Os 10 melhores discos de 2018

É quase Ano Novo, mas não poderíamos encerrar 2018 sem a nossa já tradicional lista dos 10 melhores discos do ano. E, como de costume, foi bastante difícil selecionar apenas 10 dos muitos (e excepcionais) trabalhos musicais liberados de janeiro para cá – afinal, foi um ano e tanto! Depois de horas conversando com meus próprios botões, cheguei àquelas obras que considero indispensáveis para todos que, assim como eu, estão sempre dispostos a conhecer novos sons.

Sem mais delongas, vocês encontram, a seguir, a minha playlist com os 10 melhores discos de 2018 e outros 2 bônus que, apesar de não integrarem o ranking definitivo, também mereceram minhas considerações especiais. Ah, não se esqueça de clicar nas imagens abaixo para conferir um videoclipe de cada álbum, ok? E caso queira conferir o que listamos nos anos de 2017, 2016 e 2015, basta acessar nosso arquivo clicando aqui, aquiaqui, respectivamente.

Preparados? Então vamos lá:

10) I HONESTLY LOVE YOU – DELTA GOODREM

Gravadora: Sony Music Australia

Lançamento: 11 de maio de 2018

Singles: “Love Is a Gift” (promocional)

Considerações: pode parecer curioso, mas o fato de a australiana Delta Goodrem sempre dar as caras por aqui não é obra do acaso. Dois anos após o lançamento do “Wings of the Wild” (2016), a moça retornou este ano com “I Honestly Love You”, a trilha-sonora da minissérie estrelada por ela que narra a vida de Olivia Newton-John. Repassando por hits como “Physical” e “You’re the One That I Want” (do filme “Grease: Nos Tempos da Brilhantina”), a soundtrack traz os já consistentes vocais de Goodrem reinterpretando os clássicos que fizeram de Olivia uma das maiores estrelas da música pop de todos os tempos. Destaque especial para “Hopelessly Devoted to You”, a faixa-título e “Trust Yourself”. Composto por 13 faixas, o disco inclui parcerias com Dan Sultan, Georgia Flood e com a própria Olivia Newton-John

Paradas musicais: estreou em #4 na “ARIA Charts” (nº de cópias desconhecido)

9) QUEEN – NICKI MINAJ

Gravadora: Young Money, Cash Money, Republic Records

Lançamento: 10 de agosto de 2018

Singles: “Chun-Li”, “Bed”, “Barbie Dreams”, “Good Form”

Considerações: mudando completamente de ares, eis que é chegado o momento de coroar Nicki Minaj como a rainha que ela se tornou ao longo desses anos. Inspirando-se em elementos da música pop, raggae e R&B, em “Queen” Minaj demonstra uma versatilidade memorável ao se aventurar entre versos cantados e falados – revelando que aprimorou (e muito) seus dotes como vocalista. Acompanhada de Eminem, Lil Wayne, Ariana Grande, The Weeknd, Swae Lee, Future e Foxy Brown, Nicki fala abertamente sobre seus desejos sexuais, sua posição na indústria musical e até abre seu coração na romântica “Come See About Me”. Em 19 faixas que extraem o que de melhor a black music teve a oferecer em 2018, o 4º disco da rapper extrapola todas as expectativas e nos presenteia com uma coesão invejável do começo ao fim

Paradas musicais: estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 185.000 cópias na primeira semana

8) HONEY – ROBYN

Gravadora: Konichiwa Records, Interscope Records

Lançamento: 26 de outubro de 2018

Singles: “Missing U”, “Honey”

Considerações: saindo das ruas de NY e indo direto para os clubes noturnos de Estocolmo, é com prazer que nossa viagem musical nos leva direto às batidas eletrônicas da Robyn. Primeiro álbum da musicista em oito anos, “Honey” sucede o aclamado “Body Talk” (2010) – que nos apresentou ao sucesso “Dancing on My Own”. Incluso em diversas listas de fim de ano que elegeram os melhores discos de 2018 (incluindo de revistas prestigiadas como a Billboard e a Rolling Stone), o material traz 9 faixas todas compostas por ela ao lado de produtores como Joseph Mount e Klas Åhlund (parceiro de longa data que já trabalhou com Kylie Minogue e Britney Spears). Envolvida também na coprodução de músicas como “Between the Lines” e do carro-chefe “Missing U”, Robyn esbanja classe e diversão ao flertar com um futurismo muito (mas muito) à frente de nosso tempo

Paradas musicais: estreou em #40 na “Billboard 200” (nº de cópias desconhecido)

7) LM5 – LITTLE MIX

Gravadora: RCA Records, Columbia Records

Lançamento: 16 de novembro de 2018

Singles: “Woman Like Me”

Considerações: girlbands estiveram em alta desde que as Spice Girls surgiram nos anos 90 e tiveram, durante alguns anos, o mundo a seus pés. De lá para cá, muitas foram as formações a ganhar destaque na mídia, mas poucas se mantiveram unidas ou seguiram uma linha de coesão em suas discografias. Provando que o talento, afinal, deve sempre falar mais alto, as meninas do Little Mix mais uma vez deixaram claro que não brincam em serviço com o “LM5”. Trazendo colaborações com Nicki Minaj, Sharaya J e Kamille, o 5º álbum do grupo, apesar de ainda exaltar a eloquência de suas integrantes, soa um pouco mais denso por ter deixado o pop-chiclete de lado e abraçado satisfatoriamente alguns elementos do hip-hop, do R&B e da música latina. Com vocais harmoniosos que se encaixam perfeitamente como as peças de um quebra-cabeças, Jesy, Leigh-Anne, Jade e Perrie nunca soaram tão maduras e donas de si

Paradas musicais: estreou em #3 na “UK Albums” (nº de cópias desconhecido)

6) EXPECTATIONS – BEBE REXHA

Gravadora: Warner Bros. Records

Lançamento: 22 de junho de 2018

Singles: “I’m a Mess”

Considerações: quem acompanha o Caí da Mudança sabe que nossas resenhas são quase sempre focadas em lançamentos musicais de veteranos da música pop. Todavia, também não é novidade que, vez ou outra, abrimos espaço para um novato aqui e ali que demonstra ser merecedor de uma atenção especial. Após conquistar a todos com “In the Name of Love” (com o Martin Garrix), Bebe Rexha foi certeira ao finalmente lançar o “Expectations”, o primeiro álbum de seu catálogo tão promissor. Inserindo hits como “Meant to Be” e “I Got You” na tracklist, a moça traz em cada uma das 14 faixas aquela fórmula do sucesso que combina perfeitamente instrumentais a vocais que tantos outros tentam, mas poucos acertam. Como já era de se esperar (levando-se em consideração seus últimos EPs), pop e R&B são os gêneros que predominam na obra. Assim como canta na faixa que inaugura o disco, Bebe Rexha é mesmo uma Ferrari em alta velocidade vindo diretamente em nossa direção

Paradas musicais: estreou em #13 na “Billboard 200” (nº de cópias desconhecido)

5) LOBOS – JÃO

Gravadora: Universal Music

Lançamento: 17 de agosto de 2018

Singles: “Imaturo”, “Vou Morrer Sozinho”, “Me Beija Com Raiva”

Considerações: dando uma pausa nos materiais gringos, é claro que eu não deixaria de incluir aqui aquele que foi o brasileiro que mais ouvi durante o ano. Com “Lobos”, seu álbum de estreia, Jão, de 24 anos, sofre por um relacionamento amoroso que não anda muito bem e desabafa sobre suas próprias inseguranças. Brincando com a melancolia de “Eu Quero Ser Como Você”, a crueza de “Monstros” e a ginga de “A Rua”, o moço do interior de São Paulo não poupa em poderio vocal e nos enlaça com uma desenvoltura ímpar. Para quem não sabe, Jão, que hoje é uma das maiores apostas da música pop nacional, começou a ganhar destaque na internet fazendo covers de artistas como Lady Gaga, Rihanna, Anitta e Maiara & Maraisa. Composto por 10 canções, “Lobos” ganhou recentemente uma versão física incluindo 2 novas faixas: “Ressaca” e a inédita “Fim do Mundo”. Quem diria que ele chegaria aqui, não é mesmo?

Paradas musicais: alcançou o #2 no iTunes Brasil

4) LIBERATION – CHRISTINA AGUILERA

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 15 de junho de 2018

Singles: “Accelerate”, “Fall in Line”

Considerações: muito se duvidou se Christina Aguilera, a voz feminina mais aclamada de sua geração, realmente voltaria a lançar música após tantos anos sem dar as caras na mídia. As nossas preces parecem ter sido atendidas, pois, depois de tanta reza, pudemos finalmente conferir o primeiro trabalho da veterana desde o morno “Lotus” (2012). Seguindo o exemplo de “Stripped” (2002) e fugindo do óbvio, em “Liberation” Xtina mais uma vez quebra tabus e canta sobre feminismo, autodescoberta e amor. Entregando-se de corpo e alma às batidas do hip-hop, do R&B, do reggae e do rock, Aguilera divide-se em nos entreter com as produções de Kanye West e nos emocionar com vocais dignos de uma lenda viva. Os duetos “Like I Do” e “Fall in Line”, indicados à 61ª edição do Grammy Awards, são a prova viva de que, mesmo sem dominar os charts, Christina continua sendo a artista visionária que jamais deixou de ser. Confira a nossa resenha completa sobre o disco acessando este link

Paradas musicais: estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 68.000 cópias na primeira semana

3) THE PAINS OF GROWING – ALESSIA CARA

Gravadora: Def Jam Records

Lançamento: 30 de novembro de 2018

Singles: “Growing Pains”, “Trust My Lonely”

Considerações: crescer realmente é muito doloroso, mas é incrível como a Alessia Cara, em seu 2º disco de inéditas, faz parecer tão divertido. Seguindo a linha de “Scars to Your Beautiful” que consagrou à canadense uma vitória na 60ª edição do Grammy Awards, “The Pains of Growing” vem para refrescar a nossa memória do porquê nos apaixonamos tanto por Cara logo à primeira vista. Ainda adepta de uma sonoridade mais acústica – o que, é claro, não dispensa um pop mais enérgico aqui e ali –, a moça se aliou a produtores como Ricky Reed e ao duo Pop & Oak para nos contemplar com o que chamou de “um pouco mais de transparência”. Totalizando 15 faixas, o álbum fala por si e é uma ótima dica para todos que estão cansados do pop fabricado que permeia grande parte da música internacional. Destaque para “Nintendo Game”“7 Days” e “Girl Next Door”

Paradas musicais: estreou em #21 na “Billboard” canadense (nº de cópias desconhecido)

2) ALWAYS IN BETWEEN – JESS GLYNNE

Gravadora: Atlantic Records

Lançamento: 12 de outubro de 2018

Singles: “I’ll Be There”, “All I Am”, “Thursday”

Considerações: não é à toa que Jess Glynne, a cantora britânica com mais #1s nos charts do Reino Unido (são 7, à frente de cantoras bem-sucedidas como Cheryl e Geri Halliwell), faça tanto sucesso em sua terra natal. Dona de um vozeirão poderoso, ela conseguiu, em pouco tempo de carreira, o que muitos passam a vida inteira tentando. Lançado após três anos do “I Cry When I Laugh” (2015), “Always in Between” cumpriu o prometido e chegou, em outubro passado, trazendo o que todos queriam e tanto sentiam falta. Mais uma vez inspirada na house music, Glynne vai além e mistura pop e soul a produções de Starsmith (Ellie Goulding) e a composições de Ed Sheeran e de si própria. Com 12 faixas na edição standard e 16 na deluxe, o álbum extravasa uma espontaneidade natural que tanto procuramos em trabalhos do gênero eletrônico, mas que raramente encontramos. No que se refere ao futuro da música pop europeia, o Reino Unido está muitíssimo bem representado

Paradas musicais: estreou em #1 na “UK Albums Chart” com vendas de 36.500 cópias na primeira semana

1) TRENCH – TWENTY ONE PILOTS

Gravadora: Fueled by Ramen

Lançamento: 5 de outubro de 2018

Singles: “Jumpsuit”, “Nico and the Niners”, “Levitate”, “My Blood”

Considerações: pode ser surpresa para quem acompanha o nosso blog, quase sempre voltado à música pop, encontrar um trabalho do twenty one pilots em #1 numa lista como esta, mas não, você não leu errado (até porque esta não é a primeira vez que isso acontece por aqui). Fundindo gêneros como hip-hop e rock alternativos, Tyler Joseph e Josh Dun atingem a excelência naquele que considero o melhor disco de 2018. Ao longo de 14 faixas (todas compostas por Joseph, algumas ao lado de Paul Meany, do Mutemath), “Trench” aborda temas como , insegurança, suicídio e saúde mental. O interessante é que todo o contexto do álbum está interligado ao “Blurryface” (2015) e gira em torno da cidade metafórica de Dema, criada pelo vocalista, na qual se passa a trilogia de clipes “Jumpsuit”, “Nico and the Niners” e “Levitate” (entenda cada detalhe aqui). Aclamado pela crítica, o 5º material da dupla chega num momento em que nossos ouvidos bradam por obras que sejam realmente dignas de nosso tempo e atenção

Paradas musicais: estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 175.000 cópias na primeira semana

BÔNUS:

GOLDEN – KYLIE MINOGUE

Gravadora: BMG

Lançamento: 6 de abril de 2018

Singles: “Dancing”, “Stop Me from Falling”, “Golden”, “A Lifetime to Repair”, “Music’s Too Sad Without You”

Considerações: apesar de ter deixado a fã-base de Kylie Minogue dividida, “Golden” é mais um daqueles discos polêmicos que vêm para acrescentar algo que, na maioria das vezes, nós nem sabíamos que precisávamos. Combinando o já característico dance-pop de sua discografia ao country dos EUA, a australiana prova pela milésima vez que é uma mulher corajosa e mergulha de cabeça em um dos projetos mais audaciosos de sua trajetória. Liderado pelo lead-single “Dancing” (que resenhei aqui), o 14º registro de Minogue nos estúdios de gravação foi mais do que eficaz ao recolocá-la em alta no Reino Unido; público que sempre a acolheu tão calorosamente. Por um lado, “Golden” pode até soar um pouco antiquado em razão dos muitos álbuns country-pop que brotaram em 2016 e 2017, mas, sob uma perspectiva mais positiva, precisamos ser francos e aceitar que, em termos de qualidade, Kylie nunca decepciona

Paradas musicais: estreou em #1 na “UK Albums Chart” com vendas de 48.032 cópias na primeira semana

CAUTION – MARIAH CAREY

Gravadora: Epic Records

Lançamento: 16 de novembro de 2018

Singles: “With You”

Considerações: encerrando com chave de ouro, é óbvio que não poderia deixar de mencionar o ótimo 15º disco de inéditas da Mariah Carey. Diferente de seus antecessores que permaneceram mais na zona de conforto, “Caution” arrisca em produções e revitaliza a imagem da cantora junto aos mercados hip-hop e R&B – que se revelaram o grande forte de Mariah desde a sua libertação em “Butterfly” (1997). Contando com as parcerias de Ty Dolla Sign, Slick Rick, Blood Orange, Gunna e KOHH, o álbum chegou a ser produzido por nomes de peso como Jermaine Dupri e Timbaland. Como se fosse capaz de extrair o que de melhor concebeu em seu passado lendário, Mariah acerta a mão nas indispensáveis “With You” e “Portrait”, que de longe nos remetem aos bons tempos de “We Belong Together” e das baladas do “Rainbow” (1999). Com vocais precisos e composições determinadas, Carey vai direto ao ponto e se condecora como a diva suprema de todas as divas

Paradas musicais: estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 51.000 cópias na primeira semana

MENÇÕES HONROSAS:

Apesar de elencar acima aqueles que considero os melhores discos do ano, é importante citar outros que também ganharam destaque nestes últimos meses e que, sem sombra de dúvidas, merecem ao menos nossas menções honrosas. Assim, também destacamos o “Dancing Queen”, da Cher; o “Fatti Sentire”, da Laura Pausini, o “Icarus Falls”, do Zayn; o “Sweetener”, da Ariana Grande; o “Origins”, do Imagine Dragons; o disco homônimo, do Shawn Mendes; o “Bloom”, do Troye Sivan; o “Dona de Mim”, da Iza; e a trilha-sonora do filme “A Star is Born”, da Lady Gaga com o Bradley Cooper.

E para vocês, quais foram os 10 melhores álbuns de 2018? Não deixe de nos dizer no espaço para comentários à seguir. Muito obrigado por nos acompanhar em 2018 e um Feliz Ano Novo para você e para toda sua família!

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#4 | Os 10 melhores álbuns de 10 anos atrás

Tornou-se uma tradição pra mim voltar uma vez por ano aqui no blog para, assim como anuncia o título desta publicação, elencar aqueles que considero os “10 melhores álbuns de 10 anos atrás”. Este ano, é claro, não poderia ser diferente, por mais que o Caí da Mudança tenha passado este último semestre completamente jogado às traças (e por isso peço imensuráveis desculpas). Sem mais delongas, você encontra, a seguir, 10 grandes obras da música pop internacional que marcaram a vida de muita gente e que, uma década mais tarde, merecem ser lembradas como as obras-primas que são.

Ah, e antes que me esqueça: caso queira conferir o que listamos para os anos de 2017, 2015 e 2014, basta acessar o nosso acervo de publicações clicando aqui, aqui e aqui, respectivamente. Não deixe, também, de clicar na capa de cada disco para conferir um clipe especial de cada artista. Boa leitura e aproveite cada segundo de nostalgia!

10) DON’T FORGET – DEMI LOVATO

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 23 de setembro de 2008

Singles: “Get Back”, “La La Land” e “Don’t Forget”

Considerações: não é segredo pra ninguém que todo e qualquer jovem ator que começou sua carreira na Disney tenha, voluntariamente ou não, também se aventurado pelo meio musical. Não poderia ser diferente com a Demi Lovato, que após uma estreia bem-sucedida no filme “Camp Rock” (2008), não hesitou em liberar para as lojas do mundo todo o seu primeiro registro vocal solo naquele mesmo ano. Auxiliada pelos meninos do Jonas Brothers, que além de compor também produziram diversas das faixas que integram o “Don’t Forget”, Lovato não economiza no vozeirão e nos entrega o que se tornou o álbum mais alto-astral de sua tão promissora discografia. Sensibilidade e pop-rock se unem para proclamar ao mundo o nascimento de uma das maiores vocalistas de sua geração

Paradas musicais: o álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 89.000 cópias na primeira semana

9) E=MC² – MARIAH CAREY

Gravadora: Island Records

Lançamento: 15 de abril de 2008

Singles: “Touch My Body”, “Bye Bye”, “I’ll Be Lovin’ U Long Time” e “I Stay in Love”

Considerações: Mariah Carey dispensa apresentações! Com milhões de discos vendidos, inúmeros prêmios vencidos e oitavas para dar e vender, é, sem sombra de dúvidas, a maior diva contemporânea da indústria fonográfica. Dando sequência ao multiplatinado “The Emancipation of Mimi” (2005), “E=MC²” segue a fórmula mágica de seu predecessor e é mais do que eficiente ao mesclar batidas pesadas do hip-hop a instrumentais de primeira do R&B. Sempre no controle criativo de cada era que protagoniza, Carey foi muito feliz na escolha de cada produtor que convidou para ajudá-la na árdua tarefa de nos presentear com um dos materiais mais memoráveis de seu catálogo. Danja, Stargate e Jermaine Dupri são apenas alguns dos mais conceituados

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 463.000 cópias na primeira semana

8) BREAKOUT – MILEY CYRUS

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 22 de julho de 2008

Singles: “7 Things”, “See You Again (Rock Mafia Remix)” e “Fly on the Wall”

Considerações: tirando a longa peruca loura que colocou seu nome na boca de 9 entre 10 crianças e adolescentes dos anos 2000, Miley Cyrus não precisou de muito para deixar a sombra de Hannah Montana e ganhar destaque por conta própria. Majoritariamente composto e produzido pelos talentosos Antonina Armato e Tim James (que já haviam colaborado em “Meet Miley Cyrus”), “Breakout” foi o primeiro álbum de Cyrus sem qualquer ligação com a famosa série de TV do Disney Channel. Dando voz à faixas genuinamente autorais, Miley se ampara no bom e velho pop-rock para contar uma triste história de amor que não terminou com um final feliz. Voz, baixo, bateria e teclado provêm o que de melhor poderíamos encontrar de uma das artistas mais completas da atualidade

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 371.000 cópias na primeira semana

7) DEPARTURE – JESSE McCARTNEY

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 20 de maio de 2008

Singles: “Leavin’”, “It’s Over”, “How Do You Sleep?” e “Body Language”

Considerações: seguindo o exemplo de Hilary Duff com o prestigiado “Dignity” (2007), foi com precisão e bastante coragem que Jesse McCartney enterrou qualquer vestígio de sua antiga carreira de sucesso junto ao público adolescente ao lançar seu 3º disco de inéditas. Influenciado por grandes astros da música como Prince, Michael Jackson e Madonna, em “Departure” McCartney nos presenteia com uma obra que, apesar de ainda pender para o pop, flerta em muito com a black music frequentemente utilizada por Justin Timberlake. Um divisor de águas em sua discografia, o sucessor de “Right Where You Want Me” (2006) chegou a ser relançado um ano mais tarde sob o título “Departure: Recharged” contendo 5 novas músicas – incluindo o single “Body Language” e outras joias raras como “Crash & Burn”

Paradas musicais: o álbum estreou em #14 na “Billboard 200” com vendas de 30.200 cópias na primeira semana

6) BITTERSWEET WORLD – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: Geffen Records

Lançamento: 19 de abril de 2008

Singles: “Outta My Head (Ay Ya Ya)” e “Little Miss Obsessive”

Considerações: houve um momento da década passada em que o pop-rock predominou nas paradas de sucesso e alavancou a carreira de muitos jovens cantores. Ocorre que, após a aclamação de álbuns como “Confessions on a Dance Floor” (de Madonna) e “Blackout” (de Britney Spears), muito se discutiu sobre o que estava em alta, e consequentemente muitos artistas acabaram migrando para um som mais eletrônico. Acompanhando a maioria, mas passando por essa transição de maneira brilhante, Ashlee Simpson prova em “Bittersweet World” que é possível dar vida a um bom disco pop que soe moderno, original e despretensioso. Bem à vontade com sua voz rouca que casou tão bem aos instrumentais exóticos de músicas como “Murder” e “No Time for Tears”, a moça acerta a mão na parte lírica e se restabelece como a ótima compositora que sempre foi

Paradas musicais: o álbum estreou em #4 na “Billboard 200” com vendas de 47.000 cópias na primeira semana

5) HARD CANDY – MADONNA

Gravadora: Warner Bros. Records

Lançamento: 19 de abril de 2008

Singles: “4 Minutes”, “Give It 2 Me” e “Miles Away”

Considerações: e já que estamos falando de música pop, nada mais justo senão incluir em nosso top 5 o que considero o meu álbum favorito daquela que sustenta o título de “Rainha do Pop”. Despindo-se da vontade de chocar o público com os assuntos polêmicos que permearam sua trajetória desde o início, em “Hard Candy” Madonna parece ter tirado um pouco o pé do acelerador e se incumbido da simples tarefa de gravar um disco que soasse o mais atual (e natural) possível. Convidando nomes de peso como Justin Timberlake, Pharrell Williams e Kanye West, a veterana responsável por abrir as portas para a maioria das cantoras pop nunca esteve tão acessível para os públicos das mais diversas idades. Prova disso é a “Sticky & Sweet Tour” (2008-2009), série de shows que promoveu o CD e segue, em pleno 2018, como a turnê feminina mais lucrativa da história

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 280.000 cópias na primeira semana

4) FUNHOUSE – PINK

Gravadora: LaFace Records

Lançamento: 24 de outubro de 2008

Singles: “So What”, “Sober”, “Please Don’t Leave Me”, “Funhouse”, “I Don’t Believe You” e “Glitter in the Air”

Considerações: que Pink se consagrou como uma das poucas veteranas de sua geração a ainda dominar os charts em tempos atuais, isso ninguém questiona. Entretanto, foi somente após o lançamento de seu 5º material de estúdio que a cantora chamou de vez a atenção daqueles que ignoravam seu talento nato para construir as obras de arte que compõem seu catálogo. Dona de uma voz única que lhe confere a dramaticidade necessária para dar vida a seus hits atemporais, em “Funhouse” a cantora nos convida para uma montanha-russa de altos e baixos que resume muito bem a vida de qualquer pessoa emotiva. Seja pela loucura contagiante de “So What” ou pelo tom mais obscuro de “Ave Mary A”“Sober”, este é o álbum perfeito para quem sabe apreciar um trabalho de qualidade que clama para ser ouvido em volume máximo

Paradas musicais: o álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 180.000 cópias na primeira semana

3) THE FAME – LADY GAGA

Gravadora: Interscope Records

Lançamento: 19 de agosto de 2008

Singles: “Just Dance”, “Poker Face”, “Eh, Eh (Nothing Else I Can Say)”, “LoveGame” e “Paparazzi”

Considerações: é até estranho quando paramos para pensar e percebemos que Lady Gaga, aquela de “Poker Face”, se lançou no mercado musical há exatos 10 anos. Apenas uma novata buscando por seu espaço na música, foi com trabalho árduo que Stefani Germanotta conquistou a todos com seus hits prontos que ajudaram a disseminar o eletropop e synthpop ao redor do mundo. Alavancando a carreira de produtores como RedOne (que nos anos seguintes se tornou um dos profissionais mais requisitados entre os famosos), a moça logo se estabeleceu como uma das mulheres mais poderosas do meio artístico graças ao autogerenciamento de sua multifacetada carreira. E isso tudo apenas teve início graças àquele que é considerado, por muitos, o seu álbum mais revolucionário. O sucesso foi tanto que, em 2019, “The Fame” ganhou um relançamento contendo 8 novas músicas – incluindo os hinos “Bad Romance” e “Telephone”

Paradas musicais: o álbum estreou em #17 na “Billboard 200” com vendas de 24.000 cópias na primeira semana (mas, posteriormente, atingiu o #2, vendendo 169.000 cópias, em 2010)

2) CIRCUS – BRITNEY SPEARS

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 28 de novembro de 2008

Singles: “Womanizer”, “Circus”, “If U Seek Amy” e “Radar”

Considerações: estamos em 2018 e não restam quaisquer dúvidas de que Britney Spears é a maior exemplo de superação da cultura popular. Após ser perseguida, humilhada e ter sua vida exposta da maneira mais invasiva possível, a “Princesa do Pop” fez o impossível quando contornou as controvérsias que acompanharam a era “Blackout” e chegou em 2008 com o revigorante “Circus”. Dando continuidade à sonoridade dançante que se fez presente em seu trabalho anterior, dessa vez a loira não poupou esforços e caprichou bastante na mensagem que quis passar em cada faixa do novo material. Mandando indiretas para a mídia sensacionalista nas provocantes “Kill the Lights” e “If U Seek Amy”, Britney ainda teve tempo de homenagear os filhos na canção de ninar “My Baby” e brincar com o desconhecido em “Blur” e “Amnesia”. E tudo isso enquanto via o público acolhê-la, novamente, como a “Srta. Sonho Americano” que sempre foi desde os seus 17 anos

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 505.000 cópias na primeira semana

1) I AM…SASHA FIERCE – BEYONCÉ

Gravadora: Columbia Records

Lançamento: 12 de novembro de 2008

Singles: “If I Were a Boy”, “Single Ladies (Put a Ring on It)”, “Diva”, “Halo”, “Ego”, “Sweet Dreams”, “Broken-Hearted Girl”, “Video Phone” e “Why Don’t You Love Me”

Considerações: Beyoncé é outro grande nome que dispensa apresentações – até porque, convenhamos, não é obra do acaso a moça levar para casa nossa medalha de ouro. Acostumada a se reinventar a cada nova era que encabeça, foi com “I Am…Sasha Fierce” que o universo pop se curvou de vez àquela que é considerada a artista mais completa dos últimos tempos – e não, não estamos a superestimando. Dona de uma voz poderosa que causa inveja a qualquer aspirante de diva pop, a esposa de Jay-Z trouxe em seu 3º disco toda a desenvoltura pela qual é conhecida acompanhada de um dos conceitos mais extraordinários já experimentados nesta indústria. Introduzidos a um disco duplo, em “I Am…” encontramos baladas midtempo de R&B, folk e rock alternativo que representam o lado mais vulnerável de Beyoncé; ao passo que “Sasha Fierce”, o segundo disco, investe em batidas uptempo de eletropop que possuem a intenção de dar voz ao alter-ego que a musicista assume quando está em cima dos palcos. Mais afinada do que nunca, Queen B lançou inúmeras edições do “I Am…Sasha Fierce”, todas com capas e tracklists diferentes

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 482.000 cópias na primeira semana

BÔNUS) FEARLESS – TAYLOR SWIFT

Gravadora: Big Machine Records

Lançamento: 11 de novembro de 2008

Singles: “Love Story”, “White Horse”, “You Belong with Me”, “Fifteen” e “Fearless”

Considerações: muito antes de Taylor Swift comandar os charts da Billboard com seus hits pop, houve uma época em que a cantora trilhava um caminho de bastante sucesso na música country. Compondo álbuns e singles dedicados a seus antigos desafetos amorosos, foi com seu jeitinho suave de menina inocente que a moça levou não um, mas dois gramofones na edição de 2010 do Grammy: um por “Melhor Álbum Country” e outro por “Álbum do Ano”. Movido pelo sucesso esmagador de singles como “You Belong with Me”“Love Story”, “Fearless” também foi sucesso de crítica e atingiu, no Metacritic, impressionantes 73/100 (nota que, aliás, nem é a sua mais alta, já que o “Speak Now” e o “Red” se encontram empatados com 77/100). Quem diria que hoje ela se tornaria uma das popstars mais rentáveis, não é mesmo?

Paradas musicais: o álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 592.000 cópias na primeira semana


E aí, gostou da nossa lista? Algum grande trabalho lançado há uma década ficou de fora da nossa seleção especial? Não deixe de nos contar no espaço para comentários a seguir quais são os seus 10 melhores álbuns de 10 anos atrás.

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Os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás (parte 2)

Faz pouco mais de um ano que compartilhei por aqui a primeira parte de um especial que foi pioneiro para as nossas já frequentes playlists que trazem a vocês os melhores trabalhos da música pop internacional (relembre aqui). Hoje, dando sequência aos “10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás”, mas desta vez lançados sob o ano de 2005 (o título desta matéria não é uma mera coincidência), a publicação da vez tem como objetivo levar todos nós a um caminho de volta ao passado e à nostalgia, para uma época onde a música, definitivamente, era muito diferente.

Muitos dos títulos a seguir listados já ingressaram diversos de nossos outros especiais – como o “72 Discos” –, mas nem por isso deixarei de mencionar honrosos projetos que merecem um pouquinho da sua atenção e do nosso respeito por toda sua marca na história. A seguir, vamos descobrir quais são estes álbuns e o porquê de juntos formarem os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás:


PCD – THE PUSSYCAT DOLLS

Gravadora: “Interscope Geffen A&M Records”;

Lançamento: 13/09/2005;

Singles: “Don’t Cha”, “Stickwitu”, “Beep”, “Buttons”, “I Don’t Need a Man” e “Wait a Minute”;

Considerações: Foi com grande estilo que a segunda maior girlband do planeta (atrás apenas das inesquecíveis Spice Girls, é claro) fez a sua estreia no mundo da música com o multiplatinado “PCD”: disco responsável por trazer alguns dos maiores hinos que tivemos o prazer de conhecer há exatamente uma década. Seja pela pegada bem R&B do carro-chefe “Don’t Cha”, o soul romântico de “Stickwitu” ou o supererotismo de “Buttons”, as garotas do Pussycat Dolls podem não estar mais juntas hoje em dia, mas o que fizeram em um passado pouco distante com certeza marcou todos os adoradores da música pop internacional. Contudo, nem de rosas é formada a história do grupo feminino: foi em meio a diversos boatos sobre desentendimentos que a líder Nicole Scherzinger concedeu uma das declarações mais polêmicas de sua brilhante trajetória. Afirmando categoricamente que “gravou 95% dos vocais” presentes no primeiro trabalho da banda (inclusive os vocais de apoio), a morena acabou por se revelar o grande nome por detrás da banda e não demorou muito para sair em carreira solo. Não é à toa que a voz de Scherzinger se sobressaiu por todo o disco, não é mesmo?

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 99 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Buttons”.


REBIRTH – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: “Epic Records”;

Lançamento: 23/02/2005;

Singles: “Get Right” e “Hold You Down”;

Considerações: Não foi em vão que Jennifer Lopez decidiu batizar o seu 4º disco de inéditas com o nome “Rebirth”! Deixando para trás o fim do noivado com Ben Affleck e toda a superexposição gerada na mídia, Lopez percebeu que era o momento de retornar para os estúdios de gravação e liberou o novo material três anos após o bem sucedido “This Is Me… Then” (o qual ironicamente havia sido lançado e dedicado ao ex-noivo). Impulsionado pelo lead single “Get Right”, a música não demorou muito para se tornar um dos maiores hits da cantora e hoje se mostra um de seus trabalhos mais populares ao lado das clássicas “Jenny from the Block”, “Love Don’t Cost a Thing” e “If You Had My Love”. Combinando a música dance com o hip-hop dominante dos anos 2000 e o seu já conhecido R&B do início da carreira, JLo não hesitou ao caprichar nas indiretas e imortalizar toda sua angústia em hinos desperdiçados como “He’ll Be Back”, “(Can’t Believe) This Is Me” e “Ryde or Die”. “Encare a verdade, faça isso por você. Você vai sentir falta dele, mas os dias vão passar. Tente o seu melhor para não chorar e mantenha-se viva” – quem disse que músicas sobre coração partido são exclusividade da Adele?

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas superiores a 260 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Get Right”.


THE EMANCIPATION OF MIMI – MARIAH CAREY

Gravadora: “The Island Def Jam Music Group”;

Lançamento: 12/04/2005;

Singles: “It’s Like That”, “We Belong Together”, “Shake It Off”, “Get Your Number”, “Don’t Forget About Us” [presente na edição platinum], “Fly Like a Bird” [promocional] e “Say Somethin’”;

Considerações: Depois de passar por poucas e boas, ver sua vida particular de pernas para o ar e lidar com o fraco desempenho de seus dois últimos discos, a diva suprema dos anos 90 resolveu dar um tapa na poeira e deixou a tristeza de lado com “The Emancipation of Mimi”, seu 10º álbum de inéditas. Convidando alguns dos mais requisitados produtores e cantores da black music (como Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Nelly, Snoop Dogg e Twista), Carey não poupou esforços de elaborar o projeto que marcaria um renascimento não apenas de sua vida como cantora, mas também como figura pública. Liderada pela quente “It’s Like That”, o 10º álbum de Mariah foi ganhando força no decorrer dos meses até culminar em “We Belong Together”: a 2ª música de maior êxito da cantora na “Billboard Hot 100” (a qual chegou a passar 14 semanas não consecutivas em #1). “The Emancipation Of Mimi” foi relançado na chamada “Ultra Platinum Edition”, a versão que continha 5 novas músicas e o 5º single da bem sucedida era: a baladinha “Don’t Forget About Us”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 404 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “We Belong Together”.


B IN THE MIX: THE REMIXES – BRITNEY SPEARS

Gravadora: “Jive Records” e “Zomba Group of Companies”;

Lançamento: 22/11/2005;

Singles: “And Then We Kiss” [promocional apenas na Austrália e Nova Zelândia];

Considerações: Britney já continha em seu catálogo quatro grandes álbuns quando resolveu pegar alguns de seus maiores sucessos e reuni-los em uma coletânea de remixes a qual nomeou “B in the Mix: The Remixes”, lançada durante o outono norte-americano de 2005. Impulsionada pela recente “Someday (I Will Understand)” (liberada meses antes daquele mesmo ano) e a inédita “And Then We Kiss”, ambas compostas pela “Princesinha do Pop”, o disco conta com 11 canções remixadas que levam ao ouvinte o melhor das pistas de dança ao longo de ótimos 54 minutos. Trazendo 3 outras faixas que ficaram de fora da edição padrão mas que entraram para a versão japonesa do material (“Stronger”, “I’m Not a Girl, Not Yet a Woman” e outro remix de “Someday”), apesar de ter sido recebido de maneira morna pela crítica, o álbum se saiu bem nas vendas e é estimado que tenha ultrapassado 1 milhão de cópias por todo o mundo, 119 mil apenas em território estadunidense (dados de 2011). Uma continuação do “B in the Mix” bem menos cativante incluindo versões repaginadas dos singles extraídos dos álbuns “Blackout”, “Circus”, “The Singles Collection” e “Femme Fatale” foi lançada em 2011 com favoráveis vendas pelos EUA (9 mil apenas na primeira semana).

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard Dance/Electronic Albums” com vendas de 14 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe fan made de “And Then We Kiss (Junkie XL Remix)”.


CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR – MADONNA

Gravadora: “Warner Bros. Records”;

Lançamento: 11/11/2005;

Singles: “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”;

Considerações: 2005 foi mesmo um ano de grandes retornos para as veteranas da música pop! “Confessions on a Dance Floor”, o 10º álbum de inéditas da “Rainha do Pop”, foi o título recebido pelo trabalho que nos trouxe as impecáveis “Sorry” e “Hung Up” (essa última recebendo samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, o hino atemporal do ABBA). Estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas e seguem em uma única sequência, como se tudo fosse uma música só), a maior influência de Madonna para o álbum foi a sonoridade dos anos 70 e 80 (Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), incluindo, para isso, suas produções ultramodernas. Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Eletrônico”. Produzido pela própria Madonna ao lado do sempre fiel Mirwais Ahmadzaï (com quem já havia trabalhado em “Music” e “American Life”) e Bloodshy and Avant (“Piece of Me” e “Toxic”, da Britney Spears), o disco traz ainda um dos maiores nomes que música eletrônica já viu em sua longa história: o prestigiado Stuart Price. Relembre o nosso post exclusivo comemorando os 10 anos do “Confessions on a Dance Floor”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 350 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Sorry”.


NUESTRO AMOR – RBD

Gravadora: “EMI Music”;

Lançamento: 22/09/2005;

Singles: “Nuestro Amor”, “Aún Hay Algo”, “Tras de Mí” e “Este Corazón”;

Considerações: Com uma pegada pop-rock característica do próprio grupo, os integrantes do RBD devem se sentir satisfeitos com todas as glórias alcançadas com o lançamento do seu 2º disco de inéditas (trabalho classificado platina em diversos países do mundo). Seja pelos vocais poderosos de Anahí na faixa-título ou pela consistência trazida por Maite Perroni em músicas como “Qué Hay Detrás” e “Fuera”, a extinta banda ultrapassou todos os limites do inimaginável quando se dispôs a gravar o “Nuestro Amor” – e consequentemente deixou lá atrás o pop morno de seu álbum debut (“Rebelde”). Destaque para “Me Voy”, faixa que o grupo regravou como um cover para “Gone” (da Kelly Clarkson), e “Feliz Cumpleaños”, originalmente “Happy Worst Day” (da sueca Mikeyla). Formado pelo sexteto Anahí, Dulce Maria, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christopher von Uckermann e Christian Chávez, não é uma obra do destino ter sido o RBD uma das maiores fontes de inspiração para os milhares de adolescentes latino-americanos que acompanharam a novela estrelada pelos músicos e passaram pela conturbada fase da adolescência.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Mexican Albums Chart” com vendas superiores a 160 mil cópias em apenas 7 horas.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Nuestro Amor”.


LIFE – RICKY MARTIN

Gravadora: “Columbia Records”;

Lançamento: 10/10/2005;

Singles: “I Don’t Care”, “Drop It on Me” e “It’s Alright”;

Considerações: Anos antes de nos conquistar com “Música + Alma + Sexo” (2011), o 1º disco do cantor lançado após sua saída do armário, Ricky Martin já fazia bonito dentro dos estúdios de gravação quando nos ofertou “Life”, o 8º álbum de sua discografia. Famoso por sua beleza estonteante e por uma sensualidade fora do comum, o material foi o grande responsável por restabelecer o porto-riquenho como um forte símbolo sexual e por colocá-lo em um caminho mais urbano, influenciado pelos elementos do hip-hop e do R&B. Sem negar suas origens latinas e fazendo um mix entre os idiomas inglês e espanhol, Martin não deixou sua fã-base caliente de lado e tratou de incluir na tracklist do disco as faixas “Qué Más Da” e “Déjate Llevar” (versões de “I Don’t Care” e “It’s Alright”, respectivamente, gravadas em sua língua materna). Cheio de gás e em uma de suas melhores fases, Ricky e seu apaixonante álbum ainda nos impressiona em pleno 2015 com algumas das músicas mais viciantes de seu distinto catálogo, tais como “I Am”, “Life” e “This Is Good”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 73 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “I Don’t Care”.


JAGGED LITTLE PILL ACOUSTIC – ALANIS MORISSETTE

Gravadora: “Maverick Records” e “Warner Bros Records”;

Lançamento: 13/06/2005;

Singles: “Hand in My Pocket” [apenas nos EUA];

Considerações: Depois de ganhar o mundo com o sucesso esmagador de “Jagged Little Pill”, o seu 3º álbum de inéditas liberado como o 1º da carreira internacional, Alanis Morissette percebeu que não poderia cometer o erro de deixar passar em branco o aniversário de 10 anos de sua clássica obra prima. Assim nasceu “Jagged Little Pill Acoustic”, o disco liberado exatamente uma década após o lançamento do álbum principal e que reunia todas as faixas anteriormente gravadas em 1995. Recebendo uma roupagem mais crua que enaltecia todo o poder vocal de Morissette, a releitura do trabalho foi divulgada com a liberação de “Hand in My Pocket” apenas em território estadunidense, onde o álbum estreou na posição #50 na parada dos 200 álbuns mais populares da semana. A capa de “Jagged Little Pill Acoustic”, que é nitidamente similar à arte utilizada pelo disco original, foi propositalmente escolhida para homenagear o trabalho que fez de Alanis uma das cantoras mais adoradas de todos os tempos.

Paradas musicais: O álbum estreou em #50 na “Billboard 200” com vendas atualmente desconhecidas.

Ouça: e assista a esta apresentação acústica de “You Oughta Know”.


A LITTLE MORE PERSONAL (RAW) – LINDSAY LOHAN

Gravadora: “Casablanca Records” e “Rise Records”;

Lançamento: 05/12/2005;

Singles: “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”;

Considerações: Cansada da imagem de “boa moça” que conquistou ao estrelar diversos filmes para o império de Walt Disney, a nossa bad girl favorita acabou por precisar de uma válvula de escape para provar às pessoas que não era mais uma criança. Este sem sombra de dúvidas foi um dos maiores objetivos tentados por “A Little More Personal (Raw)”, o 2º disco gravado por Lindsay Lohan em sua trajetória musical. Afastando-se da sonoridade que costumava fazer no começo da carreira, o novo material fala por si do começo ao fim! Pegando emprestado algumas batidas do rock e combinando-as com um pop mais agressivo, a rouca voz da cantora casou bem com os instrumentais trabalhados no projeto combinados as tristes e realistas composições que escreveu ao lado de Kara Dioguardi e Greg Wells. De fato, Lohan jamais se mostrou uma vocalista bem preparada em suas raras apresentações ao vivo, mas, em um mundo de cantoras que usam e abusam de autotune/playback para sobreviver à demanda da atualidade, LiLo é um nome que faz muita falta na indústria musical.

Paradas musicais: O álbum estreou em #20 na “Billboard 200” com vendas de 82 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”.


I AM ME – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: “Geffen Records”;

Lançamento: 18/10/2005;

Singles: “Boyfriend” e “L.O.V.E.”;

Considerações: Ashlee Simpson ainda respirava um ar meio pesado quando resolveu deixar os erros do passado para trás e dar continuidade à sua carreira tão promissora. Liberando seu 2º álbum de estúdio pouco mais de um ano após o bem sucedido “Autobiography”, o carro-chefe “Boyfriend” chegou com tudo mandando indiretas para uma ex-melhor amiga e logo de cara pegou uma surpreendente #20 colocação na “Billboard Hot 100”. Platinando seus cabelos e já começando com uma louca fuga policial que leva a um show particular em um galpão secreto e abandonado (o nostálgico enredo do videoclipe), o lead single é apenas uma das várias faixas que acentuam os fortes vocais da cantora gravados para seu disco mais pessoal e sombrio até a presente data. Caprichando nas composições de todas as canções gravadas para o álbum (as quais foram coescritas por Kara Dioguardi e John Shanks), Ashlee brinca em “I Am Me” de ser uma corajosa aspirante do rock que não poupa esforços em entregar ao seu ouvinte alguns ótimos instrumentais movidos à muita guitarra, violão, piano e sintetizadores de primeira qualidade.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 220 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Boyfriend”.


Você já conhecia alguns destes trabalhos? Quais os seus discos favoritos de 2005 mas que não entraram para a nossa nostálgica lista? Deixe as suas dicas mais abaixo.