Os 10 melhores discos de 2016

2016 já está acabando e, como de costume, a internet tem sido bombardeada com as mais variadas listas de fim de ano que relacionam os melhores e piores lançamentos musicais que se destacaram por todo o cenário da indústria fonográfica. Não muito diferente dos demais sites, blogs e revistas, o Caí da Mudança também decidiu seguir a correnteza e elencou, na publicação de hoje, 10 discos que agradaram bastante os nossos redatores e que não poderiam passar despercebidos da atenção de vocês, caros leitores.

Tentando deixar de lado títulos bastante populares como “Lemonade”, da Beyoncé, ou “Views”, do Drake, você confere, a seguir, o que mais se sobressaiu nas nossas playlists e que tanto gritou para ganhar um espacinho especial por aqui. Entre inúmeros gêneros dos mais diversificados artistas, os nossos 10 melhores discos do ano de 2016 (os quais, é claro, não seguem uma linha do melhor para o pior, e vice-versa) foram:

DANGEROUS WOMAN – ARIANA GRANDE / por MARCELO

Gravadora: “Republic Records”;

Lançamento: 20 de maio de 2016;

Gênero: pop, dance-pop, R&B;

Singles: “Dangerous Woman”, “Into You” e “Side to Side”;

Considerações: De todos os discos mainstream liberados ao longo dos últimos 12 meses “Dangerous Woman” é um que não poderia faltar em nossa simplória lista não apenas pelo eficiente impacto comercial de seus singles bem-sucedidos, mas também pelo que a obra, como um todo, representou na promissora discografia de Ariana Grande. Já considerada por muitos como um ícone desta nova leva de cantores e musicistas, a morena não poupou esforços de tornar as coisas mais pessoais e decidiu entregar-se de corpo e alma no que se revelou a experiência mais autoral de sua trajetória musical. Deixando o pop genérico para segundo plano (apesar das escassas “Into You” e “Side to Side”) e caprichando melhor em faixas corajosas que exploraram uma faceta mais sensual de sua intérprete (“Let Me Love You” e “Knew Better / Forever Boy”), o disco inova ao combinar R&B, house e dance a uma voz poderosa que vem se mostrando uma das mais marcantes da atual década. Originalidade, ousadia e confiança foram, inquestionavelmente, as palavras que melhor definiram o 3º disco solo desta garota que ainda tem muito a nos mostrar. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Dangerous Woman”.

Charts: “Dangerous Woman” estreou em #2 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 175 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Dangerous Woman”, “Into You”, “Side to Side” e “Focus” (promocional) atingiram as posições #8, #13, #4 e #7, respectivamente;

Ouça: “Let Me Love You”, “Greedy” e “Bad Decisions”;

Assista: ao clipe de “Let Me Love You”.


JOANNE – LADY GAGA / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “Interscope Records”, “Streamline”;

Lançamento: 21 de outubro de 2016;

Gênero: country pop, dance pop, soft rock;

Singles: “Perfect Illusion” e “Million Reasons”;

Considerações: Finalmente aconteceu. 2016 foi o ano em que finalmente me rendi à Lady Gaga. Num álbum que transita por várias influências e gêneros, Gaga consegue, com maestria, soar coesa e ousada ao mesmo tempo. Não que seja algo que já não tenha sido feito antes, mas é algo que nem todos conseguem fazer tão bem e com tanta autenticidade. Da abertura com “Diamond Heart”, à emocional e introspectiva faixa título “Joanne” num tom pessoal, seguida pela fashion-feroz-country-rock “John Wayne”, passando por “Dancin’ In Circles” – que na letra traz Gaga de volta à suas origens sombrias –, até a brilhante “Sinner’s Prayer”. Há mensagem de tolerância e aceitação trazida por versos na melodia melancólica de “Come to Mama”, alertando que “não haverá futuro” se não aprendermos a conviver uns com os outros; uma elegante parceria com Florence Welch, em “Hey Girl”, e influências de jazz em “Just Another Day”. Num conceito pessoal, estrelado por um dos vocais mais admiráveis em um álbum pop nos últimos anos, com “Joanne”, particularmente, me curvei à Lady Gaga. Finalmente. E nunca foi tão bom.

Charts: “Joanne” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 170 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Perfect Illusion” e “Million Reasons” atingiram as posições #15 e #52, respectivamente;

Ouça: “Joanne”, “John Wayne” e “Sinner’s Prayer”.

Assista: ao clipe de “Perfect Illusion”.


MIND OF MINE – ZAYN / por MARCELO

Gravadora: “RCA Records”;

Lançamento: 25 de março de 2016;

Gênero: pop, alternative R&B, R&B;

Singles: “Pillowtalk”, “Like I Would” e “Wrong”;

Considerações: Não muito diferente de Ariana, outro que decidiu procurar por novos horizontes e se sobressaiu ao trazer um som mais intimista foi o Zayn – mundialmente conhecido por ter integrado o quinteto One Direction. Saindo da “Terra da Rainha” e ganhando os EUA com um material solo que deixou bastante gente boquiaberta, o britânico provou de vez que nada tinha a ver com os trabalhos assinados pelos outros discípulos de Simon Cowell e investiu sem medo em gêneros como o folk, dub, soul, funk, eletrônico, qawwali, hip-hop, reggae, soft-rock e música clássica. Inspirando-se em grandes artistas que fizeram parte de sua infância (como Tupac, Usher, R. Kelly e Prince), Zayn é feliz ao abrir seu coração e nos apresentar a faixas muito bem produzidas capazes de nos fazer embarcar para uma viagem direto a suas memórias mais íntimas e secretas. Com um material de excelente qualidade abrangido por “Borderz”, “Lucozade”, “Bright” e “Golden” é realmente uma lástima que o público só tenha dado atenção para o carro-chefe “Pillowtalk”. Quem diria que após “abandonar” seus parceiros de longa data o Sr. Malik viria a liderar uma das mais brilhantes estreia como solista desta década? Relembre a nossa resenha especial sobre o “Mind of Mine”.

Charts: “Mind of Mine” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 157 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Pillowtalk” e “Like I Would” atingiram as posições #1 e #55, respectivamente;

Ouça: “Rear View”, “Lucozade” e “Borderz”;

Assista: ao clipe de “Befour”.


CITIZEN OF GLASS – AGNES OBEL / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “PIAS Recordings”;

Lançamento: 21 de outubro de 2016;

Gênero: folk/classical;

Singles: “Familiar” e “Golden Green”;

Considerações: Este foi, definitivamente, o álbum que mais esperei durante o ano. Agnes Obel é uma cantora e instrumentista dinamarquesa que mescla os gêneros folk e música clássica. Na difícil tarefa de honrar seus dois primeiros [e como costumo chamar, inebriantes] álbuns, Obel faz com que a tarefa pareça simples com “Citizen of Glass”. É um daqueles álbuns que, como “Philharmonics” (2010) e “Aventine” (2013), você não pode descrever. Você precisa ouvi-lo, senti-lo, contemplá-lo e, a partir daí, descobrir como se sente sobre ele. “Citizen of Glass” é uma peça de arte de uma artista fantástica, que além de ser uma excelente continuidade de seu trabalho, provém também evolução, com vocais tão bem explorados em canções como “It’s Happening Again” e “Trojan Horses”, e produções como “Familiar”. Agnes Obel e “Citizen of Glass” são raros. Mesmo com uma nova onda artística atingindo o mainstream na indústria fonográfica de hoje, garanto que não há nada parecido tocando por aí. É distinto, singular, magnífico.

Charts: “Citizen of Glass” chegou até o #50 da “Billboard 200”, a principal parada estadunidense. No “Syndicat National de l’Édition Phonographique” o single “Familiar” atingiu a posição #54;

Ouça: “It’s Happening Again”, “Stone” e “Mary”;

Assista: ao clipe de “Familiar”.


INESPERADO – ANAHÍ / por MARCELO

Gravadora: “Universal Music”;

Lançamento: 3 de junho de 2016;

Gênero: latin pop;

Singles: “Rumba”, “Boom Cha”, “Eres” e “Amnesia”;

Considerações: Foi assim, após 7 anos “cozinhando” seus fãs sem o lançamento de um novo material de estúdio, que Anahí tomou as rédeas de sua carreira musical e voltou com tudo com o aguardadíssimo sucessor de “Mi Delirio” (2009). Predominantemente pop, “Inesperado” soa assim como seu título, usando e abusando dos elementos típicos do dance-pop e indo muito além ao incorporar instrumentais exclusivos do electropop, reggaeton, pop-rock e funk carioca. Responsável por levar a mexicana de volta à suas raízes latinas (“Me Despido”, “Arena Y Sol”, “La Purta de Alcalá”), a produção de cada faixa foi extraordinariamente refinada por nomes de peso como Ettore Grenci, Sebastian J e Cheche Alara enquanto a parte lírica recebeu as contribuições dos já conhecidos Gloria Trevi (“Me Hipnotizas”), Noel Schajris (“Alérgico”) e Claudia Brant (“Te Puedo Escuchar”). Com inúmeros detalhes milimetricamente calculados, nunca um álbum de Anahí soou tão eclético sem perder a essência bastante emotiva daquela que já nos cativava desde os velhos tempos do RBD. Destaque especial para faixas como “Temblando” e “Inesperado” que sem querer nos cativa com uma espontaneidade imediata. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Inesperado”.

Charts: “Inesperado” estreou em #4 no “Amprofon”, a principal parada musical mexicana. O single “Rumba” atingiu a posição #32 “Billboard Latin Pop Songs”;

Ouça: “Arena Y Sol”, “La Puerta de Alcalá” e “Inesperado”;

Assista: ao clipe de “Amnesia”.


REVOLUTION RADIO – GREEN DAY / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “Reprise Records”;

Lançamento: 7 de outubro de 2016;

Gênero: punk rock;

Singles: “Bang Bang” e “Still Breathing”;

Considerações: Sejamos honestos, não há bandas de rock surgindo e atingindo o sucesso mainstrem em muitos anos. Não estamos falando de alternative, indie, inde pop… As últimas bandas que eu me lembro de terem surgido no mainstream foram durante o período de ascensão do emocore, entre 2005 e 2010. Num mercado dominado por artistas solos – seja de qual gênero for, é um alento ter o bom e velho Green Day prevalecendo, de volta de um hiatus de mais de 3 anos com um álbum simples, objetivo e absolutamente relevante. “Revolution Radio” soa um autêntico punk rock/college rock Green Day, ainda assim atual, em faixas como “Say Goodbye”. O álbum também soa como uma grande ode a trabalhos anteriores da banda. “Forever Now” traz uma estrutura similar a de “Jesus of Suburbia”, de “American Idiot” (2004), enquanto “Ordinary World” pode remeter à nostalgia de “Good Riddance (Time of Your Life)”, de “Nimrod” (1997). Obrigado por não nos deixar na mão, Green Day!

Charts: “Revolution Radio” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 95 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Alternative Songs” os singles “Bang Bang” e “Still Breathing” atingiram as posições #1 e #3, respectivamente;

Ouça: “Outlaws”, “Troubled Times” e “Ordinary World”;

Assista: ao clipe de “Still Breathing”.


THIS IS WHAT THE TRUTH FEELS LIKE – GWEN STEFANI / por MARCELO

Gravadora: “Interscope Records”;

Lançamento: 18 de março de 2016;

Gênero: pop;

Singles: “Used to Love You”, “Make Me Like You” e “Misery”;

Considerações: Outra que demorou bastante para voltar aos estúdios de gravação (exatos 10 anos) e entregar ao público um novo álbum solo de inéditas foi a Gwen Stefani, também conhecida por trabalhar como vocalista do No Doubt. Revezando seu tempo entre a vida particular (que há pouquíssimo tempo foi atingida por um divórcio inesperado) e a profissional (quando atuou como técnica do “The Voice” norte-americano, substituindo Christina Aguilera), Stefani entrou rapidamente na onda dos produtores contemporâneos como Greg Kurstin, Mattman & Robin, J.R. Rotem e Stargate e tentou, de maneira bem original, revitalizar sua sonoridade tão particular – quem é fã de Stefani com certeza se identificará com as genuínas “You’re My Favorite”“Rocket Ship”“Red Flag”. Dando vida à hinos como “Make Me Like You” e “Rare” que falaram muito sobre seu atual relacionamento com o Blake Shelton, o trabalho fez bonito nos charts dos EUA e deram à cantora seu primeiro #1 como solista, após o #3 de “The Sweet Scape” (2006) e #5 de “Love. Angel. Music. Baby” (2004). É R&B, disco, electropop, synthpop, ska pop, trip-hop e folk do começo ao fim.  Relembre a nossa resenha especial sobre o “This Is What the Truth Feels Like”.

Charts: “This Is What the Truth Feels Like” estreou em #1 na “Billboard 200”, a principal parada musical estadunidense, com vendas de 84 mil cópias na primeira semana. Na “Billboard Hot 100” os singles “Used to Love You” e “Make Me Like You” atingiram as posições #52 e #54, respectivamente.

Ouça: “Truth”, “Me Without You” e “Loveable”;

Assista: ao clipe de “Make Me Like You”.


ANTI – RIHANNA / por MARCELO

Gravadora: “Westbury Road” e “Roc Nation”;

Lançamento: 28 de janeiro de 2016;

Gênero: pop, R&B;

Singles: “Work”, “Kiss It Better”, “Needed Me” e “Love on the Brain”;

Considerações: Não que a voz por trás de “We Found Love” estivesse em baixa no mercado até o lançamento do seu 8º disco de inéditas, mas, existe uma boa razão para que “Anti” tenha ganhado tanto destaque por aqui quando do seu lançamento, no começo deste ano. Despindo-se de qualquer influência da música genérica que permeou seus trabalhos mais populares como “Loud” (2010), “Talk That Talk” (2011) e “Unapologetic” (2012), o anteriormente nomeado “R8” foca em uma Rihanna cheia de vulnerabilidades que há muito não víamos dando as caras por aí. Aposentando as batidas nauseantes de David Guetta, Calvin Harris e companhia que já não aguentávamos mais ouvir, a barbadiana mais famosa da música não pensou duas vezes e achou por bem dar preferência a um som mais simplista e que representasse melhor a atual fase de sua vida. Experimentando instrumentais mais urbanos como o R&B, o reggae e o eletrônico (“Work”, “Needed Me”) e combinando-os perfeitamente a um pouco de jazz e soul da melhor qualidade (“Close To You”, “Love on the Brain”), a musicista nos comprova que, às vezes, “menos é mais”. O público agradece a honestidade, Riri. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Anti”.

Charts: “Anti” estreou em #27 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, mas em sua segunda semana atingiu o #1, com vendas de 166 mil cópias. Na “Billboard Hot 100” os singles “Work”, “Kiss It Better”, “Needed Me” e “Love on the Brain” atingiram as posições #1, #62, #7 e #20, respectivamente;

Ouça: “Desperado”, “Same Ol’ Mistakes” e “Never Ending”;

Assista: ao clipe de “Needed Me”.


A MOON SHAPED POOL – RADIOHEAD / por JÚLIO CÉSAR

Gravadora: “XL Recordings”;

Lançamento: 8 de maio de 2016;

Gênero: art rock, alternative rock, eletrônica;

Singles: “Burn the Witch” e “Daydreaming”;

Considerações: Foi tudo muito rápido em meio há um hiatus muito longo. Num dia não tínhamos nada, no outro tivemos “Burn the Witch”. Três dias depois veio “Daydreaming” e o aguardado anúncio de um novo álbum para dali dois dias. É possível considerar, talvez, “A Moon Shaped Pool” como uma continuação atual de “Kid A” (2000), em um tom mais melódico e personalidade mais madura. Os sussurros invertidos de Tom Yorke em “Daydreaming” parecem pertencer perfeitamente ao instrumental alinhado numa assimetria brilhante. O álbum traz também a tão esperada versão estúdio de “True Love Waits”, um clássico instantâneo da banda que figurou pela primeira vez no “I Might Be Wrong: Live Recordings” (2001), em uma gravação ao vivo. Em suma, “A Moon Shaped Pool” termina por ser não apenas mais um álbum a figurar entre os melhores do ano, mas um que preenche bem e de forma natural a timeline de obras da banda.

Charts: “A Moon Shaped Pool” estreou em #3 na “Billboard 200”, a principal parada estadunidense, com vendas de 181 mil cópias na primeira semana. No “UK Singles Chart” os singles “Burn the Witch” e “Daydreaming” atingiram as posições #64 e #74, respectivamente;

Ouça: “Daydreaming”, “Present Tense” e “True Love Waits”;

Assista: ao clipe de “Burn the Witch”.


WINGS OF THE WILD – DELTA GOODREM / por MARCELO

Gravadora: “Sony Music Australia”;

Lançamento: 1º de julho de 2016;

Gênero: pop;

Singles: “Wings”, “Dear Life”, “Enough” e “The River”;

Considerações: Por fim, nossa seleção não estaria completa se não nos lembrássemos do que foi, sem sombra de dúvidas, um dos materiais mais surpreendentes conduzidos por um artista de fora da indústria estadunidense. Levando longos 4 anos desde o maravilhoso “Child of the Universe” (2012), a australiana Delta Goodrem não economizou na qualidade e trouxe em “Wings of the Wild” aquilo que melhor sabe fazer desde o início de sua trajetória: um álbum recheado de baladas super emotivas e alguns hinos dançantes que acertam por desviar radicalmente das faixas genéricas que bombam nas rádios de todo o planeta. Combinando um vocal de aço (“Dear Life”) a consistentes instrumental (“Wings”), ritmo (“In the Name Of Love”), temática (“Feline”) e identidade (“I’m Not Giving Up”), “Wild” extravasa contemporaneidade e evolui consideravelmente na discografia de ouro que vem sendo construída por uma das musicistas mais completas de sua geração. Uma mistura uniforme de pop, rock, rap e dance, o 5º álbum de Goodrem não deixa a desejar desde a sua primeira audição e nos comprova que a parceria com o produtor Vince Pizzinga (que trabalha com a cantora desde o “Innocent Eyes”, de 2003) e o duo DNA (Anthony Egizii e David Musumeci) trouxe à Delta o tom de liberdade que lhe faltava para explorar novos horizontes sem perder o autocontrole de sua própria personalidade. Relembre a nossa resenha especial sobre o “Wings of the Wild”.

Charts: “Wings of the Wild” estreou em #1 no “ARIA Charts”, as paradas musicais australianas, ao lado dos singles “Wings” (#1), “Dear Life” (#3), “Enough” (#27), “The River” (#58) e “Only Human” (#46);

Ouça: “Enough”, “In the Name of Love” e “I’m Not Giving Up”;

Assista: ao clipe de “The River”.


E vocês, meus caros leitores: quais foram os álbuns lançados neste 2016 que mais lhes agradaram? Não deixem de comentar logo a seguir as suas recomendações com os trabalhos que mais bombaram em suas playlists e que nós da família Caí da Mudança precisamos conhecer. Um Feliz Ano Novo a todos!

Despindo-se de todo o glamour, Lady Gaga assume nova persona e irradia autenticidade em “Joanne”

Seria 2016 o grande ano de retorno das mais bem-sucedidas estrelas femininas da música pop da década passada? Depois de Rihanna, Beyoncé, Gwen Stefani e Britney Spears voltarem à ativa após intermináveis hiatos sem novos materiais na estrada, finalmente é chegado o momento da maior hitmaker de 2008 tomar as rédeas do cenário fonográfico atual e protagonizar um comeback recheado com muita originalidade, ousadia e reconhecimento: sim, estamos nos referindo à Lady Gaga. Dividindo a opinião das massas com um primeiro single que parece não ter atendido às expectativas do público majoritário (relembre nossa resenha para “Perfect Illusion”), a incomparável “Mother Monster” preferiu deixar as bizarrices de lado e surge, agora, com o que aparenta ser o trabalho mais cru de seu catálogo tão extravagante. Venha com a gente conhecer um pouco mais sobre o “Joanne”!

Lady Gaga em ensaio fotográfico para o “iHeartRadio” (foto por Katherine Tyler)

Desde que “ARTPOP” (2013) fora anunciado como o “álbum do milênio” e deixara muito a desejar no quesito inovação, Lady Gaga não pensou duas vezes antes de tirar longas férias do mercado mainstream e se aventurar por outros ramos de sua carreira tão multifacetada. Indo para o jazz e apostando como atriz em “American Horror Story: Hotel” (projeto que lhe rendeu uma vitória no “Globo de Ouro” deste ano), a norte-americana só foi revelar planos de voltar para o pop em setembro, quando confirmou a chegada de um novo single que seria lançado no dia 9 daquele mês. Levando seus seguidores à loucura e chocando muitos que não esperavam por uma sonoridade tão distinta, foi após muita espera que a loira pôs um fim ao sofrimento de seus little monsters e liberou, na íntegra, o disco “Joanne” no último 21 de outubro.

Distribuído sob os selos da “Interscope Records” e “Streamline”, o aguardadíssimo “LG5” (como era popularmente chamado o trabalho pelos fãs) não fez feio nos charts e, seguindo “Born This Way” (2011), “ARTPOP” (2013) e “Cheek to Cheek” (2014), estreou diretamente no topo da “Billboard 200”, a principal parada de álbuns dos EUA. Comercializando impressionantes 201 mil cópias apenas na primeira semana, o novo disco saiu-se melhor que o esperado e rendeu à Gaga um novo recorde para a sua imensa lista de feitos incomparáveis: tornar-se a mulher com mais álbuns em #1 nesta década. Atingindo o #1 no iTunes de mais de 60 países, “Joanne” é atualmente promovido por “Million Reasons”, o segundo single oficial escolhido para substituir a agora promocional “A-Yo”. Deixando a EDM para segundo plano e orientando-se predominantemente pelo bom e velho pop, outros gêneros bastante explorados pela musicista nesta nova era têm sido o soft rock, dance-pop, country e folk.

O visual da cantora está bem mais simples e limpo na era “Joanne”

Com 11 faixas na edição standard, 14 na deluxe e 15 na deluxe japonesa, “Joanne” foca muito em sua intérprete e traz apenas uma colaboração especial em sua tracklist: com a Florence Welch, do Florence + the Machine. Abarcando um renomado time de produtores requisitadíssimos, os nomes envolvidos no projeto vão desde o já conhecido Mark Ronson (“Rehab”, Amy Winehouse) e passam por Jeff Bhasker (“Free”, Natalia Kills), BloodPop (“Drum”, MØ), Emile Haynie (“Summmertime Sadness”, Lana Del Rey), Josh Homme (vocalista do Queens of the Stone Age), Kevin Parker (vocalista do Tame Impala) e RedOne (“Poker Face”, “Bad Romance”). Atuando como coprodutora e compositora em todas as canções, Gaga foi auxiliada liricamente não só pelos demais produtores como também pelos bem experientes Hillary Lindsey (“When I Look at You”, Miley Cyrus), Beck (vencedor do “Álbum do Ano” no Grammy de 2015), Joshua Tillman (“Hold Up”, Beyoncé) e Thomas Brenneck (guitarrista do Menahan Street Band).

Já começando com o pé direito ao nos introduzir à brilhante “Diamond Heart”, o lançamento ganha forma de maneira rápida e precisa quando a faixa de abertura resolve nos dar uma pequena prévia do que o “Joanne” soa em sua totalidade. Chegando de mansinho com uma composição bem autoral e explosiva que revela um pouquinho sobre o passado difícil de Gaga, a loira nunca soou tão honesta ao assumir que “não é perfeita”, mas, considerar que “tem um coração de diamante”. Abrindo espaço para “A-Yo”, o country ganha vida da melhor maneira possível enquanto a musicista canta sobre sexo em uma batida levemente inspirada no hit desperdiçado “MANiCURE”. Outras faixas que tomam por referência o gênero sulista e que também se sobressaem por fugir da zona de conforto de Gaga são “Sinner’s Prayer” e “Million Reasons”.

Saindo da zona de conforto, a música eletrônica acabou sendo deixada de lado para que Gaga pudesse explorar novos gêneros como o country, soft rock e disco-rock

Chegando para apaziguar o mix de gêneros e nos preparar para o arco mais alto astral composto por “John Wayne”, “Dancin’ in Circles” e “Perfect Illusion”, a balada que dá nome ao disco é do início ao fim movida por uma simplicidade intangível. Bastante acústica e ressaltando o conceito por trás do sucessor de “Cheek to Cheek” (2014), em recente entrevista concedida à “Rolling Stone” Gaga revelou que sua intenção era “unir pessoas que não se conhecem e que talvez se sintam estranhas, mas que de alguma forma possam se conectar por meio da música”. Dando destaque exclusivo para sua família – principalmente para uma tia de nome Joanne, que faleceu nos anos 70, vítima de lúpus (doença que também assola a cantora) –, em “Joanne” a moça se despe de todas as extravagâncias do passado para enaltecer aquilo que muitos se negaram a ver desde o início da sua carreira: a presença de uma voz muito, muito marcante.

Combinando sonoridades e instrumentos em “John Wayne” (canção que homenageia o ator de mesmo nome), explorando um pouco de dance, reggae e ska na safadinha “Dancin’ in Circles” e trazendo o disco-rock já familiar de “Perfect Illusion”, “Joanne” suaviza consideravelmente enquanto caminha para seu triste fim. Citando inúmeras referências bíblicas na maravilhosa “Come to Mama”, Gaga não poupa esforços em mais uma vez passar sua mensagem de apoio às minorias sociais e reforçar aquilo que todos já devem ter ouvido pelo menos uma vez na vida: “todos temos que amar uns aos outros”. É nessa mesma vibe de afeto e união que “Hey Girl” (o featuring com a Florence Welch) desabrocha instintivamente, certeira por casar tão bem os vocais de duas das melhores cantoras da atualidade e por explorar um verdadeiro hino de empoderamento feminino. Impossível não recordar os velhos tempos de “The Fame” com uma sonoridade dessas (e que também foi experimentada na bônus “Just Another Day”), especialmente por causa de “Brown Eyes”, “Summerboy” e “Again Again”.

Lady Gaga em apresentação de “A-Yo” na “Dive Bar Tour” (série de shows que tem realizado em bares norte-americanos)

De maneira demasiadamente melódica, acústica e tocante, “Angel Down” e “Grigio Girls” dividem nossa opinião e nos deixam ora de braços estendidos, ora apreensivos. Exaltando um poderio vocal que há muito tem sido explorado sabiamente pela vocalista, ambas exploram o melhor do timbre de Gaga sem trazer nenhuma grande inovação, afastando-se um pouco do que foi pretendido pelo restante da tracklist e não soando de todo necessário. Inevitavelmente, este também é o caminho traçado por “Angel Down (Work Tape)”, a aguardadíssima colaboração com o RedOne que, ao final das contas, muito prometeu e nada mais foi do que uma perfeita ilusão (quem esperava por um grande hit mainstream a lá “Bad Romance” com certeza ficou e continua bastante chateado).

Conhecida por construir e desconstruir sua imagem a cada era com uma versatilidade inquestionável, Lady Gaga mais uma vez nos surpreende por aproveitar todas as oportunidades para fugir do mercado comum e estabelecer um padrão imprevisível para seus lançamentos musicais. Depois de conquistar o público com seus hits dançantes, nos impressionar com uma obscuridade nunca vista antes e chocar a todos com figurinos dignos de um autêntico conto de fadas fashionista, a eterna intérprete de “Just Dance” surge em pleno 2016 para renovar os seus votos de artista completa que não se deixa ser vencida tão facilmente. Experimentando de tudo um pouco e dando sua voz e suor para a concretização de trabalhos primorosos que jamais serão esquecidos pelo público, Stefani Joanne Angelina Germanotta é certamente um nome que surgiu para botar ordem na atual indústria fonográfica e revolucionar alguns conceitos que há muito precisavam ser revistos por alguém tão competente. Seja bem-vinda de volta, Joanne, nós sentimos a sua falta!

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Lady Gaga retorna cheia de atitude em “Perfect Illusion”, o seu novo hit que em nada nos ilude

Pois é, pessoal, quem é vivo sempre aparece! Após passarmos quase um ano sem qualquer novidade (considerando, é claro, que “Til It Happens to You” foi liberada em setembro do ano passado), Lady Gaga finalmente decidiu pôr um fim ao hiato de sua carreira musical e protagonizou um dos maiores comebacks de 2016 nesta última sexta-feira, dia 9. Despedindo-se da era jazz que tanto marcou sua trajetória – quando do lançamento de “Cheek to Cheek” (2014), álbum que gravou em parceria com o Tony Bennett –, a novata mais querida da década passada cedeu aos pedidos de populares e liberou, na íntegra, o novo carro-chefe de seu 5º disco de estúdio (o primeiro lançamento pop desde “ARTPOP”, de 2013). Nomeada “Perfect Illusion”, a canção causou o maior burburinho pelos seis continentes e, hoje, ilustra a nossa publicação do dia.

Desde que o sucessor de “Born This Way” (2011) teve sua divulgação encerrada com “G.U.Y.”, em março de 2014, e a norte-americana redirecionou toda sua atenção para projetos paralelos como a série “American Horror Story: Hotel”, muito se falou (e cogitou) sobre o que seria produzido pela moça em um futuro não muito distante. Vencendo categorias importantes no “Grammy Awards” e no “Globo de Ouro”, Lady Gaga não poderia estar na fase mais positiva de sua carreira após a recente perseguição sofrida pelos tabloides e haters que tanto pegaram em seu pé após o desempenho morno de seu último material de inéditas. Deixando as críticas negativas de lado e unindo suas forças a outros profissionais de respeito da indústria fonográfica, nascia o que seria um novo começo para uma das artistas mais multifacetadas de nossa geração.

Comparecendo à rádio britânica “BBC1”, Lady Gaga não perdeu a oportunidade e nos agraciou com um trechinho ao vivo de “Perfect Illusion” que pode ser conferido neste link

Gravado nos estúdios “Shangri La”, localizado em Malibu, Califórnia, o lead-single do “LG5” permanece sob a supervisão e distribuição da “Interscope Records”, selo que administra a carreira da cantora desde a sua estreia, com o “The Fame” (2008). Composta e produzida pela própria Gaga em parceria com Kevin Parker (vocalista da banda Tame Impala), Mark Ronson (“Rehab”, Amy Winehouse) e BloodPop (“Better”, Britney Spears; “Sorry”, Justin Bieber), “Perfect Illusion” orienta-se tanto pelo pop quanto pelo disco-rock, gêneros que deverão se mostrar bastante presentes nesta nova era que acaba de içar velas. Majoritariamente aclamada pelos fãs e pela crítica especializada, a canção recebeu inúmeros elogios por sua produção singular e pelos expressivos vocais da musicista que jamais estiveram tão crus (leia-se desprovidos de auto-tune) em um trabalho dirigido ao público mainstream. Nos charts, atingiu o #1 no iTunes de mais de 60 países (a “Billboard” ainda não divulgou os seus números oficiais).

Despindo-se de todo o glamour que tanto marcou presença em seus lançamentos principais, a nascida Stefani Germanotta reaproveitou os resultados da “limpeza de imagem” conduzida por suas aventuras pelo jazz e surge, agora, mais descontraída do que nunca. Aposentando (pelo menos por ora) as roupas extravagantes que tanto galgaram sua carreira há não menos que 7 anos, a própria capa de “Perfect Illusion” revela-se um perfeito tapa na cara de todos aqueles que jamais imaginaram ver a nova-iorquina em modelitos “consideradas normais” – se bem que, em se tratando de Gaga, qualquer figurino feito de tecido, e não carne, pode ser considerado normal. Usando uma camiseta preta básica, shorts jeans e coturnos escuros, a moça tem sido fotografada em todos os cantos assim, bem menos produzida e com um visual digno de uma verdadeira estrela do rock. E já que estamos falando em rock…

Relembrando os velhos tempos experimentais de artista iniciante – lá por volta de 2007, quando se apresentava em concertos menores ao lado de Lady Starlight –, a “Mother Monster” decidiu mais uma vez repaginar a sonoridade de suas músicas e, deixando o pop para segundo plano (mas sem esquecê-lo), trouxe uma significativa influência rock para o lead-single de seu próximo álbum. Já nos introduzindo a batidas insanas que poderiam muito bem pertencer a qualquer trabalho de uma banda dos anos 80 ou 90, Gaga não economizou na criatividade e foi completamente feliz ao convidar Parker, Ronson e BloodPop para extrair do quarteto uma das canções mais surpreendentes do ano. Distanciando-se do pop mais mainstream que Britney Spears e Gwen Stefani priorizaram em seus últimos discos e do R&B tradicional que Beyoncé vem reaproveitando desde 2013, “Perfect Illusion” dá um tiro no escuro e, repleta de coragem, reafirma a posição de sua intérprete como uma criadora de tendências, e não seguidora (diferente do genérico “ARTPOP” que tanto pecou pela falta de originalidade).

Em apenas quatro dias o áudio oficial de “Perfect Illusion” ultrapassou 10 milhões de visualizações no YouTube (imagine quando o clipe for liberado?)

Exibindo vocais poderosos que se revezam com trechos que são narrados de maneira suave e provocante (similares aos das eras “The Fame” e “The Fame Monster”), por todo seu catálogo a vocalista jamais esteve tão à vontade com seu timbre natural de voz (até mesmo em comparação às inesquecíveis “Bad Romance”, “Born This Way” e “Yoü And I” – que, como já é sabido, também apostaram no vozeirão que é característico da moça). Falando sobre as desilusões no amor, a música encaixa melodia a instrumental de forma bastante confortável  ao longo de seus três minutos e dois segundos de duração e surpreende em muito o ouvinte que jamais parara para reparar no quão multifacetada Gaga consegue soar – uma artista que consegue se dar bem em qualquer gênero que embale os seus singles, desde o eletrônico para o jazz, pop e, agora, disco-rock (cantar, definitivamente, é o seu maior talento). Reproduzindo um comentário humorístico que foi feito na internet, mas que, resguardadas as devidas proporções, até que chega a fazer algum sentido… “não bastasse salvar o pop, ela também voltou para salvar o rock”.

Sobre o novo álbum:

Já nos adiantando que o “LG5” (ainda sem nome definitivo) “está quase pronto”, a loira revelou em recente entrevista à “BBC1” que “trabalhou com o Mark Ronson por todo o CD”, sendo que o ex-parceiro musical de Amy Winehouse também será creditado como produtor executivo – fãs de RedOne, acalmem-se, pois o popular hitmaker também já foi confirmado como produtor em uma das futuras faixas. Contendo, ainda, uma parceria com a Florence Welch (a vocalista do Florence + the Machine, a quem Gaga foi só elogios), o sucessor de “Cheek to Cheek” será lançado ainda neste ano. Sobre o atual single de trabalho, a cantora acrescentou que “‘Perfect Illusion’ fala sobre as coisas falsas que parecem ser reais do nosso dia a dia, como nas redes sociais, por exemplo” – você confere muitas outras informações sobre o processo criativo da música acessando este link.

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Hora de se atualizar! Saiba quais foram os melhores lançamentos musicais do último bimestre (pt 1)

Viajou nessas últimas semanas? Esteve trabalhando feito um escravo? Sofreu amnésia ou entrou em coma? Não se preocupe, pois chegou o momento de relaxar, encostar-se nas almofadas e ficar sabendo quais foram os mais recentes lançamentos que movimentaram o universo musical. A seguir, relacionei apenas alguns dos mais interessantes e consistentes trabalhos que chamaram a atenção do público e nos mostraram que, apesar de já estarmos quase no meio de outubro, ainda existe muita coisa para acontecer antes do ano acabar. Se liga só:


Vanessa Carlton quer que você tire um tempinho para admirar a natureza no lyric vídeo de “Willows”, faixa inédita do disco “Liberman”:

Depois de finalmente ouvir o novo EP da cantora, liberado em julho passado, e conferir o material inédito nele contido (o qual introduziu as eletrizantes “Take It Easy” e “Blue Pool”), devo admitir que cheguei a ficar um pouco preocupado com o atual rumo tomado por Vanessa Carlton. Quem acompanha a carreira da moça e já checou o maravilhoso “Rabbits on the Run”, de 2011, sabe que um som mais acústico e cru são o forte da musicista, como pudemos conhecer através dos singles “Carousel” e “I Don’t Want to Be a Bride”. E, para a minha felicidade, esta fantástica fórmula mágica pela qual Vanessa une seu doce vocal ao impressionismo e suavidade de seu piano foram acertadamente repetidas em “Willows”, canção inédita que estará presente em “Liberman”, o novo álbum da morena. Com previsão de estreia para o dia 23 de outubro deste ano (wow, falta menos de duas semanas), com certeza encontraremos no próximo trabalho muito desse naturalismo e misticismo que permeiam a vida e carreira da Srtª Carlton. Você pode saber um pouco mais sobre o som produzido por Vanessa acessando o nosso especial: “Quem avisa amigo é! Você deveria prestar mais atenção na cantora Vanessa Carlton”.

ASSISTA AQUI AO LYRIC VIDEO DE “WILLOWS”, A NOVA MÚSICA DA VANESSA CARLTON.


Despindo-se das polêmicas, Miley Cyrus lança balada emocional para promover o filme “Freeheld”! Conheça “Hands Of Love”:

Parece que minhas preces foram finalmente atendidas! Não é de hoje que eu tenho falado sobre todas as coisas loucas que Miley Cyrus tem feito desde que “We Can’t Stop” foi lançada há 2 anos, mas, se tudo correr da maneira que eu espero (e aguardo há muito tempo), a moça não deverá demorar muito para focar de vez em seu talento e se esquecer das irresponsabilidades que tem protagonizado (não que seja da minha conta, claro!). Abraçando sua pansexualidade, Miley foi a responsável por dar voz à brilhante “Hands Of Love”, música que promove o filme “Freeheld” e trará as atrizes Ellen Page e Julianne Moore no elenco. Composta pela multitalentosa Linda Perry (a mesma que está sempre trabalhando com Christina Aguilera), Cyrus decidiu caprichar desta vez e, diferente do que já aconteceu com algumas de suas demais baladas, se conteve mais nos vocais desta gravação. O resultado não poderia ter sido outro: a polêmica loira nos presenteou com uma bela música gravada por uma bela voz que não precisa gritar aqui e ali para provar que possui uma voz poderosa. Quer saber mais sobre o filme? Então acesse este link. Não deixe de ler ainda o nosso especial: “O que está acontecendo com a vida e carreira de Miley Cyrus?”.

OUÇA AQUI “HANDS OF LOVE”, A NOVA MÚSICA DA MILEY CYRUS.


Joe Jonas está cheio de gás em “Cake By the Ocean”, o primeiro single de sua nova banda, a DNCE:

Jamais escondi o fato de que o Joe sempre foi o meu Jonas favorito, e parece que ganhei mais um motivo para continuar com essa preferência! Não se abalando com a morna movimentação de seu primeiro álbum solo no mercado musical (o “Fastlife”, de 2011), o irmão do meio dos Jonas Brothers decidiu dar um tapa na poeira e anunciou, neste ano, a formação da sua nova banda: a DNCE. Aliando-se à JinJoo Lee (na guitarra), Cole Whittle (no baixo e teclado) e ao antigo baterista dos JB, Jack Lawless, Joe e seus parceiros fizeram bem em escolher “Cake By the Ocean” como o seu single de estreia. Assinando com a “Republic Records” e partindo para o dance-rock, o grupo (e o seu vocalista, principalmente) parece finalmente ter encontrado um caminho próprio na indústria e demonstra que vai persistir para dar força ao seu nome e sair do “anonimato”. Ah, e se você acha que ele desistirá fácil de fazer da DNCE uma banda tão popular quanto a Jonas Brothers, talvez seja melhor mudar de ideia: “eu tenho a minha cabeça no lugar. Estou pronto para chegar lá e construir uma base de fãs” disse Joe, categórico, em recente entrevista à “Billboard”.

ASSISTA AQUI AO LYRIC VIDEO DE “CAKE BY THE OCEAN”, A NOVA MÚSICA DA DNCE.


Livre, leve e solta, Selena Gomez está uma delicinha em “Me & the Rhythm”, a nova faixa promocional do álbum “Revival”:

Selena Gomez já dizia há certo tempo que seu segundo disco solo, “Revival” (lançado oficialmente nesta última sexta-feira, 09/10), seria um grande projeto, mas eu tenho certeza que muitos duvidavam o quão essa informação poderia ser mesmo verdadeira. Movendo a divulgação do material, “Me & the Rhythm” foi a canção escolhida para funcionar como a primeira e única faixa promocional do álbum, liberada direto para a loja virtual da Apple, o iTunes. Composta pela própria morena ao lado de Julia Michaels, Justin Tranter, Mattias Larsson e Robin Fredriksson (e produzida pelos dois últimos), a música brinca com as batidas da deep house e a influência da disco music, tendo sido frequentemente comparada pelos críticos de plantão à Donna Summer e o som que bombou nos anos 70. Encontrando o perfeito equilíbrio entre o sex appeal e os limites de sua voz, é muito bom que Gomez tenha parado de tentar alcançar as difíceis notas produzidas em seus discos anteriores para gravar algo mais condizente com a sua realidade (que é tão harmônica e bonita como a de qualquer outra grande vocalista). “Eu começo a sentir agora como se realmente fosse livre, e estou livre. O calor é mútuo, não importa qual seja a sua história, seja livre comigo”. Logo, logo estará disponível aqui no blog a nossa resenha sobre o “Revival”, então fique de olho! ATUALIZADO: leia aqui “De Demi à Selena: um olhar crítico sobre o amadurecimento dos álbuns ‘Confident’ e ‘Revival’.”

OUÇA AQUI “ME & THE RHYTHM”, A NOVA MÚSICA DA SELENA GOMEZ.


Lady Gaga ensina o que é ser fashion no cover de “I Want Your Love”, a música originalmente gravada pelo Chic que promove a coleção primavera/verão da “Tom Ford”:

Desde os primeiros singles do álbum “The Fame”, de 2008, Lady Gaga jamais teve medo de aventurar-se por uma carreira na música paralela ao mundo da moda, uma cultura que sempre esteve muito presente em seus trabalhos visuais e nas letras de suas composições. Atingindo o ápice de seu expressionismo fashion em “Bad Romance”, single de 2009 que fez da cantora um dos maiores nomes do novo milênio, a nova-iorquina resolveu relembrar um pouco as suas origens com a coleção primavera/verão da “Tom Ford”, uma das maiores marcas do mercado da moda. Regravando o hit “I Want Your Love”, que foi sucesso na voz da banda Chic nos anos 70, Gaga é vista no vídeo desfilando super à vontade ao lado de diversos modelos que estão vestindo as peças de roupa da coleção preparada por Ford e sua equipe. Ainda não sabemos quais serão os caminhos trilhados pelo próximo álbum da cantora, mas, se tiver o mínimo de “I Want Your Love” já saberemos que será um arraso. Depois de todo aquele clima pesado trazido pela era “ARTPOP”, é quase libertador ver a cantora em um som mais descontraído, não é mesmo?

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “I WANT YOUR LOVE”, A NOVA MÚSICA DA LADY GAGA.


“Confident”, o novo single de Demi Lovato, ganha megaprodução que conta com a participação especial de Michelle Rodriguez:

Demi estava de boas, dormindo na prisão de segurança máxima, quando foi convocada pelo pessoal de lá para caçar ninguém menos que Michelle Rodriguez, uma das personalidades mais marcantes da série de filmes “Resident Evil”. Movida pela condição de que, se capturasse a inimiga receberia o perdão da Justiça, a morena se envolve em diversos combates corpo a corpo para cumprir seu objetivo e se ver livre da nada saborosa comida da prisão. Musicalmente, a primeira impressão que tive de “Confident” me remeteu às antigas demos de 2009 gravadas e descartadas por Ashley Tisdale e Vanessa Hudgens, mas não há como negar que Lovato se dá muito melhor com a música predominantemente pop à eletrônica. Com vocais muito mais efetivos que o first single “Cool for the Summer”, “Confident” apresenta uma letra perfeitamente condizente com a atual fase vivida pela cantora, que parece finalmente estar em paz com seu corpo e mente. Afinal: “o que há de errado em ser confiante?”. O novo álbum de Demi está programado para ser lançado no dia 16 de outubro deste ano (leia aqui a nossa resenha).

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “CONFIDENT”, A NOVA MÚSICA DA DEMI LOVATO.


Os garotos do Echosmith estão prontos para o baile de primavera em “Let’s Love”, o quarto single do álbum “Talking Dreams”:

“Cool Kids”, o primeiro single da banda Echosmith, foi lançada há quase 2 anos e meio e se tornou um dos maiores sucessos pop-indie que os EUA e o mundo pode acompanhar nesta atual década. A música pegou um ótimo #13 na “Billboard Hot 100” e de lá pra cá outras duas (“Come Together” e “Bright”) chegaram para dar continuidade ao legado recém-construído pelos irmãos Graham, Sydney, Noah e Jamie Sierota. Finalmente conseguindo se tornar as “crianças legais” que tanto sonharam, agora é a vez de “Let’s Love” não deixar a peteca cair e prolongar a estadia do grupo sob as luzes dos holofotes. Composta pelos quatro membros ao lado de seu pai, Jeffery David, os meninos formam no clipe da canção aquela descolada banda que toca nos tão sonhados bailes de primavera dos colégios norte-americanos. Com direito a muitas bolas de espelho (ou popularmente chamadas de disco balls) e vários filhotinhos de cachorro super fofos, os Sierota vão em “Let’s Love” te dar mais um motivo para amar a banda e ficar de olho nos seus próximos lançamentos.

ASSISTA AQUI AO VIDEOCLIPE DE “LET’S LOVE”, A NOVA MÚSICA DA ECHOSMITH.


A segunda parte desse especial estará disponível em breve. Não perca!