Os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás (parte 2)

Faz pouco mais de um ano que compartilhei por aqui a primeira parte de um especial que foi pioneiro para as nossas já frequentes playlists que trazem a vocês os melhores trabalhos da música pop internacional (relembre aqui). Hoje, dando sequência aos “10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás”, mas desta vez lançados sob o ano de 2005 (o título desta matéria não é uma mera coincidência), a publicação da vez tem como objetivo levar todos nós a um caminho de volta ao passado e à nostalgia, para uma época onde a música, definitivamente, era muito diferente.

Muitos dos títulos a seguir listados já ingressaram diversos de nossos outros especiais – como o “72 Discos” –, mas nem por isso deixarei de mencionar honrosos projetos que merecem um pouquinho da sua atenção e do nosso respeito por toda sua marca na história. A seguir, vamos descobrir quais são estes álbuns e o porquê de juntos formarem os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás:


PCD – THE PUSSYCAT DOLLS

Gravadora: “Interscope Geffen A&M Records”;

Lançamento: 13/09/2005;

Singles: “Don’t Cha”, “Stickwitu”, “Beep”, “Buttons”, “I Don’t Need a Man” e “Wait a Minute”;

Considerações: Foi com grande estilo que a segunda maior girlband do planeta (atrás apenas das inesquecíveis Spice Girls, é claro) fez a sua estreia no mundo da música com o multiplatinado “PCD”: disco responsável por trazer alguns dos maiores hinos que tivemos o prazer de conhecer há exatamente uma década. Seja pela pegada bem R&B do carro-chefe “Don’t Cha”, o soul romântico de “Stickwitu” ou o supererotismo de “Buttons”, as garotas do Pussycat Dolls podem não estar mais juntas hoje em dia, mas o que fizeram em um passado pouco distante com certeza marcou todos os adoradores da música pop internacional. Contudo, nem de rosas é formada a história do grupo feminino: foi em meio a diversos boatos sobre desentendimentos que a líder Nicole Scherzinger concedeu uma das declarações mais polêmicas de sua brilhante trajetória. Afirmando categoricamente que “gravou 95% dos vocais” presentes no primeiro trabalho da banda (inclusive os vocais de apoio), a morena acabou por se revelar o grande nome por detrás da banda e não demorou muito para sair em carreira solo. Não é à toa que a voz de Scherzinger se sobressaiu por todo o disco, não é mesmo?

Paradas musicais: O álbum estreou em #5 na “Billboard 200” com vendas de 99 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Buttons”.


REBIRTH – JENNIFER LOPEZ

Gravadora: “Epic Records”;

Lançamento: 23/02/2005;

Singles: “Get Right” e “Hold You Down”;

Considerações: Não foi em vão que Jennifer Lopez decidiu batizar o seu 4º disco de inéditas com o nome “Rebirth”! Deixando para trás o fim do noivado com Ben Affleck e toda a superexposição gerada na mídia, Lopez percebeu que era o momento de retornar para os estúdios de gravação e liberou o novo material três anos após o bem sucedido “This Is Me… Then” (o qual ironicamente havia sido lançado e dedicado ao ex-noivo). Impulsionado pelo lead single “Get Right”, a música não demorou muito para se tornar um dos maiores hits da cantora e hoje se mostra um de seus trabalhos mais populares ao lado das clássicas “Jenny from the Block”, “Love Don’t Cost a Thing” e “If You Had My Love”. Combinando a música dance com o hip-hop dominante dos anos 2000 e o seu já conhecido R&B do início da carreira, JLo não hesitou ao caprichar nas indiretas e imortalizar toda sua angústia em hinos desperdiçados como “He’ll Be Back”, “(Can’t Believe) This Is Me” e “Ryde or Die”. “Encare a verdade, faça isso por você. Você vai sentir falta dele, mas os dias vão passar. Tente o seu melhor para não chorar e mantenha-se viva” – quem disse que músicas sobre coração partido são exclusividade da Adele?

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas superiores a 260 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Get Right”.


THE EMANCIPATION OF MIMI – MARIAH CAREY

Gravadora: “The Island Def Jam Music Group”;

Lançamento: 12/04/2005;

Singles: “It’s Like That”, “We Belong Together”, “Shake It Off”, “Get Your Number”, “Don’t Forget About Us” [presente na edição platinum], “Fly Like a Bird” [promocional] e “Say Somethin’”;

Considerações: Depois de passar por poucas e boas, ver sua vida particular de pernas para o ar e lidar com o fraco desempenho de seus dois últimos discos, a diva suprema dos anos 90 resolveu dar um tapa na poeira e deixou a tristeza de lado com “The Emancipation of Mimi”, seu 10º álbum de inéditas. Convidando alguns dos mais requisitados produtores e cantores da black music (como Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Nelly, Snoop Dogg e Twista), Carey não poupou esforços de elaborar o projeto que marcaria um renascimento não apenas de sua vida como cantora, mas também como figura pública. Liderada pela quente “It’s Like That”, o 10º álbum de Mariah foi ganhando força no decorrer dos meses até culminar em “We Belong Together”: a 2ª música de maior êxito da cantora na “Billboard Hot 100” (a qual chegou a passar 14 semanas não consecutivas em #1). “The Emancipation Of Mimi” foi relançado na chamada “Ultra Platinum Edition”, a versão que continha 5 novas músicas e o 5º single da bem sucedida era: a baladinha “Don’t Forget About Us”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 404 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “We Belong Together”.


B IN THE MIX: THE REMIXES – BRITNEY SPEARS

Gravadora: “Jive Records” e “Zomba Group of Companies”;

Lançamento: 22/11/2005;

Singles: “And Then We Kiss” [promocional apenas na Austrália e Nova Zelândia];

Considerações: Britney já continha em seu catálogo quatro grandes álbuns quando resolveu pegar alguns de seus maiores sucessos e reuni-los em uma coletânea de remixes a qual nomeou “B in the Mix: The Remixes”, lançada durante o outono norte-americano de 2005. Impulsionada pela recente “Someday (I Will Understand)” (liberada meses antes daquele mesmo ano) e a inédita “And Then We Kiss”, ambas compostas pela “Princesinha do Pop”, o disco conta com 11 canções remixadas que levam ao ouvinte o melhor das pistas de dança ao longo de ótimos 54 minutos. Trazendo 3 outras faixas que ficaram de fora da edição padrão mas que entraram para a versão japonesa do material (“Stronger”, “I’m Not a Girl, Not Yet a Woman” e outro remix de “Someday”), apesar de ter sido recebido de maneira morna pela crítica, o álbum se saiu bem nas vendas e é estimado que tenha ultrapassado 1 milhão de cópias por todo o mundo, 119 mil apenas em território estadunidense (dados de 2011). Uma continuação do “B in the Mix” bem menos cativante incluindo versões repaginadas dos singles extraídos dos álbuns “Blackout”, “Circus”, “The Singles Collection” e “Femme Fatale” foi lançada em 2011 com favoráveis vendas pelos EUA (9 mil apenas na primeira semana).

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard Dance/Electronic Albums” com vendas de 14 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe fan made de “And Then We Kiss (Junkie XL Remix)”.


CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR – MADONNA

Gravadora: “Warner Bros. Records”;

Lançamento: 11/11/2005;

Singles: “Hung Up”, “Sorry”, “Get Together” e “Jump”;

Considerações: 2005 foi mesmo um ano de grandes retornos para as veteranas da música pop! “Confessions on a Dance Floor”, o 10º álbum de inéditas da “Rainha do Pop”, foi o título recebido pelo trabalho que nos trouxe as impecáveis “Sorry” e “Hung Up” (essa última recebendo samples de “Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)”, o hino atemporal do ABBA). Estruturado como a setlist de um DJ (as faixas foram encaixadas e seguem em uma única sequência, como se tudo fosse uma música só), a maior influência de Madonna para o álbum foi a sonoridade dos anos 70 e 80 (Donna Summer, Pet Shop Boys, Bee Gees e Depeche Mode), incluindo, para isso, suas produções ultramodernas. Muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da música contemporânea, “Confessions” rendeu à Madonna uma vitória no “Grammy” de 2007 na categoria “Melhor Álbum Dance/Eletrônico”. Produzido pela própria Madonna ao lado do sempre fiel Mirwais Ahmadzaï (com quem já havia trabalhado em “Music” e “American Life”) e Bloodshy and Avant (“Piece of Me” e “Toxic”, da Britney Spears), o disco traz ainda um dos maiores nomes que música eletrônica já viu em sua longa história: o prestigiado Stuart Price. Relembre o nosso post exclusivo comemorando os 10 anos do “Confessions on a Dance Floor”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 350 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Sorry”.


NUESTRO AMOR – RBD

Gravadora: “EMI Music”;

Lançamento: 22/09/2005;

Singles: “Nuestro Amor”, “Aún Hay Algo”, “Tras de Mí” e “Este Corazón”;

Considerações: Com uma pegada pop-rock característica do próprio grupo, os integrantes do RBD devem se sentir satisfeitos com todas as glórias alcançadas com o lançamento do seu 2º disco de inéditas (trabalho classificado platina em diversos países do mundo). Seja pelos vocais poderosos de Anahí na faixa-título ou pela consistência trazida por Maite Perroni em músicas como “Qué Hay Detrás” e “Fuera”, a extinta banda ultrapassou todos os limites do inimaginável quando se dispôs a gravar o “Nuestro Amor” – e consequentemente deixou lá atrás o pop morno de seu álbum debut (“Rebelde”). Destaque para “Me Voy”, faixa que o grupo regravou como um cover para “Gone” (da Kelly Clarkson), e “Feliz Cumpleaños”, originalmente “Happy Worst Day” (da sueca Mikeyla). Formado pelo sexteto Anahí, Dulce Maria, Maite Perroni, Alfonso Herrera, Christopher von Uckermann e Christian Chávez, não é uma obra do destino ter sido o RBD uma das maiores fontes de inspiração para os milhares de adolescentes latino-americanos que acompanharam a novela estrelada pelos músicos e passaram pela conturbada fase da adolescência.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Mexican Albums Chart” com vendas superiores a 160 mil cópias em apenas 7 horas.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Nuestro Amor”.


LIFE – RICKY MARTIN

Gravadora: “Columbia Records”;

Lançamento: 10/10/2005;

Singles: “I Don’t Care”, “Drop It on Me” e “It’s Alright”;

Considerações: Anos antes de nos conquistar com “Música + Alma + Sexo” (2011), o 1º disco do cantor lançado após sua saída do armário, Ricky Martin já fazia bonito dentro dos estúdios de gravação quando nos ofertou “Life”, o 8º álbum de sua discografia. Famoso por sua beleza estonteante e por uma sensualidade fora do comum, o material foi o grande responsável por restabelecer o porto-riquenho como um forte símbolo sexual e por colocá-lo em um caminho mais urbano, influenciado pelos elementos do hip-hop e do R&B. Sem negar suas origens latinas e fazendo um mix entre os idiomas inglês e espanhol, Martin não deixou sua fã-base caliente de lado e tratou de incluir na tracklist do disco as faixas “Qué Más Da” e “Déjate Llevar” (versões de “I Don’t Care” e “It’s Alright”, respectivamente, gravadas em sua língua materna). Cheio de gás e em uma de suas melhores fases, Ricky e seu apaixonante álbum ainda nos impressiona em pleno 2015 com algumas das músicas mais viciantes de seu distinto catálogo, tais como “I Am”, “Life” e “This Is Good”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #6 na “Billboard 200” com vendas de 73 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “I Don’t Care”.


JAGGED LITTLE PILL ACOUSTIC – ALANIS MORISSETTE

Gravadora: “Maverick Records” e “Warner Bros Records”;

Lançamento: 13/06/2005;

Singles: “Hand in My Pocket” [apenas nos EUA];

Considerações: Depois de ganhar o mundo com o sucesso esmagador de “Jagged Little Pill”, o seu 3º álbum de inéditas liberado como o 1º da carreira internacional, Alanis Morissette percebeu que não poderia cometer o erro de deixar passar em branco o aniversário de 10 anos de sua clássica obra prima. Assim nasceu “Jagged Little Pill Acoustic”, o disco liberado exatamente uma década após o lançamento do álbum principal e que reunia todas as faixas anteriormente gravadas em 1995. Recebendo uma roupagem mais crua que enaltecia todo o poder vocal de Morissette, a releitura do trabalho foi divulgada com a liberação de “Hand in My Pocket” apenas em território estadunidense, onde o álbum estreou na posição #50 na parada dos 200 álbuns mais populares da semana. A capa de “Jagged Little Pill Acoustic”, que é nitidamente similar à arte utilizada pelo disco original, foi propositalmente escolhida para homenagear o trabalho que fez de Alanis uma das cantoras mais adoradas de todos os tempos.

Paradas musicais: O álbum estreou em #50 na “Billboard 200” com vendas atualmente desconhecidas.

Ouça: e assista a esta apresentação acústica de “You Oughta Know”.


A LITTLE MORE PERSONAL (RAW) – LINDSAY LOHAN

Gravadora: “Casablanca Records” e “Rise Records”;

Lançamento: 05/12/2005;

Singles: “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”;

Considerações: Cansada da imagem de “boa moça” que conquistou ao estrelar diversos filmes para o império de Walt Disney, a nossa bad girl favorita acabou por precisar de uma válvula de escape para provar às pessoas que não era mais uma criança. Este sem sombra de dúvidas foi um dos maiores objetivos tentados por “A Little More Personal (Raw)”, o 2º disco gravado por Lindsay Lohan em sua trajetória musical. Afastando-se da sonoridade que costumava fazer no começo da carreira, o novo material fala por si do começo ao fim! Pegando emprestado algumas batidas do rock e combinando-as com um pop mais agressivo, a rouca voz da cantora casou bem com os instrumentais trabalhados no projeto combinados as tristes e realistas composições que escreveu ao lado de Kara Dioguardi e Greg Wells. De fato, Lohan jamais se mostrou uma vocalista bem preparada em suas raras apresentações ao vivo, mas, em um mundo de cantoras que usam e abusam de autotune/playback para sobreviver à demanda da atualidade, LiLo é um nome que faz muita falta na indústria musical.

Paradas musicais: O álbum estreou em #20 na “Billboard 200” com vendas de 82 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Confessions of a Broken Heart (Daughter to Father)”.


I AM ME – ASHLEE SIMPSON

Gravadora: “Geffen Records”;

Lançamento: 18/10/2005;

Singles: “Boyfriend” e “L.O.V.E.”;

Considerações: Ashlee Simpson ainda respirava um ar meio pesado quando resolveu deixar os erros do passado para trás e dar continuidade à sua carreira tão promissora. Liberando seu 2º álbum de estúdio pouco mais de um ano após o bem sucedido “Autobiography”, o carro-chefe “Boyfriend” chegou com tudo mandando indiretas para uma ex-melhor amiga e logo de cara pegou uma surpreendente #20 colocação na “Billboard Hot 100”. Platinando seus cabelos e já começando com uma louca fuga policial que leva a um show particular em um galpão secreto e abandonado (o nostálgico enredo do videoclipe), o lead single é apenas uma das várias faixas que acentuam os fortes vocais da cantora gravados para seu disco mais pessoal e sombrio até a presente data. Caprichando nas composições de todas as canções gravadas para o álbum (as quais foram coescritas por Kara Dioguardi e John Shanks), Ashlee brinca em “I Am Me” de ser uma corajosa aspirante do rock que não poupa esforços em entregar ao seu ouvinte alguns ótimos instrumentais movidos à muita guitarra, violão, piano e sintetizadores de primeira qualidade.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 220 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Boyfriend”.


Você já conhecia alguns destes trabalhos? Quais os seus discos favoritos de 2005 mas que não entraram para a nossa nostálgica lista? Deixe as suas dicas mais abaixo.

Os 10 melhores álbuns pop de 10 anos atrás

O universo musical, assim como o da literatura e o do cinema, está passando por constantes alterações, e isso quem diz não sou eu, mas a própria História. Assim como o ser humano, tudo ao nosso redor modifica, evolui e ultrapassa certos limites que até então imaginávamos inquebráveis. Não poderia ser diferente com a música pop, o gênero mais cobiçado dos últimos tempos.

Porém, o que encontramos em dias atuais, infelizmente, talvez seja um pouco desapontante. Salvo algumas exceções raríssimas, os artistas atuais, principalmente os da nova geração, têm procurado uma certa generalidade que não coincide com o que bombava há 10 anos em rádios de todos os países. Talvez pela insegurança do sucesso, mais e mais vezes somos “atacados” por álbuns de conteúdo duvidoso e que pouco mostram originalidade (talvez se retirarmos um carro-chefe ou um single qualquer).

Nesse sentido, selecionei abaixo 10 dos melhores álbuns lançados há 10 anos e que continuam fazendo a cabeça de muita gente. Deixo claro, desde já, que elaborei esta publicação me baseando única e exclusivamente em meu gosto musical. Reafirmo humildemente: não sou técnico musical, apenas um grande admirador de música pop.

Vamos lá?!


10. GREATEST HITS: MY PREROGATIVE

Artista: Britney Spears

Gravadora: Jive Records

Lançamento: 08/11/2004

Singles: “(I’ve Just Begun) Having My Fun”, “My Prerogative”, “Do Somethin’”

Considerações: Tudo bem, eu sei que ao dizer que relacionaria os 10 melhores álbuns de 2004, você provavelmente pensou em discos de faixas inéditas, porém, essa coletânea é capaz de quebrar as regras de qualquer jogo. “Greatest Hits: My Prerogative” é tão deliciosa que tem o incrível poder de abrir uma fenda no tempo e nos sugar para o fantástico mundo comandado por Britney Spears. As inéditas incluem três novas músicas produzidas pela dupla Bloodshy & Avant, sendo uma delas um cover do cantor de R&B Bobby Brown. Hinos como “I’m a Slave 4 U” e “Toxic” juntamente com as faixas inéditas nos revelam que aquela pequena garota nascida na Louisiana veio para construir um legado e se tornar a maior estrela pop de todos os tempos, sendo uma fiel seguidora dos passos de Madonna e Michael Jackson.

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard 200” com vendas de 255 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “My Prerogative”.


09. HARMONIUM

Artista: Vanessa Carlton

Gravadora: A&M Records

Lançamento: 21/10/2004

Singles: “White Houses”

Considerações: “Making my way downtown, walking fast, faces passed and I’m home bound”! A dona de uma das músicas mais conhecidas dos anos 2000 – “A Thousand Miles” (o tema do filme “As Branquelas”, lembra?) – não poderia fazer feio com o lançamento de seu segundo disco, “Harmonium”, trazendo o first (and only) single “White Houses”. Com baixas vendas, o álbum marcou a saída da cantora de sua até então atual gravadora, a “A&M Records”. Completamente trabalhado em cima do já conhecido “piano pop/rock” apresentado por Carlton, o segundo trabalho da norte-americana traz um considerável amadurecimento profissional com letras mais intimistas e convidativas. Podemos destacar entre as canções do disco a faixa “Annie”, escrita pela cantora e dedicada a uma fã com leucemia: “Eu daria meus ossos para você ter mais alguns anos, oh Annie. Mais para você viver do que para tentar sobreviver, oh Annie”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #33 na “Billboard 200” com vendas de 36 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “White Houses”.


08. REBELDE

Artista: RBD

Gravadora: EMI Records

Lançamento: 30/11/2004

Singles: “Rebelde”, “Solo Quédate En Silencio”, “Sálvame”, “Un Poco De Tu Amor”

Considerações: Talvez o maior sucesso musical mexicano apenas atrás da cantora Thalía, o RBD foi a banda formada entre os anos de 2004 a 2009 por meio da telenovela “Rebelde”. Integrado por Anahí, Dulce María, Maite Perroni, Christian Chávez, Christopher von Uckermann e Alfonso Herrera, o primeiro disco da banda foi totalmente inspirado no programa de TV estrelado pelo sexteto, atuando como trilha sonora para o mesmo. Vale dizer, ainda, que o sucesso do grupo foi tão grande aqui no Brasil que o disco chegou a ser relançado e regravado, com 7 das músicas originais cantadas totalmente em português, recebendo o título “Rebelde (Edição Brasil)” Os dois próximos discos da banda, “Nuestro Amor” e “Celestial”, também receberam versões “abrasileiradas”, repetindo o mesmo sucesso adquirido pelo primeiro.

Paradas musicais: O álbum estreou em #95 na “Billboard 200”, e estima-se que tenha vendido 400 mil cópias até hoje nos EUA.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Solo Quédate En Silencio”.


07. LOVE. ANGEL. MUSIC. BABY

Artista: Gwen Stefani

Gravadora: Interscope Records

Lançamento: 12/11/2004

Singles: “What You Waiting For?”, “Rich Girl”, “Hollaback Girl”, “Cool”, “Luxurious”, “Crash”

Considerações: Já há 18 anos como membro do No Doubt, foi em 2004 que Gwen Stefani decidiu aproveitar o hiatos da banda para investir em sua carreira solo. Se influenciado na disco, electropop, new wave, R&B, hip-hop e dance-rock nos anos 80, a loira apresentou para o público um trabalho completamente original e diferente do que as pessoas estavam acostumadas a ouvir há 10 anos. Vestindo roupas fashionistas e gravando um som psicodélico, o visual de Stefani muito lembrava, para à época, o que Lady Gaga adotou em meados de 2008/2009. Como Alice No País das Maravilhas, Stefani investiu em sua carreira solo criando batidas modernas que remetia o ouvinte a outras dimensões, deixando o pop muito mais interessante. Destaque para o mega hit “Hollaback Girl”, composta por Gwen ao lado de Chad Hugo e Pharrel Williams, produzida pelos últimos (The Neptunes).

Paradas musicais: O álbum estreou em #7 na “Billboard 200” com vendas de 309 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Hollaback Girl”.


06. BEAUTIFUL SOUL

Artista: Jesse McCartney

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 28/09/2004

Singles: “Beautiful Soul”, “She’s No You”, “Get Your Shine On”, “Because You Live”

Considerações: O único artista masculino solo a entrar em nossa lista não poderia ser outro senão Jesse McCartney, e não digo isso por ser meu cantor favorito. O moço mal havia saído da boyband Dream Steet, em 2002, quando deu início a sua carreira musical como solista, lançando em 2003 o EP “JMac”. Porém, foi com seu debut que conseguiu chamar a atenção do público e provar que não era apenas um rostinho bonito entre a multidão de novos artistas. Com suas baladas românticas, foi durante anos a opção número 1 de 9 a cada 10 garotas apaixonadas por seus ídolos teen, até se aprofundar no R&B e quebrar sua imagem de “bom moço” com a estreia de “Departure”, em 2007. “Beautiful Soul”, como o próprio nome sugere, nos traz um lado mais emocional e honesto de McCartney, embalando o ouvinte com seu pop-rock tradicional da década passada.

Paradas musicais: O álbum estreou em #15 na “Billboard 200”, e estima-se que o disco tenha vendido cerca de 1,8 milhão de cópias a nível mundial.

Ouça: e assista ao videoclipe de “She’s No You”.


05. AUTOBIOGRAPHY

Artista: Ashlee Simpson

Gravadora: Geffen Records

Lançamento: 20/07/2004

Singles: “Pieces Of Me”, “Shadow”, “La La”

Considerações: Antes de engravidar e dar a luz a seu primeiro filho, Bronx, Ashlee Simpson era uma cantora regularmente frequente no cenário musical. Com três álbuns em sua discografia, foi com o single “Pieces Of Me” que a morena estabeleceu entre as paradas de sucesso uma das músicas mais tocadas da década passada, sendo eleita por muitos a “Música do Verão”. Amparada pelo seu programa de TV “The Ashlee Simpson Show”, da MTV, a emissora mostrou aos fãs da jovem o processo de criação e gravação do disco, o que rendeu uma alta audiência e atraiu os holofotes para Simpson. Destaca-se no álbum a faixa “Shadow”, música que Ashlee compôs em seus 15/16 anos e desabafou sobre o quão difícil foi encontrar sua própria identidade e viver na sombra de sua irmã famosa, a também cantora Jessica Simpson. “Autobiography” é o álbum mais denso de Ashlee, que aproveitou a oportunidade para criar uma harmônica ligação de seus sentimentos adolescentes com sua voz rasgada e uma intensa batida pop-rock.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 398 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Pieces Of Me”.


04. HILARY DUFF

Artista: Hilary Duff

Gravadora: Hollywood Records

Lançamento: 15/09/2004

Singles: “Fly”, “Someone’s Watching Over You”

Considerações: Após a liberação e pesada divulgação do disco “Metamorphosis”, Hilary Duff precisava urgentemente de novo material para manter a atenção do público. Algo que mostrasse sua evolução como ser humano, mas que não chocasse as pessoas que acompanhavam sua carreira. Foi a partir daí que nasceu “Hilary Duff”, tido por muitos como o seu álbum mais pessoal, sonoramente falando. Já introduzido pelo carro-chefe “Fly”, a música fala por si só, se tornando de imediato um hino de superação para milhares de jovens e adultos hoje 10 anos mais velhos. “Hilary Duff”, assim como qualquer disco pop, tem seus pontos altos e baixos, mas destaca-se pela melancolia intensa presente em faixas como “Weird”, “The Getaway” e “Shine”. Porém, também possui o seu lado positivo, este representado por “Jericho” e “I Am”.

Paradas musicais: O álbum estreou em #2 na “Billboard 200” com vendas de 192 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Fly”.


03. SPEAK

Artista: Lindsay Lohan

Gravadora: Casablanca Records

Lançamento: 07/12/2004

Singles: “Rumors”, “Over”, “First”

Considerações: O nosso top 3 é iniciado por ninguém mais, ninguém menos que Lindsay Lohan, a mais conhecida bad girl hollywoodiana da atualidade. Com “Speak”, seu primeiro trabalho musical sério, a norte-americana mostrou ao mundo que, além de seu talento nato para a representação, também foi beneficiada com uma voz poderosa e altamente limpa. O primeiro single, “Rumors”, mal foi lançado e chegou a ser indicado a uma categoria no “Video Music Awards” de 2005 na categoria de “Melhor Vídeo Pop” – mas perdeu para Kelly Clarkson com “Since U Been Gone”. “Speak” foi influenciado pelos gêneros pop, pop-rock, dance-pop e gravado sob o selo da “Casablanca Records”, com produção executiva de Tommy Mottola – o cara que descobriu Mariah Carey. Mostrando um lado mais sensível e comercial, Lohan somente foi se libertar musicalmente no ano seguinte, com a liberação de seu segundo álbum, “A Little More Personal (Raw)” – que em breve receberá uma análise exclusiva.

Paradas musicais: O álbum estreou em #4 na “Billboard 200” com vendas de 261 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Rumors”.


02. BREAKAWAY

Artista: Kelly Clarkson

Gravadora: RCA Records

Lançamento: 30/11/2004

Singles: “Since U Been Gone”, “Behind These Hazel Eyes”, “Because Of You”, “Walk Away”, “Breakaway”

Considerações: Se o “American Idol” teve como objetivo principal encontrar um novo artista entre pessoas dos mais variados lugares do mundo, com certeza Kelly Clarkson foi a candidata mais bem sucedida da história do programa – sem desmerecer Carrie Underwood e Jordin Sparks, claro. Dona de uma voz poderosa e marcante, foi com “Breakaway” que Clarkson explodiu nas paradas de sucesso e se estabeleceu como uma cantora respeitada. Dona de inúmeros hits, três de seus maiores sucessos estão presentes em seu segundo disco, sendo eles “Because Of You”, “Since U Been Gone” e a faixa-título, “Breakaway”. Trabalhando ao lado de Dr. Luke (Katy Perry), Max Martin (Britney Spears), Kara DioGuardi (Christina Aguilera) e até mesmo Avril Lavigne, a loira presenteou os fãs com seu álbum mais vendido mundialmente – são mais de 15 milhões de cópias – e provavelmente o mais querido entre os seguidores da ex-garçonete. Com suas 4 oitavas, Kelly é provavelmente uma das cantoras mais bem treinadas vocalmente da atualidade.

Paradas musicais: O álbum estreou em #3 na “Billboard 200” com vendas de 250 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Because Of You”.


01. UNDER MY SKIN

Artista: Avril Lavigne

Gravadora: Arista Records, RCA Records

Lançamento: 25/05/2004

Singles: “Don’t Tell Me”, “My Happy Ending”, “Nobody’s Home”, “He Wasn’t”, “Fall To Pieces”, “Take Me Away”

Considerações: Não é a toa que a “Princesa do Pop-Punk” conseguiu, com seu segundo álbum de inéditas, conquistar nosso primeiro lugar. Os singles retirados de “Under My Skin” o tornaram um disco memorável, mas mesmo se ali não estivessem, este continuaria sendo, em minha singela opinião, o melhor álbum da canadense. Mais profundo que o debut “Let Go” e mais maduro que os posteriores, “Skin” nos revela uma Avril muito mais adulta e vulnerável – talvez só não tão vulnerável como pudemos ver em “Goodbye Lullaby”. Assim como “Fly”, de Hilary Duff, “Nobody’s Home” é um dos grandes destaques do CD, consolidando-se como uma das canções mais melancólicas e impactantes da última década. Número #1 em diversos países incluindo Canadá, Austrália e Japão, estima-se que o disco tenha ultrapassado 8 milhões de cópias a nível mundial.

Paradas musicais: O álbum estreou em #1 na “Billboard 200” com vendas de 381 mil cópias na primeira semana.

Ouça: e assista ao videoclipe de “Nobody’s Home”.