Como faz pra desviciar de “Lara Croft: Relic Run”, o novo game da série “Tomb Raider” para mobile?

Apesar de quase nunca visitar a Play Store, a loja de aplicativos para Android, resolvi, há pouco mais de três dias, fazer um tour por lá e acompanhar as novidades que encontravam-se em destaque. Foi vagando completamente sem rumo que dei de cara com “Lara Croft: Relic Run”, o novo game da consagrada saga de jogos “Tomb Raider” desta vez destinado para os smartphones de todo o mundo.

Como modesto fã da série que já acompanhou um título aqui e ali fora as refilmagens destinadas para as telonas dos cinemas, minha curiosidade falou mais alto e, quando menos percebi, já estava fazendo o download do game em menos de cinco segundos. Sem nem ao menos assistir a um vídeo demonstrativo ou ir atrás de informações sobre a jogabilidade de “Relic Run”, acabei lendo alguns comentários por ali mesmo e, satisfeito com o feedback do pessoal, deixei o jogo baixar enquanto esperava ansiosamente.

E, devo compartilhar com vocês que as primeiras impressões que tive do jogo, logo de cara, foram bem positivas, principalmente em relação as gráficos apresentados, ao enredo envolvente e a jogabilidade simples mas prazerosa. Seguindo o módulo “corredores infinitos” single-player que já tivemos o prazer de conferir em “Temple Run” (2011) e “Subway Surfers” (2012), “Relic Run” não peca ao reintroduzir este tão popular esquema jogável em pleno 2015. Sob o controle da protagonista Lara Croft, este mais recente lançamento dá continuidade ao projeto paralelo da série principal “Tomb Raider” e segue o bem recebido pela crítica “Lara Croft and the Temple of Osiris”, liberado para PC, PlayStation 4 e XBox One no fim do ano passado.

Um dos vários combates que você enfrentará em “Lara Croft: Relic Run”

Passando-se no Camboja (sudeste asiático), em “Relic Run” o jogador deverá se aventurar por uma densa floresta em busca de relíquias perdidas deixadas por um colega desaparecido, Carter. Porém, a tarefa de localizar essas relíquias não será tão fácil assim, já que, antes de encontrá-las, o jogador deverá coletar algumas pistas primordiais para avançar no jogo. Quanto mais relíquias você tiver, maior será o número de pistas para os próximos artefatos escondidos, e assim, mais território você deverá explorar. Ao passo que mais se aventura pela região, novos mistérios vão sendo desvendados enquanto inimigos répteis bem barra-pesada tentam atrapalhar o seu caminho. Trazendo até mesmo um tiranossauro gigantesco que lhe persegue por grande parte do seu percurso, o ambiente e clima do jogo lembram bastante os primeiros games da série “Tomb Raider”, como “Tomb Raider III” (1998) e “Tomb Raider: The Last Revelation” (1999).

Cheio de momentos de tirar o fôlego, a arqueóloga mais famosa do universo dos consoles terá de trabalhar bastante os glúteos para dar conta de escapar de todas as armadilhas presentes no cenário do jogo. Controlando-a através do toque de seu smartphone, você deverá ajudar Lara a realizar movimentos de parkour, correr pelas paredes, esgueirar-se por lugares apertados, segurar-se em cipós e coletar as moedas que estão espalhadas pela selva. Estes itens serão indispensáveis para trocar por diversas novidades na loja do game, como novos trajes, armamentos ultramodernos, kits de primeiros-socorros e acessórios que facilitarão a sua corrida infinita.

Contudo, tenha cuidado! A sua aventura automaticamente será finalizada se você atingir um determinado obstáculo e, consequentemente, a sua pontuação zerada, devendo recomeçar tudo mais uma vez (obviamente, seu dinheiro e número de diamantes continuarão intocados). Para facilitar a vida do jogador, os desenvolvedores do game criaram a super útil Ankh, ferramenta que ressuscitará Lara e permitirá que a moça continue seu trajeto a partir do momento em que foi interrompido. Mas, como não é difícil de se imaginar, essa ajuda acaba se saindo muito mais cara que o desejado, sendo por diversas vezes pouco recomendável.

Segundo os desenvolvedores de “Relic Run”, desde o início do projeto buscou-se incluir as já conhecidas habilidades acrobáticas da Srtª Croft aliados as indispensáveis cenas emocionantes de combate. Dando um ar mais fantasioso para o game, alguns chefes como o Tiranossauro aparecem para fazer um contraste ao tema mais maduro e realista dos jogos principais da série e liberados lá atrás, ainda nos anos 90. Tudo foi tão bem pensado que, até mesmo as cenas que são mostradas em câmera lenta (como quando Lara pula sobre lugares muito altos) foram incluídas para camuflar o tempo de carregamento do game.

“Lara Croft: Relic Run” pode, num primeiro momento, parecer apenas mais um dos milhares de games de corredores infinitos que estão por aí, a nossa disposição, mas, diferente da grande maioria, este apresenta uma jogabilidade muito mais dinâmica. Introduzindo os mais incríveis obstáculos e cenários realistas, os movimentos de parkour aparecem para dar ao game um tom mais moderno desta saga que desde 96 carrega pelo tempo um número gigantesco de leais seguidores. “Relic Run” é tão fiel a saga principal de “Tomb Raider” que diversos elementos presentes nos jogos anteriores podem ser vistos aqui, como a já conhecida sensualidade de nossa protagonista e as suas trágicas mortes bem coreografadas. Podendo, até mesmo, dirigir ATVs e motocicletas capazes de saltar por ribanceiras intermináveis, este é apenas mais um título digno de todos os outros que acompanharam a Srtª Croft por estes quase 20 anos.

Desenvolvido pela “Simutronics” em parceria com a “Crystal Dynamics” e a “Square Enix”, “Lara Croft: Relic Run” teve sua estreia oficial no dia 1º de julho de 2015, disponível gratuitamente para Android, iOS e Windows Phone 8. Ah, e sobre a censura, fique tranquilo: jogo recomendável para maiores de 10 anos.

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