e se identificar) com a bombástica criação fashion dos gênios contemporâneos que são Murphy, Falchuk e Brennan.

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Conheça os vencedores do “Globo de Ouro 2016”

Ontem, 10/01/16, aconteceu em Beverly Hills, na Califórnia, a 73ª edição do “Globo de Ouro”, um dos mais prestigiados eventos que condecoram os melhores profissionais do cinema e da televisão que mais brilharam durante o ano antecessor. Todavia, diferente da última edição do “American Music Awards”, a qual tive a oportunidade de acompanhar pela TV para mais tarde elaborar um breve resumão com os melhores momentos da celebração, desta vez eu não pude me ligar ao que ocorreu pelo percorrer deste concorridíssimo evento – e, por esta razão, apenas relacionarei, ao final desta publicação, a lista completa de todos os vencedores da noite.

Entre diversos nomes que tanto fizeram bonito em 2015, gostaria, porém, de destacar dois em especial: o primeiro deles, por óbvio, é o ator brasileiro Wagner Moura, indicado por sua tão elogiada participação na série de TV norte-americana “Narcos”, por “Melhor Ator em Série Dramática”. Apesar de não levar a melhor e perder para Jon Hamm (por sua atuação em “Mad Men”), a noite foi de bastante comemoração para os fãs da cantora (e agora atriz) Lady Gaga, o nosso segundo destaque da noite, quem venceu na categoria “Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para a TV”, por seu papel em “American Horror Story: Hotel”.

A seguir, confira a lista completa com todos os indicados e vencedores da premiação (nomes em negrito revelam quem levou o prêmio para casa) e saiba se o seu ator favorito se saiu bem em alguma das 25 categorias que consagram os melhores do cinema e da televisão para o “Globo de Ouro”:

CINEMA

Leonardo DiCaprio, o vencedor de “Melhor Ator por Filme Dramático” (por “O Regresso”)

Melhor Filme de Drama: “Carol” // “Mad Max: Estrada da Fúria” // “O Regresso” // “O Quarto de Jack” // “Spotlight”

Melhor Ator de Drama: Bryan Cranston (“Trumbo”) // Leonardo DiCaprio (“O Regresso”) // Michael Fassbender (“Steve Jobs”) // Eddie Redmayne (“A Garota Dinamarquesa”) // Will Smith (“Concussion”)

Melhor Atriz de Drama: Cate Blanchett (“Carol”) // Brie Larson (“O Quarto de Jack”) // Rooney Mara (“Carol”) // Saoirse Ronan (“Brooklyn”) // Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”)

Melhor Filme de Comédia ou Musical: “A Grande Aposta” // “Joy: O Nome do Sucesso” // “Perdido em Marte” // “A Espiã que Sabia de Menos” // “Descompensada”

Melhor Ator de Comédia ou Musical: Christian Bale (“A Grande Aposta”) // Steve Carell (“A Grande Aposta”) // Matt Damon (“Perdido em Marte”) // Al Pacino (“Não Olhe Para Trás”) // Mark Ruffalo (“Sentimentos que Curam”)

Melhor Atriz de Comédia ou Musical: Jennifer Lawrence (“Joy: O Nome do Sucesso”) // Melissa McCarthy (“A Espiã que Sabia de Menos”) // Amy Schumer (“Descompensada”) // Maggie Smith (“A Senhora da Van”) // Lily Tomlin (“Grandma”)

Melhor Diretor: Todd Haynes (“Carol”) // Alejandro González Iñarritu (“O Regresso”) // Tom McCarthy (“Spotlight”) // George Miller (“Mad Max: A Estrada da Fúria”) // Ridley Scott (“Perdido em Marte”)

Melhor Roteiro: “O Quarto de Jack” // “Spotlight” // “A Grande Aposta” // “Steve Jobs” // “Os Oito Odiados”

Melhor Filme Estrangeiro: “O Novíssimo Testamento” // “O Clube” // “O Esgrimista” // “Cinco Graças” // “O Filho de Saul”

Melhor Animação: “Anomalisa” // “O Bom Dinossauro” // “Divertida Mente” // “Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, o Filme” // “Shaun, o Carneiro”

Melhor Ator Coadjuvante: Paul Dano (“Love & Mercy”) // Idris Elba (“Beasts of no Nation”) // Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”) // Michael Shannon (“99 Homes”) // Sylverster Stallone (“Creed”)

Melhor Atriz Coadjuvante: Jane Fonda (“Youth”) // Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”) // Helen Mirren (“Trumbo”) // Alicia Vikander (“Ex Machina: Instinto Artificial”) // Kate Winslet (“Steve Jobs”)

Melhor Trilha Sonora: Carter Burwell (“Carol”) // Alexandre Desplat (“A Garota Dinamarquesa”) // Ennio Morricone (“Os Oito Odiados”) // Daniel Pemberton (“Steve Jobs”) // Ryuichi Sakamoto e Alva Noto (“O Regresso”)

Melhor Canção: “Love Me Like You Do”, por Ellie Goulding (“Cinquenta Tons de Cinza”) // “One Kind of Love”, por Brian Wilson (“Love & Mercy”) // “See You Again”, por Wiz Khalifa e Charlie Puth (“Velozes e Furiosos 7”) // “Simple Song #3”, por David Lang (“Youth”) // “Writing’s on the Wall”, por Sam Smith (“007 Contra Spectre”)


TELEVISÃO

Lady Gaga, a vencedora de “Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para a TV” (por “American Horror Story: Hotel”)

Melhor Série de Drama: “Empire” // “Game of Thrones” // “Mr. Robot” // “Narcos” // “Outlander”

Melhor Ator em Série Dramática: Wagner Moura (“Narcos”) // Jon Hamm (“Mad Men”) // Rami Malek (“Mr. Robot”) // Bob Odenkirk (“Better Call Saul”) // Liev Schreiber (“Ray Donovan”)

Melhor Atriz em Série Dramática: Caitriona Balfe (“Outlander”) // Viola Davis (“How To Get Away With Muder”) // Eva Green (“Penny Dreadful”) // Taraji P. Henson (“Empire”) // Robin Wright (“House of Cards”)

Melhor Série de Comédia ou Musical: “Mozart in the Jungle” // “Orange is the New Black” // “Silicon Valley” // “Transparent” // “Veep” // “Casual”

Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical: Aziz Ansari (“Master of None”) // Gael García Bernal (“Mozart in the Jungle”) // Rob Lowe (“The Grinder”) // Patrick Stewart (“Blunt Talk”) // Jeffrey Tambor (“Transparent”)

Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical: Rachel Bloom (“Crazy Ex-girlfriend”) // Jamie Lee Curtis (“Scream Queens”) // Julia Louis-Dreyfus (“Veep”) // Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) // Lily Tomlin (“Grace and Frankie”)

Melhor Minissérie ou Filme para TV: “American Crime” // “American Horror Story: Hotel” // “Fargo” // “Flesh & Bone” // “Wolf Hall”

Melhor Ator em Minissérie ou Filme para a TV: Idris Elba (“Luther”) // Oscar Isaac (“Show Me a Hero”) // David Oyelowo (“Nightingale”) // Mark Rylance (“Wolf Hall”) // Patrick Wilson (“Fargo”)

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para a TV: Kirsten Dunst (“Fargo”) // Lady Gaga (“American Horror Story: Hotel”) // Sarah Hay (“Flesh & Bone”) // Felicity Huffman (“American Crime”) // Queen Latifah (“Bessie”)

Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para a TV: Alan Cumming (“The Good Wife”) // Damian Lewis (“Wolf Hall”) // Ben Mendelsohn (“Bloodline”) // Tobias Menzies (“Outlander”) // Christian Slater (“Mr. Robot”)

Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para a TV: Uzo Aduba (“Orange is the New Black”) // Joanne Froggatt (“Downton Abbey”) // Regina King (“American Crime”) // Maura Tierney (“The Affair”) // Judith Light (“Transparent”)


Por sua grande contribuição ao cinema ao longo de uma carreira com mais de quarenta anos, o ator Denzel Washington recebeu o prêmio Cecil B. DeMille (o “Globo de Ouro” honorário) das mãos de Tom Hanks, com quem contracenou no longa-metragem “Filadélfia”, de 1993. Mais do que merecido, não é mesmo?