#CoopGeeks: 8 animes da infância que são inesquecíveis

Vez ou outra, liberamos lá no Co-op Geeks diversas listas com ícones do passado que certamente fizeram parte da vida de muita gente que acompanha cada uma de nossas colaborações – como esta com os 5 filmes da infância de quem nasceu nos anos 90. Agora, mudando o foco para a tão venerada cultura oriental, chegou o momento de resgatarmos alguns memoráveis animes que não apenas marcaram a nossa infância, mas continuam, até os dias atuais, tão nostálgicos quanto em seus mais remotos tempos. Ficou curioso para saber de quais produções estamos falando? Então se ligue no link a seguir e relembre:

8 ANIMES DA INFÂNCIA QUE SÃO INESQUECÍVEIS

Anúncios

8 desenhos animados que ainda acompanho em pleno 2015

Sei que não é muito fácil de se imaginar, mas, já estamos na segunda metade de 2015 e devo confessar a vocês que eu ainda assisto alguns desenhos animados. Sim, você leu isso mesmo! Depois de passar minha infância acompanhando a maior parte dos filmes da “Disney” e quase toda a programação infantil transmitida pela TV aberta, acabei por me tornar uma velha criança de 22 anos não muito diferente do menino de 6 que fui lá atrás, em 1998.

Obviamente, eu cresci e desenvolvi um gosto mais seletivo em relação aos programas de TV que fui conhecendo no decorrer do tempo. Assim, passei a recusar o que achava ruim e simplesmente tratei de anotar o que me agradou ou me trouxe alguma identificação – vão me dizer que vocês nunca fizeram isso!?. Nesse vai e vem de novidades e descobertas, cruzei com alguns dos nomes que involuntariamente, hoje, me fazem fechar os olhos e sentir aquela gostosa nostalgia do começo dos anos 2000 – e que com certeza me farão escrever uma nova publicação sobre as minhas séries animadas favoritas de quando eu era apenas um guri franzino.

Vasculhando algumas das coisas que escrevi aqui no blog há um tempinho, tive a modesta ideia de trazer para vocês um pouco do que tem feito parte da minha programação favorita na televisão e na web. Abaixo, listei os 8 desenhos animados que tenho acompanhado atualmente e que muito me mantém ocupado naqueles dias que você não quer fazer nada, só se encostar no sofá, esticar as pernas e aproveitar algo que te faça rir e relaxar. Quem nunca fez isso que atire a primeira pedra, meus amigos! Vamos lá?


8. OS SIMPSONS (THE SIMPSONS)

Algo em “Os Simpsons” realmente deu muito certo, já que a série encontra-se na sua 26ª temporada e abocanhou uma infinidade de fãs em praticamente todos os países que a transmitiram aos seus telespectadores. O desenho animado mais popular do mundo depois de “Dragon Ball Z” é de longe um dos meus favoritos, mas devo admitir que vez ou outra me vejo assistindo os episódios que narram a vida da família amarela.

Criado por Matt Groening e exibida pela “Fox” desde 17 de dezembro de 1989, Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie já se meteram nas mais loucas confusões que a Física não conseguiria explicar de maneira alguma. E, falando em loucuras, será que preciso mesmo mencionar um dos mais notáveis destaques da série? Sim, estou me referindo a abertura de cada episódio – que, apesar de sempre começar da mesma maneira, é encerrada brilhantemente com um acontecimento inédito que nos remete a clássicos do cinema, da televisão ou da literatura (assista esta em especial).

Minha opinião: Contudo, algo realmente não me faz apreciar tanto “Os Simpsons” como eu gostaria, e quando falo isso não estou me referindo a presença de suas personagens ou o tema abordado por suas inúmeras temporadas – que a propósito, são muito inteligentes e fáceis de associarmos ao nosso dia-a-dia. Depois de 574 episódios e de seus roteiristas terem abordado absolutamente tudo o que se poderia abordar neste mundo e nesta vida, torna-se quase impossível a missão de levar novo material adiante e manter o mesmo nível de humor que fez a série ser tão famosa. Eu continuo sendo fã dos primeiros episódios e do modo como o enredo se desenvolvia naturalmente, mas, depois de 26 anos é bem normal que as coisas deem uma esfriada, não é mesmo?


7. BRICKLEBERRY (BRICKLEBERRY)

O desenho animado mais inapropriado que já vi na minha vida (e olhem que já assisti “South Park” inúmeras vezes) é este que ocupa a nossa #6 posição. Além de ser a atração mais jovem de nossa seleta lista, sendo levada ao ar pela primeira vez pelo “Comedy Central” em 25 de setembro de 2012, é também a que perdurou por menos tempo na televisão: depois de 3 temporadas, o canal cancelou a produção em 7 de janeiro de 2015 com apenas 36 episódios.

Criada pelos gênios do humor negro Roger Black e Waco O’Guin, a animação traz a rotina diária de cinco guardas florestais e um filhote de urso que tomam conta do parque “Brickleberry”, o qual corre o sério risco de ser fechado. Sob o comando do egoísta Woody, os atrapalhados Steve e Denzel acabam se submetendo às mais doentias ordens do chefe do local, mesmo que para isso precisem colocar em risco o meio ambiente. Ethel e Connie, por sua vez, representam o #girlpower da trama, sendo Ethel a única por ali realmente interessada nas questões envolvendo a segurança e a proteção da natureza. Malloy, o filhote de urso falante e queridinho de Woody, pode parecer fofinho num primeiro momento, mas isso tudo é apenas uma impressão equivocada do problemático animal que constantemente se envolve com drogas e demais produtos ilícitos.

Minha opinião: Eu, Marcelo, acho o nível de humor negro de “Brickleberry” muito pesado, sendo inapropriado até mesmo para adultos com mais de 30 anos. Algumas brincadeiras, principalmente as que envolvem religião, podem ser bem engraçadas, mas acabam por causar um desconforto nada bem-vindo ao telespectador. Para mim, o destaque da série fica mesmo por conta de Connie, a “grande garota” lésbica que está rotineiramente tentando conseguir algo com Ethel (que sem pensar duas vezes, vive cortando a amiga). A falta de higiene de Connie e sua incontrolável libido sempre a afastam de ter uma um bom relacionamento com os demais guardas e visitantes do parque, mas isso não é o suficiente para por um fim sua insana obsessão sexual. Vocês entendem onde eu quero chegar? Uma coisa é você escrever piadas sobre uma “lésbica suja” que não controla seus impulsos sexuais (o que não deixa de ser grosseiro), mas outra bem diferente é você criar uma hemorroida que se parece com o rosto de Jesus Cristo e achar que qualquer pessoa pode superar isso numa boa.

OBS: este desenho só deverá ser assistido por maiores de 16 anos, okay?


6. SOUTH PARK (SOUTH PARK)

Falando em “South Park”… Também transmitida originalmente pela “Comedy Central”, o primeiro episódio da animação acabou indo parar na televisão em 13 de agosto de 1997, anos depois de seus criadores, Trey Parker e Matt Stone, se conhecerem na faculdade e desenvolveram o protótipo em meados de 1992. Atualmente com 18 temporadas que se estenderam por 257 episódios, ela é uma das 3 séries animadas mais antigas dos EUA que ainda estão em produção e exibição, juntamente com “Os Simpsons” e “Arthur”.

O enredo do desenho animado gira em torno do cotidiano de quatro garotos, Stan Marsh, Kyle Broflovski, Eric Cartman e Kenny McCormick, moradores da cidade fictícia de South Park, localizada no Colorado. O egoísmo de Cartman e seus constantes insultos ao amigo judeu, Kyle, trazem os momentos mais engraçados da série, além, é claro, das comuns mortes de Kenny – que, sem mais nem menos, retorna aos próximos episódios como se nada tivesse acontecido. Cartman não parece ter nenhum escrúpulo, e a prova disso é o episódio em que se disfarça e faz sua inscrição numa competição voltada para deficientes físicos apenas para ter alguma vantagem e, assim, receber o prêmio em dinheiro que estava sendo disputado ao final.

Minha opinião: apesar do frequente uso de palavrões e do conteúdo vazio que marca presença na maioria dos episódios, “South Park” é divertido e não falha ao proporcionar grandes risadas a quem está assistindo. É um desenho bom, já com uma longa história de vida, e que definitivamente marcou a cultura popular norte-americana não pelo acaso, mas por conta de todo o legado que construiu durante as décadas que se passaram.

OBS: este desenho só deverá ser assistido por maiores de 16 anos, okay?


5. TRÊS ESPIÃS DEMAIS (TOTALLY SPIES!)

Quem se amarrava em ver “TV Globinho” antes da Fátima Bernardes dominar as manhãs da “Rede Globo” provavelmente se lembra deste desenho animado que foi ao ar lá no exterior pela primeira vez em 3 de novembro de 2001 – WOW, isso já tem mais de 13 anos! Com criação de Vincent Chalvon-Demersay e David Michel, “Três Espiãs Demais” rendeu 156 episódios divididos em 6 temporadas que foram ao ar pela “ABC Family” nos EUA, “TF1” na França e “Teletoon” no Canadá.

A série conta a história das espiãs adolescentes Sam, Alex e Clover, todas estudantes do colegial e residentes em Beverly Hills. O que ninguém sabe, na verdade, é que elas trabalham para a WOOHP (World Organization of Human Protection, ou, em português Organização Mundial de Proteção Humana), uma agência liderada pelo super formal Jerry que está diariamente tentando resolver os problemas que assolam o globo. Entre o desaparecimento de celebridades e líderes de Estado a seres geneticamente modificados, as três melhores amigas viajam por todo o planeta combatendo o mal com seus dispositivos ultramodernos – eu sei que você já quis ter aquele compowder-comunicador.

Minha opinião: Com suas distintas características, as meninas sempre precisam dar um jeito de aceitar suas diferenças para não estragar suas missões super secretas, o que, é claro, as levam a tirar valiosas experiências de vida. Seja pela desatenção de Alex, pela genialidade de Sam ou pelo apurado interesse de Clover pelos garotos, a série é uma boa indicação para quem curte diversão com toques femininos de moda, tecnologia e companheirismo. “Três Espiãs Demais” não é o desenho animado mais inteligente que você já viu ou verá um dia, além de ter um roteiro que chega a ser falho em diversos episódios (convenhamos, as meninas conseguem se safar de armadilhas humanamente impossíveis de serem desarmadas ou sequer contornadas). Porém, os detalhes inseridos no figurino, nos cenários e nos planos dos vilões mais perigosos do planeta conseguem tirar aquele “ual” de nossas bocas até mesmo quando menos esperamos! É pura diversão sem comprometimento.


4. BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA (SPONGEBOB SQUAREPANTS)

Mais uma surpresa um tanto quanto improvável, hahahahah. Sim, meus caros, eu ainda acompanho as aventuras da esponja marinha mais alegre e divertida de todos os tempos! Confesso que, apesar de Bob ser o nosso protagonista do cotidiano da Fenda do Biquíni, meu carinho maior se prolongou mesmo para as outras personalidades que ali moram e vivem suas vidas tão normais como as nossas, como o amargo Lula Molusco Tentáculos e o invariavelmente confuso Patrick Estrela.

Consequentemente, outros indivíduos também fazem parte da vida do Sr. Calça Quadrada, como a enérgica Sandy Bochechas, um esquilo-fêmea que sobrevive no fundo do mar usando uma roupa de astronauta, e o Sr. Siriguejo, dono do restaurante Siri Cascudo e patrão de Bob e Lula Molusco. Sempre tentando roubar a fórmula secreta do hambúrguer de siri, o antagonista e arqui-inimigo do Sr. Siriguejo, Plankton, entra em cena para atrapalhar a vida de todo mundo, mas a verdade é que ele não é tão mau assim como todos imaginam (alguém aí se lembra da vez em que ele se esforçou pra caramba em desfazer suas maldades só pra não deixar o Bob Esponja magoado?).

Com criação de Stephen Hillenburg, um biólogo marinho de verdade, uma prévia da série foi transmitida pela primeira vez em 1º de maio de 1999, após a 12ª edição do “Kids Choice Awards”, pela “Nickelodeon”. Com 192 episódios e 9 temporadas, “Bob Esponja Calça Quadrada” ganhou diversas indicações a premiações prestigiadas do cenário animado, como o “Annie Awards” e o “Emmy Awards”, levando 1 prêmio nesta e 6 naquela até as últimas edições dos eventos.

Minha opinião: Você pode até não concorda, mas, eu consigo encontrar em “Bob Esponja Calça Quadrada” um reflexo de como é o nosso mundo terrestre, fora das profundezas do mar. Quem nunca agiu como o Lula Molusco e se irritou com coisas bobas feitas por seus amigos ou colegas de colégio ou trabalho? Ou então encontraram em determinado momento de sua vida aquele amigo super avarento como o Sr. Siriguejo que chega a passar vontades mas não gasta o dinheiro que tem? Faz sentido, não?


3. OS PADRINHOS MÁGICOS (THE FAIRLY ODDPARENTS)

Dando início ao nosso pódio olímpico com a medalha de bronze, trago para vocês outro desenho animado não tão maduro como os acima relacionados – mas que não poderia ficar de fora de jeito algum. Também contendo atualmente 9 temporadas e 152 episódios, a série foi criada por Butch Hartman para a “Nickelodeon” e é a segunda animação mais longa do canal infantil, atrás apenas de “Bob Esponja Calça Quadrada”.

Narrando os acontecimentos da vida de Timmy Turner, um garoto filho de pais completamente irresponsáveis e que constantemente o deixam sob a supervisão de Vicky, a babá do mal, ele tem a ajuda do casal de fadas Cosmo e Wanda para escapar das armadilhas deixadas pela garota para metê-lo em encrenca. Outro problema para Timmy é, ainda, o seu professor da escola, o Sr. Crocker, um estranho e atrapalhado homem que acredita na existência de criaturas mágicas e não se cansa de procurar por vestígios que comprovem a sua teoria.

Minha opinião: Usando o mesmo boné rosa todos os dias para onde quer que vá, Timmy é frequentemente excluído pelos alunos populares da escola e sofre bullying de um garoto maior e mais velho, Francis, o que se mostra uma singela crítica social aos maus tratos sofridos por grande parte das crianças nas escolas de hoje (e do meu tempo). Ainda aprendendo a lidar com a vida e com as consequências de seus pedidos mal elaborados, Cosmo e Wanda mostram que o poder da amizade pode mudar qualquer burrada cometida pelo afilhado. Sempre ao lado do menino para lhe dar apoio e realizar os seus desejos, o bom humor de Cosmo e a severidade de Wanda nos deixa claro que o equilíbrio é fundamental para a vida de qualquer pessoa.


2. AMERICAN DAD! (AMERICAN DAD!)

“American Dad!”, muito similar ao sitcom que está em #1 logo abaixo, ocupa o nosso 2º lugar e é uma animação criada por Seth MacFarlane, Mike Barker e Matt Weitzman para o canal de televisão “Fox”. Sua primeira prévia foi liberada para o público em 6 de fevereiro de 2005, após a transmissão do “Super Bowl XXXIX”, o que lhe rendeu uma média de 15 milhões de telespectadores.

O foco da série se dá ao narrar os acontecimentos da vida da família Smith, liderada pelo agente da CIA Stan. Casado com Francine e pai de Hayley e Steve, ele abriga em sua casa Klaus, um esquiador alemão preso no corpo de um peixe dourado, e Roger, um alienígena que está diariamente se fantasiando com algumas de suas inúmeras personalidades. Tendo de esconder a localização de Roger dos seus colegas de trabalho que estão o caçando há muito tempo, Stan não demorará muito para perceber que não será uma tarefa fácil manter o extravagante amigo extraterrestre longe do mundo exterior.

Assim como “Family Guy” e “The Cleveland Show”, “American Dad!” sempre cita fatos do cotidiano e pessoas mundialmente populares, abraçando assim um grande número de admiradores e críticos pelos EUA afora. Já com 190 episódios, o sitcom foi desenvolvido até a presente data em 12 temporadas.

Minha opinião: Eu não costumo dar a menor atenção aos episódios que dão enfoque ao caminho seguido por Steve e seus amigos, pois eles são, em sua maioria, muito repetitivos e pouco engraçados. Porém, os que retratam as aventuras de Roger e Klaus costumam compensar bastante essa monotonia vivida pelo filho de Stan (o que dizer do episódio em que a dupla resolve montar um negócio vendendo os ternos de Stan? Eles até gravam uma propaganda para a televisão divulgando os produtos, hahahhaha). Roger, assim como o Woody de “Brickleberry” ou o Cartman de “South Park”, é bem egoísta e raramente pensa em alguém antes de optar por suas escolhas, mas suas múltiplas identidades dão toda a graça para a vida de todos os membros da família Smith. Suas respostas rápidas e sua falta de vergonha na cara fazem toda a diferença na série!


1. UMA FAMÍLIA DA PESADA (FAMILY GUY)

É com esta série maravilhosa que encerro a lista dos 8 desenhos animados que ainda acompanho em pleno 2015! Criada por Seth MacFarlane (o mesmo de “American Dad!”), “Uma Família da Pesada” surgiu na televisão norte-americana, em 15 de maio de 1998, pela “Fox”, como uma versão alternativa de “Os Simpsons” voltada para o público adulto. Trazendo convidados populares em seu elenco, como Mila Kunis (a Lily de “Cisne Negro”), quem emprestou a sua voz para Meg Griffin, o próprio MacFarlane participou ativamente do processo de dublagem das personagens, tendo dado vida a Peter Griffin, Stewie Griffin, Brian Griffin, Glenn Quagmire e muitos outros menos frequentes.

Indo para sua 14º temporada e com 249 episódios já gravados, a animação narra a vida da família Griffin, composta por Peter, Lois, Chris, Stewie, Meg e o cachorro Brian. Peter é o pior exemplo de pai que uma família poderia ter: além de ser extremamente imaturo, está quase sempre importunando sua filha Meg, a qual é rejeitada não apenas pelo pai, mas também pelo resto da família. Tendo que aturar as atitudes impensadas do marido, Lois é a compromissada por manter as coisas em ordem dentro de casa, apesar de muitas vezes não se preocupar muito e ligar o “foda-se” para qualquer um.

Minha opinião: Apesar de ser Peter o responsável por levar as situações mais improváveis e divertidas para o público com seu incrível talento para criar confusões, Stewie não decepciona ninguém! Desenvolvendo uma forte amizade pelo cachorro da família (Brian), o bebê com fortes tendências homossexuais é outro destaque da série por conta de seu humor sádico que apenas o amigo conhece. Fazendo diversas viagens no tempo para reverter o acontecimento de fatos que podem mudar o presente ou o futuro, ele é um psicopata nato que está costumeiramente tentando matar sua própria mãe ou qualquer um que atrapalhe seus planos.


Espero que vocês tenham gostado, fica aí a dica pra quem tiver interesse em qualquer um dos programas acima listados. Sugestões, críticas ou elogios, fiquem a vontade no espaço para comentários a seguir! Até a próxima.

Os Três Grandes Ursos do Tempo

Não sei se alguém chegou a acompanhar na época, mas, eu já tive o grande prazer escrever aqui no blog sobre os 8 games que, ao meu ver, mais marcaram a minha infância. Numa espécie de segunda volta ao passado, trago dessa vez três grandes desenhados animados estrelados por ursos que com certeza deixaram muitas crianças com febre – quem precisa de Bieber Fever quando se teve a Bear Fever?

Num mundo pouco distante do qual vivemos agora, muitos eram os programas infantis futuristas e repletos de super-heróis que a cada instante estavam preparados para nos salvar das garras dos mais temidos vilões que se arrastavam pelas profundezas de nossos piores pesadelos. Super-heróis estes que hoje dominam os cinemas e levam consigo as melhores bilheterias de todos os tempos.

Detalhes à parte, houve uma época em que os desenhos animados estrelados por animais falantes e com hábitos humanos dominaram à TV aberta e demais veículos de comunicação, especialmente os ursos. Zé Colmeia (Yogi Bear), Ursinhos Carinhosos (Care Bears), Urso do Cabelo Duro (Help!… It’s The Hair Bear Bunch!), Família Urso (The Beary Family), Ursinhos Gummi (Adventures of the Gummi Bears), Andy Panda, Cachinhos Dourados e os Três Ursos, você consegue imaginar mais algum? Sim, ainda faltam três.

Que tal descobrirmos quem ainda não foi mencionado e matar um pouco a saudade?

O URSINHO POOH:

O ursinho de pelúcia mais popular de todos os tempos não poderia ser outro senão o risonho Pooh, também conhecido como Ursinho Puff, Winnie The Pooh, Pooh Bear, Joanica Puff e Dudu de Puf. Criado pelo escritor inglês Alan Alexander Milne e publicado originalmente em 1926, muitos dos personagens que aparecem na saga animada foram inspirados em brinquedos do filho de Milne, Christopher Robin, que também serviu de inspiração e aparece na história como o dono e melhor amigo de Pooh.

O nome Winnie Pooh, por sua vez, foi baseado em dois animais não fictícios que pai e filho conheceram em vida: um urso preto que vivia no Zoológico de Londres (Winnie) e um cisne que encontraram num passeio certa vez (Pooh). Ambientado na Floresta Ashdown, na Inglaterra, muitos dos cenários que preenchem o romance, como o Bosque dos Cem Acres, são na verdade lugares reais que tiveram seus nomes modificados quando publicados (Bosque dos Quinhentos Acres).

Em 1930, o produtor norte-americano Stephen Slesinger comprou os direitos da marca nos EUA e Canadá para desenvolvimento junto à televisão, filmagens e demais trabalhos envolvendo os personagens de Milne. Apresentado sem qualquer peça de roupa, a clássica camiseta vermelha de Pooh apareceu pela primeira vez em 1932, quando foi desenhado em cores por Slesinger. Divulgando por mais de 30 anos, os direitos para produção de artigos comerciais foram vendidos à Disney em 1961.

Entre os principais amigos de nosso fofinho de pelúcia podemos encontrar Tigrão (Tigger), Leitão (Piglet), Coelho (Abel ou Rabbit), Bisonho (Ió, Oió, Igor ou Eeyore), Corujão (Owl) e os cangurus Guru (Roo) e Kanga (Can), que ao lado do comedor de mel vivem as mais extraordinárias aventuras.

Winnie The Pooh é tão popular no mundo que chegou a receber uma estrela na “Calçada da Fama” de Hollywood, ruas na Polônia (Ulica Kubusia Puchatka) e Hungria (Micimackó utca) e um esporte no qual os competidores jogam gravetos numa correnteza e esperam pra ver qual cruzará primeiro a linha de chegada: o poohsticks (tendo inclusive um Campeonato Mundial de Poohsticks sendo realizado todos os anos em Oxfordshire, na Inglaterra). Chega ou quer mais?

RUPERT, O URSO:

“Rupert, O Urso” foi um desenho animado muito popular na década de 90 desenvolvido pela “Nelvana” juntamente com a “Ellipse Programmé” e a “Scottish Television”. Inspirado na história em quadrinhos “Rupert Bear” e publicada pela primeira vez em 1920 por sua criadora Mary Tourtel, é veiculada até hoje pelo “Daily Express”. Com o decorrer dos anos, muitas dessas histórias foram reunidas e lançadas em livros autônomos, tornando-se um dos personagens mais conhecidos na cultura infantil britânica.

Trabalhando ao lado de sua obra por 15 anos, Alfred Bestall foi o responsável por substituir Tourtel e dar continuidade as aventuras de Rupert, tendo atuado ao lado do ursinho por quase 40 anos e se sobressaindo no campo da literatura infantil. Após 1974, muitos outros escritores prosseguiram com a lenda criada há mais de 90 anos, entre eles Ian Robinson e Stuart Trotter, o responsável por manter a personagem viva e levá-la até as novas gerações.

Muitos não sabem, mas a primeira aparição do jovem Sr. Bear na televisão se deu em 1969, quando a rede “ITV” transmitiu “The Adventures Of Rupert Bear” até 1977 em mais de 100 episódios de 10 minutos. Manipulados por fantoches, a música tema do espetáculo foi um sucesso tão estrondoso que atingiu a posição de número #14 no “UK Charts”, em 1971.

Oito anos depois, a “BBC” estreia o homônimo “Rupert” em 36 histórias de apenas 5 minutos, com transmissão de 85 a 88. Narrado por Ray Brooks, o programa consistia em animações estáticas acompanhadas da voz de Ray, tendo ido ao ar nos EUA pelo “Disney Channel” como parte do programa “Lunchbox”.

Por fim, chegamos ao principal: “Rupert, O Urso” (1991-1997), produzido pela “Nelvana” e mencionado mais acima. Elaborado em 65 episódios ao longo de 5 temporadas (13 pra cada), foi a série mais fiel ao projeto desenvolvido por Bestall, com muitas das histórias sendo retiradas do “Daily Express” e adaptadas para os gráficos 2D. No Brasil, foi exibido até 2008 pela “TV Cultura”, sendo um dos desenhos animados mais populares do canal.

Posteriormente, em 2006, uma versão para crianças menores foi ao ar denominada “Rupert Bear, Follow The Magic…”, produzida pela “Entertainment Rights”, “Classic Media” e “Cosgrove Hall Films”. Recebendo algumas mudanças consideráveis – Rupert aparece amarelo ao invés de branco – novos personagens foram incluídos à animação e 52 episódios gravados com a nova roupagem.

Ao lado de Rupert, destacam-se na história o texugo Bill (Bill Badger), seus pais Sr. e Sra. Urso (Mr. e Mrs. Bear), o porquinho Barrica (Podgy Pig), o cão pequinês Pong Ping (Pong Ping), o cientista Professor (Professor), a chinesa Tigresa (Tiger Lily) e a lontra Foquinha (Ottoline the Otter).

O PEQUENO URSO:

É com “O Pequeno Urso”, o desenho animado que mais assisti quando criança, que encerro o post de hoje. “Little Bear” é baseado na série de livros de mesmo nome escrita por Else Holmelund Minarik e ilustrada por Maurice Sendak. Tendo sua primeira obra publicada em 1957, a saga se desenvolveu por meio de seis livros, sendo os quatro primeiros compostos por quatro histórias cada.

Entre os títulos publicados, encontramos “Little Bear” (1957), “Father Bear Comes Home” (1959), “Little Bear’s Friend” (1960), “Little Bear’s Visit” (1961), “A Kiss For Little Bear” (1968) e “Little Bear and the Marco Polo” (2010), este último lançado dois anos antes da morte de Minarik – e ilustrado por Dorothy Doubleday.

Também chamado de “Little Bear’s Adventures”, a animação foi dividida em 5 temporadas totalizando 65 episódios. Foi originalmente produzido pela “CBC” – e mais tarde pela “Wild Things Productions” ao lado da “Nelvana” -, com sua primeira transmissão indo ao ar pela “Children’s BBC”, do Reino Unido, em 1995, e sendo finalizada em novembro de 2002. No Brasil, foi exibido pela “TV Cultura”, “Nickelodeon” e “HBO Family”, começando em 2002.

Sempre gentil e curioso, é ao lado da Mamãe e Papai Urso (Mother Bear e Father Bear), Pata (Duck), Galinha (Hen), Coruja (Owl), Gato (Cat), a cobra Sem Pé (No Feet), Emily, Mitzi e Vovô e Vovó Urso (Grandfather Bear e Grandmother Bear) que o pequeno mamífero vive as mais divertidas aventuras pelo bosque aonde mora com seus amigos.

A aceitação do público foi tão grande que um longa-metragem foi lançado meses antes de a última temporada ser encerrada, diretamente em DVD, sob a distribuição da “Paramount Home Entertainment” e a produção da “Nelvana Limited”. Porém, um ano antes, “The Little Bear Movie” chegou aos cinemas norte-americanos no Natal de 2000.

O filme narra o encontro de Pequeno Urso com Cub, um novo filhote de urso que se perdeu dos pais. Após saber do incidente, o protagonista não mede esforços para localizar os pais do amigo e se metem em muitas encrencas para ajudar o novo amigo. Com roteiro de Nancy Barr, o longa foi produzido por Raymond Jafelice e produzido por Maurice Sendak, o mesmo que desenhou os cinco primeiros livros de Minarik.