#4 | Os 10 melhores álbuns de 10 anos atrás

Tornou-se uma tradição pra mim voltar uma vez por ano aqui no blog para, assim como anuncia o título desta publicação, elencar aqueles que considero os “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”. Este ano, é claro, não poderia ser diferente, por mais que o Caí da Mudança tenha passado este último semestre completamente jogado às traças (e por isso peço imensuráveis desculpas). Sem mais delongas, você encontra, a seguir, 10 grandes obras da música pop internacional que marcaram a vida de muita gente e que, uma década mais tarde, merecem ser lembradas como as obras-primas que são.

Ah, e antes que me esqueça: caso queira conferir o que listamos para os anos de 2017, 2015 e 2014, basta acessar o nosso acervo de publicações clicando aqui, aqui e aqui, respectivamente. Não deixe, também, de clicar na capa de cada disco para conferir um clipe especial de cada artista. Boa leitura e aproveite cada segundo de nostalgia!

10) DON’T FORGET – DEMI LOVATO

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 23 de setembro de 2008

Singles: “Get Back”, “La La Land” e “Don’t Forget”

Considerações: não é segredo pra ninguém que todo e qualquer jovem ator que começou sua carreira na Disney tenha, voluntariamente ou não, também se aventurado pelo meio musical. Não poderia ser diferente com a Demi Lovato, que após uma estreia bem-sucedida no filme “Camp Rock” (2008), não hesitou em liberar para as lojas do mundo todo o seu primeiro registro vocal solo naquele mesmo ano. Auxiliada pelos meninos do Jonas Brothers, que além de compor também produziram diversas das faixas que integram o “Don’t Forget”, Lovato não economiza no vozeirão e nos entrega o que se tornou o álbum mais alto-astral de sua tão promissora discografia. Sensibilidade e pop-rock se unem para proclamar ao mundo o nascimento de uma das maiores vocalistas de sua geração

Paradas musicais: o álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 89.000 cópias na primeira semana

9) E=MC² – MARIAH CAREY

Gravadora: Island Records

Lançamento: 15 de abril de 2008

Singles: “Touch My Body”, “Bye Bye”, “I’ll Be Lovin’ U Long Time” e “I Stay in Love”

Considerações: Mariah Carey dispensa apresentações! Com milhões de discos vendidos, inúmeros prêmios vencidos e oitavas para dar e vender, é, sem sombra de dúvidas, a maior diva contemporânea da indústria fonográfica. Dando sequência ao multiplatinado “The Emancipation of Mimi” (2005), “E=MC²” segue a fórmula mágica de seu predecessor e é mais do que eficiente ao mesclar batidas pesadas do hip-hop a instrumentais de primeira do R&B. Sempre no controle criativo de cada era que protagoniza, Carey foi muito feliz na escolha de cada produtor que convidou para ajudá-la na árdua tarefa de nos presentear com um dos materiais mais memoráveis de seu catálogo. Danja, Stargate e Jermaine Dupri são apenas alguns dos mais conceituados

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 463.000 cópias na primeira semana

8) BREAKOUT – MILEY CYRUS

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 22 de julho de 2008

Singles: “7 Things”, “See You Again (Rock Mafia Remix)” e “Fly on the Wall”

Considerações: tirando a longa peruca loura que colocou seu nome na boca de 9 entre 10 crianças e adolescentes dos anos 2000, Miley Cyrus não precisou de muito para deixar a sombra de Hannah Montana e ganhar destaque por conta própria. Majoritariamente composto e produzido pelos talentosos Antonina Armato e Tim James (que já haviam colaborado em “Meet Miley Cyrus”), “Breakout” foi o primeiro álbum de Cyrus sem qualquer ligação com a famosa série de TV do Disney Channel. Dando voz à faixas genuinamente autorais, Miley se ampara no bom e velho pop-rock para contar uma triste história de amor que não terminou com um final feliz. Voz, baixo, bateria e teclado provêm o que de melhor poderíamos encontrar de uma das artistas mais completas da atualidade

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 371.000 cópias na primeira semana

7) DEPARTURE – JESSE McCARTNEY

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 20 de maio de 2008

Singles: “Leavin’”, “It’s Over”, “How Do You Sleep?” e “Body Language”

Considerações: seguindo o exemplo de Hilary Duff com o prestigiado “Dignity” (2007), foi com precisão e bastante coragem que Jesse McCartney enterrou qualquer vestígio de sua antiga carreira de sucesso junto ao público adolescente ao lançar seu 3º disco de inéditas. Influenciado por grandes astros da música como Prince, Michael Jackson e Madonna, em “Departure” McCartney nos presenteia com uma obra que, apesar de ainda pender para o pop, flerta em muito com a black music frequentemente utilizada por Justin Timberlake. Um divisor de águas em sua discografia, o sucessor de “Right Where You Want Me” (2006) chegou a ser relançado um ano mais tarde sob o título “Departure: Recharged” contendo 5 novas músicas – incluindo o single “Body Language” e outras joias raras como “Crash & Burn”

Paradas musicais: o álbum estreou em #14 na “Billboard 200” com vendas de 30.200 cópias na primeira semana

6) BITTERSWEET WORLD – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: Geffen Records

Lançamento: 19 de abril de 2008

Singles: “Outta My Head (Ay Ya Ya)” e “Little Miss Obsessive”

Considerações: houve um momento da década passada em que o pop-rock predominou nas paradas de sucesso e alavancou a carreira de muitos jovens cantores. Ocorre que, após a aclamação de álbuns como “Confessions on a Dance Floor” (de Madonna) e “Blackout” (de Britney Spears), muito se discutiu sobre o que estava em alta, e consequentemente muitos artistas acabaram migrando para um som mais eletrônico. Acompanhando a maioria, mas passando por essa transição de maneira brilhante, Ashlee Simpson prova em “Bittersweet World” que é possível dar vida a um bom disco pop que soe moderno, original e despretensioso. Bem à vontade com sua voz rouca que casou tão bem aos instrumentais exóticos de músicas como “Murder” e “No Time for Tears”, a moça acerta a mão na parte lírica e se restabelece como a ótima compositora que sempre foi

Paradas musicais: o álbum estreou em #4 na “Billboard 200” com vendas de 47.000 cópias na primeira semana

5) HARD CANDY – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records

Lançamento: 19 de abril de 2008

Singles: “4 Minutes”, “Give It 2 Me” e “Miles Away”

Considerações: e já que estamos falando de música pop, nada mais justo senão incluir em nosso top 5 o que considero o meu álbum favorito daquela que sustenta o título de “Rainha do Pop”. Despindo-se da vontade de chocar o público com os assuntos polêmicos que permearam sua trajetória desde o início, em “Hard Candy” Madonna parece ter tirado um pouco o pé do acelerador e se incumbido da simples tarefa de gravar um disco que soasse o mais atual (e natural) possível. Convidando nomes de peso como Justin Timberlake, Pharrell Williams e Kanye West, a veterana responsável por abrir as portas para a maioria das cantoras pop nunca esteve tão acessível para os públicos das mais diversas idades. Prova disso é a “Sticky & Sweet Tour” (2008-2009), série de shows que promoveu o CD e segue, em pleno 2018, como a turnê feminina mais lucrativa da história

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 280.000 cópias na primeira semana

4) FUNHOUSE – PINK

Gravadora: LaFace Records

Lançamento: 24 de outubro de 2008

Singles: “So What”, “Sober”, “Please Don’t Leave Me”, “Funhouse”, “I Don’t Believe You” e “Glitter in the Air”

Considerações: que Pink se consagrou como uma das poucas veteranas de sua geração a ainda dominar os charts em tempos atuais, isso ninguém questiona. Entretanto, foi somente após o lançamento de seu 5º material de estúdio que a cantora chamou de vez a atenção daqueles que ignoravam seu talento nato para construir as obras de arte que compõem seu catálogo. Dona de uma voz única que lhe confere a dramaticidade necessária para dar vida a seus hits atemporais, em “Funhouse” a cantora nos convida para uma montanha-russa de altos e baixos que resume muito bem a vida de qualquer pessoa emotiva. Seja pela loucura contagiante de “So What” ou pelo tom mais obscuro de “Ave Mary A”“Sober”, este é o álbum perfeito para quem sabe apreciar um trabalho de qualidade que clama para ser ouvido em volume máximo

Paradas musicais: o álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 180.000 cópias na primeira semana

3) THE FAME – LADY GAGA

Gravadora: Interscope Records

Lançamento: 19 de agosto de 2008

Singles: “Just Dance”, “Poker Face”, “Eh, Eh (Nothing Else I Can Say)”, “LoveGame” e “Paparazzi”

Considerações: é até estranho quando paramos para pensar e percebemos que Lady Gaga, aquela de “Poker Face”, se lançou no mercado musical há exatos 10 anos. Apenas uma novata buscando por seu espaço na música, foi com trabalho árduo que Stefani Germanotta conquistou a todos com seus hits prontos que ajudaram a disseminar o eletropop e synthpop ao redor do mundo. Alavancando a carreira de produtores como RedOne (que nos anos seguintes se tornou um dos profissionais mais requisitados entre os famosos), a moça logo se estabeleceu como uma das mulheres mais poderosas do meio artístico graças ao autogerenciamento de sua multifacetada carreira. E isso tudo apenas teve início graças àquele que é considerado, por muitos, o seu álbum mais revolucionário. O sucesso foi tanto que, em 2019, “The Fame” ganhou um relançamento contendo 8 novas músicas – incluindo os hinos “Bad Romance” e “Telephone”

Paradas musicais: o álbum estreou em #17 na “Billboard 200” com vendas de 24.000 cópias na primeira semana (mas, posteriormente, atingiu o #2, vendendo 169.000 cópias, em 2010)

2) CIRCUS – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 28 de novembro de 2008

Singles: “Womanizer”, “Circus”, “If U Seek Amy” e “Radar”

Considerações: estamos em 2018 e não restam quaisquer dúvidas de que Britney Spears é a maior exemplo de superação da cultura popular. Após ser perseguida, humilhada e ter sua vida exposta da maneira mais invasiva possível, a “Princesa do Pop” fez o impossível quando contornou as controvérsias que acompanharam a era “Blackout” e chegou em 2008 com o revigorante “Circus”. Dando continuidade à sonoridade dançante que se fez presente em seu trabalho anterior, dessa vez a loira não poupou esforços e caprichou bastante na mensagem que quis passar em cada faixa do novo material. Mandando indiretas para a mídia sensacionalista nas provocantes “Kill the Lights” e “If U Seek Amy”, Britney ainda teve tempo de homenagear os filhos na canção de ninar “My Baby” e brincar com o desconhecido em “Blur” e “Amnesia”. E tudo isso enquanto via o público acolhê-la, novamente, como a “Srta. Sonho Americano” que sempre foi desde os seus 17 anos

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 505.000 cópias na primeira semana

1) I AM…SASHA FIERCE – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records

Lançamento: 12 de novembro de 2008

Singles: “If I Were a Boy”, “Single Ladies (Put a Ring on It)”, “Diva”, “Halo”, “Ego”, “Sweet Dreams”, “Broken-Hearted Girl”, “Video Phone” e “Why Don’t You Love Me”

Considerações: Beyoncé é outro grande nome que dispensa apresentações – até porque, convenhamos, não é obra do acaso a moça levar para casa nossa medalha de ouro. Acostumada a se reinventar a cada nova era que encabeça, foi com “I Am…Sasha Fierce” que o universo pop se curvou de vez àquela que é considerada a artista mais completa dos últimos tempos – e não, não estamos a superestimando. Dona de uma voz poderosa que causa inveja a qualquer aspirante de diva pop, a esposa de Jay-Z trouxe em seu 3º disco toda a desenvoltura pela qual é conhecida acompanhada de um dos conceitos mais extraordinários já experimentados nesta indústria. Introduzidos a um disco duplo, em “I Am…” encontramos baladas midtempo de R&B, folk e rock alternativo que representam o lado mais vulnerável de Beyoncé; ao passo que “Sasha Fierce”, o segundo disco, investe em batidas uptempo de eletropop que possuem a intenção de dar voz ao alter-ego que a musicista assume quando está em cima dos palcos. Mais afinada do que nunca, Queen B lançou inúmeras edições do “I Am…Sasha Fierce”, todas com capas e tracklists diferentes

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 482.000 cópias na primeira semana

BÔNUS) FEARLESS – TAYLOR SWIFT

Gravadora: Big Machine Records

Lançamento: 11 de novembro de 2008

Singles: “Love Story”, “White Horse”, “You Belong with Me”, “Fifteen” e “Fearless”

Considerações: muito antes de Taylor Swift comandar os charts da Billboard com seus hits pop, houve uma época em que a cantora trilhava um caminho de bastante sucesso na música country. Compondo álbuns e singles dedicados a seus antigos desafetos amorosos, foi com seu jeitinho suave de menina inocente que a moça levou não um, mas dois gramofones na edição de 2010 do Grammy: um por “Melhor Álbum Country” e outro por “Álbum do Ano”. Movido pelo sucesso esmagador de singles como “You Belong with Me”“Love Story”, “Fearless” também foi sucesso de crítica e atingiu, no Metacritic, impressionantes 73/100 (nota que, aliás, nem é a sua mais alta, já que o “Speak Now” e o “Red” se encontram empatados com 77/100). Quem diria que hoje ela se tornaria uma das popstars mais rentáveis, não é mesmo?

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 592.000 cópias na primeira semana


E aí, gostou da nossa lista? Algum grande trabalho lançado há uma década ficou de fora da nossa seleção especial? Não deixe de nos contar no espaço para comentários a seguir quais são os seus 10 melhores álbuns de 10 anos atrás.

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Os 10 melhores discos de 2017

Apesar de não termos escrito tanto sobre música neste ano, não poderíamos deixar de compartilhar aqui no Caí da Mudança a já tradicional relação com os 10 melhores discos liberados ao longo destes últimos 12 meses. Entretanto, desde já gostaríamos (e precisamos) esclarecer que, diferente dos anos anteriores, foi bastante difícil para nós chegar a uma lista definitiva dos melhores de 2017, uma vez que foram muitas as opções realmente boas e que mereciam o mínimo possível de destaque em um especial como este.

Assim, e sem maiores delongas, você confere a seguir o nosso acirrado top 10, as já conhecidas menções honrosas e, não menos importante, uma pequena surpresa com o que foi considerado, tanto pela crítica quanto pelo público, o melhor álbum pop de 2017. Não se esqueça de clicar nas imagens abaixo para conferir um videoclipe especial de cada álbum e artista, ok? Ah, e ainda vale lembrar que você pode acessar os títulos escolhidos em 2016 (através deste link) e os selecionados em 2015 (por este outro link). Preparados? Então vamos lá:

10) YOUNGER NOW – MILEY CYRUS

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 29 de setembro de 2017

Singles: “Malibu”, “Younger Now”

Considerações: Distanciando-se da imagem provocativa que construiu com tanto afinco durante as eras “Bangerz” (2013) e “Miley Cyrus & Her Dead Petz” (2015), é num tom mais intimista e raiz que Miley Cyrus ressurge em pleno 2017 com o 6º lançamento de sua diversificada discografia. Impulsionado pelo carro-chefe “Malibu” (#10 no “Hot 100”), “Younger Now” pode não ter atendido às expectativas do público, mas é sem sombra de dúvidas uma obra que merece ser reconhecida. Contando com apenas 11 faixas – todas compostas e produzidas pela própria Miley ao lado de Oren Yoel (com quem já havia trabalhado em “Dead Petz”) –, o disco combina pop-rock a baladinhas country da maneira mais espetacular possível. Totalmente sóbria de sua vida pregressa, é com uma sonoridade bem retrô, mas contemporânea, que a cantora nos apresenta à gravações sublimes (à exceção de “Rainbowland”, é claro) como “Bad Mood”, “Love Someone” e a fantástica faixa-título

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 45 mil cópias na primeira semana

9) TELL ME YOU LOVE ME – DEMI LOVATO

Gravadora: Island, Safehouse, Hollywood Records

Lançamento: 29 de setembro de 2017

Singles: “Sorry Not Sorry”, “Tell Me You Love Me”

Considerações: Outra ex-Disney star que também marcou 2017 com novo material foi a Demi Lovato, que há dois anos já havia nos surpreendido com o Grammy nominee “Confident” (2015). Colhendo os bons frutos gerados pelo lead single “Sorry Not Sorry” (#6 no “Hot 100”), em seu 6º álbum Lovato perambula, majoritariamente, entre o pop e o R&B, investindo em uma roupagem ainda mais obscura – e deixando claro que sua intenção é mesmo abraçar novos públicos e mercados. Explorando de forma secundária gêneros como synth-pop, gospel, rock e hip-hop, a moça é precisa em sua busca por independência e felicíssima ao nos presentear com as memoráveis “Ruin The Friendship”, “Cry Baby” e “Games” – até mesmo a carnavalesca “Instruction”, com Jax Jones e Stefflon Don, foi lembrada. Trazendo 12 faixas na edição standard, 15 na deluxe e 17 na exclusiva da Target, “Tell Me You Love Me” inclui as produções de Oak Felder, Trevor Brown entre muitos outros

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 75 mil cópias na primeira semana

8) AFTER LAUGHTER – PARAMORE

Gravadora: Fueled by Ramen

Lançamento: 12 de maio de 2017

Singles: “Hard Times”, “Told You So”, “Fake Happy”

Considerações: Quem diria que, após 13 anos de uma sólida carreira construída no rock alternativo, o Paramore pudesse nos surpreender com um álbum totalmente pop? Embalado pelos instrumentais do new wave, do pop-rock, do synth-pop e do power pop, “After Laughter”, o 5º do trio, já demonstra logo em sua faixa de abertura todo o alto-astral ambientado na dance music dos anos 80 que esculpe sua tracklist do início ao fim. Totalmente contagiante e com uma pegada chiclete que não desgruda de nossos ouvidos, o sucessor de “Paramore” (2013) explora desde sons mais alternativos (“No Friend”, “Idle Worship”) a baladinhas suaves (“26”, “Tell Me How”) e canções recheadas de sintetizadores (“Hard Times”, “Rose-Colored Boy”). Recebendo as composições de Hayley Williams, Zac Farro (que desde o começo do ano voltou à formação da banda), Aaron Weiss e Taylor York, todas as 12 músicas nele presentes foram produzidas por York. Não deixe de conferir nossa resenha completa sobre o disco!

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 67 mil cópias na primeira semana

7) BEAUTIFUL TRAUMA – PINK

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 13 de outubro de 2017

Singles: “What About Us”, “Beautiful Trauma”

Considerações: Separados por um interminável espaço de 5 anos, foi após muita espera dos fãs que o 7º álbum da Pink chegou há poucos meses para suceder o exitoso “The Truth About Love” (2012). Aliando-se aos velhos amigos Max Martin e Shellback, é em seu já familiar pop-rock ora pessoal, ora ousado, que a voz por trás de hits como “Just Like a Pill” surge com as indispensáveis “Revenge” (com o Eminem), “Whatever You Want” e “Secrets”. Creditada na composição de cada uma das 12 faixas presentes no disco, Pink acerta em cheio na vibe transmitida pelo “Beautiful Trauma” – a qual nos lembra, inevitavelmente, a do smash hit “Fuckin’ Perfect” (principalmente por “For Now”). Entre tantos artistas medíocres que sempre parecem acompanhar as tendências do momento e nunca inovam, é muito bom ver uma veterana fazendo música pop moderna com a mesma qualidade de seus trabalhos antecessores. Destaque especial, ainda, para “Barbies” e “Where We Go”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 408 mil cópias na primeira semana

6) REPUTATION – TAYLOR SWIFT

Gravadora: Big Machine Records

Lançamento: 10 de novembro de 2017

Singles: “Look What You Made Me Do”, “…Ready For It?”

Considerações: Pegando-nos de surpresa após os boatos que apontavam seu retorno para este ano, Taylor Swift não se contentou com uma estreia simplória e chegou com tudo com sua “Look What You Made Me Do” (#1 no “Hot 100”). Quebrando o recorde de vídeo mais visualizado no YouTube nas primeiras 24h (foram 43,2 milhões de views), a moça encaixou “…Ready for It?” (#4) na sequência e a partir daí não deu mais descanso para quem estava ansioso pelo seu 2º lançamento pop. Trazendo Ed Sheeran e Future em “End Games”, o 6º da cantora, assim como seu antecessor, capricha nas batidas de electropop e synth-pop produzidas por ninguém menos que Jack Antonoff, Max Martin e Shellback – aliás, a própria Taylor assina a produção de algumas faixas junto com a produção executiva. Muito mais obscuro e desafiador que o “1989” (2014), “Reputation” caminha por uma montanha-russa de altos e baixos que vai desde hits prontos como “I Did Something Bad”, “Don’t Blame Me” e “Dancing With Our Hands Tied” à gravações que jamais deveriam ter visto a luz do dia, como “Gorgeous”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 1.238 milhão de cópias na primeira semana

5) PLACES – LEA MICHELE

Gravadora: Columbia Studios

Lançamento: 28 de abril de 2017

Singles: “Love Is Alive”

Considerações: Contrariando o pop mainstream que tem tocado nas rádios ano após ano (inclusive o que marcou presença em seu debut album), é num tom mais cru e super afinado que Lea Michele nos embala em “Places”, sua 2ª experiência pelos estúdios de gravação. Recordando o passado de Michele na Broadway, o aguardado sucessor de “Louder” (2014) não deixa a desejar no quesito autenticidade e supera (em muito) a estreia mais comercial da ex-estrela de “Glee” há 4 anos com o single “Cannonball”. Trazendo as composições de grandes nomes da indústria musical atual (como Linda Perry, Ellie Goulding e Julia Michaels), “Places” extrapola vivacidade nas baladas muito bem produzidas pelos talentosos John Shanks, Xandy Barry (do multiplatinado duo Wax Ltd) entre outros. Apesar de pouco divulgado na mídia, o disco, que conta com 11 faixas na edição padrão e 13 na exclusiva da Target, não falhou no quesito gravações atemporais, dentre as quais devemos mencionar “Heavenly”“Hey You”“Sentimental Memories”

Paradas musicais: O álbum estreou em #28 na “Billboard 200” com vendas de 16 mil cópias na primeira semana

4) FLICKER – NIALL HORAN

Gravadora: Neon Haze, Capitol Records

Lançamento: 20 de outubro de 2017

Singles: “This Town”, “Slow Hands”, “Too Much to Ask”

Considerações: Primeiro novato do nosso top 10, Niall Horan ainda fazia parte do One Direction quando muitos o classificavam como o membro mais fraco do grupo. Dois anos mais tarde, felizmente, esta falácia logo caiu por terra. Dono de um dos maiores sucessos do ano (“Slow Hands”, #3 na Irlanda, #7 no Reino Unido, #11 nos EUA), Horan causou ainda mais frisson quando “Flicker”, o seu 1º álbum como solista, estreou direto no topo da parada norte-americana (mercado este que nem sempre é tão receptivo a artistas de outros continentes). Coescrevendo cada uma das 13 canções presentes no disco, Niall ainda é creditado pelo violão que podemos ouvir em 9 delas. Inspirado por bandas antigas de rock, como o Eagles e o Fleetwood Mac, “Flicker” caminha predominantemente pelo folk pop produzido por profissionais como Greg Kurstin, Julian Bunetta e Jacquire King. Se você gostou da maravilhosa “Slow Hands”, então não pode deixar de conferir as igualmente icônicas “On the Loose”, “Mirrors” e “The Tide”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 152 mil cópias na primeira semana

3) RAINBOW – KESHA

Gravadora: Kemosabe, RCA Records

Lançamento: 11 de agosto de 2017

Singles: “Praying”, “Woman”, “Learn to Let Go”

Considerações: Renascendo como uma fênix não apenas figurativamente, mas também literalmente, foi após uma árdua batalha judicial contra o produtor Dr. Luke que Kesha conseguiu finalmente dar continuidade à sua carreira. Dizendo adeus ao electropop que predominou em seus trabalhos anteriores, em “Rainbow” a cantora abandona de vez o efeito robótico que a fez tão famosa no início da década e, com a voz mais limpa do que nunca, experimenta gêneros como pop rock, glam rock, neo soul e country pop. Entoando o hino mais feminista do ano (“Woman”), é entre letras intimistas (“Bastards”, “Praying”), sonoridades regionais (“Hunt You Down”, “Spaceship”) e hits dançantes (“Learn to Let Go”) que o 3º álbum e Kesha a colocou novamente em evidência no mundo todo. Dando um tapa na cara de todos que duvidavam de seu poderio vocal, a loira esteve tão intimamente ligada ao processo criativo do disco que subscreveu a composição de suas 14 faixas, além da produção executiva de todo o material; outros produtores incluem Ricky Reed e Drew Pearson

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 117 mil cópias na primeira semana

2) HARRY STYLES – HARRY STYLES

Gravadora: Erskine, Columbia Records

Lançamento: 12 de maio de 2017

Singles: “Sign of the Times”, “Two Ghosts”, “Kiwi”

Considerações: Livrando-se da pegada teen inerente a cada disco e música de sua boyband, foi impulsionado pelo soft rock e britpop que Harry Styles fez o que consideramos a melhor estreia solo de um integrante da One Direction. Iniciado pelo carro-chefe “Sign of the Times” (#1 no UK, #4 nos EUA), o 1º disco de Harry – que assim como os de Zayn e Niall também estreou direto no topo da “Billboard 200” –, acerta em cheio nas produções de Jeff Bhasker, Alex Salibian e Tyler Johnson que em nada se assemelham aos lançamentos do 1D. Rendendo, ainda os singles “Kiwi”“Two Ghosts”, “Harry Styles” chegou a ser amplamente divulgado em diversos programas de rádio, TV e internet (como a insuperável edição de 2017 do “Victoria’s Secret Fashion Show” que você certamente ouviu falar). Coescrevendo todas as 10 faixas que compõem a tracklist do material, o vocalista ascende magistralmente e revela-se, sem esforço, uma das maiores apostas para o futuro da música internacional. Não deixe de conferir “Carolina”, “Only Angel” e “Ever Since New York”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 230 mil cópias na primeira semana

1) HEARTS THAT STRAIN – JAKE BUGG

Gravadora: Virgin EMI Records

Lançamento: 1º de setembro de 2017

Singles: “How Soon the Dawn”

Considerações: Pode parecer curioso que um blog tão familiarizado a resenhar álbuns de música pop opte por selecionar o trabalho de um artista alternativo para encabeçar uma lista de melhores discos do ano. Entretanto, fica difícil não o fazer quando paramos para ouvir, e consequentemente nos apaixonar, pelo 4º de inéditas do músico inglês Jake Bugg. Liberado um ano e três meses após “On My One” (2016), “Hearts That Strain” dá continuidade à trajetória de Jake por suas variações favoritas da indie music, dentre as quais se destacam o indie rock, indie folk, folk rock e country folk. Compondo, sozinho, cada uma das 11 faixas que aparecem no álbum, Bugg ainda participou ativamente do processo de produção do material, tendo desta vez recebido a ajuda de Dan Auerbach (o guitarrista e vocalista do The Black Keys) na árdua tarefa. Convidando Noah Cyrus para dividir os vocais na melódica “Waiting”, o cara transcende a musicalidade de qualquer outra obra liberada em 2017 com uma introspecção que beira à perfeição. Já queremos “Indigo Blue” como próximo single!

Paradas musicais: O álbum estreou em #7 na “UK Albums” (nº de cópias desconhecido)

ÁLBUM BÔNUS:

MELODRAMA – LORDE

Gravadora: Lava, Republic Records

Lançamento: 16 de junho de 2017

Singles: “Green Light”, “Perfect Places”, “Homemade Dynamite”

Considerações: Seríamos loucos se, em uma publicação como esta, não abríssemos um espacinho para falar sobre o 2º álbum de inéditas da neozelandesa Lorde. Afinal, não é qualquer trabalho que consegue, simultaneamente, liderar diversas listas de fim de ano, ser aclamado entre o público e a crítica e ainda indicado a “Album of the Year” pela maior premiação musical da história: o Grammy. Precedendo “Pure Heroine” (2013), não é em vão que “Melodrama” foi nomeado com o título que ostenta. Intercalando gêneros diversos que variam do dance-pop de “Green Light” a baladas carregadas por piano como “Liability”, o disco explora temas como a solidão e rompimentos amorosos de maneira louvável e intensa. Auxiliada por Jack Antonoff, Malay e Frank Dukes, Lorde compôs e produziu cada uma das 11 músicas que fazem de “Melodrama” o sucesso que ele é. Dê o play nas ótimas “Supercut”, “Perfect Places”, “Writer In the Dark” e “Sober”

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 109 mil cópias na primeira semana

MENÇÕES HONROSAS:

E aí, querido leitor? Quais foram os seus álbuns favoritos de 2017? Apesar de elencarmos acima o que consideramos os 10 melhores lançamentos do ano, é importante citarmos outros discos que também ganharam destaque nestes últimos meses e que, sem sombra de dúvidas, merecem ao menos nossas menções honrosas. Assim, também destacamos o “Meaning of Life”, da Kelly Clarkson; o “The Ride”, da Nelly Furtado; o “El Dorado”, da Shakira; o “Blue Lips”, da Tove Lo; o “Evolve”, do Imagine Dragons; e o “Dua Lipa”, da Dua Lipa. Muito obrigado por nos acompanhar em 2017 e um Feliz Ano Novo pra você e para toda sua família!

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Demi Lovato continua de bem com o corpo em “Body Say”, o seu super positivo (e sensual) novo single

Desde que lançou o seu quinto disco de inéditas e o veiculou a três novos singles (“Cool for the Summer”, “Confident” e “Stone Cold”), Demi Lovato não diminuiu o ritmo de sua carreira e soube como manter-se no estrelato ao colaborar em trabalhos de outros respeitados artistas, como o Fall Out Boy (no remix de “Irresistible”) e o Brad Paisley (na country “Without a Fight”) – as quais podem ser conferidas aqui e aqui.

Entretanto, desde que “Stone Cold” ganhou maior visibilidade em março deste ano e foi selecionada para representar o terceiro single do álbum “Confident” (2015), a intérprete de “Give Your Heart a Break” permaneceu sem muitas novidades e parece ter encerrado precocemente a divulgação do bem recepcionado sucessor de “Demi” (2013). Felizmente, essa ausência de lançamentos perdurou apenas até o começo deste mês, quando a nova “Body Say” ganhou os serviços de streaming no dia 1º de julho após o que parece ter sido uma chuva de rumores intermináveis.

Demi Lovato em ensaio fotográfico por Mike Rosenthal para a revista “American Way” (2016)

Enviada para as rádios pop no último dia 12 (e adicionada ao catálogo virtual do iTunes três dias mais tarde), a faixa predominantemente R&B rege-se pelas influências do electropop e aborda, liricamente, as já conhecidas sexualidade e autoconfiança que tanto marcaram presença em “Confident”. Distribuída sob os selos da “Island”, “Safehouse” e “Republic Records”, “Body Say” foi composta pela própria morena em parceria com Simon Wilcox (“Write On Me”, Fifth Harmony) e Nolan Lambroza (“Good for You”, Selena Gomez – este último também responsável pelo trabalho de produção da música). Apresentada pela primeira vez durante a “Future Now Tour”, a canção é esperada para integrar a tracklist do próximo disco de Demi (o que, até o presente momento, não foi confirmado pela moça ou sua assessoria de imprensa).

Seguindo fielmente os passos anteriormente dados pelo hit “Cool for the Summer” (a colaboração de Lovato com o Max Martin que rendeu à cantora um respeitado #11 na “Billboard Hot 100”), “Body Say” repete a sonoridade mais madura de seus singles anteriores e, logo de cara, nos surpreende por sua roupagem profundamente intimista e cativante. Com um instrumental bem contemporâneo similar aos recentes materiais de Justin Bieber e Selena Gomez (e até mesmo ao repertório da própria Demi, como “Wildfire” e “Old Ways”), a canção caminha bem do início ao fim e é feliz ao soar comercial de uma forma nada pretensiosa.

O áudio oficial de “Body Say”

Com vocais mais contidos e harmônicos que vêm para nos trazer uma faceta mais adulta de sua intérprete (o que, diga-se de passagem, funciona bem com o timbre da musicista – e, ao nosso ver, supera o too much de “Stone Cold”), “Body Say” cresce na medida em que seus versos se tornam mais e mais sensuais. Desenrolando-se por toda a composição como se brincasse com a imaginação do ouvinte em trechos como “você pode me tocar devagar, acelere, amor, me faça suar”, a produção do single é certeira ao retrabalhar o que já temos ouvido por aí de uma forma totalmente nova, sem demonstrar desespero ou aflição – e o melhor de tudo: sem recorrer à linguagem explícita.

Chegando até o público como mais um novo capítulo da jornada de Demi pela saúde e autoconfiança de seu corpo, o novo single apresenta-se de forma positiva e é o indício de que muita coisa boa pode chegar com o passar dos próximos meses e anos. De um modo geral, é verdade que “Body Say” não se mostra tão diferente do que havíamos conhecido nas 13 faixas inéditas do “Confident”, mas, de qualquer maneira, seu lançamento não nos pode passar despercebido – e por uma boa razão. Isso porque, pela primeira vez desde o distante “Here We Go Again” (2009), Lovato parece finalmente ter se encontrado pelo cenário musical e vem demonstrando um forte interesse em construir sua imagem por meio de trabalhos que estejam intimamente ligados à sua personalidade e identidade.

Soando assim, tão análogo ao que conhecemos no ano passado, “Body Say” pode ser o início da tão sonhada estabilidade e reconhecimento de Demi Lovato pela tão vasta indústria fonográfica (seja em questão de charts, seja em questão de crítica ou aprovação popular). O que nos resta saber, por ora, é se os projetos futuros da cantora permanecerão se orientando por esta vertente mais madura (e assim, nos permitindo alimentar nossas esperanças) ou se, mais uma vez, a vocalista acabará repetindo os erros do passado ao se entregar para um caminho mais genérico e/ou confuso (como aquele que se alastrou por grande parte do “Unbroken” e “Demi”). Estamos torcendo para que não!

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Os meus 10 discos favoritos de 2015

Depois de conferirmos tantas informações ao longo deste movimentado 2015, não é nada estranho que o mês de dezembro surja para trazer por toda a internet as populares listas dos “10 melhores” lançamentos da música, do cinema, da literatura, dos videogames e de tantos outros setores da indústria do entretenimento. E, como não é muito difícil de se imaginar, o Caí da Mudança não fará diferente e também entrará nessa onda mais do que tradicional – mas, é claro, aliado ao nosso já imprescindível toque especial de toda e qualquer publicação que ganha destaque por aqui.

Assim nasceu os meus 10 discos favoritos de 2015: uma lista que não reúne um top 10 com os melhores ou mais populares álbuns lançados durante estes últimos 12 meses, mas sim os 10 que mais me agradaram e me deixaram completamente satisfeito. Porém, vá com calma se espera encontrar, a seguir, somente os nomes mais badalados do cenário musical atual (apesar de muitos, de fato, terem brilhado pra caramba neste diversificado 2015). Sem mais papo furado, vamos ao que interessa:


#10 – E•MO•TION / CARLY RAE JEPSEN

Gravadora(s): “604 Records”, “School Boy Records” e “Interscope Records”;

Lançamento: 24/06/2015 (Japão) e 21/08/2015 (mundo);

Singles: “I Really Like You”, “Run Away with Me” e “Your Type”;

Considerações: confesso que não fiquei muito animado quando li pela primeira vez que a canadense Carly Rae Jepsen preparava para este ano seu 3º disco de inéditas (apesar de, inevitavelmente, ter amado seus últimos singles de trabalho), mas, bastou ouvir as duas primeiras músicas do novo material para mudar completamente de ideia. Aclamadíssimo pela crítica e pelos adoradores da música pop, Jepsen ousou sem medo com “E•MO•TION” e nos trouxe o melhor dos anos 80 em pleno 2015: uma era onde a música puramente eletrônica predominou como mainstream até o primeiro semestre do ano. Não recebendo a devida atenção dos principais charts do planeta, o disco pode ter se saído um pouco tímido em comparação aos demais trabalhos populares dos últimos meses, mas definitivamente chegou para entregar à sua intérprete um status de artista visionária que transborda muita competência e originalidade. Ponto positivo para a garota!

Paradas musicais: “E•MO•TION” estreou em #16 na “Billboard 200”, com vendas de 16,1 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “I Really Like You” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #39.

Ouça: “Boy Problems”, “Let’s Get Lost” e “Never Get to Hold You”;

Assista: ao clipe de “I Really Like You”.


#9 – DELIRIUM / ELLIE GOULDING

Gravadora(s): “Polydor Records”;

Lançamento: 06/11/2015;

Singles: “On My Mind” e “Army”;

Considerações: mudando radicalmente as minhas primeiras impressões sobre o “Delirium” (que a princípio não havia me agradado tanto quanto o esperado), o 3º álbum da Srtª Goulding não apenas foi um dos que mais ouvi durante o ano como também um dos que mais curti conhecer (e explorar bravamente). Apesar de pender para um lado mais comercial por focar no synthpop e na dance music dos dias de hoje (gêneros tão batidos na atual indústria fonográfica), Ellie é super profissional ao combinar música eletrônica à sua voz agradável e a composições cheias de vida dignas de uma verdadeira estrela do seu calibre. Dona de hits memoráveis que conquistaram as rádios pelo mundo afora, “Delirium” é exitoso não apenas por trazer em sua tracklist diversos sucessos como “Love Me Like You Do”, “Outside” e “On My Mind”, mas também por ir mais além e arriscar-se em um som mais experimental, como o de “I Do What I Love”. Quando é que a impecável “Something in the Way You Move” será lançada como single, hein dona Ellie?

Paradas musicais: “Delirium” estreou em #3 na “Billboard 200”, com vendas de 61 mil cópias na primeira semana. O single “On My Mind” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #13.

Ouça: “Aftertaste”, “Something in the Way You Move” e “Don’t Panic”;

Assista: ao clipe de “On My Mind”.


#8 – CONFIDENT / DEMI LOVATO

Gravadora(s): “Hollywood Records”, “Island Records” e “Safehouse Records”;

Lançamento: 16/10/2015;

Singles: “Cool for the Summer” e “Confident”;

Considerações: nada de “Really Don’t Care”: quebrando as correntes que prendiam Demi a um som mais chiclete (e infantil), “Confident” foi outra novidade de 2015 que chegou para repaginar totalmente a imagem utilizada pela cantora desde que se firmou como um ídolo da música pop adolescente. Reintroduzida para um público mais adulto e contemporâneo, o 5º álbum da cantora não brinca em serviço e é primoroso ao falar abertamente sobre as antigas inseguranças vividas pela morena em uma obscura fase de sua trajetória. Agora muito mais confiante e segura de si, Lovato parece não ter medo algum de assumir as novas curvas de seu corpo e de demonstrar toda a desenvoltura vocal que aprimorou nos últimos anos. Já estava na hora de soltar esse vozeirão, não é mesmo? Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Confident” estreou em #2 na “Billboard 200”, com vendas de 98 mil cópias na primeira semana. Os singles “Cool for the Summer” e “Confident” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #11 e #21, respectivamente;

Ouça: “Old Ways”, “Yes” e “Mr. Hughes”;

Assista: ao clipe de “Confident”.


#7 – HOW BIG, HOW BLUE, HOW BEAUTIFUL / FLORENCE + THE MACHINE

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 29/05/2015;

Singles: “What Kind of Man”, “Ship to Wreck”, “Queen of Peace” e “Delilah”;

Considerações: Florence Welch jamais foi de desapontar, e é claro que o seu bom histórico de lançamentos ao lado da banda em que é vocalista e compositora voltaria a se repetir em “How Big, How Blue, How Beautiful”. Ainda trabalhando com seus já conhecidos e marcantes instrumentos musicais de primeira categoria, “How Beautiful” soa completamente diferente de seu antecessor (o memorável “Ceremonials”), mas isso definitivamente é algo que devemos aplaudir de pé. Não que “Ceremonials” tenha sido ruim (muito pelo contrário), mas, o fato de apostar em um novo caminho e em novas sonoridades demonstram toda a vontade de crescer que o grupo possui desde que surgiu nesta indústria em um distante 2007. Prioritariamente indie rock, art rock, baroque pop, blues e psychedelic rock, o 3º disco da banda, de forma muito mais simples e aconchegante que qualquer outro trabalho de seu catálogo, está aí para nos provar que a Florence + the Machine ainda tem muito a nos oferecer ao longo da sólida carreira que tem construído entre milhares de admiradores pelo mundo todo.

Paradas musicais: “How Big, How Blue, How Beautiful” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 137 mil cópias na primeira semana. Apenas o single “What Kind of Man” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #88;

Ouça: “Third Eye”, “Mother” e “Make Up Your Mind”;

Assista: ao clipe de “What Kind Of Man”.


#6 – HANDWRITTEN / SHAWN MENDES

Gravadora(s): “Island Records”;

Lançamento: 14/04/2015;

Singles: “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer”;

Considerações: fazendo uma das maiores estreias que tivemos o prazer de conferir nos últimos 10 anos, o novato Shawn Mendes, merecidamente, não demorou muito para sair das gravações caseiras publicadas na internet para ganhar o mundo com seu talento imensurável. Liberando seu primeiro disco de inéditas em abril deste ano, “Handwritten” chegou de forma humilde em nossos ouvidos apenas pedindo por um pouco de atenção, mas saiu vitorioso ao nos conquistar com inúmeras canções surpreendentemente boas. Com uma voz marcante para sua pouca idade (você pode não acreditar, mas Shawn tem apenas 17 anos), o canadense não teve medo algum de apostar todas as suas fichas em um som mais acústico e que tivesse mais a ver com a sua personalidade, deixando de lado qualquer superprodução exagerada e regada aos populares sintetizadores ensurdecedores. Parece que alguém sabe como agradar aos fãs (e a si mesmo) sem precisar recorrer às modinhas de hoje em dia! Não deixe de ler também o nosso artigo: “Conheça Shawn Mendes, o novato que vai conquistar a sua playlist”.

Paradas musicais: “Handwritten” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 119 mil cópias na primeira semana. Os singles “Life of the Party”, “Something Big”, “Stitches” e “I Know What You Did Last Summer” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #24, #80, #4 e #46, respectivamente;

Ouça: “Never Be Alone”, “Kid in Love” e “Air”;

Assista: ao clipe de “Stitches”.


#5 – LIBERMAN / VANESSA CARLTON

Gravadora(s): “Dine Alone Records”;

Lançamento: 23/10/2015;

Singles: “Operator” e “House of Seven Swords”;

Considerações: apesar de um infeliz ou outro continuar insistindo na ideia de que Vanessa Carlton, querendo ou não, é apenas mais uma one hit wonder dos anos 2000, a cantora não dá atenção para as críticas negativas dos haters e deixa seu talento falar por si só. Partindo para seu 5º disco de inéditas, “Liberman” não apenas é o responsável por dar seguimento aos excelentes materiais já liberados pela morena como também é o encarregado por exaltar, mais uma vez, o bom nome de uma das mais brilhantes pianistas e vocalistas da sua geração. Novamente investindo bastante na simbologia e na sua já conhecida (e respeitosa) referência aos elementos da natureza (uma temática sempre frequente em suas auto-composições e videoclipes emocionantes), Carlton é o clássico exemplo de que nem sempre tudo o que faz muito sucesso é, na verdade, o melhor que existe por aí. Prova disso é o nosso artigo: “Quem avisa amigo é! Você deveria prestar mais atenção na cantora Vanessa Carlton”, uma publicação que você não pode deixar de conferir.

Paradas musicais: “Liberman” falhou ao figurar na “Billboard 200”, mas estreou em #32 na “Billboard Independent Albums”. Nenhum single do trabalho entrou para a “Billboard Hot 100”;

Ouça: “Take it Easy”, “Nothing Where Something Used to Be” e “Unlock the Lock”;

Assista: ao clipe de “Operator”.


#4 – PURPOSE / JUSTIN BIEBER

Gravadora(s): “Def Jam Recordings” e “School Boy Records”;

Lançamento: 13/11/2015;

Singles: “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself”;

Considerações: dando um tapa na cara de todos aqueles que ainda duvidavam do seu poder de dominar as paradas de sucesso, o novo bad boy do momento aproveitou toda a influência de sua carreira (e o amor de sua seguidoras devotas) para protagonizar o maior comeback dos últimos 12 meses. Batendo recorde dos Beatles e emplacando 17 músicas ao mesmo tempo na “Billboard Hot 100”, Justin Bieber foi ainda mais imprevisível ao nos trazer o melhor trabalho de sua discografia com “Purpose”, o seu 4º de inéditas. Movido a muito R&B, EDM e dance-pop, Bieber “pediu desculpas” pelos erros do passado e seguiu este finzinho de ano fazendo muita gente dançar ao som das inesquecíveis canções que integram a obra que produziu e lançou em novembro passado. Podemos ser francos: Justin pode não ser o melhor exemplo de pessoa para tomarmos como modelo, mas que o garoto sabe como gravar alguns hinos maravilhosos… ah, isso ele sabe. Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Justin Bieber a One Direction: novos álbuns saem da zona de conforto e vão em busca de autoafirmação”.

Paradas musicais: “Purpose” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 522 mil cópias na primeira semana. Os singles “What Do You Mean?”, “Sorry” e “Love Yourself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #1, #2 e #3, respectivamente;

Ouça: “Mark My Words”, “I’ll Show You” e “Children”;

Assista: ao clipe de “What Do You Mean?”.


#3 – REVIVAL / SELENA GOMEZ

Gravadora(s): “Interscope Records” e “Polydor Records”;

Lançamento: 09/10/2015;

Singles: “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself”;

Considerações: que a saída de Selena Gomez da “Hollywood Records” era um indício de que boa coisa viria por aí (não é de hoje que os próprios artistas que já pertenceram ao selo reclamam da sua falta de independência dentro dele), isso estava muito claro até mesmo para quem não acompanhava os passos musicais da moça, mas “Revival” não se tratou apenas de resolver este problema. Caprichando na honestidade e despindo-se de todos os seus ressentimentos amorosos, Selena nos provou que era muito mais do que um rostinho bonito e tratou de fazer do seu 2º álbum solo o maior lançamento de sua carreira. Um verdadeiro renascimento da garota que conhecemos ainda dentro da banda The Scene, Gomez não apenas nos deu um show de belas composições com arranjos bem encaixados como foi muito feliz ao trabalhar melhor os seus vocais em faixas como “Same Old Love”, “Camouflage” e “Good for You”. Também nos entregando os hinos super dançantes “Me & My Girls”, “Kill Em with Kindness” e “Body Heat”, a cantora fez bonito ao sensualizar para o mundo inteiro sem perder a classe e a pose de menina respeitada. Isso sim que é um renascimento de verdade! Não deixe de ler também o nosso artigo: “De Demi Lovato à Selena Gomez: um olhar crítico sobre o amadurecimento pessoal dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’”.

Paradas musicais: “Revival” estreou em #1 na “Billboard 200”, com vendas de 117 mil cópias na primeira semana. Os singles “Good for You”, “Same Old Love” e “Hands to Myself” entraram para a “Billboard Hot 100”, nas posições #5, #6 e #39, respectivamente;

Ouça: “Revival”, “Kill Em with Kindness” e “Camouflage”;

Assista: ao clipe de “Same Old Love”.


#2 – BREATHE IN. BREATHE OUT. / HILARY DUFF

Gravadora(s): “RCA Records”;

Lançamento: 12/06/2015;

Singles: “Sparks”;

Considerações: quem diria que após 8 anos ausente da carreira musical, a cantora e atriz Hilary Duff voltaria, um dia, a segurar um microfone e se apresentar em programas de TV cantando novas músicas de um novo repertório?! Liberando dois singles promocionais (“Chasing the Sun” e “All About You”) durante o verão norte-americano de 2014, foi somente em junho deste ano que tivemos a honra de ouvir pela primeira vez o tão aguardado sucessor do “Dignity” (2007). Trabalhando com o melhor time de produtores e compositores do momento (Bloodshy & Avant, Ilya, Ed Sheeran e Tove Lo), Duff inspirou-se em seu recente divórcio (e em suas arriscadas aventuras pelo aplicativo Tinder) para também colaborar liricamente ao projeto que originou o maravilhoso e espetacular “Breathe In. Breathe Out.”. Com vocais renovados e muito mais consistentes que os presentes em seus últimos trabalhos profissionais, Hilary não economizou na diversão e tratou de elaborar (sem qualquer exagero de minha parte) um dos melhores álbuns de dance-pop da década. Inspirando e expirando um novo ar na sua nova vida de mãe solteira, é mesmo uma pena que a divulgação do projeto só tenha vingado com o single “Sparks” e o nosso querido “BIBO” tenha sido jogado às traças para as gravações da série “Younger”. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Hilary Duff está jogando ‘confetti’ para todos os lados com seu álbum ‘Breathe In. Breathe Out.’”.

Paradas musicais: “Breathe In. Breathe Out.” estreou em #5 na “Billboard 200”, com vendas de 39 mil cópias na primeira semana. O single “Sparks” entrou para a “Billboard Hot 100”, na posição #93;

Ouça: “My Kind”, “Lies” e “Tattoo”;

Assista: ao clipe de “Sparks (Fan Demanded Version)”.


#1 – BLUE NEIGHBOURHOOD / TROYE SIVAN

Gravadora(s): “EMI Music Australia”;

Lançamento: 04/12/2015;

Singles: “Wild”, “Talk Me Down” e “Youth”;

Considerações: com tantos veteranos que sempre admirei retornando ao meio musical em pleno 2015, é realmente uma surpresa sem tamanhos que o meu álbum favorito do ano tenha sido gravado e liberado por um calouro ainda desconhecido pelo grande público. Apoiando-se no carro-chefe “Wild” e na trilogia de clipes que chocou muita gente ao trazer a história de amor de dois garotos que se conheceram ainda na infância, Troye Sivan mostrou-se, para mim, a maior revelação do ano. Trabalhando com nomes menos populares da indústria e focando em uma produção mais intimista, o australiano de 20 anos demonstrou que idade e experiência não são elementos essenciais para a criação de um material inegavelmente tocante e inspirador. Assim como Shawn Mendes, Sivan também começou cedo a interessar-se pela carreira musical (e chegou, inclusive, a participar de longas-metragens bem populares, como o controverso “X-Men Origens: Wolverine”). Assinando contrato com uma grande gravadora e liberando excelentes EPs em um período inferior a 2 anos, “Blue Neighbourhood” traz o melhor da voz de Troye com o melhor de suas composições: verdadeiras joias preciosas e raras lapidadas mais precisamente que um diamante bruto. Não deixe de ler também o nosso artigo: “Com álbum reanimador, Troye Sivan faz estreia surpreendente (e pra lá de digna) no meio musical”.

Paradas musicais: “Blue Neighbourhood” estreou em #7 na “Billboard 200”, com vendas de 65 mil cópias na primeira semana. Os três singles falharam a entrar na “Billboard Hot 100”, mas marcaram presença no “UK Singles Chart”, com “Wild”, na posição #62, e “Talk Me Down”, na posição #118;

Ouça: “Bite”, “Suburbia” e “Blue”;

Assista: ao clipe de “Fools”.


E vocês, meus queridos leitores: quais foram os álbuns lançados neste ano de 2015 que mais lhes agradaram? Não deixem de comentar logo a seguir as suas recomendações com os trabalhos que mais bombaram em suas playlists e que nós da família Caí da Mudança precisamos conhecer. Que 2016 chegue para trazer outros excelentes discos recheados com bastante diversidade, criatividade, novidades, e é claro: muita música de qualidade.

Um Feliz Ano Novo com muita prosperidade, paz, saúde, amor, sucesso e tudo de melhor para vocês, para suas famílias e para o nosso blog, que ainda tem muito a crescer nos próximos anos. Vejo vocês muito em breve!

Resumão “American Music Awards 2015”: Saiba o que de melhor rolou na noite da premiação

Não é de hoje que o pessoal tem reclamado em suas redes sociais sobre o nível da maioria dos festivais televisionados de música internacional que aconteceram nos últimos anos. Seja pelo antigo prestígio do “Grammy” ou pela já conhecida popularidade do “VMA” e do “EMA”, o “American Music Awards” é outro evento de grande renome que, de uns tempos para cá, passou a agradar menos ao público se compararmos suas badaladas edições da década passada com as últimas que foram ao ar. Acostumados a ver algumas das mais bem sucedidas veteranas da música pop se esbaldando em cima dos palcos e levando para os fãs seus maiores sucessos musicais, muitas pessoas acabam por recusar as novas atrações anunciadas pela equipe da premiação e relutam à acompanhar o que tem pintado atualmente por lá.

Contudo, para surpresa de muitos (e inclusive minha), a 43ª edição da premiação que foi ao ar na noite de ontem (22/11), em LA, chegou para agradar não apenas quem curte o já tradicional pop mainstream, mas também ao público das músicas country, rap, hip-hop, R&B, rock e dance. Com apresentações agendadas de Coldplay, Walk the Moon, Gwen Stefani, Carrie Underwood, The Weeknd e tantos outros artistas de peso, o destaque mesmo ficou com os nomes a seguir selecionados que não tiveram medo algum de representar a profissão e honrar as épicas edições passadas (que finalmente puderam receber uma digna continuação). Longe de mim insinuar que a edição de 2014 do “AMA” tenha sido ruim (até porque Beyoncé, Taylor Swift e Selena Gomez ganharam aquele 23/11/14 sem grandes esforços), mas a deste ano, de fato, entrou para a história.

A seguir, saiba quais foram os grandes destaques da noite e o porquê de eles ganharem este post especial:


Jennifer Lopez

Abrindo a cerimônia com grande estilo e desenvoltura, a anfitriã Jennifer Lopez foi, sem sombra de dúvidas, uma das responsáveis por eternizar em cima dos palcos um dos momentos mais inesquecíveis do “American Music Awards 2015” (e também de sua carreira). Fazendo uma versão balada-vocal do seu hit memorável “Waiting For Tonight” (de 1999), JLo surpreendeu o telespectador e o pessoal da plateia em um show que incluiu muita voz, talento e presença de palco. Esbanjando bastante simpatia e proximidade com o público, Lopez utilizou-se do “AMA 2015” para mostrar aos haters que possui muito poder em seu gogó e que o fato de ser uma artista mainstream não a faz ser menos original. Executando, ainda, diversas coreografias complexas dedicadas aos maiores sucessos do ano, JLo mostra aos 46 anos o porquê de merecer o título de “melhor dançarina contemporânea” em razão da maestria ao contagiar todo mundo com seu quente sangue latino.

Nicki Minaj

Atualmente chamada por muitos de “A Rainha do Rap”, Nicki Minaj não foi uma das estrelas que levou suas músicas para o palco do “AMA” (e nem chegou apresentar qualquer das importantes e disputadas categorias), mas, sua presença no evento foi o bastante para fazer dela uma das figuras mais imponentes por ali. Usando um vestido que valorizava todas as curvas de seu belo corpo, Minaj mostrou que possui uma forte base de fãs (os votos da premiação são dados pelo público) e que sua influência feminina mostram-se fatores imprescindíveis para todo o sucesso alcançado em tão pouco tempo. Vencendo Drake, Fetty Wap e J. Cole, a caribenha de Trinidad e Tobago fez bonito ao abocanhar os prêmios de “Artista Rap/Hip-Hop” e “Álbum Rap/Hip-Hop”, com o aclamado “The Pinkprint”.

Selena Gomez

Movendo a era “Revival” com bastante sensualidade e classe, Selena Gomez foi outra estrela da noite que não decepcionou com sua performance super impactante de “Same Old Love”. Fazendo uso de um visual totalmente sombrio (em oposição ao clean usado na edição passada da premiação para sua apresentação de “The Heart Wants What It Wants”), Gomez pode ser vista carregada por dançarinos enquanto entoava os poderosos versos do 2º single de seu 2º disco em carreira solo. Arriscando-se nos passos de dança e jogando cabelo sempre que possível, um break inédito foi perfeitamente incluído antes do último refrão de “Same Old Love” para dar um gás extra à grandiosidade de sua presença nos palcos. Destaque para o comprometimento de Selena, que tem, cada vez mais, melhorado consideravelmente a questão vocal nas últimas apresentações que encabeçou.

Demi Lovato e Alanis Morissette

Iniciando cheia de atitude com a sua “Confident”, Demi Lovato também escolheu um look mais dark com um modelito justo ao corpo digno de uma dançarina de cabaré para introduzir ao público a sua noite cheia de brilho e confiança. Com uma pegada mais rock, o palco ficou repleto de luzes enquanto a moça dava uma amostra de todo o seu poderio vocal e esbanjava as curvas recém adquiridas em sua atual fase de superação e aceitação. Bem semelhante ao “VMA” de 2003 que cortou o beijo na boca de Madonna em Christina Aguilera para mostrar a reação de Justin Timberlake na plateia (ex de Britney Spears), Joe Jonas (ex de Lovato) também acabou sendo focalizado pelas lentes da câmera durante a apresentação da cantora. Mais tarde, a ex-Disney star acabou voltando aos poucos para colaborar com Alanis Morissette na clássica “You Oughta Know”, do disco “Jagged Little Pill” (1995). Deixando as pessoas cheias de êxtase ao fazer uma releitura de um dos maiores hits dos anos 90, a nostálgica performance da dupla casou bem e deu aos convidados da noite mais um motivo para saudar a genialidade da veterana canadense. Um encontro de talentos de tirar o fôlego!

Meghan Trainor e Charlie Puth

Começando os trabalhos com uma versão solo bem vocal de “Like I’m Gonna Lose You” (o dueto de Meghan com o John Legend que no palco do “AMA” foi apresentado ao lado de backing vocals que também eram dançarinas), no meio da performance a loira convidou Charlie Puth para uma colaboração cheia de romantismo e alegria. Trazendo a pegação do vídeo de “Marvin Gaye” para o evento, os cantores resolveram mostrar a cena editada do clipe oficial que não pode ser vista pelo YouTube para deixar todo mundo de boca aberta – seja da plateia, seja do aconchego do sofá de casa. Com um beijaço interminável e totalmente inesperado, Trainor e Puth devem se sentir orgulhosos por inserir em nossas cabeças a pergunta que não quer calar: foi profissional ou teve algo a mais ali? (Já estamos torcendo para que o casal oficialize logo o namoro).

One Direction

Levando até o público uma energia contagiante, a banda inglesa formada por Harry, Louis, Niall e Liam se apresentou na noite de ontem com “Perfect”, o 2º single do recém-lançado 5º disco de inéditas do One Direction: “Made in the A.M.”. Pela primeira vez em muito tempo, o destaque da apresentação não ficou apenas com Harry Styles – que em minha humilde opinião parecia ser o menos motivado (ou mais cansado) –, tendo os outros 3 meninos desempenhado perfeitamente a sua parte correspondente da música chiclete. Com uma harmonia inigualável, é bom ver que Zayn Malik pouco fez falta para os demais membros do grupo enquanto quase todos da plateia entoavam a letra da música junto com as outras milhões de pessoas que assistiam direto de suas casas.

Ariana Grande

Que Ariana Grande é sinônimo de talento isso todos já estão cansados de saber, mas, a edição de ontem do “American Music Awards” chegou para consagrar mais ainda o nome da novata que começou fazendo musicais pela “Broadway” e programas infantis para o “Nickelodeon”. Dando vida à primeira apresentação televisionada de “Focus”, o carro-chefe de “Moonlight” (álbum que deverá sair somente no ano que vem), Grande nos introduziu com uma abertura bem vintage de sua atual música de trabalho. Mais uma vez dando um show de voz e coreografia, a prova do talento de Ariana ficou com as meninas do Fifth Harmony que não pararam um minuto sequer de dançar ao som do hit da colega que debutou em #7 na “Billboard Hot 100”. Levando para casa o prêmio de “artista feminino pop-rock”, Ari correspondeu o amor incondicional de seus fãs ao fazer um discurso todo humilde e emotivo agradecendo os grandes responsáveis pela sua vitória na disputada categoria do evento.

Celine Dion

É incrível que a após tantos anos, a senhorita Celine Dion consiga se sobressair e continuar nos emocionando depois de dar voz a um dos temas mais memoráveis dos cinemas lá de 97, com “My Heart Will Go On”. Apresentada pelo ganhador do “Oscar” e vocalista da banda “Thirty Seconds to Mars”, Jared Leto, Dion fez um tributo aos atuais atentados sofridos pela França interpretando “Hymne à l’amour”, de Édith Piaf. Dona de uma técnica vocal invejável, Celine encantou quem estava acomodado nos assentos defronte ao palco e fez muita gente chorar com seu talento esmagador. Alguém mais duvida que a diva é a maior vocalista da atualidade entre os antigos nomes da indústria que continuam na ativa dando aos seus admiradores projetos musicais em uma era onde playback e autotune são predominantes?

Justin Bieber

Encerrando a noite com uma apresentação acústica do atual sucesso “What Do You Mean?”, Justin Bieber ainda aproveitou sua presença no evento para interpretar “Where Are Ü Now” e “Sorry” para quem acompanhava o “American Music Awards” no Microsoft Theatre. Arrasando na coreografia e arrancando gritos do pessoal que estava assistindo a tudo de olhos bem abertos, o canadense fez a Britney na “Dreaming Within a Dream Tour” e levou uma cachoeira artificial para o palco da premiação. Cantando o 2º single do “Purpose”, seu 4º disco de inéditas, a performance visualmente impressionante fechou com chave de ouro uma das melhores edições da premiação que foi regada a muito talento, criatividade e momentos inesquecíveis.


Vídeos e lista de vencedores

Confira acessando este link todos os vídeos com as performances da noite e, mais abaixo, a lista completa de indicados/vencedores do “American Music Awards 2015” retirada do próprio site oficial do evento (nomes em negrito revelam quem levou a melhor para casa):


Artista do Ano: Luke Bryan // Ariana Grande // Maroon 5 // Nicki Minaj // One Direction // Ed Sheeran // Sam Smith // Taylor Swift // Meghan Trainor // The Weeknd

Artista Revelação: Fetty Wap // Sam Hunt // Tove Lo // Walk The Moon // The Weeknd

Música do Ano: “See You Again” (Wiz Khalifa com colaboração de Charlie Puth) // “Uptown Funk!” (Mark Ronson com colaboração de Bruno Mars) // “Thinking Out Loud” (Ed Sheeran) // “Blank Space” (Taylor Swift) // “Can’t Feel My Face” (The Weeknd)

Colaboração do Ano: Wiz Khalifa e Charlie Puth (“See You Again”) // Rihanna & Kanye West com Paul McCartney (“FourFiveSeconds”) // Mark Ronson e Bruno Mars (“Uptown Funk!”) // Skrillex & Diplo com Justin Bieber (“Where Are Ü Now”) // Taylor Swift e Kendrick Lamar (“Bad Blood”)

Artista Masculino Pop/Rock: Nick Jonas // Ed Sheeran // Sam Smith

Artista Feminino Pop/Rock: Ariana Grande // Taylor Swift // Meghan Trainor

Dupla ou Grupo Pop/Rock: Maroon 5 // One Direction // Walk The Moon

Disco de Pop/Rock: “X” (Ed Sheeran) // “In The Lonely Hour” (Sam Smith) // “1989” (Taylor Swift)

Artista Masculino Country: Jason Aldean // Luke Bryan // Sam Hunt

Artista Feminino Country: Kelsea Ballerini // Miranda Lambert // Carrie Underwood

Dupla ou Grupo Country: Zac Brown Band / Florida Georgia Line / Little Big Town

Disco Country: “Old Boots, New Dirt” (Jason Aldean) // “Anything Goes” (Florida Georgia Line) // “Montevallo” (Sam Hunt)

Artista Rap/Hip-Hop: Drake // Fetty Wap // Nicki Minaj

Álbum Rap/Hip-Hop: “2014 Forest Hills Drive” (J. Cole) // “If You’re Reading This It’s Too Late” (Drake) // “The Pinkprint” (Nicki Minaj)

Artista Masculino Soul/R&B: Chris Brown // Trey Songz // The Weeknd

Artista Feminino Soul/R&B: Beyoncé // Mary J. Blige // Rihanna

Disco Soul/R&B: “X” (Chris Brown) // “Black Messiah” (D’Angelo and The Vanguard) // “Beauty Behind the Madness” (The Weeknd)

Artista Alternativo: Fall Out Boy // Hozier // Walk The Moon

Artista Adulto/Contemporâneo: Ed Sheeran // Taylor Swift // Meghan Trainor

Artista Latino: Enrique Iglesias // Ricky Martin // Romeo Santos

Artista Inspiração Contemporânea: Casting Crowns // Hillsong United // MercyMe

Artista Electronic Dance Music (EDM): Calvin Harris // David Guetta // Zedd

Trilha Sonora: “Cinquenta Tons de Cinza” // “Empire” // “A Escolha Perfeita 2”


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