6 séries de TV temáticas para você assistir neste Halloween

O Haloween já está quase aí (é nesta terça31 de outubro) e não poderíamos deixar de celebrar, aqui no Caí da Mudança, uma das datas comemorativas mais populares do ano – relembre o especial que preparamos há dois outubros com muita música, filmes, jogos e livros. Assim, e após um intenso 2017 maratonando algumas dezenas de séries de TV, conseguimos separar meia dúzia que não falhará ao levar para o conforto da sua casa toda a obscuridade que é comum a este grande evento sobrenatural.

Ficou interessado? Então confira, a seguir, quais são as nossas 6 dicas infalíveis de séries para assistir neste Dia das Bruxas, e não se esqueça de clicar em cada uma das imagens para assistir ao seu trailer respectivo:


Texto livre de spoilers (claro que algum ou outro necessário para o bom entendimento deste artigo será mencionado mais cedo ou mais tarde, mas de forma sucinta e segura). Boa leitura!


(Trash)

ASH VS EVIL DEAD (2015 – presente)

Exibida: pelo canal Starz! / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 20 / duração por episódio: 30 minutos

Desenvolvido por: Sam Raimi, Ivan Raimi e Tom Spezialy

Carnificina e humor negro são, sem sombra de dúvidas, os lemas que regem esta grotesca “Scream Queens” para adultos que abre a nossa serielist especial de Halloween! Gravada como uma sequência para os loucos acontecimentos que desencadearam a franquia “Evil Dead”, a superprodução da Starz! narra os passos dados pelo já conhecido Ash Williams (Bruce Campbell), o protagonista e único sobrevivente da trilogia de filmes iniciada pelo memorável “A Morte do Demônio” (1981).

Na série, Ash é um velho solteirão que leva uma vida bem mais ou menos e, trinta anos mais tarde, ainda lida com a triste perda de seus melhores amigos para os deadites do “Necronomicon Ex-Mortis”, o livro dos mortos. Porém, não demora muito para a negligência do “herói” vir à tona e condenar o país com uma infestação de novos demônios sedentos por carne fresca. Sentindo o peso de sua responsabilidade para com a humanidade, Williams vê em Pablo (Ray Santiago) e Kelly (Dana DeLorenzo) o auxílio que nunca teve para enfrentar o mal e restabelecer a paz de uma vez por todas – isso, é claro, se conseguir contornar os inúmeros obstáculos que aparecem em seu caminho.

Por incrível que pareça, o Ash Williams de “Ash vs Evil Dead” é interpretado pelo mesmo ator que protagonizou os clássicos do terror das décadas de 80 e 90. Contando, ainda, com Lucy Lawless e Ted Raimi no elenco (ambos de “Xena, A Princesa Guerreira”), a comédia é feliz ao trazer Sam Raimi, o criador da franquia, na produção executiva e direção/roteirização do episódio piloto. Com muito sangue, tripas e uma senhora trilha-sonora, qualidade é a palavra-chave para este show imperdível que já possui uma 3ª temporada prevista para fevereiro de 2018.

(Cult)

BATES MOTEL (2013 – 2017)

Exibida: pelo canal A&E / situação: encerrada

Nº de temporadas: 5 / nº total de episódios: 50 / duração por episódio: 45 minutos

Desenvolvido por: Carlton Cuse, Kerry Ehrin e Anthony Cipriano

Quem já assistiu ao agoniante “A Órfã” (2009) com certeza acabou se surpreendendo com o show de atuação dado por Vera Farmiga. Porém, o que ninguém esperava é que a irmã mais velha da também atriz Taissa Farmiga fosse consolidar o seu nome tão repentinamente ao co-protagonizar e co-produzir executivamente a aclamadíssima prequela do clássico “Psicose” (1960). Dando vida à desequilibrada Norma Bates, a veterana reencarna na série a mãe do maior homicida hollywoodiano de todos os tempos: o inigualável Norman Bates – interpretado brilhantemente pelo Freddy Highmore, o Charlie de “A Fantástica Fábrica de Chocolete” (2005).

Passando-se alguns anos antes dos trágicos acontecimentos narrados pelo filme de Alfred Hitchcock, em “Bates Motel” acompanhamos a turbulenta vida dos Bates após a morte de Sam, marido de Norma e pai de Norman. Deixando o passado para trás em busca de um recomeço, mãe e filho se mudam do Arizona para o Oregon e, ao comprar/gerenciar um velho hotel, decidem que este será a atual fonte de seu sustento. Tudo daria certo, é claro, se os planos de diversos moradores da cidadezinha de White Pine Bay não interferissem no caminho da família e colocassem em risco o negócio recém-aberto e já sentenciado à falência.

Além de rejuvenescer a pegada cult de “Psicose” ao levar a trajetória de Norman e Norma para os dias atuais, “Bates Motel” nos apresenta a um terceiro personagem principal totalmente inédito: Dylan Massett (Max Thieriot), o filho perdido de Norma. Apesar de nos ganhar com uma fotografia incrível e um cenário realístico que faz muito jus à obra-prima de Hitchcock, é a química entre Farmiga e Highmore que concede à atração do A&E o tom necessário para prender o telespectador imediatamente.

(Vitoriano)

PENNY DREADFUL (2014 – 2016)

Exibida: pelo canal Showtime / situação: encerrada

Nº de temporadas: 3 / nº total de episódios: 27 / duração por episódio: 55 minutos

Criado por: John Logan

Se existe um programa de TV que todo amante do horror, do drama e dos folclores europeu e norte-americano deveria conhecer é “Penny Dreadful”. Aliás, você pode nem saber, mas o próprio título da série já nos entrega uma palinha sobre o conteúdo abordado em seus episódios tão bem produzidos. Isso porque penny dreadfuls nada mais são senão as já extintas publicações inglesas do século XIX que traziam contos de ficção e horror sob a singela bagatela de um penny (a moeda da Inglaterra). Daí a expressão “centavos de terror”.

Malcolm Murray (Timothy Dalton) é um rico explorador que vive no Reino Unido e dedica seus dias a encontrar Mina (Olivia Llewellyn), sua filha desaparecida. Vivendo sob o mesmo teto que Sembene (Danny Sapani), seu criado, e Vanessa Ives (Eva Green), uma velha conhecida da família, o trio logo descobre que os rastros deixados pelo desaparecimento da garota escondem muito mais mistérios que a razão humana poderia explicar. Assim, não resta muitas opções ao grupo senão recorrer à ajuda do egocêntrico Victor Frankenstein (Harry Treadaway), um médico recluso que dedica seu trabalho a entender a morte, e do charmoso norte-americano Ethan Chandler (Josh Hartnett), um homem de poucas palavras com um talento nato para armas de fogo.

Com um tom obscuro que ampara a temática gótica perfeita, a produção se destaca não apenas pelo enredo fascinante, maquiagem de primeira e cenografia impecável, mas também por um elenco competente que se supera a cada novo episódio (principalmente pelas atuações de ouro dos inigualáveis Eva Green, Billie Piper e Rory Kinnear). Literariamente falando, “Drácula”, “O Retrato de Dorian Gray”, “Frankenstein” e “O Médico e o Monstro” são apenas algumas das muitas obras retratadas no decorrer do show.

(Gore)

SLASHER (2016 – presente)

Exibida: pelos canais Super Channel, Chiller e Netflix / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 16 / duração por episódio: 50 minutos

Criado por: Aaron Martin

Quem diria que após uma 1ª temporada interessante (mas com um elenco miserável) a antológica “Slasher” sobreviveria para contar história e renovar-se-ia em um dos melhores lançamentos de 2017. Agora condecorada com o selo de qualidade da Netflix, o título original da canadense Super Channel não teve medo algum de descartar 99,9% de seu time anterior de protagonistas (apenas Christopher Jacot teve um papel de destaque em ambas as temporadas) e apostar as suas fichas em uma roupagem totalmente diferente para a nova season que estreou neste ano.

Enquanto em “Slasher: The Executioner” somos levados para uma cidadezinha do interior atormentada por um serial killer que mata suas vítimas tomando por base os sete pecados capitais, em “Slasher: Guilty Party” acompanhamos cinco ex-monitores de acampamento que retornam para seu antigo local de trabalho a fim de resolver algumas pendências do passado. Sediando, atualmente, uma comunidade espiritual que abriga um grupo bem peculiar de desajustados, o lugar até então pacato vai, aos poucos, encharcando-se com o sangue derramado por um assassino misterioso que tira a vida de suas vítimas com uma brutalidade descomunal.

Uma clássica referência aos filmes slasher dos anos 70 a 90 que tem como regra o gore (“Halooween”, “Sexta-feira 13” e “A Hora do Pesadelo”), “Slasher” é a dica perfeita para quem possui um estômago de ferro capaz de aguentar as pesadas cenas de pura violência explícita que invadem a tela sucessivamente. Apresentando-nos a personagens muito mais carismáticos e a um plot twist digno de cinema, a 2ª temporada da série é eficiente ao nos emergir em sua narrativa e causar-nos o tão desejado desconforto que é próprio deste subgênero tão polêmico do terror. Não que a 1ª seja de todo descartável, mas desde já adiantamos que a atuação do elenco principal é um tanto quanto intragável…

(Bizarro)

CHANNEL ZERO (2016 – presente)

Exibida: pelo canal SyFy / situação: no ar

Nº de temporadas: 2 / nº total de episódios: 12 / duração por episódio: 45 minutos

Criado por: Nick Antosca

Outra série antológica que merece sua total atenção e segue como um dos melhores lançamentos dos últimos dois anos é a quase desconhecida do público “Channel Zero”. Exibida pelo canal de TV à cabo SyFy, a sinistra criação de Nick Antosca retrata, em cada temporada, uma creepypasta diferente. Creepypastas são nada mais nada menos que histórias macabras encontradas na internet que se passam por lendas urbanas dos dias de hoje. Se verídicas ou ficcionais, ninguém sabe ao certo.

Com muita ousadia e criatividade, os produtores do show foram muito perspicazes ao readaptar a tenebrosa Candle Cove para sua grade televisiva (leia a creepypasta original na íntegra). Em “Channel Zero: Candle Cove” seguimos os passos de Mike Painter (Paul Schneider), um psicólogo infantil que retorna para sua cidade natal a fim de descobrir se o desaparecimento de seu irmão gêmeo, quando criança, está relacionado a um estranho programa de TV que foi ao ar naquele mesmo período. Opostamente, é numa ambientação totalmente diversa (mas ainda bizarra) que “Channel Zero: No-End House” narra a história de Margot Sleator (Amy Forsyth), uma garota órfã de pai que acaba indo parar na inexplicável Casa Sem Fim: uma construção enigmática com seis cômodos que guardam, cada qual, um horror diferente (leia a creepypasta original).

Com nomes sólidos em seu elenco que incluem Fiona Shaw (a Tia Petúnia de “Harry Potter”) e John Carroll Lynch (o Palhaço Twisty de “American Horror Story: Freak Show”), “Channel Zero” sabe como mexer com nosso psicológico minuciosamente, despertando sensações e criando experiências apavorantes. A má notícia é que cada season conta com apenas 6 episódios; a boa é que a superprodução já foi renovada para mais 2 novas temporadas, sendo que a 3ª deverá estrear já em 2018 sob o título “Channel Zero: Butcher’s Block” (confira a primeira prévia liberada).

(Baseado em fatos reais)

THE LIZZIE BORDEN CHRONICLES (2015)

Exibida: pelo canal Lifetime / situação: encerrada

Nº de temporadas: 1 / nº total de episódios:/ duração por episódio: 45 minutos

Produzida por: Michael J. Mahoney e Stanley M. Brooks

Por fim, é para fechar com chave de ouro que encerramos a nossa serielist de Halloween com “The Lizzie Borden Chronicles”, a sanguinária minissérie do Lifetime que fez questão de dramatizar um dos casos policiais mais inquietantes da História dos EUA. Gravado como uma sequência para o longa-metragem “A Arma de Lizzie Borden” (2014), tanto série quanto filme entram em detalhes sobre o cruel assassinato de Andrew e Abby Borden, o casal assassinado em 1892 com 11 machadadas ele e 19 ela. Apesar de as investigações terem sido inconclusivas, o maior suspeito pelos crimes foi a própria filha de Andrew, Lizzie, que na data dos fatos tinha 32 anos.

Se em “A Arma de Lizzie Borden” ficamos em dúvida se a moça teria de fato matado seu pai e madrasta, em “The Lizzie Borden Chronicles” temos a certeza absoluta disso. Passaram-se apenas quatro meses de sua comentada absolvição, mas Lizzie (Christina Ricci) e sua irmã mais velha, Emma (Clea DuVall), ainda tentam recomeçar suas vidas em meio à popularidade negativa que adquiriram em Fall River, Massachusetts. Decidida a manter seu status perante à sociedade, Lizzie logo percebe que não será nada fácil concretizar seus objetivos com tantas pessoas em seu encalço prontas para tirar proveito de sua fama. Bem, se ao menos esse pessoal conhecesse o sangue frio que corre pelas veias da Srtª Borden e sua inescrupulosa habilidade com armas brancas…

Além de dar vida à Lizzie Borden em ambas as produções, Christina Ricci também trabalhou como co-produtora executiva da série ao lado de Judith Verno. Sustentando uma atuação fenomenal que lhe rendeu a aclamação da crítica, a atriz nunca esteve tão poderosa em um papel que fosse capaz de explorar tão bem seu talento nato para o horror. Até porque, convenhamos, uma vez Wandinha Addams… sempre Wandinha Addams.


E aí, você já conhecia essas superproduções de terror? Acha que nos esquecemos de alguma? Conta pra gente quais são as suas recomendações para este Halloween, seja para séries, filmes, livros ou quaisquer outras atrações.

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